Questões de Concurso sobre Filosofia e a Grécia Antiga

 
 
Disciplina 1
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Segundo Aristóteles, há três espécies de constituição de governo — a monarquia, a aristocracia e a timocracia —, que podem se degenerar, respectivamente, em tirania, oligarquia e democracia.


C
Certo

E
Errado

A chamada revolução socrática, que levou os historiadores a dividirem a história da filosofia grega em pré e póssocrática, deveu-se ao fato de Sócrates ter insuflado os jovens contra o governo de Atenas e Esparta, motivo pelo qual foi condenado a beber sicuta.


C
Certo

E
Errado

Para os estóicos, as ações convenientes são


A

aquelas que, em tudo e por tudo, são cumpridas segundo o logos.


B

aquelas que, embora não sendo prejudiciais, não são conformes à natureza.


C

as mais elevadas e desejáveis ações morais, próprias do homem sábio.


D

as que são feitas tendo em vista apenas a vantagem de seu autor.


E

intermediárias entre as ações perfeitas e as viciosas, ou seja, deveres.

Assinale a opção que apresenta as posições adotadas por Fílon, Tertuliano e Santo Agostinho, respectivamente, quanto à relação entre fé cristã e filosofia grega.


A
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B
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C
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D
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E
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Uma das características das cosmologias gregas é


A

constituir-se como uma projeção da pólis no universo, empregando um vocabulário jurídico e humano para referir- se ao cosmos.


B

sustentar o pressuposto de que no início não havia um caos ou a atuação de uma potência divina, mas sim o nada que se transmuta em ser.


C

buscar as causas primeiras, através de um procedimento que consiste em reconstruir a genealogia dos seres, remontando à unidade divina originária.


D

criar um vocabulário rigoroso e absolutamente novo, utilizando apenas palavras antes desconhecidas na língua grega.


E

recorrer freqüentemente à noção de acaso para explicar o devir, que não mais é visto como o desdobramento de atos divinos.

Para alguns pré-socráticos o ser é considerado infinito, sendo que


A

Anaximandro e Anaxímenes concebem o ser como infinito apenas no espaço, mas não no tempo.


B

Parmênides e Melissos concebem o ser como infinito apenas no tempo, mas não no espaço.


C

Anaxímenes e Anaxágoras concebem o ser como infinito apenas no tempo, e não no espaço.


D

Anaxágoras e Parmênides concebem o ser como infinito tanto no espaço como no tempo.


E

Melissos e Anaximandro concebem o ser como infinito tanto no espaço como no tempo.

Para Anaxágoras, a força ordenadora do Kósmos é


A

responsável pelo nascimento e destruição dos elementos


B

idêntica aos elementos, eterna, mutável e corpórea.


C

inteligente, diáfana, sutil e invisível.


D

dinâmica, mutável e misturada a todas as coisas.


E

corpórea e captável diretamente pelos sentidos.

Na ética epicurista os prazeres da vida política são considerados como


A

naturais e necessários, porque ligados à conservação da vida humana.


B

naturais mas não necessários, pois são um refinamento do instinto de conservação.


C

não naturais e não necessários, pois comprometem a ataraxía e a aponía.


D

o coroamento da ataraxía e da aponía, pois só a vida pública lhes confere sentido.


E

os únicos admissíveis, pois criam condições materiais que favorecem a ataraxía.

Segundo Nietzsche, o advento da razão produz reflexos significativos na mais alta manifestação cultural grega. Um desses efeitos é que


A

a comédia ática passa a dar menos relevo aos elementos apolíneos.


B

a dialética socrática invade a cena trágica, expulsando dela a música.


C

o diálogo entre os personagens trágicos passa a ter a história como conteúdo.


D

o papel do coro é ampliado nas tragédias de Sófocles.


E

os elementos apolíneos da tragédia são transferidos do diálogo para o prólogo.

O helenismo é um período da história da filosofia que se caracteriza pela


A

exclusividade que dá à dimensão prática da filosofia, em contraposição à dimensão investigativa das filosofias platônica e aristotélica.


B

importância que confere à lógica, à ética e à estética, como investigações necessárias para se alcançar a satisfação individual ou felicidade


C

centralidade que atribui à ética, em meio a significativas teorizações sobre a natureza, em um momento de crescente desagregação da pólis grega


D

valorização do indivíduo e sua ação, em detrimento da investigação lógica, fundamental em uma perspectiva como a de Aristóteles.


E

predominância de sistemas metafísicos voltados para a busca do bem comum, em oposição às perspectivas epistemológicas de Platão e Aristóteles.

A primeira sistematização ocidental do saber, elaborada por Aristóteles, propõe uma divisão das ciências em que


A

a lógica, a metafísica, a física e a matemática são classificadas como ciências teoréticas.


B

a matemática, a metafísica e a física são classificadas como ciências teoréticas.


C

a política, a ética, a metafísica e a ontologia são classificadas como ciências teoréticas


D

a política e a ética, por serem ciências práticas, são consideradas superiores à metafísica.


E

a metafísica, a lógica e a ética, por serem ciências teoréticas, são consideradas como superiores às outras ciências.

Um fragmento de Heráclito que guarda uma relação evidente com a resposta de Sócrates para o enigma do oráculo de Delfos é:


A

"Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio: suas águas não são nunca as mesmas e nós não somos nunca os mesmos".


B

"Esse mundo, o mesmo e comum para todos, nenhum dos deuses e nenhum dos homens o fez...".


C

"É necessário saber que a guerra é a comunidade; a justiça é discórdia; e tudo acontece conforme a discórdia e a necessidade".


D

"O fato de aprender muitas coisas não instrui a inteligência: do contrário teria instruído Hesíodo e Pitágoras".


E

"O que se opõe a si mesmo está em acordo consigo mesmo; harmonia e tensões contrárias, como as do arco e da lira"

Ao examinar o papel das artes miméticas em sua cidade ideal, Platão atribui à cama pintada pelo artista um estatuto ontológico


A

igual ao da cama-idéia, pois o artista apenas transporta para o plano sensível a idéia de cama que já residia em sua alma


B

igual tanto à cama-idéia quanto à cama do carpinteiro, mas desde que a cama do pintor seja tão perfeita e bela quanto as outras duas


C

inferior ao da cama-idéia, mas igual à cama produzida pelo carpinteiro, pois tanto este quanto o pintor copiam a idéia única de cama.


D

inferior ao da cama-idéia, mas superior à cama produzida pelo carpinteiro, pois a cama do artista é acrescida da idéia de beleza.


E

inferior tanto à cama-idéia quanto à cama do carpinteiro, pois o pintor realiza uma cópia de uma cama que é, também ela, uma cópia.

Um princípio central da doutrina epicurista é a


A

necessidade de superar a constante ameaça da morte através da busca pelo prazer e por uma vida simples, em companhia dos amigos.


B

inexistência da liberdade e conseqüente exortação à busca pelo prazer, uma vez que a vida é mero resultado do movimento aleatório dos átomos.


C

negação da existência dos deuses como condição para a investigação da natureza, base de todo conhecimento e da busca da felicidade.


D

relação intrínseca entre a lúcida compreensão dos fenômenos naturais e a procura de uma felicidade terrena, a ser compartilhada entre mestre e discípulos.


E

afirmação da equivalência de todos os desejos, efeitos do movimento aleatório dos átomos, o que anula a imputabilidade moral dos atos humanos.

Com relação à Filosofia Primeira ou Teologia, Aristóteles oferece


A

quatro definições, referindo-se à investigação das causas e princípios primeiros e supremos; ao ser enquanto ser; à substância; e a Deus ou substância supra-sensível.


B

quatro definições, referindo-se a Deus, substância supra- sensível; ao ser enquanto ser; às causas e princípios primeiros; à crítica à teoria das Formas de Platão.


C

três definições, referindo-se à investigação de Deus ou à substância supra-sensível; ao ser enquanto ser; à substância, ao ato e à potência.


D

três definições, referindo-se à investigação das causas e princípios últimos; ao ser enquanto ser; à substância, ao ato e à potência.


E

uma única definição, que resume todas as outras e que diz respeito ao ser enquanto ser e seu significado único.

Alguns estudiosos como Werner Jaeger atribuem um importante papel aos poetas Homero e Hesíodo na passagem do mito à filosofia porque, na poesia de ambos,


A

o elemento fantástico torna-se ainda mais monstruoso do que nas narrativas míticas anteriores, contribuindo para estimular o já latente descrédito no mito e a busca de explicações racionais.


B

os acontecimentos nunca são apresentados numa simples seqüência narrativa, havendo uma preocupação em apresentar um nexo causal entre os motivos das ações e um esforço para apresentar a realidade em seu todo.


C

os personagens míticos são representados completamente destituídos de poderes fantásticos e sobrenaturais, incitando a dúvida a respeito da veracidade de seus feitos e da inexorabilidade das leis divinas.


D

a recorrência a certas idéias do orfismo, como a imortalidade e a transmigração das almas, conquista aos poucos a adesão dos gregos que abandonam sua religião oficial e retiram daí as bases para a nascente filosofia.


E

a noção da justiça como virtude fundamental e condição das outras virtudes desaparece, dando primazia ao desenvolvimento da sabedoria concebida como a prática de ações em conformidade com o Logos.

Em suas considerações sobre a physis, Demócrito e Leucipo propõem uma cosmologia com características muito diferentes das cosmologias dos primeiros pré-socráticos porque afirmam que


A

cada tipo de matéria provém de uma mistura originária de qualidades que a diferencia das outras matérias e mesmo em sua menor partícula é encontrada a mesma mistura originária, nunca qualidades separadas.


B

no movimento dos seres não há acaso e nem a intervenção de uma força inteligente externa a eles, mas sim a atuação constante de um princípio físico que rege o encontro e o desencontro de todos os átomos, o clinâmen


C

o ser é pleno, contínuo, eterno e uno, como queriam os eleatas, com a diferença, porém, de que é composto de unidades discretas, o que implica a negação do vazio, pois até o que parece vazio está repleto de átomos


D

a multiplicidade e a variação qualitativa das coisas é atribuída ao acréscimo ou decréscimo de um dos quatro elementos naturais, unidos ou separados pelas forças de atração e repulsão.


E

a multiplicidade e as variações qualitativas dos seres não mais são atribuídas às diferenças de qualidades originárias e sim às diferenças de forma, arranjo e posição dos átomos que os compõem.

Os paradoxos ou aporias de Zenão de Eléia tinham como objetivo:


A

negar, com Parmênides, a percepção do movimento, da multiplicidade, do espaço e do tempo que nos oferecem os sentidos.


B

superar a negação do movimento que se encontra no poema de Parmênides, demasiadamente esquemática e dogmática.


C

defender as teses de Parmênides de maneira direta e irrefutável, com base na lógica e em intuições sensíveis.


D

mostrar, por absurdo, que o pensamento é limitado e leva ao sem-sentido, como no caso das teses contraintuitivas de Parmênides.


E

refutar os adversários de Parmênides, mostrando que premissas subjacentes à afirmação do movimento levam a contradições insuperáveis

O teorema fundamental da teoria aristotélica de movimento, segundo o qual tudo o que se move o faz por alguma coisa, leva à concepção do primeiro motor imóvel do universo, ou seja, de Deus.


C
Certo

E
Errado
 
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