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Sobre as relações entre o tempo‑calendário e o tempo histórico, assinale a alternativa incorreta.
O tempo‑calendário é resultado de processos naturais impostos do exterior para oferecer homogeneidade e uniformidade ao tempo social.
A historiografia de tipo positivista pretendeu submeter o tempo histórico ao tempo‑calendário, datando rigorosamente os eventos do passado.
O tempo‑calendário não é natural, mas resultado de uma construção social e, por isso, o tempo histórico não deveria ser reduzido a ele.
O tempo histórico não deve se reduzir à mera sucessão de acontecimentos em um calendário, mas precisa incorporar a simultaneidade e a repetição.
“O conhecimento histórico torna possível compreender melhor o mundo em que vivemos e o nosso próprio lugar dentro desse mundo, ou seja, a nossa identidade” (Alves, 2010). Sobre os objetivos e as funções da História, analise as assertivas abaixo:
I. Relembrar aquilo que poderia ser esquecido, transmitindo o conhecimento sobre o passado às novas gerações.
II. Compreender os pensamentos e as motivações de homens e mulheres de outras épocas, porém evitando cometer antagonismos, ou seja, julgar o passado com os valores do presente.
III. A História é a ciência que estuda a vida de todos os seres vivos ao longo do tempo.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
A respeito da relação entre História e outras ciências, Fernand Braudel considera que esta pode fornecer
ampliação das possibilidades analíticas dos objetos de estudo das ciências humanas.
disputas intelectuais que retrocedem o desenvolvimento dos campos de trabalho nas ciências humanas.
respostas incompletas aos problemas epistemológicos de cada área do conhecimento.
acentuação da especialização das áreas de conhecimento que resultaria na fragmentação das ciências humanas.
hierarquização do conhecimento científico, motivo pelo qual desencoraja o diálogo entre as áreas das ciências humanas.
Acerca da Epistemologia da História, julgue as frases abaixo:
I.O conceito de tempo na epistemologia da história é multifacetado, envolvendo tanto a dimensão cronológica quanto a experiência subjetiva do tempo. Tradicionalmente, a história foi concebida como uma sequência linear de eventos, organizados cronologicamente. Essa perspectiva, influenciada por uma visão positivista da história, enfatiza a continuidade e a progressão temporal.
II.A narrativa histórica é a forma pela qual os historiadores organizam e comunicam suas interpretações do passado. A narrativa não é uma simples transcrição dos fatos, mas uma construção que envolve seleção, interpretação e estilização dos eventos históricos. Hayden White argumenta que toda narrativa histórica é inerentemente poética, uma vez que os historiadores usam estratégias retóricas e estilísticas para dar sentido ao passado.
III.A memória é um conceito central na epistemologia da história, pois envolve a maneira como as sociedades recordam e esquecem o passado. A memória coletiva, um termo cunhado por Maurice Halbwachs, refere-se ao conjunto de lembranças compartilhadas por um grupo social, moldando sua identidade e coesão.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Apenas, I.
I, II e III.
Apenas, II e III.
Apenas, III.
“[...] o conteúdo substancial da educação, sua fonte e sua justificação última: a educação não é nada fora da cultura e sem ela.” A educação não terá sentido nem condições de existir fora da cultura, uma vez que é função do trabalho docente a transmissão e perenização da cultura. O fazer pedagógico não pode fugir ao trabalho material da cultura, pois estabelece as relações com o passado e o presente e, assim, mantém a cultura viva e atualizada. Nesse nível mais geral, educação e cultura aparecem como duas faces recíprocas de uma mesma realidade, na qual uma não pode ser pensada sem a outra; entretanto, cabe considerar e refletir sobre qual cultura o currículo está contemplando e o porquê de tais conhecimentos serem considerados como conhecimento cultural.
(Forquin, 1993, p. 14.)
Culturas infantis e juvenis; etnias minoritárias ou sem poder; o mundo feminino; as sexualidades; a classe trabalhadora e o mundo das pessoas pobres; o mundo rural e ribeirinho são exemplos de culturas minoritárias que foram, ao longo do tempo, contempladas apenas como conteúdos curriculares complementares. Nesse contexto:
A análise crítica e histórica das propostas curriculares mostra a presença abusiva de culturas hegemônicas em detrimento das culturas minoritárias que não possuem estruturas de poder.
Torna-se inviável que, no currículo de qualquer época, se discuta ou se apresentem temas e/ou disciplinas que fujam dos conteúdos básicos que devem alicerçar qualquer metodologia de ensino-aprendizagem.
É bastante justificável a ausência nos currículos, de antes ou de hoje, de temáticas relacionadas à classes desprivilegiadas, que, na verdade, não teriam condições de engendrar ou mesmo entender tais premissas.
É possível perceber um alinhamento intrínseco entre o currículo e a estrutura educacional de cada época, preocupado com a diversidade étnico-racial, mesmo que a presença de temas transversais seja um parâmetro apenas da atualidade.
Em História, os estudos sobre o cotidiano têm, nas últimas décadas, ocupado espaços cada vez mais importantes, pois
a história local é capaz de analisar as origens e o desenvolvimento do homem, enquanto as histórias nacional e mundial tendem a focar nas estruturas.
as histórias individuais são cada vez mais valorizadas, pois os grandes processos históricos são, muitas vezes, difíceis de comprovar.
a ciência histórica prescindiu do diálogo com outros campos do conhecimento, uma vez que sua especificidade conceitual estava ameaçada.
as narrativas dos chamados “heróis” e seus feitos perdem importância para os chamados homens comuns e suas trajetórias de vida.
Analise o excerto abaixo:
Entre as correntes atuais do pensamento historiográfico, pode-se mencionar a História Cultural, que foca nas representações culturais, simbolismos e práticas cotidianas, explorando como as pessoas dão significado ao mundo ao seu redor; a História Pós-Colonial, que examina o impacto duradouro do colonialismo e questiona as narrativas históricas tradicionais centradas na perspectiva ocidental, a História Ambiental, que aborda a evolução dos biomas ao longo das eras geológicas desde antes do surgimento da espécie humana, e a História Global, que visa entender eventos e processos históricos em escala global, considerando interconexões e interdependências entre diferentes regiões.
O excerto acima está:
Parcialmente correto, porque a História Global se restringe a estudar eventos ocorridos após a globalização ocorrida ao longo do século XX.
Parcialmente correto, porque a História Cultural não pretende analisar como as pessoas dão significado ao mundo a seu redor.
Parcialmente correto, porque a História Ambiental aborda a interação entre sociedade e meio ambiente ao longo do tempo, destacando as dimensões ecológicas da história.
Totalmente correto.
Parcialmente correto, porque a História Pós-Colonial centra sua análise no que ocorreu nos países colonizadores após o fim do período colonial.
Os historiadores afirmam que a forma de olhar para o passado muda conforme o presente. Considerando a forma de olhar o passado na atualidade, os registros historiográficos e os debates sobre o conceito de pré-história podemos dizer que:
I. Antes da escrita não existia história, apenas pré-história.
II. O conceito de pré-história está ligado a um entendimento de que a história não pode ser feita sem documentos escritos.
III. A visão de pré-história não deve ser considerada certa e muito menos errada, mas como um resultado historiográfico que revela uma forma eurocêntrica de ver a história.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Sobre os conceitos de história, tempo e memória, analisar a sentença abaixo:
A história é uma prática científica, restrita a especialistas e conduzida segundo regras institucionalizadas (1ª parte). A memória constitui uma prática social exercida por todos e quaisquer membros de uma dada sociedade humana (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Indissociável das discussões teóricas e das ações realizadas na área de Conservação e Restauro, guarda relação direta com a percepção dos valores associados a determinado bem cultural – sejam eles de natureza tangível ou intangível. Se constitui como um princípio basilar e estruturante da ética que sustenta e alinha critérios, conceitos e justificativas pertinentes ao universo da preservação. Como todo processo de construção cultural, não pode ser compreendida ou definida em termos absolutos e preestabelecidos, e seu reconhecimento está intrinsecamente ligado ao contexto a que se refere – a um determinado momento e a um determinado lugar.
(IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Dicionário do Patrimônio Cultural. Adaptado)
A definição refere-se ao conceito de
bem procurado.
cultura popular.
propriedade intelectual.
autenticidade.
registro.

Fonte: Método do catecismo no livro Pequena história do Brasil
de J. M de Lacerda, 1942, p. 91. In.: BITTENCOURT, C. Ensino
de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004,
p. 68.
Com base na imagem acima e quanto ao método de ensino de História utilizando-se do catecismo, assinale a alternativa CORRETA:
A memorização era a tônica do processo de aprendizagem e a principal capacidade exigida dos alunos para o sucesso escolar.
Um dos grandes críticos do método mnemônico foi o historiador francês Ernest Lavisse, cuja obra didática foi refutada no Brasil.
Os métodos de ensino baseados na memorização correspondiam a um entendimento de que “saber história” era dominar poucas informações.
Tal concepção de aprendizado, fundamentada no desenvolvimento da capacidade do aluno em memorizar foi completamente abolida nas escolas no início do século XX.
A organização de arquivos históricos não pode ser desvinculada da própria avaliação crítica da constituição desses arquivos históricos, suas intencionalidades e seus silenciamentos. Assim como é importante conhecer as noções básicas para garantir uma boa gestão, é preciso conhecer as problemáticas relações entre memória, história e arquivos históricos.
Acerca dessa problemática levantada, a assertiva que NÃO pode ser considerada correta é:
Os pressupostos positivistas apontavam para uma suposta objetividade dos documentos textuais, tomados de forma privilegiada como fontes dos acervos históricos.
A noção apresentada por Jacques Le Goff aponta para a intencionalidade do documento, que se torna monumento, à medida que está, necessariamente, atrelado a uma esfera de poder.
Os acervos são bem mais do que os objetos neles exibidos, têm sua própria história e podem nos dizer muito sobre a época em que foram construídos, bem como sobre as épocas subsequentes, que se foram sobrepondo ao momento inicial de criação.
A costumeira distinção entre fontes primárias (ou "de primeira mão"), e fontes secundárias (indiretas ou de "segunda mão") tornou-se inócua, pois dependendo do ponto de vista do observador o mais relevante pode ser sua procedência, seu conteúdo ou o grau de relação com o tema investigado.
O desejo do controle da memória, de preservação da imagem pública, e a manutenção de segredos constituem, com frequência, estímulos a serem aproveitados e catalisados na busca das fontes epistolares e se completam com desejos, explícitos ou não, de exaltação memorialística por parte dos detentores de acervos.
“Assim, o líder de um movimento que agregue as fakenews à construção de sua própria visão de mundo se destaca da manada dos comuns. Não é um burocrata pragmático e fatalista como os outros, mas um homem de ação, que constrói sua própria realidade para responder aos anseios de seus discípulos. Na Europa, como no resto do mundo, raiva política que capta os temores e as aspirações de uma massa crescente do eleitorado, enquanto os fatos dos que se as combatem inserem-se em um discurso que não é mais tido como crível. Na prática, para os adeptos dos populistas, a verdade dos fatos, tomados um a um, não conta. O que é verdadeiro é a mensagem no seu conjunto, que corresponde a seus sentimentos e suas sensações.”
(EMPOLI, Giuliano Da. Os engenheiros do caos. São Paulo: Vestígio, 2022. p.24)
Podemos dizer que o contexto político contemporâneo relatado pelo autor cria um ambiente propício para a deslegitimação do ensino de História, pois
questiona o caráter ficcional da investigação histórica e do seu ensino.
não há correspondência entre a produção acadêmica e os conteúdos de ensino básico.
obriga a História se reaproximar das ciências da natureza em busca de seu status científico.
reafirma o caráter científico da produção historiográfica e seu ensino.
nega à História o caráter de saber ancorado em rigor metodológico.
“De fato, o que sobrevive não é o conjunto daquilo que existiu no passado, mas uma escolha efetuada quer pelas forças que operam no desenvolvimento temporal do mundo e da humanidade, quer pelos que se dedicam à ciência do passado e do tempo que passa, os historiadores.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: Unicamp, 2013. Página 535.
Os debates em torno do conceito de memória coletiva e sua relação com a História ganharam grande força na segunda metade do século XX. Nesse período, diversos pesquisadores da área das ciências humanas desenvolveram trabalhos acerca do tema. Sobre o debate a respeito de História e Memória, observe as afirmativas a seguir:
I. A memória coletiva, em sua forma científica, trata-se da própria História.
II. Por ser um sinal do passado, como uma obra de arquitetura ou uma escultura, um monumento não está relacionado com a memória coletiva.
III. Documentos históricos, por serem objetos de trabalho do historiador, não estão relacionados com questões referentes à memória coletiva.
Estão corretas as afirmativas:
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I, II e III.
O regime de historicidade presentista é uma concepção da história que enfatiza o presente como o ponto central de referência para a compreensão do passado e do futuro. Nesse sentido, é correto afirmar que no regime de historicidade presentista:
Há uma continuidade das ideias do regime de historicidade moderno, com foco no futuro como progresso.
O presente é um estrato do tempo rigidamente delimitado.
Há uma descontinuidade temporal em que o presente é o centro da análise e o futuro é visto como incerto e imprevisível.
Busca-se não reinterpretar os eventos e os fatos históricos a partir do presente.
Após a leitura do enunciado abaixo, identifique a alternativa INCORRETA
A definição de cultura como o conjunto de realizações humanas, materiais ou imateriais leva-nos a caracterizá-la como um fundamento básico da História, que por sua vez pode ser definida como o estudo das realizações humanas ao longo do tempo. Tal percepção, no entanto, só se desenvolveu plenamente com a Nova História, na segunda metade do século xx. (Dicionário de Conceitos Históricos, 2009, p.81/87)
Trabalhar com a rica gama de significados do conceito de cultura dá aos educadores uma importante ferramenta contra o preconceito, pois esse é derivado principalmente do etnocentrismo.
Historiadores mais recentes, no fim do século xx, como Robert Darnton, deram continuidade a essa abordagem, mesclando métodos e teorias antropológicas para esmiuçar sociedades, culturas e imaginários passados.
Os historiadores da Nova História passaram a escolher temas cada vez mais voltados para o cotidiano e as mentalidades, realizando, dessa forma, trabalhos de História Cultural. São exemplos dessas pesquisas os estudos de Georges Duby sobre o amor e o casamento na Idade Média francesa e os de Jacques Le Goff sobre os intelectuais medievais.
O conceito de cultura é um dos principais nas ciências humanas, a ponto de a Antropologia se constituir como ciência quase somente em torno desse conceito.
Seguindo a perspectiva interdisciplinar da Escola de Annales, os historiadores da Nova História não começaram a fazer conexões entre História e Antropologia e História e Literatura.
“Mesmo que a história preserve seu caráter singular, existem estratos com diferentes tipos de mudança. Eles precisam ser teoricamente distinguidos para que a singularidade e a perduração possam ser medidas. Mas quando dizemos que condições geográficas, institucionais, jurídicas ou aquelas ligadas à mentalidade perduram, somos forçados a lhes conferir um caráter de repetição na execução de decurso temporais diacrônicos. A carta que recebo às 9 h da manhã pode conter uma mensagem agradável ou triste, que não pode ser superada nem ultrapassada. Mas a entrega do correio às 9h da manhã se realiza dia após dia. Por trás disso está uma organização cuja estabilidade reside na repetição de regras estabelecidas e cuja reserva financeira vem da receita postal estabelecida no orçamento.”
(KOSELLECK, Reinhart. Estratos do tempo: estudos sobre a História. Rio de JaneiroPUC: Contraponto. 2006. p. 193)
Ao analisar o texto, a concepção de tempo para o autor é fundamentada na ideia de tempo
cronológico.
único e linear.
acontecimental e repetitivo.
subjetivo.
cíclico.
Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, ligadas e transmitidas pelo passado. (MARX, Karl. O Dezoito Brumário de Luís Bonaparte. Rio de Janeiro: Vitória, 1961, p. 199. In.: CERRI, L. F. Ensino da História e consciência histórica. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2011).
Com base no trecho anterior e quanto à noção de passado histórico, assinale a alternativa CORRETA:
Percebe-se que existe aí uma oferta de contribuição pura – em termos de novidade, de componente inédito – à forja dos novos eventos.
Essa perspectiva foi a que impulsionou uma grande parte dos estudos de história e que possibilitou um grande atraso em relação à história como disciplina.
O pressuposto que nos interessa mais diretamente nesse contexto é o de que, no agir sobre o mundo e ser sujeito da história, o passado (e suas projeções de futuro) são tudo o que está distante do homem.
Temos aí a história como obra humana, entendida laicamente; a história como movimento cuja síntese escapa ao controle dos seus agentes, mesmo que coletivamente organizados, mesmo os dotados de enorme poder sobre os outros homens.
A relação estabelecida entre a cultura e a identidade está ligada diretamente às características do grupo social no qual o indivíduo está inserido. Alguns fatores, tais como costumes locais, religiosidade, história, idioma, são importantes para que um grupo compartilhe elementos identitários.
Analise as afirmativas abaixo acerca da relação estabelecida entre a cultura e a identidade.
1. Os elementos simbólicos que constituem um país formam o que chamamos de identidade nacional.
2. A moeda, a língua, as fronteiras, o sistema político, a Constituição são elementos dessa identidade, pois em conjunto permitem que percebamos como o país está estruturado.
3. Festividades religiosas regionais, festividades seculares locais podem ser consideradas elementos identitários.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 1.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas as afirmativas 1, 2 e 3.
Analise as afirmativas abaixo acerca da relação estabelecida entre a História e as representações culturais.
1. Aquilo que os historiadores da cultura têm chamado de campo das representações pode abarcar tanto as representações produzidas no nível individual (as artísticas, por exemplo), como as representações coletivas, os modos de pensar e de sentir (a que se referia à antiga noção de “mentalidades”), certos elementos que já fazem parte do âmbito do imaginário e, com especial importância, os “símbolos”, que constituem um dos recursos mais importantes da comunicação humana.
2. As “práticas” e “representações” têm possibilitado novas perspectivas para o estudo historiográfico da Cultura. Juntas, elas permitem abarcar um conjunto maior de fenômenos culturais, além de chamarem a atenção para o dinamismo destes fenômenos.
3. As representações podem ainda ser apropriadas ou impregnadas de uma direção socialmente motivada, situação que remete a outro conceito fundamental para a História Cultural, que é o de “ideologia”.
4. A ideologia, por vezes, aparece como um projeto de agir sobre determinado circuito de representações, no intuito de produzir determinados resultados sociais.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.