

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
TEXTO I
A partir do século IV, com os imperadores ditos cristãos, o teatro e a dança foram condenados. O batismo era recusado aos que atuavam no circo ou na pantomima. E em 398, no Concílio de Cartago, os que iam ao teatro nos dias santos foram excomungados.
DINIZ, T.; SANTOS, G. História da dança. Disponível em: www.uel.br. Acesso em: 18 out. 2023.
TEXTO II
A dança no ato litúrgico cumpre tanto um papel de adoração quanto mercadológico. Não à toa há aceitação, expansão e investimento nessa prática percebida massivamente pela ampla divulgação principalmente nas redes sociais. A expansão e ampliação por via de festivais, aulas, cursos, palestras etc. consolida a criação de um mercado específico para esse público.
SANTOS, Z. Dança gospel. Salvador: UFBA, 2021.
A percepção sobre a dança e a cultura corporal apresenta aspectos relacionados, respectivamente, a
segregação social e intolerância eclesiástica.
rituais eucarísticos e sacramentos da Igreja.
transe individual e progresso intelectual.
penitência pessoal e juramento coletivo.
dogmatismo religioso e adesão de fiéis.
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna, conforme a base curricular nacional:
A dança se constitui como prática artística pelo pensamento e sentimento do corpo, mediante a articulação dos processos cognitivos e das experiências sensíveis implicados no _________ dançado.
gesto
corpo
espaço
movimento
ritmo
Considere o excerto abaixo:
O corpo que se movimenta sem seguir um eixo fixo ou uma ordem previsível não se prende a uma narrativa linear. Ele se expande, cria conexões, rompe fronteiras e se reinventa a cada gesto. Não há um centro que o governe, nem hierarquias entre suas partes. Cada impulso pode gerar outro, cada fragmento pode tornar-se origem. É um corpo que pensa com o espaço, que se deixa afetar por sons, luzes e presenças, construindo sentido não por imitação, mas por contágio. Esse corpo não obedece à forma, mas à intensidade. Ele não representa; ele produz. Suas ações não são respostas, mas bifurcações que abrem caminhos inesperados, nos quais a experiência sensorial se mistura à imaginação e à memória. Em cena, ele não está "a serviço" de um personagem ou de uma história, mas de uma rede de forças que o atravessam — desejo, acaso, ruído, respiração. Trata-se de um corpo que se desdobra em muitos, que se multiplica na relação com o outro e com o ambiente. Cada contato, cada movimento mínimo, é uma possibilidade de criação. Sua potência não está na unidade, mas na diversidade de conexões que estabelece, como se o próprio ato de mover-se fosse um pensamento em expansão.
O excerto se refere ao conceito de:
Corpo em devir.
Gestus social.
Pré-expressividade.
Corpo rizomático.
Um(a) professor(a) de dança planeja sua proposta pedagógica buscando integrar diferentes dimensões do desenvolvimento humano através da dança. Considerando os domínios motor, cognitivo e afetivo-social, a estruturação metodológica que articula adequadamente esses três aspectos da aprendizagem é:
Sequências didáticas que equilibrem conteúdos teóricos sobre história e estética da dança com vivências práticas de diferentes técnicas corporais, culminando em processos avaliativos que contemplem dimensões conceituais e procedimentais.
Laboratórios de criação coreográfica precedidos por apreciação crítica de obras de referência, em que os estudantes desenvolvem projetos autorais fundamentados em princípios composicionais observados nas produções analisadas.
Projetos interdisciplinares que relacionem dança com outras linguagens artísticas, desenvolvendo processos colaborativos que resultem em apresentações integradas envolvendo música, teatro, artes visuais e expressão corporal.
Programas técnicos progressivos estruturados em níveis de complexidade crescente, com acompanhamento individualizado do desenvolvimento motor e feedback constante sobre precisão, amplitude e qualidade dos movimentos executados.
Propostas que integrem desafios motores progressivos com elementos rítmicos e expressivos, possibilitando que os estudantes criem estratégias de movimento, interajam socialmente e manifestem emoções através da linguagem corporal.
Considerando-se o ensino de dança na educação básica e a abordagem metodológica que propõe a articulação entre o contexto vivido pelos alunos e as dimensões fundamentais da dança, analise as afirmativas apresentadas a seguir:
I.Os elementos estruturais da dança relacionam-se à consciência corporal, ao funcionamento do corpo, suas possibilidades e limites, incluindo aspectos de coordenação motora e o significado implícito dos gestos.
II.O conhecimento direto da dança envolve repertórios, improvisação e composição coreográfica, constituindo a experimentação prática do dançar.
III.Os aspectos culturais, históricos e sociais da dança englobam saberes como história da arte, música, anatomia, fisiologia e estética, ampliando a compreensão teórica da área.
É correto o que se afirma em:
II, apenas.
I, II e III.
I, apenas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
A história da dança revela sua presença constante nas sociedades humanas, assumindo diferentes funções e significados ao longo do tempo. Um(a) professor(a) de dança comprometido(a) com uma formação integral deve compreender essa arte em sua amplitude histórica e cultural. Assinale a alternativa que apresenta a perspectiva que caracteriza adequadamente essa compreensão:
A dança se manifesta como expressão cultural que perpassa diferentes épocas e povos, traduzindo manifestações de espírito através de gestos e movimentos acompanhados de elementos musicais e sonoros.
A dança se desenvolveu primordialmente como arte cênica ocidental, consolidando-se através das escolas europeias de ballet que estabeleceram vocabulário técnico universal adotado posteriormente por outras culturas.
A dança se constitui como arte performática que alcançou reconhecimento acadêmico recentemente, sendo incorporada aos currículos educacionais formais como área de conhecimento específica no século XX.
A dança se estrutura fundamentalmente como prática corporal codificada, organizada em estilos e técnicas específicas que devem ser dominadas progressivamente para capacitar o bailarino em sua expressividade artística.
A dança se caracteriza como linguagem artística que evoluiu da ritualística religiosa para formas seculares de entretenimento, culminando nas manifestações cênicas contemporâneas de alta complexidade técnica.
A especificidade da dança no currículo escolar distingue-se das propostas desenvolvidas em outros contextos formativos, como academias de dança, escolas profissionalizantes ou projetos culturais. Essa especificidade fundamenta-se na articulação entre dimensões práticas, teóricas e críticas do conhecimento. O papel da escola no ensino de dança caracteriza-se por:
Integrar o conhecimento do fazer dança à compreensão dos processos históricos, coreográficos, estéticos e sociais dessas manifestações, ampliando a visão dos estudantes sobre o ato de dançar para além da execução gestual, possibilitando leituras críticas do mundo mediadas pela linguagem corporal.
Desenvolver habilidades motoras e capacidades físicas por meio da dança, utilizando-a fundamentalmente como recurso para educação do movimento corporal, com foco nos aspectos fisiológicos que contribuem para saúde e condicionamento físico.
Reproduzir metodologias utilizadas em escolas de dança profissionalizantes, adaptando-as à faixa etária dos estudantes e mantendo a ênfase na formação técnica qualificada, mesmo que a maioria não prossiga estudos especializados na área artística.
Preparar estudantes para performances artísticas em festivais e mostras escolares, demonstrando a qualidade técnica alcançada por meio do aprendizado sistemático de coreografias que evidenciem o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo.
Garantir que todos os estudantes dominem os passos básicos das principais danças brasileiras, assegurando a transmissão do patrimônio cultural nacional às novas gerações e preservando as tradições coreográficas regionais em sua forma original.
Os processos de criação compartilhada em dança envolvem múltiplas formas de participação e diferentes graus de contribuição entre os envolvidos. Considerando que toda criação ocorre em relação com o ambiente, com outras pessoas e com conhecimentos acumulados, processos criativos colaborativos caracterizam-se por:
Restringir-se a trabalhos em grupo, visto que criações individuais prescindem de trocas colaborativas, caracterizando-se como processos autônomos desvinculados de influências externas.
Priorizar consensos coletivos em todas as decisões criativas, submetendo escolhas estéticas a votações democráticas que evitem imposições de visões individuais sobre o grupo.
Eliminar hierarquias criativas por meio de metodologias que distribuem igualmente todas as funções entre participantes, evitando especializações que reproduzam assimetrias de poder.
Reconhecer que contribuições ocorrem em assimetrias variadas, nas quais trocas de informações modificam todos os participantes, tornando impossível delimitar com exatidão autorias individuais no resultado final.
Estabelecer divisões proporcionais de autoria mediante acordos prévios que garantam equidade entre participantes, documentando percentuais de contribuição para reconhecimento de direitos autorais.
Uma professora trabalha com estudantes o sistema de análise de movimento desenvolvido por Laban (fatores: peso, tempo, espaço, fluência). Ela propõe que explorem diferentes qualidades de movimento para expressar intenções corporais variadas. A professora reconhece que há correspondência entre qualidades específicas e sensações/intenções que o corpo comunica. Nesse contexto, a associação que mais adequadamente relaciona qualidade de movimento com efeito compositivo é:
Movimento com peso sustentado e fluxo controlado comunica intenção contemplativa; movimento com peso leve e fluxo livre comunica leveza ou alegria; ritmo acelerado com múltiplas mudanças direcionais comunica urgência ou caos.
Efeito compositivo depende apenas do figurino e iluminação, não da qualidade de movimento executada.
Qualidades de movimento são elementos decorativos sem influência na comunicação de intenção coreográfica.
Movimento deve priorizar apenas qualidade de tempo, ignorando peso e espaço na composição.
Todas as qualidades de movimento produzem o mesmo efeito compositivo, independentemente de peso, tempo ou espaço empregados.
Os Parangolés, criados a partir de 1964, pelo artista Hélio Oiticica, são obras de arte vestíveis, feitas com tecidos, plásticos, capas, bandeiras e estruturas flexíveis que só se completam quando o público participa. O artista frequentava a escola de samba Mangueira e incorporou a musicalidade e a dança do samba à experiência estética. Nesse contexto, analise as afirmativas apresentadas a seguir:
I.Os Parangolés buscam romper com a arte tradicional − aquela apenas feita para "ver" − e aproximar o público da experiência artística.
II.A obra busca dissolver as fronteiras entre a arte e o cotidiano, integrando elementos da cultura popular brasileira, como o samba ao circuito artístico.
III.A ênfase dos Parangolés está nos elementos visuais como formas, cores, linhas, texturas e superfícies, por serem a base para transmitir informações.
É correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
I, II e III.
I, apenas.
II e III, apenas.
III, apenas.
A análise do movimento como sistema de linguagem reconhece que a expressividade corporal emerge da articulação dinâmica entre fatores constitutivos interdependentes. O trabalho pedagógico em dança que busca desenvolver a percepção, a consciência corporal e a criação expressiva deve:
Desenvolver a percepção das ações corporais básicas e suas variações qualitativas, relacionando esforço físico, intenção expressiva e organização espacial.
Explorar as qualidades dinâmicas do movimento através da manipulação consciente de fatores como tensão muscular, velocidade e trajetórias espaciais em processos de improvisação.
Investigar as relações entre movimento, gesto, espaço, tempo, peso, fluência e kinesfera como dimensões integradas que estruturam a expressividade e a comunicação corporal.
Estabelecer conexões entre as dimensões físicas do movimento e suas possibilidades simbólicas, ampliando o repertório expressivo através da experimentação sistemática.
Articular os princípios de ocupação espacial com as variações de energia e ritmo, promovendo a consciência da tridimensionalidade do corpo em movimento.
A produção coreográfica brasileira em dança clássica desenvolveu-se em diálogo com tradições europeias, incorporando elementos culturais locais e novas concepções de corpo e movimento. Esse processo envolve ressignificações da técnica clássica. Considerando a criação coreográfica nacional, é correto afirmar que:
As composições coreográficas brasileiras mantêm fidelidade formal à técnica europeia, incorporando apenas temas nacionais ao enredo, sem alterações significativas na estrutura corporal, nas dinâmicas de movimento ou nos padrões espaciais da técnica clássica.
A estética do balé brasileiro contemporâneo deriva da negação dos fundamentos do balé clássico, substituindo o virtuosismo técnico por improvisação e movimentos cotidianos, com enfoque exclusivamente político e performativo.
A criação coreográfica brasileira caracteriza-se pela fusão experimental entre técnicas clássicas e danças populares, mas sem preservação dos princípios de verticalidade, eixo e alinhamento próprios da linguagem acadêmica, o que descaracteriza o vocabulário técnico do balé.
O desenvolvimento da dança clássica no Brasil fundamenta-se na neutralidade cultural, adotando metodologia internacional uniforme que visa garantir comparabilidade estética entre produções coreográficas de diferentes países.
O balé brasileiro contemporâneo ressignifica a técnica clássica ao integrá-la a expressões culturais nacionais, explorando musicalidades, gestualidades e narrativas que ampliam o repertório simbólico da cena, mantendo rigor técnico e diálogo com a tradição.
A dança constitui linguagem artística que articula corpo, movimento e expressão simbólica, estabelecendo processos comunicativos específicos. Sua compreensão como sistema de significação envolve análise de códigos expressivos e contextos culturais. Considerando seus fundamentos comunicacionais, é correto afirmar que:
A dança como linguagem organiza-se mediante sintaxe corporal que estrutura sequências de movimentos em composições expressivas, permitindo aos criadores e intérpretes comunicarem conteúdos artísticos através de recursos técnicos e estéticos da linguagem coreográfica.
A dança opera como linguagem não-verbal que comunica significados através de gestos, posturas e qualidades de movimento, articulando dimensões estéticas, simbólicas e culturais que permitem expressão de ideias, emoções e valores coletivos em diferentes contextos sociais e históricos.
A comunicação através da dança articula intenção expressiva do intérprete e percepção do espectador, processo mediado por códigos culturais que favorecem compreensão de significados simbólicos e dimensões estéticas das manifestações coreográficas em contextos específicos.
A linguagem da dança fundamenta-se em vocabulário gestual estruturado por elementos técnicos que constituem sistema expressivo reconhecível em diferentes gêneros, permitindo transmissão de mensagens corporais através de códigos compartilhados entre intérpretes e espectadores.
Os processos comunicativos na dança envolvem produção de sentidos através do corpo em movimento, articulando expressividade individual e códigos coletivos que caracterizam diferentes contextos culturais e abordagens estéticas nas práticas coreográficas contemporâneas.
A Dança de Salão, originária dos bailes cortesãos europeus, foi marcada por processos de difusão, adaptação e ressignificação cultural em diferentes contextos geográficos e sociais. No Brasil, transformou-se em prática plural e integradora. Considerando essa perspectiva histórica e antropológica, é correto afirmar que:
A adaptação cultural da Dança de Salão no Brasil resultou na perda progressiva de seus elementos rítmicos originais europeus, que foram integralmente substituídos por padrões gestuais formais derivados exclusivamente das danças africanas, especialmente do lundu, jongo e batuque afro-brasileiro.
A introdução da Dança de Salão no território brasileiro ocorreu de forma isolada dos processos históricos de miscigenação cultural nacional, sendo mantida como manifestação artística importada sem ressignificações locais significativas ou incorporação de elementos da cultura popular durante o período colonial.
A prática da Dança de Salão permaneceu geograficamente restrita aos salões da nobreza colonial brasileira durante os séculos XVIII e XIX, sem penetração significativa nos ambientes populares urbanos ou rurais até o início do século XX, quando iniciou processo gradual de democratização.
A Dança de Salão se manteve estruturalmente inalterada desde o Renascimento europeu, conservando rigorosamente seus códigos aristocráticos originais e evitando incorporação de influências populares regionais, o que garantiu preservação técnica integral e pureza estética dos padrões coreográficos estabelecidos pelas cortes.
A Dança de Salão, ao chegar ao Brasil, mesclou influências europeias, africanas e indígenas, gerando ritmos e estilos singulares como samba de gafieira e maxixe, expressando síntese cultural própria que simboliza a identidade plural do povo brasileiro e seus processos de formação.
A dança de salão se desenvolveu historicamente através de códigos sociais que estabeleciam papéis, comportamentos e hierarquias entre parceiros. Transformações culturais contemporâneas têm questionado convenções tradicionais, propondo novas configurações relacionais. Considerando a evolução histórica e as discussões atuais sobre papéis na dança de salão, é correto afirmar que:
A inversão de papéis na dança de salão constitui prática exclusivamente pedagógica utilizada temporariamente durante processos de aprendizagem para desenvolvimento de compreensão técnica, devendo ser abandonada em contextos de prática social ou apresentações públicas que exigem manutenção de configurações tradicionais.
Os códigos de etiqueta da dança de salão contemporânea se mantêm idênticos aos estabelecidos nos salões europeus do século XIX, preservando hierarquias sociais, formalidades de vestuário e protocolos rígidos de interação que caracterizavam as práticas aristocráticas originais dessas danças.
Os papéis de condutor e conduzido na dança de salão se fundamentam em diferenças biomecânicas objetivas entre corpos masculinos e femininos, determinando naturalmente que homens conduzam por possuírem maior força física e mulheres sigam por apresentarem maior flexibilidade e sensibilidade cinestésica.
As convenções tradicionais da dança de salão estabeleciam papéis fixos de condução masculina e seguimento feminino baseados em hierarquias de gênero, enquanto abordagens contemporâneas reconhecem possibilidade de inversão de papéis, condução compartilhada e configurações não binárias que democratizam a relação entre parceiros mediante negociação consensual.
A etiqueta tradicional da dança de salão estabelece protocolos de convite, aceitação e agradecimento que devem ser rigorosamente mantidos em contextos contemporâneos para preservar autenticidade histórica das práticas sociais, evitando descaracterização das convenções que constituem identidade cultural dessas manifestações.
As danças de salão compreendem diferentes estilos, ritmos e padrões coreográficos com características históricas, geográficas e culturais distintas. O conhecimento dessa diversidade enriquece a prática pedagógica. Considerando sua classificação e evolução histórica, é correto afirmar que:
As danças clássicas se caracterizam fundamentalmente pela ausência de contato físico direto entre os pares durante a execução coreográfica, sendo realizadas individualmente em formações espaciais paralelas que mantêm distanciamento corporal constante, privilegiando autonomia gestual e interpretação solista sobre interação relacional entre dançarinos.
A classificação dos ritmos constitui informação acessória irrelevante para o ensino escolar ou para a prática recreativa, pois a técnica corporal fundamental é universal e independente de contextos musicais específicos, estruturas rítmicas particulares ou características culturais das diferentes modalidades de dança.
As danças de salão compõem categoria homogênea e monorítmica internacionalmente padronizada, sem distinções históricas significativas, variações regionais relevantes ou especificidades técnicas que justifiquem classificações por estilos, origens geográficas ou períodos de desenvolvimento das diferentes modalidades coreográficas que as constituem.
As danças de salão podem ser agrupadas em clássicas, como valsa e tango, e latinas, como samba, rumba e cha-cha-cha, refletindo distintos contextos socioculturais, formações rítmicas específicas e expressividades corporais características de diferentes regiões e períodos históricos de desenvolvimento.
As danças latinas derivam técnica e esteticamente de tradições europeias clássicas estabelecidas durante o período renascentista, sem incorporação significativa de contribuições culturais africanas, indígenas ou americanas em suas estruturas rítmicas, de padrões gestuais ou de significados simbólicos ao longo de seus processos históricos de formação.
O ritmo constitui dimensão estruturante do movimento dançado, articulando percepção temporal, organização corporal e expressividade. A compreensão da musicalidade envolve múltiplas capacidades cognitivas e sensório-motoras. Considerando os fundamentos da musicalidade na dança, é correto afirmar que:
O ritmo articula-se com elementos espaciais e dinâmicos na construção do movimento dançado, constituindo parâmetro fundamental que estrutura a experiência estética e comunicativa da dança através da organização temporal dos gestos e das qualidades expressivas do corpo.
A improvisação rítmica constitui estratégia pedagógica que favorece desenvolvimento de autonomia expressiva e compreensão criativa das estruturas temporais da música, permitindo aos participantes explorarem relações dinâmicas entre movimento e som através de experimentações corporais.
A musicalidade é experiência corporal complexa que envolve escuta ativa, antecipação temporal e improvisação expressiva, permitindo que o corpo se torne instrumento sensível do tempo e do espaço rítmico, estabelecendo diálogos dinâmicos entre movimento, som e significado.
A sincronização entre corpo e estrutura sonora articula-se mediante processos de escuta sensível e resposta corporal criativa, desenvolvendo nos participantes capacidade de interpretação musical e expressão através do movimento que transcende reprodução mecânica de acentos rítmicos.
A coordenação rítmica desenvolve-se através de processos pedagógicos que articulam percepção auditiva e execução motora, integrando elementos musicais e corporais mediante vivências progressivas que favorecem domínio de padrões temporais e espaciais característicos de diferentes gêneros de dança.
A formação em dança clássica demanda planejamento metodológico que integre desenvolvimento técnico, consciência anatômica e sensibilidade artística. A abordagem pedagógica influencia diretamente a qualidade da formação. Considerando os princípios pedagógicos do ensino do balé, é correto afirmar que:
A repetição sistemática dos passos deve ocorrer prioritariamente sem explicação teórica aprofundada, priorizando memorização muscular por imitação e automatização motora que acelera a aquisição de habilidades técnicas complexas em níveis iniciais.
O ensino deve desenvolver consciência anatômica e sensibilidade artística simultaneamente, evitando mecanização de gestos e favorecendo compreensão do movimento como linguagem expressiva integrada à musicalidade e à interpretação cênica.
O aprendizado corporal deve ocorrer de forma isolada e especializada, sem integração significativa com outras manifestações artísticas ou linguagens cênicas, para preservar a pureza técnica e os fundamentos específicos da tradição clássica.
A iniciação técnica dispensa fundamentação anatômica detalhada nas etapas iniciais, pois o corpo infantil adapta-se espontaneamente às exigências posturais do método através da repetição orientada e da correção externa sistemática pelo professor.
A pedagogia do balé visa prioritariamente à precisão formal e ao desenvolvimento do virtuosismo técnico progressivo, sem necessidade de reflexão estética aprofundada ou de contextualização histórica durante as etapas de formação básica.
A organização de apresentações e espetáculos escolares e comunitários de dança tem como principal objetivo:
Avaliar o domínio técnico individual dos participantes.
Destacar os dançarinos com maior desempenho técnico.
Estimular a socialização, a inclusão e a valorização da produção artística coletiva.
Reforçar a disciplina corporal e a padronização dos movimentos.
Reproduzir modelos profissionais de dança para o público.
Analise as afirmativas abaixo sobre a origem de diferentes técnicas de dança.
1. A dança jazz, de origem afro-americana, ganhou destaque no entretenimento dos musicais e cabarés da década de 1920.
2. O balé clássico consolidou-se na Europa a partir das cortes italianas e francesas dos séculos XV e XVI.
3. As primeiras manifestações de dança estão ligadas a rituais e celebrações das sociedades primitivas.
4. A dança expressionista alemã se desenvolveu a partir da diáspora africana e da resistência cultural negra.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.