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No movimento de profundas transformações do trabalho e da vida social, consolidou-se
a nova questão social e novas formas de enfrentamento da mesma.
o binômio flexibilização/precarização e a perda da razão social do trabalho.
a união entre o fordismo e o taylorismo como estratégias dessas transformações.
o trinômio privatização, focalização e descentralização.
a especialização e a qualificação enquanto premissas para o mercado de trabalho.
O texto “Dimensões históricas das relações entre educação e Serviço Social: elementos para uma revisão crítica” (DENTZ e SILVA, 2015) aponta que a construção da nova cultura crítica, no interior da profissão do Serviço Social, foi corroborada por um conjunto de fatores sóciohistóricos, entre os quais podem ser destacados:
I) A inquietação da própria categoria profissional quanto à teorização.
II) A cientificidade da prática profissional.
III) O fortalecimento do regime militar.
IV) A ascensão do marxismo acadêmico.
V) O tecnicismo da prática profissional.
Das alternativas acima estão CORRETAS:
Somente I, II, III e IV
Somente II, IV e V
Somente I, II e IV
Somente III e V
Somente I, III e V
O Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), executado no âmbito do Ministério da Educação, tem como finalidade ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal. O PNAES deverá ser implementado de forma articulada com as atividades de ensino, pesquisa e extensão, visando o atendimento de estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presencial das instituições federais de ensino superior. Podemos considerar sobre o PNAES:
Caberá ao Ministério da Educação definir os critérios e a metodologia de seleção dos alunos de graduação a serem beneficiados.
As ações de assistência estudantil serão executadas por instituições federais de ensino superior, abrangendo os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, considerando suas especificidades, as áreas estratégicas de ensino, pesquisa e extensão e aquelas que atendam às necessidades identificadas por seu corpo discente.
As ações de assistência estudantil devem considerar a necessidade de viabilizar a igualdade de oportunidades, contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico e desta forma não necessita se preocupar com situações de retenção e evasão decorrentes da insuficiência de condições financeiras.
Serão atendidos no âmbito do PNAES exclusivamente estudantes oriundos da rede pública de educação básica ou com renda familiar per capita de até um salário mínimo, sem prejuízo de demais requisitos fixados pelas instituições federais de ensino superior.
O Ministério da Educação deverá fixar exclusivamente, mecanismos de acompanhamento e avaliação do PNAES.
“Conseguimos compreender, portanto, porque o trabalhador foge do trabalho como de uma peste e o poeta nos canta: ‘trabalhar é minha sina, eu gosto mesmo é d’ocê’. Por isso, diante da bombástica afirmação sobre o ‘fim do trabalho’, nós reagiríamos marcando uma festa para celebrar a emancipação. Mas as coisas não são bem assim.”
(Iasi, 2013, p. 56.)
Tendo como referência o debate apresentado pelo autor, assinale a afirmativa correta.
A emancipação plenamente humana é o reino dos direitos: temos direito à educação, à saúde, à moradia, a um meio ambiente saudável no trabalho. No entanto, como criaturas insaciáveis, os trabalhadores, além dos direitos, gostariam muito de ter também educação, saúde, moradia e todas essas coisas.
Substantivar os direitos, rechear de carne real a abstração da igualdade jurídica, na qual todos têm direito à propriedade, mas pouquíssimos a têm de fato, pressupõe mais que um ato jurídico ou mesmo político; pressupõe conservar as bases do trabalho alienado/estranhado, isto é, a propriedade privada e uma certa divisão social do trabalho fundada na mercantilização da vida elevada à sua máxima potencia sob o capital.
Sob a forma capitalista, o limite da emancipação é a igualdade formal perante a lei e a liberdade constrangida pelo Estado, isto é, podemos no máximo normatizar as relações entre o capital e trabalho, mas estamos impedidos de tocar nas determinações profundas que dividem o gênero humano entre aqueles que se apropriam dos meios de produção e aqueles que são condenados a vender sua força de trabalho, produzindo a riqueza que por poucos será fruída.
As pessoas, na atual divisão social do trabalho, diante da mercantilização total da vida, são obrigadas a vender sua força de trabalho e a vendê-la quando consegue e aonde consegue. Estão, portanto, subordinadas a uma escravizante divisão do trabalho. Só podemos falar em emancipação política na medida em que os produtores livremente associados possam de fato escolher o ponto em que irão se inserir em uma divisão do trabalho, o que pressupõe uma certa heterogeneidade das formas particulares que compõem o trabalho social total
“O capital financeiro contemporâneo avança sobre o fundo público, formado tanto pelo lucro do empresariado quanto pelo trabalho necessário dos assalariados, que são apropriados pelo Estado sob a forma de impostos e taxas. Por outro lado, os investimentos especulativos em ações de empresas no mercado financeiro apostam na extração da mais-valia presente e futura dos trabalhadores para alimentar expectativas de lucratividade futuras das empresas, interferindo silenciosamente em direção a uma ampla regressão dos direitos que se encontra na raiz das metamorfoses do mercado de trabalho.”
(Harvey, 1993; Alves, 2000; Antunes, 1997, 1999; Bhir, 1999; Santana, e Ramalho, 2003.)
Assinale a alternativa que descreve de forma INCORRETA uma das interferências silenciosas supracitadas que contribui com a regressão dos direitos e que se encontra na raiz das metamorfoses do mercado de trabalho.
Desaceleração do trabalho e redução da jornada.
Elevação da produtividade do trabalho com tecnologias poupadoras de mão de obra.
Chamamentos à participação e consentimento dos trabalhadores às metas empresariais.
Estímulo à competição entre os trabalhadores num contexto recessivo, dificultando a organização sindical.
O texto “Mobilização social e práticas educativas” (ABREU, 2009), tem como objetivo:
desenvolver uma reflexão sobre os fundamentos das práticas educativas, particularizando as dimensões técnico-operativas e ético-políticas da mobilização social e da organização em suas expressões, em diferentes espaços sócio-ocupacionais da prática dos assistentes sociais na sociedade brasileira.
Identificar e analisar o desenvolvimento das práticas educativas na atuação profissional do(a) assistente social no ambiente educacional.
Colaborar para a reflexão sobre o desenvolvimento de práticas educativas voltadas à emancipação das classes subalternas, em um difícil contexto que vem interpelando o Serviço Social frente às novas manifestações e expressões da questão social, resultantes das transformações do capitalismo contemporâneo.
Compreender de que forma a intervenção do estado nos processos de regulação e reprodução social, por meio das políticas sociais públicas, tem influenciado no desenvolvimento de práticas educativas nos distintos espaços sócio-ocupacionais do(a) assistente social.
Analisar a expansão da adoção de práticas educativas no exercício profissional do(a) assistente social.
Como forma de combater a evasão no ensino superior público federal, o Estado brasileiro instituiu, no ano de 2007, o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) transformado em Decreto em julho de 2010. Sobre o PNAES, analise as afirmativas.
I - Apoia a permanência de estudantes oriundos da rede pública de educação básica ou com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio, matriculados em cursos de graduação presencial das IFES.
II - Objetiva democratizar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal.
III - Equaliza os efeitos das desigualdades sociais, econômicas e regionais na permanência e conclusão da educação superior.
IV - Inclui em seu escopo estudantes com altas habilidades e super-dotação.
Está correto o que se afirma em
I, II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
II e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
Carmelita Yazbeck (2004), aborda a pobreza como uma das manifestações da questão social e como expressão direta das relações vigentes na sociedade, localizando a questão no âmbito de relações constitutivas de um padrão de desenvolvimento capitalista, extremamente desigual, em que convivem acumulação e miséria. A partir dessa afirmação, podemos entender pobreza como:
I. Um fenômeno estrutural, complexo, de natureza multidimensional, relativo, não podendo ser considerado como mera insuficiência de renda.
II. Desigualdade na distribuição da riqueza socialmente produzida; não acesso a serviços básicos; à informação; ao trabalho e a uma renda digna; é a participação social e política.
III. A necessidade de receber benefícios sociais, acesso a programas de transferência de renda, qualificação profissional para uma inserção qualificada no mercado de trabalho e fortalecimento dos vínculos comunitários e familiares.
IV. Uma condição social, de exclusão da riqueza social, que não tem possibilidades de sobreviver sem ajuda da política de assistência social, que precisam acessar os direitos sociais enquanto cidadãos, a fim de serem incluídos no contexto social.
Estão corretas:
Apenas as assertivas II e IV.
Apenas as assertivas III e IV.
Apenas as assertivas I e II.
Apenas as assertivas I e III.
As assertivas I, II, III e IV.
Na atualidade, há uma forte mobilização da categoria profissional para inserir-se na área da educação. Historicamente, o Serviço Social desenvolve ações de caráter educativo especialmente junto às classes populares. Considerando esse contexto, a educação popular é fundamental para a formação de assistentes sociais. Analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas, tendo como referência os estudos de Aline Machado.
( ) Por meio da educação popular é possível uma prática mais dialógica, democrática, que impulsiona processos de conscientização, organização, participação e mobilização, levando-se em conta o saber popular, a autonomia e a diversidade cultural.
( ) Conforme Netto (2002) e Faleiros (2005), infelizmente não houve aproximação do Serviço Social com as ideias de Paulo Freire, idealizador e teórico da educação popular na América Latina; o movimento de Reconceituação estava voltado para a ruptura com o modelo norte-americano.
( ) O vocábulo “conscientização” foi criado por uma equipe de professores do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), entre os quais o filósofo Álvaro Vieira Pinto e o professor Guerreiro Ramos, no início dos anos de 1960.
( ) A consciência crítica acredita que suas ideias vêm dela mesma, não provém da realidade, ou seja, não tem origem em ideias anteriores. Ela pode refletir sobre si mesma, porém não chega a ser uma autoconsciência.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – F.
V – F – V – F.
F – F – F – V.
F – V – F – V.
V – V – V – F.
Assinale a alternativa correta quanto ao que Alves (2013) denomina de fatos históricos que alteraram efetivamente os termos e modos de ser da precarização do trabalho sob o capitalismo global, contribuindo para que precarização do trabalho assumisse, primeiro, a caracterização de precarização estrutural do trabalho e depois, adquirisse o estatuto social de precarização existencial ou ainda, precarização do homem que trabalha.
Modo de vida just in time e Desfiliação.
Produtores auto-organizados e Precarização salarial.
Workfare e Precarização humana.
Maquinofatura e Crise estrutural de valorização do valor.
É assegurada, segundo a Constituição Federal de 1988, a eleição de um representante dos empregados com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores nas empresas que contam com empregados acima de:
100
200
300
500
As bolsas objeto do Programa de Bolsas para a Educação pelo Trabalho, destinado aos estudantes de educação superior, serão concedidas nas seguintes modalidades:
I – Iniciação ao trabalho;
II – Residente;
III – Preceptor;
IV – Tutor;
V – Orientador de serviço;
VI – Trabalhador-estudante.
Estão corretas:
I, III e V.
II, IV e VI.
I, II, III, IV, V e VI.
IV, V e VI.
Segundo Delors, a educação se prima por 4 (quatro) pilares: “Aprender a conhecer”, “Aprender a fazer”, “Aprender a viver juntos” e “Aprender a Ser” que, de maneira intrínseca, fazem parte das áreas de conhecimento. O profissional de Serviço Social é levado a refletir diante desses pilares quando desenvolve trabalho com grupos e quando atua de forma interdisciplinar. Com base no significado desses 4 (quatro) pilares mencionados, analise as assertivas abaixo.
I. Aprender a viver juntos: composta por duas vias complementares, que são a descoberta progressiva do outro e a participação em projetos comuns ou coletivos.
II. Aprender a conhecer: tem como significado a integração às diversas dimensões do ser humano, mediante o desenvolvimento adequado do corpo, do espírito, da sensibilidade, da responsabilidade individual e coletiva, utilizando o potencial de inteligência, sentido estético, liberdade de pensamento e discernimento.
III. Aprender a fazer: é parte da construção social do indivíduo que se materializa por meio do trabalho, o qual demanda competência técnicas e cognitivas para harmonizar interesses individuais e coletivos.
IV. Aprender a ser: corresponde à aprendizagem dos métodos que nos ajudam a distinguir o que é real do ilusório, possibilitando acesso inteligente aos saberes de nossa época.
É correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
I e III, apenas.
I e IV, apenas.
II, apenas.
IV, apenas.
A inserção dos assistentes sociais na política educacional se inscreve na contraditória dinâmica das lutas societárias em torno da democratização e qualidade da educação. Nesse contexto, a atuação profissional visa responder à seguinte requisição socioinstitucional:
qualificação dos programas de educação à distância, a partir da perspectiva de universalizar o ensino superior
expansão das condições de acesso e permanência, a partir do incremento dos programas assistenciais
investimento nas ações de educação especial e inclusiva, com vistas a garantir o respeito à diversidade
criteriosidade nos estudos socioeconômicos, de modo a evitar avaliações subjetivas na concessão das bolsas estudantis
Ao considerar o desemprego como traço estrutural do capitalismo, a perspectiva marxista compreende que trabalhadores parados ou ocupados em determinados períodos, que estão disponíveis para atender a necessidades do capital - seja de crescimento de demanda de expansão ou inovação de produtos, seja de abertura de ramos econômicos -, assumem a seguinte função:
população marginalizada
classes subalternas
exército industrial de reserva
sociedade civil organizada
No capitalismo atual, redefine‐se o ciclo das mercadorias, instala‐se o predomínio do capital financeiro, o Estado é suplantado pelo mercado nas funções de regulação da vida social. O trabalho, reestruturado e tecnificado, torna‐se mais homogêneo e indiferenciado. O novo padrão societário impõe outra maneira de trabalhar, viver e pensar. Trata‐se de produzir o “novo homem” e o “novo trabalhador”, de acordo com as atuais necessidades da reprodução capitalista. É necessário conformar perfis socioprofissionais que imprimam novos atributos, ideias e valores à força de trabalho. De acordo com o contexto acima e considerando que prevalecem atributos comportamentais que se exprimem na conduta individual do “novo trabalhador”, indique a alternativa que descreve de forma INCORRETA um dos componentes que fazem parte da ênfase direcionada à respectiva conduta individual.
Passividade.
Adaptabilidade.
Empreendedorismo.
Capacidade de trabalhar sob tensão ou crise.
O período que vai de meados do século XIX até a terceira década do século XX foi marcado pelo predomínio do princípio do trabalho como mercadoria e sua regulação pelo livre mercado. Alimentada pelas teses de David Ricardo e Adam Smith (2003), foi introduzida a tese de que cada indivíduo agindo em seu próprio interesse econômico, quando atuando junto a uma coletividade, maximizaria o bem-estar coletivo em que o funcionamento livre e ilimitado do mercado assegurando-o e regularia as relações econômicas e sociais, resumindo ao Estado o papel de fornecer a base legal para que o mercado possa maximizar os “benefícios aos homens”. Qual é a definição de Estado, atribuída pelas teses e princípios acima discorridos?
Estado liberal.
Estado regulador.
Estado intervencionista.
Estado democrata-social.
“Embora não seja viável dar conta da pobreza no capitalismo, nem em sua face material, pois, dialeticamente falando, riqueza e escassez fazem parte do mesmo todo, nem em sua face política, porque o mercado não suporta o papel de mero instrumento da cidadania, é possível arquitetar uma política mais adequada de combate à pobreza, que comece por admitir que política social, para ser “social”, precisa interferir nas relações de mercado – toda política social que não implica interveniência nas relações de mercado não é propriamente social, porque deixa tudo como está, mesmo sob os mais espetaculares discursos e projetos”. (Demo, 1997)
A partir dessa citação, pode-se depreender da visão do autor que:
O estudo de David Harvey (1993) acerca das expressões das tendências constitutivas do modo de produção no capitalismo contemporâneo é repleto de indicações sobre a potencialização da constituição de uma superpopulação relativa sobrante, com o que ganha destaque o debate sobre o desemprego estrutural, da precarização e flexibilização das relações de trabalho, o que inclui o impacto sobre os direitos. A lei do valor não trata apenas da produção de mercadorias na sua dimensão econômica. Se o processo de produção articula a valorização do capital ao processo de trabalho, ou seja, se o trabalho é o elemento decisivo que transfere e cria valor, então tal processo reúne referências em que a política e a luta de classes são elementos internos à lei do valor e à compreensão da questão social e de suas expressões. Analise as alternativas em relação ao processo de produção e aos elementos aos quais este se refere, segundo contexto supracitado.
I. Produção e reprodução de indivíduos.
II. Produção e reprodução de classes sociais.
III. Produção e reprodução dos princípios socialistas de produção.
IV. Produção e reprodução de relações sociais.
Estão corretas apenas as alternativas
II e III.
III e IV.
I, II e III.
I, II e IV.