

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
“Embora não ocupe em sua obra um maior destaque, uma vez que as suas preocupações principais estavam em outros domínios, como o da metafísica e da epistemologia, a moral e a estética, ou mesmo da ciência e da matemática, Immanuel Kant (1724-1804) publicou, em 1784, um ensaio com o curioso título de A Ideia de Uma História Universal de Um Ponto de Vista Cosmopolita. Obra cujas ideias vieram a influenciar outros pensadores, como o do princípio teleológico que atraiu a Hegel, mas que também ganharam adversários mordazes, como foi o caso de Herder.”
(ABREU, Gilberto. A deserção da História: pós-modernidade e neoliberalismo como armas ideológicas do capitalismo global. Curitiba: Appris, 2017. p. 81).
Na obra A Ideia de Uma História Universal de Um Ponto de Vista Cosmopolita, Immanuel Kant acompanha a tendência do pensamento europeu do século XVIII que se fundamentava em
elaborar abordagens filosóficas críticas ao colonialismo europeu moderno.
produzir literatura filosófica ancorada em visões pessimistas e derrotistas sobre a história.
estreitar o diálogo com a concepção de história presente na teologia cristã medieval.
criticar as concepções racionalistas sobre a História da Humanidade.
considerar que a história segue um fluxo ascendente em direção ao progresso humano.
Elizabeth 2ª: a memória do passado colonial que gera críticas ao legado da rainha Elizabeth 2ª na África
A morte da rainha Elizabeth 2ª gerou uma onda de pesar e de homenagens tocantes por parte de líderes mundiais e também do público em geral.
Muitos nas antigas colônias britânicas saudaram abertamente a memória da rainha, enquanto outros compartilharam fotos da monarca durante visitas aos seus respectivos países.
Mas a admiração não é unânime. Para alguns, sua morte reacendeu memórias da muitas vezes sangrenta história colonial britânica - atrocidades contra populações indígenas, roubo de estátuas e artefatos de nações do oeste da África, ouro e diamantes da África do Sul e da Índia, escravidão e opressão.
Enquanto o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, descreveu a rainha como uma figura pública extraordinária que deveria ser lembrada com carinho por muitos ao redor do mundo, o opositor partido Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF, na sigla em inglês) disse que não estaria entre aqueles lamentando a morte.
“Durante seus 70 anos de reinado como rainha, ela nunca reconheceu crimes que o Reino Unido e sua família perpetraram pelo mundo, e era na verdade uma porta-bandeira orgulhosa dessas atrocidades", disse o partido, o terceiro maior do país, em um comunicado. "Para nós, sua morte é uma lembrança de um período muito trágico neste país e na história da África”, diz o comunicado. Nas redes sociais, as críticas foram muito além.
Artigo de Nomsa Maseko
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62871616
A partir da leitura do artigo jornalístico, podemos afirmar que o caso noticiado é representativo
da preservação de tradições políticas.
da valorização do esquecimento.
da conciliação de lembranças.
de memórias em disputa.
da superação do eurocentrismo.
Para o historiador francês Jacques Le Goff, a relação entre história e memória é complexa e fundamental para a compreensão do passado. Nesse sentido, sobre a relação entre a história e a memória, assinale a alternativa correta:
A história é uma disciplina acadêmica que busca reconstruir e compreender apenas o passado por meio de métodos rigorosos, com base em evidências, documentos e análises críticas.
A história e a memória devem ser vistas como opostas e não como complementares.
Os historiadores deveriam considerar apenas os fatos objetivos e não a memória coletiva.
A memória é influenciada por questões emocionais, culturais e políticas, e pode ser selecionada, de modo que certos eventos ou figuras são destacadas enquanto outros são negligenciados.
A memória é uma disciplina acadêmica independente da relação com as pessoas, pois é objetiva e baseada em evidências.
Sobre a temporalidade histórica, analise as assertivas abaixo:
I. Braudel considera a estrutura tripartite do tempo: a curta duração (cotidiano), a média duração (eras históricas) e a longa duração (gerações).
II. No tempo histórico, os eventos não têm a mesma duração, por isso, é papel do historiador perceber as viradas, as rupturas, as mudanças no tempo histórico, construindo períodos que expressem determinadas características de uma dada sociedade.
III. No presente, vivemos em uma mesma temporalidade: sociedades urbanas, nações indígenas e monges reclusos. Embora coexistam diferentes contagens de tempo, as percepções permanecem as mesmas, não havendo singularidades nos processos.
IV. No período medieval, a historicidade expressou o tempo teológico, imutável e determinado pela Providência. A história linear apresentava um começo, o gênesis, uma experiência do passado até o momento presente e um fim, pois se avizinhava o juízo final.
Quais são INCORRETAS?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
Apenas III e IV.
I, II, III e IV.
Analise as afirmativas a seguir sobre noções temporais e as tradições que dividem a história em idades ou períodos, tornando o tempo um conceito relevante para o ofício do historiador.
1. Diante da dificuldade de definir e comprovar a existência do tempo, diferentes civilizações estabeleceram divisões do mesmo, tomando por base os movimentos da Terra, do Sol e da Lua. Trata-se do tempo físico ou cronológico, que é arbitrário, pois obedece a convenções, nem sempre aceitas por todas as civilizações.
2. Medir o tempo histórico, e dividi-lo em partes ou periodizá-lo, envolve atitudes racionais, equipamentos e métodos que eliminam qualquer arbitrariedade ou discordância entre as diferentes civilizações, referentes às formas de contagem do tempo.
3. O tempo histórico considera os períodos da existência humana nos quais ocorreram eventos, mais ou menos ligados aos mesmos problemas, fatores, sistemas e ideais, períodos em que há uma certa articulação de eventos.
4. O tempo histórico não é linear como o tempo cronológico, mas formado por diferentes durações, pois está vinculado às ações dos grupos humanos e ao conjunto de fenômenos sociais, políticos, econômicos e mentais, que resultam dessas ações.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Expressões culturais como culinária e festas tradicionais são consideradas patrimônios:
Arqueológicos.
Imateriais.
Materiais.
Naturais.
Em sua abordagem histórica, o historiador francês Fernand Braudel propõe uma concepção de analisar o tempo histórico. Ele argumenta que a história não deve ser entendida apenas em termos de eventos políticos e acontecimentos isolados, mas sim em três níveis diferentes de duração, que ele denomina de "estruturas temporais" ou "dobra do tempo", classificadas em: fatos de curta, média e longa duração. Nesse sentido, relacione as colunas:
Coluna 1:
I.Fato de curta duração.
II.Fato de média duração.
III.Fato de longa duração.
Coluna 2:
(__)Morte do ex-presidente do Brasil, Getúlio Vargas (1954).
__)Cristianismo no mundo ocidental.
(__)Ditadura Militar brasileira (1964-1985).
(__)Queda do Muro de Berlim (1989).
(__)Guerra Fria (1945-1991).
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
II - III - II - I - II.
I - III - II - I - II.
III - II - II - I - I.
I - II - III - III - I.
III - I - II - I - III.
Leia o texto:
“Somente de pois de ultra passar o tempo pessoal, subjetivo e dominar um tempo contínuo, objetivado, social, é que o aluno poderá perceber as dimensões do tempo em História e pensar historicamente”.
SCALDAFERRI. Dilma Célia Mallard. Concepções de Tempo e Ensino de História. História & Ensino. Londrina, v. 14, pp. 53-70, ago. 2008.
Pensar historicamente é ter a capacidade de:
desaliar diferentes dimensões da vida social dos seus contextos históricos
isolar eventos de média duração em seus ritmos padronizados de mudança
identificar e explicar permanências e rupturas entre presente, passado e futuro
reconhecer a homogeneidade de todos os acontecimentos no tempo cronológico
A memória é uma manifestação consciente ou inconsciente e está diretamente associada a informações, a comportamentos passados que dão significação a um ser ou a uma sociedade. Ela é responsável por criar identidade, nascendo pela necessidade de se reproduzir comportamentos socioculturais. A Arte é um bom exemplo de como a memória pode ser apropriada e utilizada na divulgação de referenciais.
Disponível em: https://cliohistoriaeliteratura.com/2020/04/14/memoria-e-historia.
A citação acima fala da memória. Com relação ao seu uso na História, podemos considerar que:
I- A História, enquanto ciência, precisa ser objetiva e clara, segue uma metodologia, usa fontes históricas e conceitos. A memória é uma fonte auxiliar da História.
II- A História faz parte da memória, pois o pensamento social de uma época é construído pela memória coletiva de uma sociedade objeto dos historiadores.
III- A memória faz parte da História por ser uma manifestação subjetiva da mentalidade individual, sendo, portanto, objeto de estudo da História.
IV- A memória materializa-se por meio da linguagem escrita ou oral, mas é livre do rigor do método científico, portanto, é um recurso utilizado pelo historiador.
V- A História usa exclusivamente a memória para estudar as comunidades indígenas e quilombolas devido à falta de outros registros históricos.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I, III e V.
II, III e V.
I, III e IV.
II, IV e V.
Os patrimônios culturais se relacionam com a memória e com a identidade coletiva de um Estado nacional. O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) possui uma classificação acerca dos patrimônios culturais e, dentre eles, há os bens “imóveis, como as cidades históricas, os sítios arqueológicos e paisagísticos e os bens individuais; ou móveis, como as coleções arqueológicas, os acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos”.
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/276/. Acesso em: 24 ago. 2023.
O tipo de patrimônio cultural caracterizado acima é o:
natural
atuarial
material
imaterial
Respeitando um pedido dos líderes da Igreja Ortodoxa, o governo russo aceitou estabelecer uma trégua aos ataques que vem acontecendo no território ucraniano desde fevereiro de 2022, porém, o governo ucraniano não agiu da mesma forma, alegando ser "hipocrisia" e que se tratava de uma "manobra" dos russos. Por qual motivo a igreja solicitou essa trégua?
Para que a população ucraniana das cidades atacadas pudessem deixar as localidades em segurança.
Para que a população pudesse comemorar o Natal ortodoxo.
Para que a população pudesse participar de um evento promovido pela igreja pedindo o fim da guerra.
Para que os soldados pudessem visitar suas famílias.
As noções de tempo e espaço são temas caros para a área de História. Nesse sentido, assinale a alternativa que indica a concepção de tempo e espaço a ser exposta em sala de aula.
A noção de que tempo e espaço são imutáveis.
A noção de que espaço é algo imutável e o tempo deve ser observado sempre como algo linear.
A noção de espaço como algo socialmente construído e as diferentes formas de se entender o tempo.
A noção de que espaço só é alterado devido a questões econômicas e o tempo é algo sempre linear.
A concepção de que o espaço se refere primordialmente a centros urbanos e que o tempo é inerentemente cíclico.
Sobre tempo, história e memória, analise o trecho abaixo:
O tempo é a matéria-prima da História, e a memória é o poder que temos para navegar pelo tempo passado e presente (1ª parte). É a partir do presente que podemos construir um conhecimento sobre o passado, que nos permite entender o presente e planejar o futuro. Isso significa que o passado não é uma dimensão estática, imutável e separada do presente. (2ª parte). Passado, presente e futuro são dimensões dinâmicas e interdependentes nas quais se desenrolam as ações humanas (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
Apenas a 1ª parte.
Apenas a 3ª parte.
Apenas a 1ª e a 2ª partes.
Apenas a 2ª e a 3ª partes.
Todas as partes.
A memória como propriedade de conservar certas informações remete-nos, em primeiro lugar, a um conjunto de funções psíquicas, graças às quais o ser humano pode atualizar impressões ou informações passadas, ou que ele representa como passadas. Sobre as relações entre memória e história, assinalar a alternativa CORRETA:
Há uma distinção entre as culturas orais e as escritas, de modo que em relação à memória, a cultura dos homens sem escrita é absolutamente diversa da cultura escrita.
A memória transmitida pela aprendizagem nas sociedades sem escrita é uma memória "palavra por palavra".
A memória coletiva descreve e ordena os fatos de acordo com certas tradições estabelecidas, que tende a confundir história e o mito.
A memória coletiva funciona nas sociedades a partir de uma memorização mecânica, considerando a estrutura cronológica dos acontecimentos.
A preocupação com a preservação da memória histórica e, por extensão, do patrimônio cultural é fenômeno que vem caracterizando, neste final de século e milênio, um número considerável de instituições, sejam elas públicas ou provadas, organizações não-governamentais, segmentos sociais os mais diversos e figuras destacadas das elites políticas nacionais. (BITTENCOURT, 1997, p. 128).
Com base na preservação da memória histórica e sua relação com o patrimônio cultural e considerando o texto acima, assinale a alternativa CORRETA:
A cada dia aumentam as iniciativas destinadas à criação de centros de memória, projetos de revitalização de sítios históricos urbanos, instalação de núcleos de documentação e pesquisa, memórias, museus, programas de história oral, elaboração de vídeos e documentários etc.
Movimentos populares buscam um “resgate” de sua memória, como instrumento de luta e afirmação de sua identidade étnica e cultural, hoje plenamente reconhecidos e valorizados no Brasil.
Mobilizações de trabalhadores, mulheres, negros, índios, homossexuais etc. que, até hoje, reivindicam por cidadania não se relacionam com o exercício da memória histórica.
A escola e, em particular, o ensino de História têm papel fundamental no processo de constituição da memória. É ela, a grande guardiã da cultura e da memória de uma sociedade.
“Essa História cívico-patriótica, particularmente a escolar, teve bastante sucesso comercial e pedagógico, havendo excelentes estudos que se debruçam sobre essa duradoura literatura, que dá espaço especial à língua, à história, e à geografia do Brasil. Entretanto, são ainda poucos os estudos que priorizam o que chamo de escrita da história ensinável para um grande público, que também floresceu na Primeira República e foi se conformando, numa matriz narrativa da história do Brasil, que contribuiu decisivamente para o enquadramento de uma memória histórica da nação.”
(GOMES, Angela de Castro. Escrita da História, usos políticos do passado e republicanismo no Brasil da Primeira República. In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES; Marcelo (orgs). Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV, 2022. p. 180)
“O que faz portanto com que a história seja, no fim do século XIX, uma matéria ensinável de pleno direito é inseparavelmente um método científico, uma concepção da evolução e ainda a eleição de um campo de estudos ao mesmo tempo cronológico e especial. As regras elementares da ars antiquaria codificadas pelos positivistas, entram no ensino secundário por intermédio de um consenso provisório quanto ao seu sentido de história. Para chegar a esse consenso, Lavisse e Seignobos retomam os dois temas da história filosófica desde o século XVIII: a história é a nação; a história é a civilização.”
(FURET, François. A oficina de História. Lisboa: Gradiva. n/d. p. 133)
Ao analisar os dois textos, podemos concluir que a História ensinável foi marcada por uma função social e política de
construção de identidades raciais.
combate às desigualdades sociais.
construção de identidade nacional.
consolidação das hierarquias sociais.
promoção da ascensão social das mulheres.
A ascensão de movimentos populistas no cenário político contemporâneo reativou o debate sobre o conceito e a história do populismo no Brasil. Mas o populismo não é unívoco: é um fenômeno amplo, ao qual foram associadas diversas definições.
As afirmativas a seguir reconstituem corretamente diversas abordagens conceituais ao fenômeno do populismo, à exceção de uma. Assinale-a.
A abordagem econômica enfatiza o crescimento da economia na gestão de líderes populistas em função da competição agressiva em um livre mercado capaz de regular a vida produtiva.
A abordagem pautada na teoria da modernização define o populismo como um fenômeno de transição entre a sociedade tradicional, rural e agrária, e a sociedade moderna, urbana e industrial.
A abordagem inserida na teoria das relações sociais identifica o populismo como uma convergência entre a repressão estatal e a manipulação política das massas.
A abordagem discursiva considera o populismo como uma narrativa política que enfatiza a disputa entre dois grupos antagônicos: o povo “puro” e a elite “corrupta”.
A abordagem do populismo como estratégia política busca entender como um ator político obtém o apoio do cidadão comum, seja ele um partido ou um político individual.
Fontes históricas são vestígios produzidos pelo ser humano e que são usados pelos historiadores para a produção do conhecimento histórico. Sobre as fontes históricas, considere as afirmativas abaixo:
I. As fontes históricas são os itens materiais e imateriais (ou seus vestígios) que são produzidos pela ação humana. As fontes históricas são fundamentais para que o historiador possa realizar o seu trabalho de investigação do passado humano.
II. Um historiador tem como papel a produção de conhecimento relativo aos acontecimentos do passado da humanidade, e esse conhecimento é fundamental porque permite ao ser humano compreender a sua própria realidade com base nesse passado. Esse trabalho é feito mediante o estudo e a análise dos vestígios deixados pelos humanos de outras épocas, e a análise desses vestígios é feita por métodos desenvolvidos para auxiliarem nessa construção do conhecimento.
III. Quando falamos de fontes materiais, estamos falando de vestígios concretos produzidos por mãos humanas, como textos, pinturas, fotos, filmes, roupas, construções etc. Existem também as fontes imateriais, como testemunhos obtidos de pessoas que viveram certo acontecimento histórico ou mesmo de lendas e histórias que são parte da cultura oral de um povo. Esse tipo de fonte, porém, possui menos credibilidade que as fontes materiais, uma vez que não são consideradas totalmente fiéis aos fatos.
Assinale a alternativa CORRETA:
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas
I e II, apenas.
Todas as afirmativas estão corretas.
A percepção da diversidade cultural tem sido objeto de reflexão em diversos contextos históricos, engendrando múltiplas formas de diferenciar e classificar as sociedades.
“Há dois tipos de homens cujos corpos estão em contínuo exercício e certamente pensam muito pouco tanto uns como outros em cultivar sua alma: os camponeses e os selvagens. Os primeiros são rústicos, grosseiros, desajeitados; os outros, conhecidos por seu grande senso, são-no também pela sutileza do espírito; geralmente, não há nada de mais lento do que um camponês, nem nada de mais fino do que um selvagem. De onde vem essa diferença? É que o primeiro, sempre fazendo o que mandam, ou o que viu seu pai fazer, ou o que ele próprio fez desde a juventude, sempre segue a rotina e, em sua vida quase que automática, ocupado sem cessar com os mesmos trabalhos, o hábito e a obediência ocupam o lugar da razão.”
ROUSSEAU, J. -J. O contrato social. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 137.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que explica corretamente com base em quais argumentos é justificada a diversidade cultural no documento citado.
As diversidades linguística e cultural são fruto da providência divina, tendo sido promovidas pela criação de línguas diferentes e pela dispersão dos povos.
A alteridade é demonizada e associada à indolência, à incultura e à aversão ao trabalho, características próprias dos selvagens ameríndios.
As diversidades culturais são usadas como instrumento de crítica das sociedades europeias, idealizando um estado de natureza positivo em oposição à civilização.
A diversidade cultural é o indicador usado para hierarquizar as sociedades humanas, em uma ordem que vai do mais simples ao mais complexo.
As diversidades culturais representam a pluralidade de costumes e tradições resultantes dos contatos, trocas e diálogos entre as sociedades.
Eric Hobsbawm, em seu capítulo “O sentido do passado”, integrante da obra Sobre História, discorre sobre algumas questões relativas à função social do passado. Dentro deste contexto, assinale a alternativa INCORRETA.
A grande maioria dos seres humanos não tem consciência do seu passado, definido pelo autor como “o período imediatamente anterior aos eventos registrados na memória de um indivíduo”.
Ser membro de uma comunidade humana é situar-se em relação ao seu passado (ou de sua comunidade), ainda que seja para rejeitá-lo.
O passado é uma dimensão permanente da consciência humana, integrante das instituições, valores e outros padrões da sociedade humana.
O foco principal dos historiadores é analisar o “sentido” do passado nas sociedades estudadas, estabelecendo suas mudanças e transformações.
Em diversas situações, o historiador se depara com sociedades e comunidades para as quais o passado é essencialmente o padrão para o presente.