

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O debate sobre o trabalho no sociojurídico, na contemporaneidade, tem base no processo histórico da categoria. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
O trabalho do Serviço Social no campo sociojurídico remonta à década de 1930. No entanto sua expansão significativa ocorreu na década de 1960, durante o regime da autocracia burguesa, quando houve uma ampliação das intervenções sociais para manter o status quo sob a ditadura militar. Por sua vez, entre as décadas de 1980 e 2000, observa-se uma diminuição drástica das contratações para os diferentes espaços ocupacionais do sociojurídico. Fato que se reverte na década posterior.
Em 2004, o Conjunto CFESS-CRESS promoveu, em Curitiba (PR), o 1º Encontro Nacional Serviço Social e Campo Sociojurídico e, em 2009, o segundo evento, em Cuiabá (MT), com o título O Serviço Social no campo sociojurídico na perspectiva da concretização dos direitos.
O termo “sociojurídico” é relativamente recente na história do Serviço Social brasileiro. Ele surge a partir da iniciativa da Editora Cortez de publicar uma edição da revista Serviço Social & Sociedade nº 67, de 2001, com artigos que versassem sobre a inserção profissional no Poder Judiciário e o sistema penitenciário.
O termo “sociojurídico” mantém-se vivo no universo profissional (e se expande para outras categorias profissionais, como os psicólogos), desde o momento em que os temas passaram a compor a agenda de debates do Serviço Social brasileiro.
O 10º Congresso Brasileiro de Assistente Social (CBAS), ocorrido no Rio de Janeiro, em 2001, trouxe pela primeira vez uma sessão temática denominada Serviço Social e o Sistema Sociojurídico.
Refletindo sobre o trabalho do assistente social no âmbito do direito, Borgianni (2013) explicita que “(...) o trabalho do assistente social na área sociojurídica é aquele que se desenvolve não só no interior das instituições estatais que formam o sistema de justiça (...), o aparato estatal militar e de segurança pública, (...)”.
É, também, o trabalho que:
corrobora a reprodução de práticas punitivas e culpabilizadoras de indivíduos e famílias no capitalismo em sua fase monopólica tardia;
se manifesta na cotidianidade da vida social a fim de desalienar os sujeitos históricos da subtração de sua cidadania e dos direitos garantidos pelo Estado e suas instituições e instâncias recursais;
defende a liberdade como valor central e, por isso, dirige as ações dos assistentes sociais para a manutenção da ordem social e para a garantia de direitos dos usuários que têm seus direitos violados;
se desenvolve nas interfaces do sistema de garantias de direitos, confrontando-se com a necessidade de resolver um conflito de interesses – individuais ou coletivos –, lançando mão da impositividade do Estado;
enfatiza a necessidade de o Estado implementar a responsabilidade individual e as obrigações das populações pauperizadas na sua vinculação com a assistência social e o crime.
Indique a alternativa correspondente a um dos Serviços da Proteção Social Especial de Alta Complexidade.
Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias Indivíduos.
Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias.
Serviço de proteção em situações de calamidades públicas e de emergências.
Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua.
Serviço Especializado em Abordagem Social.
Considere os seguintes espaços sócio-ocupacionais:
I. conselhos de fiscalização profissional.
II. tribunais de justiça.
III. aparato estatal militar e de segurança pública.
De acordo com Borgiannni (2013), o trabalho do assistente social é aquele realizado no(s) espaço(s):
I, apenas;
II, apenas;
I e II, apenas;
II e III, apenas;
I, II e III.
De acordo com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução n.º 109, de 11 de novembro de 2009), qual serviço compõe a Proteção Social Especial de Média Complexidade?
Acolhimento Institucional em Residência Inclusiva.
Especializado para Pessoas em Situação de Rua.
Acolhimento em República.
Proteção em Situações de Calamidades Públicas e de Emergências.
Colocação em Família Acolhedora.
O plenário do Conselho Nacional de Justiça aprovou, recentemente, uma nova resolução, trazendo novidades em relação aos divórcios realizados extrajudicialmente e alterando a resolução que, até então, regulamentava o tema.
No que concerne à guarda dos filhos menores ou incapazes a nova resolução, nº 571, do CNJ estabelece que
o divórcio não pode ser realizado extrajudicialmente quando há filhos menores de idade ou incapazes.
será permitida a lavratura da escritura pública de divórcio, desde que comprovada a prévia resolução judicial das questões referentes à guarda, visitação e alimentos dos filhos comuns do casal menores ou incapazes.
o casal levará os filhos menores comuns ao Conselho Tutelar para serem ouvidas sobre o regime de guarda que irá vigorar após o divórcio e o termo de oitiva deverá ficar consignado na escritura.
o casal levará os filhos comuns menores ou maiores incapazes ao Ministério Público para serem ouvidos sobre o regime de guarda ou curatela que irá vigorar após o divórcio e o termo de oitiva deverá ficar consignado na escritura.
os pais devem expressamente concordar que declinam de pensão alimentícia para os filhos menores ou incapazes.
O juiz determinou uma Prestação de Serviço à Comunidade (PSC) ao adolescente Junior.
Nesse caso, as seguintes afirmativas estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a.
Junior será acompanhado por, no máximo, seis meses e esse acompanhamento será feito pelo CREAS.
Junior terá que prestar tarefas em alguma entidade beneficente, hospital, escola ou outra parecida. Essas tarefas serão de, no máximo, oito horas por semana.
As tarefas não podem atrapalhar os outros compromissos que Junior tem, tais como ir à escola, exercer atividade física ou outros compromissos.
Junior não pode cumprir essas tarefas no final de semana.
Essas atividades não são consideradas formas de trabalho e não podem ser cansativas, nem humilhantes para Junior.
Borgianni (2013) analisa a tendência, cada vez maior, da sociedade civil organizada de cobrar judicialmente que o Poder Executivo cumpra com o seu dever de implementar ações previstas nas legislações orçamentárias que destinam recursos às políticas sociais de proteção à infância e adolescência, a deficientes, à velhice, contra a violência doméstica etc., notadamente no que concerne a indivíduos e grupos vulnerabilizados.
O fenômeno revelado por essa tendência é a(o):
punição dos pobres pelo Estado;
controle judicial das políticas públicas;
naturalização das expressões da questão social;
organização jurídica das relações sociais;
cumprimento da exigibilidade dos direitos sociais.
Considere o trecho a seguir:
“O assistente social no poder judiciário não opera imediatamente a elaboração e/ou implementação de políticas sociais, dada à natureza mesma desse poder, ainda que o profissional disponha de uma dimensão prático interventiva junto aos sujeitos de direitos com os quais trabalha. ”
Marilda Villela lamamoto. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital
financeiro, trabalho e questão social.
Considere o caso de um processo judicial de adoção de criança ou adolescente em que Ivete é a juíza e Paula é a assistente social judiciária.
Com base no texto e no caso apresentado, é correto afirmar:
Ivete deverá conceder o prazo previsto em lei para que Paula se manifeste acerca da conveniência e oportunidade da adoção pretendida.
Paula poderá se manifestar sobre a aptidão dos pretensos adotantes no processo de habilitação, mas não se manifestará quanto à adoção em si, que é de exclusiva análise do psicólogo judiciário.
Ivete decidirá acerca da conveniência e oportunidade da habilitação do casal e da adoção em si, sem que esteja prevista em lei a possibilidade de manifestação de Paula.
Paula só poderá se manifestar quanto à habilitação do casal e à adoção em si, se Ivete assim autorizar, hipótese em que estará adstrita às conclusões de Paula.
Ivete decidirá acerca da conveniência e oportunidade de colher a opinião técnica de Paula a respeito da habilitação do casal e da adoção em si.
Acerca do papel do(a) advogado(a) nos Centros de Referências Especializados de Assistência Social (CREAS), avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Investigar sobre a responsabilização dos violadores de direitos.
( ) Promover ações de mobilização e enfrentamento às situações de violação de direitos.
( ) Assumir a responsabilidade de profissionais de outros órgãos como, de Delegacias, Sistema Prisional, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Conselho Tutelar.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – V.
V – V – F.
F – F – V.
F – V – F.
F – F – F.
Qual é a condição estabelecida pela Resolução CFESS nº 792 para que o/a assistente social possa requerer a anotação de sua Responsabilidade Técnica, respondendo por toda pessoa jurídica?
Possuir experiência mínima de 10 anos na área.
Estar vinculado exclusivamente a instituições de direito público.
Ser legalmente habilitado/a perante o Conselho Regional de Serviço Social competente.
Ter sido presidente de um Conselho Regional de Serviço Social.
No processo de orientação e acompanhamento de indivíduos, grupos e famílias, o(a) assistente social desempenha ações que tem por objetivo contribuir para a emancipação desses indivíduos, grupos e famílias. Essas ações são de qual tipo?
Calculistas.
Doutrinadoras.
Jurídicas.
Socioeducativas.
Unificadoras.
Na atualidade, a via judicial tem sido cada vez mais acionada. Concretamente, as relações sociais e familiares são as que vêm sendo cada vez mais judicializadas, com consequente requisição para o trabalho de assistentes sociais, ainda que nos espaços do sistema de justiça essas expressões muitas vezes sejam veladas pela “lide” entre pessoas.
Isso posto, é correto afirmar que as judicializações que aparecem como conflitos de interesses ou busca de acesso a direitos fundamentais nada mais são do que:
lides que emergem do cotidiano entre sujeitos sociais, configurando disputas individuais;
situações consideradas, em tese, como conflitivas no âmbito de algumas famílias e/ou como irresponsabilidades ou negligências no âmbito de outras, e muitas vezes para sanção e punição de pessoas nelas envolvidas;
formas de judicialização acionadas, quer para assegurar direitos legalmente dispostos, quer para punir eventuais comportamentos, ações ou omissões de sujeitos acusados por infração, quer por suposta infração da lei, conforme a sua interpretação;
reflexos da desregulamentação e retirada de direitos, aliadas ao culto ao individualismo;
formas de aparecer da contradição capital e trabalho enquanto base da questão social.
O contrato de trabalho é o instrumento jurídico‑legal primordial para subsidiar a elaboração do projeto de trabalho.
Por ter a incumbência de preservar a imagem coletiva da profissão de serviço social, é competência do CFESS a análise de todo pedido de desagravo público.
O desagravo público é um direito do assistente social e será concedido sempre que a ofensa for de natureza pessoal; técnica ou profissional e configurar crítica de caráter teórico‑metodológico, doutrinário, político e ideológico.
Existindo mais que um assistente social requerente, ou seja, havendo dois ou mais ofendidos, a renúncia de um deles implica automaticamente a renúncia do(s) outro(s) e a desistência do procedimento.
O assistente social postulante terá o direito de determinar dia, horário e local para a realização do desagravo público.
A renúncia de exercer o direito de desagravo não será cabível quando se tratar de fato que atinja a toda a categoria indistintamente.
Na Justiça de Família, constitui-se demanda para atuação do assistente social as disputas de guarda de filhos advindas de separação conjugal. Em se tratando da Perícia Social para instruir tais processos, o legado histórico da abordagem individual psicologizante e da metodologia de casos marca as análises e a emissão de juízos de valores pelos assistentes sociais. Mesmo na linha da proteção de direitos, a perspectiva punitiva presente na legislação coloca o profissional diante da polaridade entre a proteção e a responsabilização. Na perspectiva da defesa do direito da criança e do adolescente à convivência familiar com os dois ramos de sua origem, as reflexões de Oliveira (in FÁVERO [Org.], 2020) sobre a guarda compartilhada e a alienação parental apontam como importante subsídio para a realização do Estudo/ Perícia Social para instruir processos de guarda as análises fundamentadas
nas abordagens subjetiva e comportamental.
na teoria sistêmica.
no enfoque dialógico.
na valorização dos papéis sociais.
nas relações sociais de gênero e de sexo.
A frase em que a colocação pronominal não está adequada à norma padrão da Língua Portuguesa é:
Não pedirei-lhe nada.
Vai-se a primeira pomba despertada! (Raimundo Correia).
Em se tratando de um caso urgente, nada o retinha em casa.
Romano, escuta-me.
Sabe ele se tornará a vê-los algum dia?
Na área sociojurídica, o(a) assistente social atua como um profissional com conhecimento especializado em Serviço Social e seu conhecimento é expresso em documentos, tais como relatórios, laudos e pareceres. Na ocasião da decisão, o magistrado recorre a tais documentos que fazem parte
da instrução nominal.
do inquérito civil.
das juntas do processo.
da instrução social.
da documentação inicial.
É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa.
Certo
Errado
“Construir o processo de saída das ruas e possibilitar condições de acesso à rede de serviços e a benefícios assistenciais”. Esta afirmação faz parte de qual Serviço Socioassistencial?
Abordagem Social.
Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família.
Serviço de Acolhimento em República.
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.
Referente à caracterização das medidas socioeducativas, é CORRETO afirmar que:
Os regimes socioeducativos devem constituir-se em condição que garanta o acesso do adolescente às oportunidades de superação de sua condição de exclusão, bem como de acesso à formação de valores positivos de participação na vida social.
Os programas socioeducativos de privação de liberdade deverão prever os aspectos de segurança, a fim de inibir a evasão dos internados, atentando-se para os aspectos arquitetônicos das instalações.
Os programas socioeducativos deverão utilizar-se do princípio da incompletude institucional, devido aos escassos recursos financeiros destinados a esse recorte populacional.
As medidas socioeducativas são aplicadas e operadas de acordo com as características da faixa etária e as circunstâncias sociofamiliares.
A operacionalização deve prever, obrigatoriamente, o envolvimento familiar e comunitário, exceto no caso de privação de liberdade.