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A relação entre natureza, cultura e história é complexa e multifacetada, podendo ser observada em inúmeros contextos ao longo do tempo. Dentre as alternativas abaixo, assinale a que indica um exemplo positivo a partir da interação natureza, cultura e história:
A exploração do continente americano pelos europeus, que resultou na extração de ouro e prata de suas minas, trouxe consequências significativas para as populações nativas e para a natureza.
Com a Revolução Industrial, a crescente industrialização levou a uma exploração intensiva dos recursos naturais, como o carvão e o petróleo, resultando em impactos significativos no meio ambiente, como a poluição do ar e da água.
O crescimento das cidades e a expansão de cidades frequentemente leva à degradação de ecossistemas naturais, mas também cria espaços culturais onde as pessoas se reúnem, trocam ideias e desenvolvem tradições únicas.
A civilização suméria na Mesopotâmia, que floresceu entre os rios Tigre e Eufrates, desenvolveu sistemas de irrigação sofisticados para lidar com a natureza árida da região.
A memória, o tempo, o espaço e as formas de registro são conceitos interligados que desempenham um papel fundamental na forma como os seres humanos compreendem, registram e narram sua história e experiência. Considerando esses conceitos, relacione as colunas abaixo e assinale a sequência correta:
Coluna I
1.Memória.
2.Tempo.
3.Espaço.
Coluna II
(__)Desempenha um papel importante na maneira como as pessoas interagem com o mundo e como percebem a si mesmas e aos outros.
(__)Pode ser tanto um espaço físico quanto um espaço simbólico ou social.
(__)Desempenha um papel crucial na formação da identidade pessoal e coletiva, permitindo que as pessoas construam experiências passadas e aprendam com elas.
(__)É uma dimensão fundamental da existência humana e da realidade, podendo ser percebido de maneiras variadas, incluindo passado, presente e futuro.
(__)Sua percepção pode ser subjetiva, variando conforme a idade, a cultura e as circunstâncias individuais.
Após análise, assinale a alternativa correta:
3 - 3 - 1 - 2 - 2.
1 - 2 - 2 - 1 - 2.
3 - 3 - 2 - 1 - 1.
2 - 2 - 1 - 3 - 3.
O termo "civilizações", refere-se a sociedades humanas avançadas que desenvolveram formas complexas de organização social, política, econômica e cultural. Ao longo da história, várias civilizações surgiram e desapareceram, deixando um legado duradouro em termos de arte, arquitetura, tecnologia, filosofia, religião e outros aspectos da vida humana. Cabe citar a civilização Chinesa Antiga, com uma história milenar, a China antiga viu o surgimento de dinastias como a Shang, Zhou, Han e outras, contribuindo para a filosofia, tecnologia e artes.
Certo
Errado
Relatos de pessoas que presenciaram determinado acontecimento, assim como lendas e histórias populares, transmitidas oralmente e consideradas relevantes para os historiadores, são denominadas fontes:
orais.
culturais.
imateriais.
subjetivas.
complementares.
Leia o trecho a seguir:
“a memória é um elemento essencial do que se costuma chamar identidade, individual ou coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos e das sociedades de hoje (...)”
LE GOFF, J. História e Memória. São Paulo: UNICAMP,1992. p.410.
Segundo Le Goff, o registro da memória possibilita o exercício de reconhecimento das permanências, sendo possível identificá-la em vários locais. Assim pode-se afirmar, EXCETO:
Confunde-se com o documento, com o monumento e com a oralidade.
Compõe-se pelas lembranças vividas pelo indivíduo ou que lhe foram repassadas.
Compreende-se como propriedade de uma comunidade, de um grupo.
Reserva-se aos documentos escritos sobre os acontecimentos passados.
A vida cotidiana é a vida do homem inteiro; ou seja, o homem participa na vida cotidiana com todos os aspectos de sua individualidade, de sua personalidade. Nela, colocam-se “em funcionamento” todos os seus sentidos, todas as suas capacidades intelectuais, suas habilidades, seus sentimentos, paixões, ideias, ideologias. De acordo com Duarte (1993), baseado em Heller, “as atividades cotidianas do indivíduo referem-se ao conjunto de atividades que caracterizam a representação de cada indivíduo a partir da reprodução da sociedade”. Nessa ideia insere-se o conceito, que se apresenta na linguagem e nos costumes. Outro conceito importante refere-se à formação de uma relação consciente do indivíduo com sua vida cotidiana.
(DUARTE, 1993.)
A história do cotidiano tem-se convertido em uma das correntes assumidas por gerações de historiadores preocupados com uma história social capaz de redimensionar a visão política. Neste sentido,
o cotidiano não pode ser entendido isoladamente. Aspectos cotidianos e não cotidianos se interpenetram na realidade social.
o objetivo é tratar de temas da vida cotidiana de forma científica e sistematizada, de uma forma distinta dos processos históricos gerais.
a opção pela história do cotidiano parte de pressupostos individuais, que, mesmo sendo desvinculados da sociedade, merecem certo respaldo.
o cotidiano pode ser utilizado como objeto de estudo escolar desde que não comprometa o tempo e o cronograma dos conteúdos realmente importantes.
“A história, que por muito tempo foi considerada um gênero literário, uma arte, embora devesse ter compromisso com a verdade – nas palavras de Tucídides (em História da Guerra do Peloponeso) ‘devesse ter a preocupação em contar como as coisas se passaram, extraindo delas lições’ –, vai ser designada uma ciência ainda no século XVIII, com os pensadores iluministas. Mas será no início do século XIX que, em grande medida, a prática historiográfica passa a obedecer a regras distintas daquelas as que presidiram a escrita da história desde a Antiguidade Clássica, com o deslizamento e alteração de sentido do topos da historia magistra vitae”.
(Albuquerque Júnior, Durval Muniz de. Forma de escrever e ensinar a história hoje. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 23).
Considerando as novas regras que presidiram a escrita da história no século XIX, pode-se afirmar que os historiadores propuseram
promover o rompimento com a busca verdade.
romper com a abordagem eurocêntrica.
dotar o saber histórico de rigorosos métodos de investigação.
consolidar a natureza poética do saber histórico.
superar os saberes arquivísticos.
Que é, pois, ser velho na sociedade capitalista? É sobreviver. Sem projeto, impedido de lembrar e de ensinar, sofrendo as adversidades de um corpo que se desagrega à medida que a memória vai-se tornando cada vez mais viva, a velhice, que não existe para si mas somente para o outro. E este outro é um opressor. (BOSI, 1998, p. 8).
De acordo com o trecho acima e considerando a relação entre memória e sociedade na obra de Bosi, assinale a alternativa CORRETA:
Destruindo os suportes materiais da memória, a sociedade capitalista reabriu os caminhos da lembrança, arrancou seus marcos e reascendeu seus rastros.
A memória e sua relação com a sociedade não se relacionam com a presença de pessoas mais velhas, visto que essas estão ligados ao apagamento da memória.
Tanto a velhice quanto a memória constituem elementos indissociáveis à reflexão das condições oferecidas pela sociedade capitalista aos mais velhos e sua consequente valorização.
A memória não é oprimida apenas porque lhe foram roubados suportes materiais, nem só porque o velho foi reduzido à monotonia da repetição, mas também porque uma outra ação, mais daninha e sinistra, sufoca a lembrança: a história oficial celebrativa cujo triunfalismo é a vitória do vencedor a pisotear a tradição dos vencidos.
Em “Memória e identidade social”, Michel Pollack procurou definir os elementos constitutivos da memória. Em primeiro lugar, os acontecimentos vividos pessoalmente ou, em outras palavras, aqueles que fazem parte de nós mesmos, portadores de lembranças de um passado que se quer único. Em segundo lugar, os vividos “por tabela”, ou seja, as possibilidades abertas pelo fenômeno de projeção ou de identificação tão forte com um passado, que pessoas que não o viveram se sentem coparticipantes e sujeitos desse mesmo passado. Isso significa dizer que é possível nos lembrarmos de algo que não nos atingiu diretamente, mas que, por uma razão ou outra, contaminou nossa própria lembrança. Assim, é coerente registrar que há acontecimentos que traumatizam tanto um grupo, que a memória daquele fato por ser “transmitida ao longo de séculos com altíssimo grau de identificação”. Um terceiro elemento assenta-se na ideia de que a memória também é constituída por personagens, uma vez que há sempre exemplos de indivíduos que personificam determinada lembrança. Por último, os chamados lugares da memória, que podem ser representados por museus, arquivos e monumentos.
(POLLACK, Michael “Memória e identidade social”. Revista estudos históricos. Rio de Janeiro, v. 5, n.10, 1992, p. 201-215. In.: CARDOSO, C. F.; VAINFAS, R. Novos domínios da História. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2012).
Considerando o texto acima e os elementos constitutivos da memória, assinale a alternativa CORRETA:
As memórias também são expressas pelo surgimento e pela consolidação das cerimônias públicas, porém não estabelecem relação com datas de nascimento e morte de seus líderes, mártires de outrora, que, por coragem ou destino, ajudaram a construir o país.
Os elementos constitutivos da memória só são importantes se nos permitir compreender sua força e o seu poder, pois, a partir desses elementos, ela realiza um esforço de unidade física dos membros que compartilham lembranças singulares.
Muitas vezes organizada pelo próprio Estado, as comemorações nacionais têm como função celebrar acontecimentos identificados como atos fundadores da comunidade nacional, portando desprovidos de identidade.
Os lugares de memória têm um claro conteúdo pedagógico ao imprimirem, ou buscarem imprimir, uma continuidade temporal com o passado, a partir dos valores do presente.
Se podemos dizer que, em todos os níveis, a memória é um fenômeno construído social e individualmente, quando se trata da memória herdada, podemos também dizer que há uma ligação fenomenológica muito estreita entre a memória e o sentimento de identidade. (…) Podemos portando dizer que a memória é um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual como coletiva, na medida em que ela é também um fator extremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si.
POLLACK, Michael. Memória e Identidade Social. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 5, nº 10, 1992. p. 204.
Acerca da relação estabelecia entre História, Memória, Cultura e Identidade Social, é correto afirmar:
A narrativa acerca da memória pode sofrer mudanças ao longo do tempo. Isso não quer dizer que os eventos, presos no tempo, mudam; mas as interpretações sobre esses eventos, sim.
A memória cultural é constituída essencialmente por heranças simbólicas materializadas em textos e monumentos históricos.
O processo de construção da memória se dá necessariamente de forma individual e é o meio pelo qual o ser humano faz uma ligação entre seu passado e presente.
A memória, embora influencie a construção da identidade individual, não está de modo algum relacionada à construção da identidade social.
A memória não é herdada, ou seja, não sofre contribuições de grupos sociais do passado; é resultado da constante construção social do presente.
O livro "Povo Brasileiro", escrito por Darcy Ribeiro, é uma obra que apresenta uma visão profunda sobre a formação e a evolução da sociedade brasileira. O autor aborda questões como a miscigenação, o processo de formação da cultura nacional e a influência de diferentes grupos étnicos no país.
De acordo com o livro "Povo Brasileiro", o papel da miscigenação na formação da sociedade brasileira foi
fundamental para a preservação das raízes africanas e indígenas na sociedade brasileira.
responsável pelo surgimento de conflitos entre diferentes grupos étnicos no Brasil.
não ter influência na formação da sociedade brasileira.
um fator limitante na formação da cultura nacional brasileira.
um elemento fundamental na formação da sociedade brasileira, permitindo a integração de diferentes culturas.
Parte dos historiadores contemporâneos consideram os conceitos de “tempo” e “espaço” estruturas significativas da história. Nas páginas do livro intitulado Memória Coletiva, o autor afirma que “não há memória coletiva que não se desenvolva num quadro espacial. Ora, o espaço é uma realidade que dura: nossas impressões se sucedem, uma à outra, nada permanece em nosso espírito, e não seria possível compreender que pudéssemos recuperar o passado, se ele não se conservasse, com efeito, no meio material que nos cerca”.
Assinale a alternativa que identifica corretamente o autor do livro mencionado.
Ecléia Bosi
Joël Cardau
Ivan Izquierdo
Jacques Le Gof
Maurice Halbwachs
Considere as duas fontes a seguir.
I. “No outro dia falou pros manos que ia pescar peixões no igarapé Tietê. Maanape avisou:
– Não vá, herói, que você topa com a velha Ceiuci mulher do gigante. Te come, heim!
– Não tem inferno pra quem já navegou no Cachoeira! que Macunaíma exclamou. E partiu.
Nem bem lançou a linha de cima dum mutá que veio vindo a velha Ceiuci pescando de tarrafa. A caapora viu a sombra de Macunaíma refletida n’água jogou depressa a tarrafa e só pescou sombra. O herói nem não achou graça porque estava tremendo de mêdo, vai, pra agradecer falou assim:
– Bom-dia, minha vó.”
ANDRADE, Mario de. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. [1928]. São Paulo: Livraria Martins Fontes, 1979, p. 131-2.
II. Fotografia de regata no rio Tietê, década de 1970.

As afirmativas a seguir, a respeito do uso de diferentes fontes de informação para uma aula de história sobre a relação da cidade de São Paulo com o rio Tietê, estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a.
A literatura pode ser utilizada como documento histórico, passível de interpretação e análise, considerando o contexto de produção e a intencionalidade do autor, por exemplo.
O uso da fotografia como fonte histórica demanda o conhecimento dos meios técnicos de sua produção, para embasar a leitura das informações visuais nela contidas.
O diálogo entre as fontes permite entender a relação da população de São Paulo com o rio Tietê em diversas temporalidades.
O processo de interpretação de fontes pelos discentes em sala de aula é análogo ao dos historiadores e contribui para uma iniciação profissional.
O contato dos estudantes com os dois testemunhos incentiva uma reflexão sobre que lugar o rio Tietê ocupava na vida social da cidade, antes de sua degradação.
Considere o texto abaixo:
"[...] o entendimento sobre a vida, a dignidade e o desvelamento resolutivo daquilo que pode nos manter presos às tragédias do passado, impede a fruição e o acesso ao conhecimento e aos direitos fundamentais às classes menos privilegiadas. As classes dominantes, ao demonstrarem-se incapazes de reconhecer o seu papel no diálogo intercultural e no processo decolonial, forçam o Brasil a andar em círculos, quando não para trás, tal como o período histórico vivido nos últimos anos."
(Fonte: POZZER, Adecir; POZZER, Suzan Alberton. Identidade, decolonialidade, interculturalidade e a construção de uma ideia de nação na história da educação brasileira. Eventos Pedagógicos, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 613−632, 2022. DOI: 10.30681/reps.v13i3.6433. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/reps/article/ view/6433. Acesso em: 27 nov. 2023.)
Com base no texto, entende-se por processo decolonial:
Criticar e desmantelar as estruturas de poder e conhecimento condicionadas pelo colonialismo.
Promover a justiça social e a emancipação, evoluindo para a construção de sociedades mais desiguais e menos inclusivas.
Propor a construção das posições de poder, como o binarismo centro-periferia, o eurocentrismo e outras formas de dominação que perpetuam a marginalização e a exclusão.
Enfatizar a importância do engajamento político e da manutenção das estruturas sociais, econômicas e culturais.
Buscar desmontar os conhecimentos e perspectivas não eurocêntricas.
O que aconteceu no ‘genocídio esquecido’ da Alemanha na Namíbia, reconhecido após mais de um século? Não vai ser fácil curar as feridas profundas e antigas deixadas pela Alemanha na Namíbia, após o que agora é reconhecido como um genocídio perpetrado por forças coloniais.
29 maio 2021
Autor: Tim Whewell*/BBC News, Namibia
Na sexta-feira (28), após mais de 100 anos, Berlim reconheceu oficialmente as atrocidades que cometeu durante a ocupação colonial da Namíbia e ofereceu ao país africano uma quantia em dinheiro como compensação.
Mas como se compensa a destruição de uma sociedade inteira? Que preço colocar?
A Alemanha concordou em pagar mais de 1 bilhão de dólares.
“À luz da responsabilidade histórica e moral da Alemanha, pediremos desculpas à Namíbia e aos descendentes das vítimas”, disse o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, na sexta-feira.
O governante alemão acrescentou que seu país, em um "gesto de reconhecimento do imenso sofrimento infligido às vítimas", apoiará o desenvolvimento da nação africana através de um programa que vai custar mais de 1,3 bilhões de dólares.
A quantia será paga em 30 anos e investida em infraestrutura, assistência médica e programas de treinamento que beneficiam comunidades afetadas.
Mas alguns líderes namibianos até agora se recusaram a apoiar o acordo, informou o jornal local New Era.
Na Namíbia, descendentes de vítimas e colonos debateram ferozmente sobre o valor financeiro associado ao genocídio.
Extraído: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-57292909
O caso noticiado exemplifica práticas cada vez mais recorrentes das relações entre nações europeias e suas ex-colônias africanas.
O conceito que melhor interpreta este fenômeno contemporâneo é
lugar de fala.
globalização.
reparação histórica.
democracia racial.
guerra híbrida.
Considerando a obra Sobre História, de Eric Hobsbawm, em seu capítulo “Da história social à história da sociedade”, analise as assertivas abaixo:
I. A história da sociedade é história real, portanto, a preocupação maior é apenas com as estruturas e seus mecanismos de persistência e mudança e não com o que de fato aconteceu.
II. A história da sociedade humana é, entre outras coisas, a história de unidades específicas de pessoas que vivem juntas, unidades essas que são definíveis em termos sociológicos.
III. A pesquisa e a investigação dentro da história social apresentam-se mais simples que os demais campos, bastando definir o critério metodológico, o qual pode ser externo: territorial, étnico, político ou similar.
IV. São questões abordadas dentro da história social: as classes e os grupos sociais, a transformação das sociedades, a história das “mentalidades”, ou consciência coletiva, ou da “cultura” na acepção dos antropólogos.
Quais estão INCORRETAS?
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas I e IV.
Apenas III e IV.
Na história, o conceito de temporalidade faz referência à maneira como os historiadores entendem e organizam o tempo. Envolve uma compreensão das mudanças ao longo do tempo, uma noção de continuidade e descontinuidade, além das formas como os eventos históricos são cronologicamente organizados e interpretados. Sobre esse tema, analise os itens abaixo:
I.O conceito de anacronismo diz respeito à ideia de que conceitos ou práticas de uma época podem ser aplicadas diretamente a outra época, pois podem fazer sentido ou ter o mesmo significado.
II.A construção de narrativas históricas diz respeito à conexão de eventos e processos ao longo do tempo que proporcionam uma compreensão consistente e significativa da história.
III.O tempo histórico é único e objetivo e deve ser compreendido e interpretado de uma única forma.
IV.Os historiadores categorizam e nomeiam períodos históricos com base em mudanças significativas em sociedades, economias, culturas ou eventos-chave.
Está(ão) correta(s) a(s) proposição(ões):
II, III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
III e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I e II, apenas.
No contexto da cidadania cultural se inscreve o direito à memória histórica. O direito à memória como direito de cidadania indica que todos devem ter acesso aos bens materiais e imateriais que representem o seu passado, a sua tradição, enfim, a sua história.
[...]
E por que a memória é importante na construção da identidade e da cidadania cultural?
(Ricardo Oriá, Memória e ensino de História. Em: Circe Bittencourt (org.),O saber histórico na sala de aula.)
Ricardo Oriá responde à própria indagação afirmando que
a elaboração de um passado representativo para uma determinada comunidade urbana deve estar vinculada à memória dos chamados grandes personagens, essencialmente presentes na denominação dos logradouros públicos e de uma série de monumentos históricos.
a ausência de uma memória histórica oficial elaborada por historiadores profissionais, inviabiliza, para qualquer grupo social urbano, a construção de um passado isento da multiplicidade de olhares, projetos e conquistas da maior parte dos integrantes desse mesmo grupo.
o resgate do passado por parte de um grupo composto por pessoas com modelos culturais, políticos e econômicos semelhantes, necessita que a proteção do patrimônio histórico privilegie as obras arquitetônicas, pois estas são representativas da forma como uma sociedade pensava e agia.
a memória dos habitantes é que faz com que eles percebam, na fisionomia da cidade, sua própria história de vida, suas experiências sociais e lutas cotidianas, sendo, pois, imprescindível na medida em que esclarece sobre o vínculo entre a sucessão de gerações e o tempo histórico que as acompanha.
a política de preservação do patrimônio histórico dos cidadãos do campo e da cidade precisa ser norteado pela moderna concepção de que há uma memória unívoca e de um passado homogêneo e de uma História sem conflitos e contradições sociais, com o intuito de unificar uma identidade nacional.
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que descreve corretamente o conceito de saber histórico e sua relação com a temporalidade.
Saber histórico é o conhecimento e a interpretação do passado humano com base em evidências e documentos, visando compreender eventos, contextos, mudanças e continuidades ao longo do tempo, enquanto a temporalidade se refere à organização e análise dos eventos, processos e mudanças ao longo do tempo, permitindo a compreensão das relações de causa e efeito e a contextualização de eventos históricos.
O saber histórico consiste em interpretar o futuro com base em pistas e sonhos, visando antecipar eventos, contextos, mudanças e continuidades ao longo do tempo, enquanto a temporalidade se refere à organização e análise dos eventos, processos e mudanças ao longo do tempo, permitindo a compreensão das relações de causa e efeito e a contextualização de eventos históricos.
O saber histórico é a prática de presumir o passado humano com base documentos oficiais, visando entender eventos, contextos, mudanças e continuidades ao longo do tempo, enquanto a temporalidade se refere à organização e análise dos eventos, processos e mudanças ao longo do tempo.
O saber histórico refere-se à compreensão e interpretações pessoais do passado com base em evidências, documentos e narrativas históricas, já a temporalidade concerne à noção do tempo e à maneira como as pessoas percebem e organizam a passagem do tempo.
O saber histórico refere-se ao conhecimento sobre eventos, processos, personalidades e mudanças que ocorreram no passado. Envolve a capacidade de entender, interpretar e contextualizar os acontecimentos históricos, enquanto a temporalidade se refere à dimensão atemporal e à noção de relatividade do tempo.
Considere o fragmento a seguir e assinale a alternativa correta:
"Deixo Sísifo no sopé da montanha! Encontramos sempre o nosso fardo. Mas Sísifo ensina a fidelidade superior que nega os deuses e levanta os rochedos. Ele também julga que tudo está bem. Esse universo enfim sem dono não lhe parece estéril nem fútil. Cada grão dessa pedra, cada estilhaço mineral dessa montanha cheia de noite, forma por si só um mundo. A própria luta para atingir os píncaros basta para encher um coração de homem. É preciso imaginar Sísifo feliz."
In: CAMUS, Albert. O Mito de Sísifo, ensaio sobre o absurdo. Lisboa, Livros do Brasil.
O texto é um exemplo da história enquanto narrativa, em que figuras e valores são destacados para produzir conexões e valores.
O texto é um exemplo da história enquanto memória coletiva, em que são criadas ferramentas para subsidiar discursos e ideologias.
O texto é um exemplo da história enquanto mudança, em que novas perspectivas são geradas para criar uma nova concepção de mundo.
O texto é um exemplo de história enquanto narrativa mitológica, em que grupos de pessoas marginalizadas são colocadas como objeto central.
O texto é um exemplo da história enquanto construção da realidade, em que pessoas são vistas como seres humanos reais e mortais.