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Com base na tradição marxiana, o surgimento do excedente econômico sinalizou historicamente um enorme desenvolvimento do processo de trabalho, que ultrapassou as necessidades imediatas das Comunidades Primitivas. Assim, a produção de bens, qualquer que seja ela, realiza-se através do processo de trabalho, que envolve os elementos:
os meios de trabalho; força de trabalho; trabalho vivo.
o modo de produção capitalista; superestrutura e estrutura.
os meios de trabalho; os objetos de trabalho; a força de trabalho.
o modo de produção capitalista; mais valia relativa e mais valia absoluta.
os meios de trabalho; capital variável e capital constante.
Segundo o autor, o modo como se desenvolvem as atividades do trabalho é denominado de processo de trabalho. Para tanto, ele enumera os quatro componentes que estruturam o processo de trabalho que são:
problemas, ações desenvolvidas, resultados e satisfação
agentes, finalidades ou objetivos, satisfação e resultados
objetos, instrumentos, problemas e ações desenvolvidas
finalidades ou objetivos, objetos, instrumentos e agentes
A vinculação do Serviço Social com a Política de Educação foi sendo construída desde os primórdios da profissão. Em relação à concepção de educação que deve orientar a atuação de assistentes sociais na Política de Educação, na perspectiva apresentada pelo CFESS em “Subsídios para a Atuação de Assistentes Sociais na Política de Educação”, é INCORRETO afirmar:
A educação compreendida como dimensão da vida social segue uma tradição que toma o trabalho como fundamento ontológico do ser social.
Compreender o alcance das estratégias educacionais empreendidas sob a hegemonia do capital financeiro e reorientar a direção política de sua atuação é um desafio que a profissão de assistente social tem condições teóricas e políticas de forjar.
O trabalho do/a assistente social na Política de Educação pressupõe a referência a uma concepção de educação emancipadora que possibilite aos indivíduos sociais o desenvolvimento de suas potencialidades e capacidades como gênero humano.
A trajetória da política educacional no Brasil evidencia como as desigualdades sociais foram superadas a partir do enfretamento dos processos que restringiram, expulsaram e hoje incluem efetivamente largos contingentes da classe trabalhadora na educação escolarizada.
As demandas apresentadas aos/às assistentes sociais em relação à educação nunca estiveram limitadas a uma inserção restrita aos estabelecimentos educacionais tradicionais, sendo ativadas também a partir de outras instituições, envolvendo ainda movimentos sociais e práticas no campo da educação popular.
Juarez Dayrell e Rodrigo Jesus (2016), ao dissertarem sobre o ensino médio e os processos de exclusão escolar, identificam a presença de um discurso, principalmente entre professores, que atribui a trajetória escolar precária dos jovens a uma “desestruturação familiar”. Para os autores, esse discurso
leva em conta uma compreensão rígida da estrutura familiar tradicional, com a presença do pai e da mãe, desconsiderando as transformações recentes no padrão familiar brasileiro.
segue a perspectiva dos autores e acompanha as conclusões do estudo que revela, de forma transparente, as consequências da desestruturação familiar para a exclusão escolar dos jovens brasileiros.
revela a perspectiva de profissionais que acompanham de perto o cotidiano dos alunos e suas famílias e, assim, oferecem conclusões de caráter científico sobre tal realidade e seus impactos na educação.
reflete a ausência da mãe na educação dos alunos e na orientação de suas vidas, dentro e fora do espaço escolar. O papel das mães é citado de forma espaça e rara pelos alunos entrevistados pela pesquisa.
traduz corretamente uma das hipóteses do estudo, porém essa não pode ser considerada a tese central da pesquisa, pois outros fatores, tais como o esforço individual, impactam mais nas chances de sucesso escolar.
O debate acerca da atuação do assistente social na política de educação tem sido feito com base numa concepção crítica dessa política. Sob essa ótica, a educação é compreendida como constitutiva da vida social e como um processo que desempenha uma função social importante na dinâmica da reprodução social, razão pela qual a educação está imersa em contradições que particularizam a vida numa sociedade de classe. Desse modo, no debate da categoria profissional de assistentes sociais e na produção teórica da área de serviço social, a educação é compreendida como um espaço tensionado que
constitui um direito social e, assim sendo, não se dissocia dos direitos humanos ao mesmo tempo em que assegura a classe trabalhadora a formação da autoconsciência que supera as desigualdades sociais.
pode ser compreendido como atividade humana que depende da universalização do trabalho ao mesmo tempo em que prescinde da educação escolarizada como atividade autorrealizadora do homem.
constitui um campo de embates de projetos educacionais distintos ao mesmo tempo em que é uma condição para assegurar a classe trabalhadora modos autônomos de pensar e agir.
contribui para a internalização de consensos necessários à reprodução do capital ao mesmo tempo em que cria possibilidades de construção de uma educação emancipadora.
Pensar a relação do serviço social com a educação tem sido uma tarefa que tem ocupado parte significativa dos/as assistentes sociais, grupos de pesquisa e extensão, equipes e coletivos de profissionais com diferentes inserções no campo das políticas sociais e, sobretudo, aqueles que cotidianamente constroem esta relação em função de uma atividade laborativa inserida nos estabelecimentos que implementam a Política de Educação, ou que requer uma articulação com os mesmos. Sobre o assunto assinale a alternativa INCORRETA:
A crescente inserção de assistentes sociais na esfera pública e privada expressa a maior visibilidade desse profissional na área de Educação, o que deve ser examinado a partir das contradições inerentes a este movimento, a partir de uma análise teórica e política acerca dos condicionantes macroestruturais, que, em tempos de mundialização do capital, dão formas específicas à Política de Educação em curso hoje no país;
A vinculação do Serviço Social com a Política de Educação foi sendo forjada desde os primórdios da profissão como parte de um processo de requisições postas pelas classes dominantes quanto à formação técnica, intelectual e moral da classe trabalhadora, a partir de um padrão de escolarização necessário às condições de reprodução do capital em diferentes ciclos de expansão e de crise;
As demandas apresentadas aos/às assistentes sociais em relação à educação sempre estiveram limitadas a uma inserção restrita aos estabelecimentos educacionais tradicionais;
Na perspectiva de fortalecimento do projeto ético-político, o trabalho do/a assistente social na Política de Educação pressupõe a referência a uma concepção de educação emancipadora, que possibilite aos indivíduos sociais o desenvolvimento de suas potencialidades e capacidades como gênero humano;
A atuação profissional voltada para a garantia do acesso à educação escolarizada tem sido a marca principal da inserção de assistentes sociais na Política de Educação.
Sobre as ações socioeducativas com indivíduos, grupos e famílias no âmbito do trabalho do/a Assistente Social, considere as afirmações a seguir.
I- A orientação e o acompanhamento a indivíduos, a grupos e a famílias são compreendidos como ações de natureza socioeducativa, as quais se afastam de ações que interferem diretamente na vida desses sujeitos, garantindo, assim, a objetividade e a externalidade da atuação do/a Assistente Social.
II- A proposição das ações socioeducativas pelo/a Assistente Social requer o conhecimento do território em que ele/ela atua, bem como das demandas dos usuários, tanto as singulares como as de grupos de usuários.
III- A consolidação das ações socioeducativas desenvolvidas pelo/ a Assistente Social decorre do quanto estática ela é, ou seja, deve-se evitar a reconstrução continuada dessas ações.
IV- O processo reflexivo, um dos pilares das ações socieducativas, é desenvolvido na trajetória da relação entre o/a Assistente Social e o/a usuário/a. Essa relação pauta-se pelo pressuposto da responsabilização do/a usuário/a por suas condições sociais.
V- A socialização das informações, pilar das ações socioeducativas, constitui-se no compromisso da garantia do direito à informação como pré-condição para que indivíduos, famílias e grupos não só viabilizem os seus direitos, mas também usufruam de todo o conhecimento socialmente produzido.
Está correto apenas o que se afirma em
I, II, V.
I, III, IV.
II, IV, V.
II e V.
III e IV.
Na tradição marxiana e marxista, a satisfação material das necessidades de homens e mulheres que constituem a sociedade obtém-se numa interação com a natureza e essa transformação é realizada através da atividade trabalho.
Nessa perspectiva, no modo capitalista de produção, o trabalho adquire uma configuração e produz:
alienação; valor de uso; valor de troca.
subsunção; valor de uso; valor de troca.
alienação; valor de troca; capital variável.
subsunção; capital constante; capital variável.
imposição; valor de troca; capital constante.
O desafio da promoção da cultura de um atendimento humanizado na área da saúde pressupõe, EXCETO:
Centralidade dos sujeitos na construção coletiva do SUS.
Ações focadas na escuta e na redução de tensão.
Participação do usuário nesse processo.
Investimento em educação permanente das equipes.
Os programas de transferência de renda são considerados como estratégias de combate à pobreza. Foram concebidos a partir do entendimento de que o beneficiário tem autonomia para determinar a melhor maneira de utilizar os recursos recebidos de forma a atender as necessidades que julgue fundamentais para que possa viver com dignidade.
Sobre estes programas, é correto afirmar:
No contexto da crise capitalista, acirrada nos anos de 1990 e, por decorrência, com a emergência do processo de reestruturação produtiva, surgem novos conceitos relacionados ao processo produtivo, à organização do trabalho e à qualificação do trabalhador, expressando a vinculação existente entre trabalho e educação. A coluna da esquerda apresenta os termos Trabalho e Educação, a da direita, sua qualificação. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.

Assinale a sequência correta.
''Com a Lei 13.467/2017, que muda o sistema de relações de trabalho, o negociado vai prevalecer sobre o legislado, mas com o objetivo de reduzir direitos trabalhistas. Várias formas de contratos de trabalho, de jornada e de condições de trabalho serão criadas, permitindo alta flexibilidade e ajuste do custo salarial. A proteção coletiva que o sindicato proporciona aos trabalhadores ficará mais frágil, e eles estarão mais expostos ao poder de coerção do empregador. (...) Agora a lei dá a segurança para as organizações promoverem o uso e o descarte seguro do recurso humano, como já fazem com os demais recursos”
(Reforma Trabalhista: é preciso vencer esse jogo, Revista Carta Capital, publicado em: 10 de outubro de 2017. Acesso em: 01 de novembro de 2017).
A partir da matéria acima e sua relação com a questão social, analise as afirmativas a seguir com base na Teoria Social Crítica e assinale a CORRETA.
Os ataques recentes aos direitos trabalhistas e às transformações no mundo do trabalho compõem o rol de novas questões sociais que estão postas para o serviço social como objeto de intervenção. Essas questões merecem, pois, aprofundamento teórico para seus desvelamentos e, assim, maior qualificação para o atendimento a essas novas demandas.
Essas mudanças no mundo do trabalho não configuram uma expressão da questão social, uma vez que, para tal, é necessário haver um movimento de disputas e, da forma como foi aprovada a reforma trabalhista, identificamos por parte da classe trabalhadora apenas a dimensão do conformismo.
O retrocesso nos direitos trabalhistas representa expressões da nova questão social. Esta, embora inscrita na própria natureza das relações sociais capitalistas, apresenta-se sob outras roupagens e novas condições sócio-históricas na sociedade contemporânea, aprofundando suas contradições.
Para uma análise desse processo, é necessário entender que se estabelece uma estreita relação entre a responsabilidade dos governos no campo econômico e financeiro e a liberdade dada aos movimentos de capital concentrado para atuar, no país, sem regulamentações e controles, transferindo lucros e salários oriundos da produção, para valorizar-se na esfera financeira e especulativa. Esses elementos re-configuram a “questão social” na cena contemporânea.
As mudanças nos direitos trabalhistas vêm na contramão de uma renovação da velha “questão social”, inscrita na própria natureza das relações sociais capitalistas, sob outras roupagens e novas condições sócio-históricas na sociedade contemporânea, amenizando suas contradições. Nesse cenário, a “velha questão social” metamorfoseia-se, assumindo novas roupagens.
O estabelecimento de políticas de formação continuada na área da prevenção do uso indevido de drogas para profissionais da educação e a implantação de projetos pedagógicos de prevenção nas instituições de ensino público e privado, alinhados às Diretrizes Curriculares Nacionais e aos conhecimentos relacionados a drogas constituem:
orientações e normas emanadas do Conselho Nacional Antidrogas – Conad.
princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde.
atividades de atenção e reinserção social do usuário e dependente de drogas.
atividades de prevenção do uso indevido de drogas.
A partir da discussão, elaborada por Thomazinho e Oliveira (2015), sobre a desigualdade educacional brasileira, é INCORRETO afirmar:
O estabelecimento do FUNDEF e, posteriormente, do FUNDEB buscou equalizar os gastos com educação no país.
É no atendimento às crianças de zero a três anos e dos jovens de 18 a 24 anos que a desigualdade no acesso é mais pronunciada.
O Piso Salarial Profissional Nacional é uma política que buscou reduzir as desigualdades da remuneração dos professores no Brasil.
O Plano Nacional de Educação (PNE) teve como meta elevar a taxa de matrícula no Ensino Médio para 85% até o fim de 2016.
A política de cotas faz com que, hoje, os estudantes das escolas particulares tenham menores chances de ingressar na Universidade.
Segundo o Conselho Federal de Serviço Social (2013), no que diz respeito às dimensões que particularizam a inserção dos/as assistentes sociais na Política de Educação, a atuação desses profissionais na Política de Educação deve, dentre outros aspectos, direcionar-se para a garantia
da gestão democrática da escola e da política de educação.
dos mínimos sociais necessários ao bom aprendizado dos estudantes.
de espaços na escola onde os jovens possam realizar festas de formatura.
da disciplina em sala de aula e do cumprimento das regras comportamentais.
de alimentação escolar adequada aos critérios de segurança alimentar e nutricional.