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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ajuizou demanda anulatória de doação onerosa de imóvel público do Estado à Associação de Amigos da Guanabara.
Aduziu que o imóvel foi doado à Associação por força da Lei XPTO, de 12 de janeiro de 2010, com a previsão de um único encargo: que o bem, no prazo de 24 meses, fosse reformado e adaptado para o recebimento da população em situação de rua, sob pena de a liberalidade se resolver de pleno direito. Embora a ré tenha sido notificada em 20/2/2012, até o momento, não providenciou as obras necessárias à consecução do encargo.
Nesse caso, é correto afirmar que a prescrição
regula-se pelas normas de Direito Público, notadamente o Decreto nº 20.910/1932, de modo que se consumou em 12/1/2015.
não pode ser alegada pelo réu, porque a reversão do bem ocorre ope legis.
regula-se pelo Código Civil e se consumou em 12/1/2020.
regula-se pelo Código Civil e se consumou em 12/1/2022.
regula-se pelo Código Civil e se consumou 20/2/2022.
Carla doou, mediante contrato escrito, um automóvel a seu amigo Felipe no ano de 2018. Desde então, este passou a utilizá-lo para fazer corridas por aplicativo. Em 2025, a irmã de Carla — Deise - sofreu atos de violência física praticados por Felipe, o que resultou em lesão corporal de natureza grave. Nesse caso hipotético,
Carla pode pleitear a revogação da doação por ingratidão, dentro de um ano da ciência do ocorrido.
Deise pode requerer a revogação da doação por ingratidão, dentro de um ano da ocorrência do fato, bem como a restituição dos frutos percebidos por Felipe.
não é possível pleitear a revogação da doação por ingratidão, porquanto a ofensa não foi cometida contra Carla, mas sim contra sua irmã.
Felipe pode ser condenado a restituir os valores que ganhou com a utilização do automóvel desde 2018, se houver o reconhecimento judicial da revogação da doação.
como a revogação da doação por ingratidão só é possível nos casos de lesão corporal gravíssima, restaria à Carla requerer o pagamento dos frutos percebidos por Felipe.
Zulmira era a sobrinha favorita de Anacleto; por isso, quando ela completou 30 anos, ele doou a ela um imóvel, tal qual fizera com seus três filhos. Ocorre que, anos depois, Zulmira, após uma desavença acalorada com o tio, esfaqueou-o, com a intenção de matá-lo. Ele foi levado ao hospital, onde resistiu por alguns dias, mas acabou vindo a óbito em razão do ferimento. Os filhos de Anacleto, agora, pretendem a revogação da doação do imóvel feita a Zulmira, para que o bem retorne ao espólio.
Sobre essa pretensão, é correto afirmar que:
o prazo para se revogar a doação por ingratidão é prazo geral prescricional decenal;
os herdeiros estariam impedidos de revogar a doação se Anacleto tivesse perdoado Zulmira antes de falecer;
o direito à revogação por ingratidão é personalíssimo, de modo que somente o doador poderia exercer a pretensão;
se for revogada a doação, Zulmira será obrigada a restituir também os frutos que colheu do imóvel desde que o recebeu;
os herdeiros não podem pretender a revogação, e apenas poderiam prosseguir no processo se Anacleto o tivesse iniciado antes de falecer.
Assinale a alternativa correta.
Assim como na disciplina dos vícios redibitórios do Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor prevê prazo máximo para aparecimento e ciência do vício oculto, a partir do qual se inicia a contagem do prazo decadencial.
A doação não pode ser revogada por ter natureza jurídica de contrato, ou seja, conjugação de vontades do doador e do donatário.
A pessoa jurídica não pode ser sucessora testamentária.
O direito à proteção de dados pessoais tem o mesmo significado, sentido e alcance do direito à vida privada.
Nenhuma das anteriores é verdadeira.
Doutrinariamente, verifica-se a chamada propriedade ad tempus no(a):
revogação da doação por ingratidão;
exercício de direito de retrato;
fideicomisso;
alienação fiduciária de bens móveis;
venda a contento.
A revogação da doação por ingratidão
obriga o donatário a restituir os frutos percebidos antes da citação válida.
pode prejudicar os direitos adquiridos por terceiros.
não se aplica para as doações feitas para determinado casamento.
sujeita o donatário, quando não for possível restituir as coisas doadas em espécie, a indenizar pelo valor integral.
pode ser aplicada para os casos das doações puramente remuneratórias.
Contando com algumas dívidas, Renato, maior e casado, pede ajuda à sua mãe, Carmen, para pagá-las. Sensibilizada, Carmen resolve doar o imóvel de menor valor entre os seus imóveis e celebra com o filho contrato de doação por instrumento público, do qual não participam, Márcia, sua nora, tampouco seus filhos. Na avença, Carmen se obriga a entregar a posse do bem a Renato em 15 dias, quando então os aluguéis do imóvel, que se encontrava locado, passariam a pertencer a Renato. Contudo, com receio da reação dos outros filhos, Carmen decide não entregar a posse do bem, entendendo que os danos que Renato vier a experimentar por não receber o aluguel servirão para lhe dar uma lição.
Diante deste quadro, assinale a afirmativa correta.
A doação é nula, visto que Márcia não aquiesceu com a aquisição gratuita de direito real.
A doação é válida e Carmen deverá responder pelas perdas e danos ocasionados na hipótese fática.
A doação é nula, haja vista que os filhos de Carmen deveriam consentir com o ato.
A doação é anulável, pois não contou com a aquiescência dos outros filhos de Carmen.
A doação é válida, mas Carmen não deve indenizar Carlos, ante a liberalidade e gratuidade do ato.
A doação é ato de liberalidade na qual o doador transmite ao donatário patrimônio. No entanto, a doação pode ser revogada por ingratidão, nos termos legais. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta:
O direito a pedir a revogação da doação por ingratidão não está sujeita a prazo prescricional ou decadencial.
O direito de revogar a doação se transmite aos herdeiros do doador.
É possível a revogação da doação por ingratidão caso o donatário atente contra a vida do irmão do doador.
O direito à revogação da doação por ingratidão pode ser renunciado antecipadamente, no próprio ato da liberalidade.
Assinale a alternativa INCORRETA:
Ressalvados os regimes jurídicos previstos em leis especiais, os contratos civis e empresariais presumem-se paritários e simétricos até a presença de elementos concretos que justifiquem o afastamento dessa presunção.
A doação pode ser revogada por ingratidão do donatário, ou por inexecução do encargo, sendo possível que as partes estipulem, expressamente, a renúncia antecipada do direito de revogar a liberalidade por ingratidão.
As dívidas futuras podem ser objeto de fiança; mas o fiador, neste caso, não será demandado senão depois que se fizer certa e líquida a obrigação do principal devedor.
Nos casos de inadimplemento do vendedor em virtude do atraso na entrega de imóvel em construção objeto de contrato ou promessa de compra e venda, a cláusula penal moratória tem a finalidade de indenizar pelo adimplemento tardio da obrigação, e, em regra, estabelecida em valor equivalente ao locativo, afasta-se sua cumulação com lucros cessantes.
Sobre a possibilidade da revogação ou não da doação, nos termos da legislação civil brasileira, assinale a alternativa correta:
A doação não pode ser revogada após a tradição do bem.
A doação pode ser revogada somente por inexecução do encargo.
A doação pode ser revogada por ingratidão do donatário, ou por inexecução do encargo.
A doação nunca pode ser revogada.
Em relação aos contratos, responda:
I. Podem ser revogadas por ingratidão as doações se o donatário injuriou gravemente ou o caluniou o doador.
II. O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio se sobreviver ao donatário.
III. A cláusula de retrovenda pode ser colocada em contrato de compra e venda de bem móvel e imóvel, e confere ao vendedor o direito potestativo de recobrar o bem em prazo determinado.
IV. O direito de retrato, que é cessível e transmissível a herdeiros e legatários, poderá ser exercido contra o terceiro adquirente.
Assinale a correta:
Todas as assertivas são verdadeiras.
Apenas as assertivas I, lI e IlI são verdadeiras.
Apenas as assertivas lI e IlI são verdadeiras.
Apenas as assertivas I, II e IV são verdadeiras.
O engenheiro "A" planejou e executou a construção de um móvel de propriedade de seu amigo "B" sem a cobrança de honorários profissionais. "B" efetuou a doação de um terreno em favor de "A" unicamente a título de recompensa pelos serviços de engenharia. Dois meses após a doação, "A" caluniou e injuriou gravemente "B". Nessa situação, a doação
não poderá ser revogada por ingratidão do donatário.
poderá ser revogada por ingratidão do donatário.
não poderá ser revogada somente caso tenha havido a renúncia antecipada ao direito de revogar a liberalidade por ingratidão do donatário.
não poderá ser revogada por ingratidão apenas se o donatário for ascendente do doador.
De acordo com o Código Civil Brasileiro, analise as afirmativas sobre o contrato de doação.
I. O contrato de doação, por si só, não opera a transferência da propriedade.
II. Na doação, a cláusula de reversão por premoriência do donatário pode ser estipulada em favor de terceiro a quem o doador designar.
III. É nula a doação de todos os bens do doador, sem reserva de parte, ou renda suficiente para a sua subsistência.
IV. Só o doador tem legitimidade para propor a ação de revogação da doação, mas os herdeiros podem prosseguir na ação iniciada pelo doador.
Estão corretas as afirmativas
Sobre o contrato de doação, assinale a alternativa correta.
Não pode ser revogada por ingratidão a doação feita para determinado casamento.
Mesmo que não aceita pelo seu representante legal, a doação feita ao nascituro será válida.
A doação pura feita ao incapaz exige sua aceitação.
O direito brasileiro permite cláusula de reversão em favor de terceiro.
O direito de revogação de doação por ingratidão pode ser objeto de renúncia antecipada.
Em relação à doação, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta .
O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio, se sobreviver ao donatário.
A lei permite a doação de todos os bens, mesmo sem reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência do doador.
A doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice é nula de pleno direito.
A doação não pode ser revogada, mesmo por inexecução do encargo.
Cabe revogação da doação por ingratidão apenas nos caso do donatário atentar contra a vida ou cometer homicídio doloso contra o doador.
João doou um apartamento para Mário, em decorrência dos longos anos de amizade. Em momento posterior, Mário tentou matar João, utilizando-se de uma faca.
Nessa situação hipotética, o ato de doação
Marcelo praticou crime de roubo contra um supermercado, subtraindo R$ 10.000,00, dos quais doou R$ 2.000,00 a seu irmão José. Descoberta a autoria do crime, bem como a ocorrência da doação, o supermercado ajuizou ação de indenização contra Marcelo e contra José, visando à reparação do dano. José
responderá apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$ 2.000,00.
responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 2.000,00.
responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 10.000,00.
não responderá por nenhuma quantia, ainda que proveniente de ilícito.
responderá, apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$ 10.000,00.
De acordo com o Código Civil, o direito de revogar a doação não se transmite aos herdeiros do doador, nem prejudica os do donatário. Mas aqueles podem prosseguir na ação iniciada pelo doador, continuando-a contra os herdeiros do donatário, se este falecer depois de ajuizada a lide.
Certo
Errado