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Em relação ao segundo período do trabalho de parto, assinale a alternativa correta.
Mulheres sem analgesia devem ser apoiadas a realizar puxos dirigidos.
Massagem do períneo com lubrificantes e uso de compressas quentes podem amolecer e distender o períneo, reduzindo assim a taxa de lesões perineais de terceiro e quarto graus.
A manobra de Kristeller pode ser realizada neste período, se necessário.
O segundo período dura até 2 horas em multíparas (em média 50 minutos) e 1 hora em nulíparas (em média 20 minutos).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera prejudicial ou ineficaz a posição vertical.
A atuação do enfermeiro à gestante exige conhecimento para que a mesma receba uma assistência segura e de qualidade.
Sobre o verdadeiro trabalho de parto, é correto afirmar:
No falso trabalho de parto as contrações são coordenadas, em média 3 em 10 minutos, e não costumam aliviar com o uso de medicações.
No verdadeiro trabalho de parto ocorrem contrações uterinas regulares (rítmicas), em geral dolorosas, que se estendem por todo o útero.
No verdadeiro trabalho de parto observa-se aumento gradual da atividade uterina, caracterizado por contrações com ritmo irregular, incoordenadas, por vezes dolorosas.
No verdadeiro trabalho de parto ocorre uma frequência mínima de pelo menos 1 contração a cada 10 minutos, com duração menor que 15 a 20 segundos, que costumam cessar após repouso no leito.
Dentre os cuidados de enfermagem à mulher em trabalho de parto recomenda-se a realização de tricotomia e enema intestinal.
A avaliação do início efetivo do trabalho de parto é muito importante para definir o momento adequado para a admissão das parturientes nas unidades obstétricas. Alguns critérios devem ser levados em consideração nessa determinação, tais como a atividade uterina com metrossístoles regulares com, pelo menos:
2 contrações em 10 minutos e dilatação cervical progressiva a partir dos 5cm
2 contrações em 10 minutos e dilatação cervical progressiva a partir dos 4cm
3 contrações em 10 minutos e dilatação cervical progressiva a partir dos 5cm
3 contrações em 10 minutos e dilatação cervical progressiva a partir dos 4cm
O técnico de enfermagem deve estimular a deambulação da mulher após o parto para prevenção de:
Tromboembolismo.
Varizes.
Lipotimia.
Aumento do débito cardíaco.
As Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal preconizam consolidade em nosso meio; o nascimento no ambiente hospitalar se caracteriza pela adoção de várias tecnologias e procedimentos com o objetivo de torná-lo mais seguro para a mulher e seu filho. De fato, os avanços da obstetrícia contribuíram com a melhoria dos indicadores de morbidade e mortalidade materna e perinatais em todo o mundo.
(Disponível em: http://biblioteca.cofen.gov.br/diretrizes-nacionais-assistencia-parto-normal. Adaptado.)
Sobre os cuidados gerais durante o trabalho de parto, analise as afirmativas a seguir.
I. A mulher, tendo um plano de parto escrito, deve-se ler e discutir com ela, considerando as condições para a sua implementação como a organização do local de assistência; limitações (físicas, recursos) relativas à unidade; e, disponibilidade de certos métodos e técnicas.
II. É necessário certificar se a mulher tem dificuldade para se comunicar da forma proposta; se possui deficiência auditiva, visual ou intelectual; e, ainda, perguntar qual língua brasileira (português ou libras) prefere utilizar ou, em caso de mulheres estrangeiras ou indígenas, verificar se compreendem português.
III. Mensurar o que a mulher sabe sobre as estratégias de alívio da dor e lhe oferecer informações balanceadas para encontrar quais abordagens são as mais aceitáveis.
IV. Informar sobre a necessidade de escolha de um acompanhante pela mulher para apoiá-la durante o parto. Não é necessário que o acompanhante receba as informações importantes no mesmo momento que a mulher. Considera-se, ainda, que a presença do acompanhante é permitida apenas para as parturientes não usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS).
Está correto o que se afirma apenas em
I e II.
II e III.
III e IV.
I, II e III.
São cuidados gerais prestados às mulheres durante a assistência ao trabalho de parto:
oferta de líquidos, de preferência soluções isotônicas, no lugar de somente água
utilização dos antagonistas H2 e antiácidos de rotina para mulheres de baixo risco
realização de ausculta antes, durante e imediatamente após uma contração, por pelo menos 5 minutos e a cada 60 minutos
palpação do pulso materno quando há suspeita de alguma anormalidade. Nesse caso, é necessário realizar a ausculta cardíaca para diferenciar os batimentos fetais e da mãe por 30 minutos
O puerpério inicia-se imediatamente após o parto e dura, em média, seis semanas, sendo dividido em
imediato do 1º ao 8º dia após o parto; tardio do 9º ao 40º dia; e remoto após 40º dia.
imediato do 1º ao 9º dia após o parto; tardio do 10º ao 45º dia; e remoto após 45º dia.
imediato do 1º ao 10º dia após o parto; tardio do 11º ao 45º dia; e remoto após 45º dia.
imediato do 1º ao 7º dia após o parto; tardio do 8º ao 50º dia; e remoto após 50º dia.
imediato do 1º ao 15º dia após o parto; tardio do 16º ao 55º dia; e remoto após 55º dia.
Dever ser considerado recém-nascido de alto risco:
Prematuro pesando menos de 2000g ao nascer, recém-nascido com asfixia grave ao nascer (Apgar < 7 no 5.º minuto) e recém-nascido com outras patologias graves ao nascimento.
Apenas prematuro, independente do peso ao nascer, e recém-nascido com outras patologias graves ao nascimento.
Prematuro pesando menos de 2000g ao nascer, recém-nascido com asfixia grave ao nascer (Apgar < 9 no 5.º minuto) e recém-nascido com outras patologias graves ao nascimento.
Prematuro pesando menos de 2500g ao nascer, recém-nascido com asfixia grave ao nascer (Apgar < 9 no 5.º minuto) e recém-nascido com outras patologias graves ao nascimento.
Prematuro pesando menos de 2500g ao nascer, recém-nascido com asfixia grave ao nascer (Apgar < 7 no 5.º minuto) e recém-nascido com outras patologias graves ao nascimento.
O trabalho de parto começa com contrações uterinas irregulares de intensidade variável. Essas contrações parecem, amolecem e dilatam o colo uterino. Á medida que o parto se desenvolve, aumentam a duração, intensidade e frequência das contrações. Assinale a alternativa que apresenta quais as fases do trabalho de parto e suas características.
Primeira fase: início do trabalho de parto até a dilatação total do colo. Segunda fase: inicia-se com a dilatação total do colo até o desprendimento do feto. Terceira fase: inicia-se após a retirada do lactente e termina com a retirada da placenta
Primeira fase: inicia-se com o rompimento da membrana amniótica até início da saída do lactente. Segunda fase: inicia-se com a saída total do lactente até a retirada da placenta. Terceira fase: contato imediato da parturiente com o lactente favorecendo o aleitamento materno
Primeira fase: após início das contrações regulares e de forte intensidade. Segunda fase: inicia-se com a dilatação total do colo uterino até início da saída do lactente. Terceira fase: inicia-se com a saída do lactente até a retirada da placenta
Primeira fase: inicia-se com o rompimento da membrana amniótica até o início de contrações regulares e de forte intensidade. Segunda fase: inicia-se com a saída do lactente até a retirada da placenta. Terceira fase: contato imediato da parturiente com o lactente favorecendo o aleitamento materno
De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Assistência ao parto Normal (2017), em relação à definição do trauma perineal ou genital, provocado por episiotomia ou lacerações em decorrência do parto, assinale a alternativa INCORRETA.
Primeiro grau: lesão apenas da pele e mucosas.
Segundo grau: lesão dos músculos perineais sem atingir o esfíncter anal.
Terceiro grau: lesão do períneo envolvendo o complexo do esfíncter anal.
Quarto grau: lesão do períneo envolvendo o complexo do esfíncter anal e o epitélio anal.
Quinto grau: lesão do períneo envolvendo laceração do esfíncter anal interno.
Nos últimos anos, o Brasil tem vivenciado o aumento das taxas de cesarianas, sendo esta a via de nascimento mais frequente, chegando a 56,7% de todos os nascimentos ocorridos no país (85% nos serviços privados, 40% nos serviços públicos). Vale frisar que, quando realizada sob indicação baseada em evidências científicas, se torna um procedimento cirúrgico essencial para garantir a boa vitalidade da saúde materna e neonatal. Entretanto, quando realizada de maneira injustificada, pode acarretar riscos significativos e desnecessários. Diante deste contexto, o Ministério da Saúde elaborou diretrizes a fim de contribuir na qualificação da atenção à gestante, de modo que a decisão pela via de parto leve em consideração seus benefícios e riscos e que a conduta seja claramente informada e compartilhada entre gestante e profissionais de saúde. Em relação ao assunto, são recomendações descritas pelo Ministério da Saúde:
Cuidado centrado na mulher (ofertando orientações e termo de consentimento livre esclarecido); cesariana programada (em caso de apresentação pélvica, com 37 semanas).
Orientar sobre a cesariana, ofertar o termo de consentimento, e programar cesariana em caso de hepatite B, hepatite C, a fim de prevenir a transmissão vertical em gestantes com infecção.
Em situação de nascimento pré-termo, na ausência de outras indicações, a cesariana é recomendada como forma rotineira de nascimento no trabalho de parto pré-termo em apresentação cefálica.
Na ausência de outras contraindicações, não é recomendado encorajar às mulheres com uma cesariana prévia a tentativa de parto vaginal, mediante termo de consentimento livre e esclarecido.
A cesariana programada por apresentação pélvica é recomendada a partir de 39 semanas de idade gestacional. Sugere-se aguardar o início do trabalho de parto.
O parto normal é, de início, espontâneo, de risco habitual desde o início do trabalho de parto e assim permanece por todo o trabalho de parto e parto. O bebê nasce espontaneamente com apresentação cefálica entre 37 a 42 semanas completas de gestação. Apesar dessa evolução fisiológica, existe uma fase clínica do trabalho de parto de importante significado, devido ao risco aumentado para a ocorrência de hemorragia. Essa fase é conhecida como
Jacob Dublin.
Mcroberts.
Valsalva.
Greenberg.
Somersault.
Com relação às intercorrências obstétricas, analise as afirmativas abaixo:
Entre os sinais e sintomas de Eclâmpsia estão cefaléia, vômitos e convulsões.
O Sulfato de Magnésio é utilizado para o tratamento da Eclâmpsia.
A Síndrome de Hellp é caracterizada por hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia.
Todas as alternativas são verdadeiras.
Gestante, primípara, 32 anos, sem perdas anteriores, comparece à urgência obstétrica da maternidade. Após a internação, continuou sendo feito o seu acompanhamento, conforme o registro da evolução do trabalho de parto no partograma a seguir.

Após a leitura e interpretação do partograma, a distócia identificada é
parada secundária da dilatação.
fase ativa prolongada.
período pélvico prolongado.
parada secundária da descida.
parto precipitado.
A hemorragia pós-parto é caracterizada como a perda de volume sanguíneo excessiva, que pode ser oriunda de diferentes causas, as quais podem favorecer a ocorrência da instabilidade hemodinâmica na mulher após o parto. A fim de melhor compreender esse contexto, faz-se necessário o entendimento dos principais conceitos que envolvem a hemorragia pós-parto. Diante dessas informações, assinale a alternativa que apresenta o conceito descrito adequadamente.
Hemorragia pós-parto: perda sanguínea acima de 800 mL após parto vaginal ou acima de 1500 mL após parto cesariana nas primeiras 24 horas ou qualquer perda de sangue pelo trato genital capaz de causar instabilidade hemodinâmica.
Hemorragia pós-parto: perda sanguínea acima de 1000 mL após parto vaginal ou acima de 2000 mL após parto cesariana nas primeiras 24 horas.
Hemorragia pós-parto maciça: sangramento nas primeiras 24 horas após o parto (por qualquer via) superior a 2000 mL ou que necessite da transfusão mínima de 1200 mL (4 unidades) de concentrado de hemácias ou que resulte na queda de hemoglobina ≥ 4g/dL ou em distúrbio de coagulação.
HPP primária: é a hemorragia que ocorre nas primeiras 24 horas após o parto. Pode complicar 20% a 30% dos partos. As causas mais comuns são atonia uterina, lacerações e hematomas no trajeto do canal do parto.
HPP secundária: é a hemorragia que ocorre após 48 horas, mas até três semanas após o parto. É mais rara e apresenta causas mais específicas, tais como: infecção puerperal, doença trofoblástica gestacional, retenção de tecidos placentários, distúrbios hereditários de coagulação.
Cada período do parto é marcado por suas especificidades, e a equipe de enfermagem deve prestar assistência em todos os períodos, oferecendo um cuidado individualizado para parturiente e sua família, de forma que atenda todas as suas necessidades desde a sua admissão até o momento da sua alta. Neste contexto, o segundo período do trabalho de parto é marcado pelo nascimento do bebê e de acordo com as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal são recomendações para este período:
I. Realizar manobra de Kristeller para auxiliar a saída do bebê e evitar o esgotamento materno.
II. Adotar posições verticais, pois favorece a realização da força para expulsão do feto, bem como diminui as chances de lacerações de períneo.
III. Realizar o clampeamento do cordão umbilical entre 1 a 5 minutos ou de forma fisiológica quando cessar a pulsação, exceto se houver alguma contra indicação em relação ao cordão ou necessidade de reanimação neonatal.
IV. Estimular as mulheres a terem contato pele-a-pele imediato com a criança logo após o nascimento e cobrir a criança com um campo ou toalha para mantê-la aquecida.
V. Estimular e auxiliar o início precoce do aleitamento materno, idealmente na primeira hora de vida.
Está correto o que se afirma em:
I, II, III e IV.
I, II, IV e V.
I, II, III e V.
III, IV e V.
II, III, IV e V.
Acerca das recomendações do Ministério da Saúde relacionada à assistência imediata ao recém-nascido, marque V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) Recomenda-se a utilização da pomada de eritromicina a 0,5% e, como alternativa, tetraciclina a 1% para realização da profilaxia da oftalmia neonatal.
( ) Se os pais recusarem a administração intramuscular da vitamina K, deve ser oferecida a administração oral e eles devem ser advertidos que este método exige múltiplas doses.
( ) Deve-se coletar sangue de cordão umbilical para análise de pH em recém-nascidos com alterações clínicas, tais como respiração irregular e tônus diminuído.
As afirmativas são, respectivamente,
V, F e V.
F, V e F.
V, V e V.
F, F e F.
V, V e F.
De acordo com as Diretrizes Nacionais de Atenção ao Parto Normal (MS, 2017), avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I. A avaliação do bem-estar fetal em parturientes de baixo risco deve ser realizada com ausculta intermitente em todos os locais de parto.
II. A imersão em água é uma estratégia não farmacológica para alívio da dor no trabalho de parto.
III. A gestante que recebe analgesia peridural, caso se sinta confortável e segura, deve ser encorajada a deambular e adotar posições mais verticais.
As afirmativas I, II e III são, respectivamente:
F, V, F.
V, V, F.
V, V, V.
F, F, V.
F, V, V.
Um recém-nascido é considerado pós-termo quando ele nasce depois de quantas semanas?
36 semanas.
38 semanas.
40 semanas.
42 semanas.
Puérpera, pós-parto normal há 48 horas, portadora de quadro leve de covid-19, cujos sinais e sintomas tiveram início há três dias, com RT-PCR reagente, coletado no momento da admissão à maternidade, e seu recém-nascido, assintomático, receberam alta hospitalar. De acordo com o Manual de Recomendações para a Assistência à Gestante e Puérpera Frente à pandemia de covid-19 (MS, 2021), ao realizar as orientações para alta, entre outros itens, o enfermeiro deve enfatizar que
a mãe e o bebê devem ser mantidos em isolamento, separados, até a obtenção do resultado de exame RT-PCR, que deve ser realizado a cada cinco dias, podendo, para tal, ser utilizado o teste vendido em farmácias.
o aleitamento materno só deve ser iniciado ao final do período de isolamento, com duração de 14 dias, contados a partir do dia dos primeiros sintomas de covid-19.
a realização da higienização das mãos deve ser feita por, pelo menos, 20 segundos antes de pegar no RN.
após a apojadura, o leite deve ser extraído com auxílio de bomba e pode ser doado, independentemente da presença de sinais e sintomas ou negativação do exame RT-PCR.
a mãe e o bebê devem ser mantidos em isolamento, separados, por cinco dias a contar da data da realização do exame RT-PCR.