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Após leitura dos enunciados abaixo, assinale a alternativa correta:
I- Ao tratar do concurso de pessoas, o Código Penal adotou como principal a teoria monista ou unitária.
II- O Código Penal, no que diz respeito ao concurso de pessoas, adotou também em alguns casos as chamadas exceções pluralísticas à teoria unitária.
III- A chamada autoria mediata se dá nos casos em que o agente consegue a execução do crime por meio de pessoa que age sem culpabilidade.
IV- A doutrina e a jurisprudência não aceitam o concurso de agentes em crime culposo, pois, nesse caso, não há possibilidade de vínculo psicológico entre duas pessoas na prática da conduta.
V- Os requisitos do concurso de pessoas, em regra, são: pluralidade de condutas, relevância causal de cada uma das ações, liame subjetivo entre os agentes e identidade de fato.
Somente o I, II, III e V são verdadeiros.
Somente o I, III e V são verdadeiros.
Somente o I, II e IV são verdadeiros.
Somente o I e V são verdadeiros.
Todos são verdadeiros.
Assinale a alternativa correta acerca do concurso de pessoas.
De acordo com a teoria pluralística, há um crime para os autores, que realizam a conduta típica emoldurada no ordenamento positivo, e outro crime para os partícipes, que desenvolvem uma atividade secundária.
O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio são puníveis ainda que o crime não tenha sido tentado.
O CP adotou, como regra, a teoria dualística.
Segundo a teoria monista ou unitária, a cada participante corresponde uma conduta própria, um elemento psicológico próprio e um resultado igualmente particular.
São requisitos do concurso de pessoas a pluralidade de participantes e de condutas, a relevância causal de cada conduta, o vínculo subjetivo entre os participantes e a identidade de infração penal.
Quanto ao Direito Penal, considere que João, cidadão desempregado, induza Pedro, chefe do almoxarifado de um órgão público, a retirar materiais do estoque para uso em finalidade particular. A hipótese narrada configura
concurso de pessoas.
crime cometido apenas por João.
furto cometido por Pedro e João.
crime cometido apenas por Pedro.
Para que ocorra o concurso de pessoas, são indispensáveis
autoria
pluralidade de condutas, relevância causal de cada uma das ações
participação e coautoria
coautoria e autoria
QUANTO AO CONCURSO DE AGENTES, É CORRETA A AFIRMAÇÃO:
consoante a teoria objetivo-formal autor é aquele que realiza, totalmente, os atos descritos na norma incriminadora;
consoante a teoria objetivo-material autor é aquele que realiza a contribuição objetivamente mais importante para o resultado;
consoante a teoria concebida por Claus Roxin autor é aquele que detém o dominio do fato pelo critério exclusivo do dominio da vontade;
o Código Penal Brasileiro não é compatível com a teoria do dominio do fato.
Sobre o concurso de pessoas, marque a alternativa correta:
para a teoria pluralística ou da autonomia da participação, cada qual realiza uma ação, havendo um vínculo psicológico próprio, sendo que cada partícipe é considerado de forma autônoma como autor;
para a teoria monística ou unitária (igualitária) cada partícipe é considerado de forma autônoma e única, havendo distinção entre autor e partícipe;
a teoria pluralística é adotada pelo Código Penal brasileiro, a partir da reforma ocorrida em 1984;
para a teoria dualística cada partícipe é tratado de igual forma, não havendo distinção entre a participação primária e a participação secundária.
nenhuma das anteriores.
No concurso de pessoas há necessidade de ajuste prévio entre os colaboradores para a prática do delito?
Sim, pois para que se configure o concurso de pessoas há necessidade do prévio ajuste entre os colaboradores para a prática do delito;
Não, pois havendo convergência de vontade entre os colaboradores estará configurado o concurso;
Basta a convergência de vontade de no mínimo 4(quatro) pessoas para se configurar o concurso;
Basta a convergência de alguns dos colaboradores para se configurar o concurso;
Basta a convergência, de natureza moral, entre 2(dois) colaboradores para se configurar o concurso.
Com relação às regras previstas no Código Penal sobre o concurso de pessoas, é correto afirmar que:
as circunstâncias e as condições de caráter pessoal não se comunicam, nem quando são elementares do crime.
o desvio subjetivo de conduta de um dos agentes do crime não tem relevância penal.
a participação no crime, salvo disposição em contrário, não é punível, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.
a participação de menor importância no crime não afeta de nenhum modo a pena do agente.
o concurso de pessoas não é previsto como causa de aumento de crimes da parte especial do Código Penal.
No concurso de pessoas, previsto no art. 29 do Código Penal,
Quanto ao concurso de pessoas, assinale a opção correta.
Considere que Sérgio tenha ameaçado Joana com uma arma para que Joaquim, seu comparsa, subtraísse o veículo conduzido pela vítima. Nessa situação, Sérgio responderá pelo crime de ameaça e Joaquim, pelo crime de furto caracterizado pela subtração.
Considere que um pai tenha deixado, negligentemente, as chaves do carro ao alcance do filho menor inimputável que, dirigindo o veículo, causou, culposamente, a morte de terceiro. Nessa situação, o pai será co-autor do delito.
A simples conivência não significa participação, pois, para que alguém possa responder pelo crime, deve ter, no mínimo, a vontade de com ele colaborar, não podendo ser responsabilizado por não ter impedido a execução do delito, salvo se presente o dever jurídico de impedir o resultado.
Considera-se partícipe o autor mediato de um crime, pois quem pratica a conduta descrita no tipo penal é outra pessoa, que atua sem vontade ou consciência.
São requisitos do concurso de pessoas, exceto:
desconhecimento da conduta alheia.
nexo de causalidade.
vínculo subjetivo.
pluralidade de comportamento.
identidade de crime.
De acordo com o Código Penal brasileiro, assinale a opção que não contém requisito do concurso de pessoas.
Assinale a opção incorreta relativa ao concurso de agentes.
Praticado o crime por vários agentes, exige-se, para a caracterização da co-autoria, a participação psicológica de cada um deles.
As circunstâncias objetivas se comunicam, desde que o partícipe delas tenha conhecimento.
Considere a seguinte situação hipotética. Adriano desentendeu-se com José e decidiu matá-lo. Procurou por Lucas, que, após saber de sua intenção, emprestou-lhe uma arma. Adriano embriagou-se e, utilizando-se da arma citada, atingiu mortalmente José. Nessa situação, Adriano e Lucas serão responsabilizados pelo crime de homicídio.
Considere a seguinte situação hipotética. Alberto, namorado de Ana, grávida há um mês, pagou aborto criminoso, a pedido da gestante. Nessa situação, Alberto incorreu no crime de aborto, na condição de co-autor.
A autoria colateral inexige o vínculo subjetivo entre os participantes.
Para que haja o concurso de pessoas, seja na modalidade da co-autoria, seja na modalidade da participação, não há necessidade de que os agentes tenham combinado previamente a execução do crime.