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Considere o trecho:
“Sorte daqueles que não têm de morrer”, diz um provérbio tibetano que, volta e meia, me vem à cabeça. A frase (1º) – ligeiramente irônica, já que a finitude é inevitável – tem, como contexto, a crença na lei de causas e consequências, segundo a qual teremos de nos haver com as repercussões de nossos atos, nossas intenções e nossas palavras – nesta ou em outras existências. E não porque tenhamos de ser castigados, mas sim porque prevalece a ideia de que nada nos acontece sem que, em algum momento, tenhamos criado as causas para isso (2º). Fazendo uma releitura do ditado oriental (3º), tomo a liberdade de dizer que teríamos sorte se não tivéssemos de envelhecer. Esse desfecho (4º) não é inevitável, claro, mas a alternativa também não parece nada atraente. Na maioria absoluta, ansiamos pela vida. |
No que diz respeito aos elementos coesivos destacados, é correto afirmar:
o primeiro e o segundo retomam o mesmo referente.
o primeiro e o terceiro retomam referentes distintos.
o segundo e o quarto retomam o mesmo referente.
o terceiro e o quarto retomam referentes distintos.
Assinale a opção em que a troca de posição dos termos acarreta alteração de sentido.
" [ ... ] novos cargos e deveres novos [ ... ]" (14 ° §) / cargos novos e novos deveres.
"[ ... ]a bordo de velhos e saudosos navios[ ... ]"(14 ° §)/ a bordo de navios velhos e saudosos.
"[ ... ] agradáveis e duradouras lembranças [ ... ] " ( 14 ° §) / lembranças agradáveis e duradouras.
"[ ... ] inesquecíveis e saudosos navios [ ... ]" (15 ° §) / navios inesquecíveis e saudosos.
" [ ... ] inestimáveis e valiosos conhecimentos [ ... ]" (17 ° §) / conhecimentos valiosos e inestimáveis.
Em relação aos aspectos coesivos do TEXTO 01, assinale a alternativa VERDADEIRA.
As palavras “primeira”, “segunda”, nos parágrafos 7º e 9º, respectivamente, estão estabelecendo uma relação de ideias, que vai da informação primária à secundária.
A palavra “eleição”, por se repetir três vezes no mesmo texto, demonstra uma falta de conhecimento acerca do vocabulário da língua, uma vez que o autor poderia ter optado por sinônimos.
No terceiro parágrafo, se trocássemos a palavra “vivemos” por “passamos” em “é o período no qual vivemos”, a expressão destacada permaneceria inalterada.
No trecho “seja por nunca terem votado no partido, seja por estarem hoje decididos a não votar” (11º parágrafo), não poderíamos trocar o termo destacado por “ou”, pois quebraria a relação de paralelismo no texto.
No início do último parágrafo, poderíamos trocar o pronome demonstrativo “Isso” por “Isto”, que não alteraria o sentido da frase e ainda deixaria o texto mais formal, já que é uma notícia.
O título do texto é composto por duas frases. A segunda é iniciada pelo termo “nem”, preservando-se a correção semântica e a coerência textual, indique a afirmação correta.
Há dois sentidos expressos de forma simultânea através do termo “nem” indicando uma extensão da informação anterior.
A expressão “nem mesmo” indica um exagero intencional do autor com o objetivo de demonstrar seu ponto de vista acerca do assunto tratado.
A segunda frase tem a função de modificar a informação apresentada na primeira através do termo que indica, exclusivamente, acréscimo: “nem”.
Como termo que indica inclusão, o “nem” pode ser substituído por “até” atribuindo, deste modo, maior ênfase ao fato de que a felicidade não pode ser comprada por qualquer meio que seja.
“O Brasil não escapa dessa poluição, mas apresenta um ar de qualidade mais razoável.” (10º§) Considerando-se o efeito de sentido produzido pela conjunção “mas” no período em destaque, assinale a reescrita que mantém tal sentido apresentado de forma coerente e coesa.
O Brasil não escapa dessa poluição, contudo apresenta um ar de qualidade mais razoável.
O Brasil não escapa dessa poluição, portanto, apresenta um ar de qualidade mais razoável.
Ainda que o Brasil apresente um ar de qualidade mais razoável, não escapa dessa poluição.
Embora apresente um ar de qualidade mais razoável, o Brasil – deste modo – não escapa dessa poluição.
Um texto com coesão é aquele que apresenta conexão entre suas ideias. Para que essa ligação seja estabelecida de forma clara, podemos utilizar diversas ferramentas. Um importantíssimo processo coesivo: a COESÃO REFERENCIAL, cuja função é evitar indesejáveis repetições vocabulares.
No texto 4, os termos que exercem a coesão referencial são
“elas” (linha 2), “isto” (linha 41) e “ele” (linha 20).
“Isso” (linha 30 ), “se” ( linha 31) e“ capa” (linha 24).
“Aquela (linha 1),“ nossa” (linha 18 ) e “capa” (linha 24 ).
“Isso” (linha 30),“ tudo” ( linha 30) e “brancas” ( linha 25).
“Isto” (linha 41), “legendas” (linha 33) e “aquela” (linha 1).
No poema de Manuel Bandeira há uma série de elementos de coesão anafórica; o elemento que não serve de exemplo desse tipo de coesão é
a realidade
a imagem.
que.
as.
pombas.
Os trechos abaixo constituem um texto, mas estão fora de ordem. Ordene-os nos parênteses e assinale a opção que traz a sequência correta, de modo que se obtenha um texto com coesão e progressão coerente de ideias.
( ) Até o ano 2000, 90% da receita da Embraer vinha do mercado de aeronaves comerciais. Naquele ano, no entanto, a empresa passou a diversificar sua produção.
( ) A Embraer deve seu sucesso, primeiro, ao fato de nunca ter abandonado o padrão de excelência que lhe deu origem.
( ) O resultado foi que, em pouco mais de uma década, as linhas Legacy, Phenom e Lineage venderam mais de 700 jatos executivos.
( ) No campo estratégico, a partir da privatização, em 1994, adotou princípios fundamentais: a diversificação de produtos e clientes, o estabelecimento de parcerias internacionais e a alocação contínua de investimentos pesados.
( ) A Embraer é, ainda hoje, a empresa privada que mais atrai estudantes do ITA, e só em cursos de treinamento e aprimoramento de seus profissionais investe 9 milhões de reais por ano.
Baseado em Pieter Zalis e Bela Megale, “Made in Brazil”, Veja, 11/06/2014, p. 68/69.
4, 1, 5, 3, 2
1, 2, 3, 4, 5
1, 3, 4, 2, 5
5, 4, 2, 3, 1
4, 3, 1, 5, 2
Estabelecem entre si uma relação de causa e consequência, nesta ordem, os seguintes segmentos:
para se afastar da barbárie / os homens necessitam de princípios (1º parágrafo)
premidos pelas mais diversas necessidades / organizamo-nos em associações (1º parágrafo)
a unificação de todos no corpo de uma instituição / a força de um objetivo comum (1º parágrafo)
alertar para o fato / abrigar aqueles que se valem de seu significado coletivo para mascarar interesses (2º parágrafo)
tirar proveito do prestígio de uma instituição / alimentando-se de sua força como um parasita (2º parágrafo)
Leia o texto
A linguagem poética
Em relação à prosa comum, o poema se define de certas restrições e de certas liberdades. Frequentemente se confunde a poesia com o verso. Na sua origem, o verso tem uma função mneumotécnica (= técnica de memorizar); os textos narrativos, líricos e mesmo históricos e didáticos eram comunicados oralmente, e os versos – repetição de um mesmo número de sílabas ou de um número fixo de acentos tônicos e eventualmente repetição de uma mesma sonoridade (rima) – facilitavam a memorização. Mais tarde o verso se tornou um meio de enfeitar o discurso, meio que se desvalorizou pouco a pouco: a poesia contemporânea é rimada, mas raramente versificada. Na verdade o valor poético do verso decorre de suas relações com o ritmo, com a sintaxe, com as sonoridades, com o sentido das palavras. O poema é um todo.
(…)
Os poetas enfraquecem a sintaxe, fazendo-a ajustar-se às exigências do verso e da expressão poética. Sem se permitir verdadeiras incorreções gramaticais, eles se permitem “licenças poéticas”.
Além disso, eles trabalham o sentido das palavras em direções contrárias: seja dando a certos termos uma extensão ou uma indeterminação inusitadas; seja utilizando sentidos raros, em desuso ou novos; seja criando novas palavras.
Tais liberdades aparecem mais particularmente na utilização de imagens. Assim, Jean Cohen, ao estudar o processo de fabricação das comparações poéticas, observa que a linguagem corrente faz espontaneamente apelo a comparações “razoáveis” (pertinentes) do tipo “a terra é redonda como uma laranja” (a redondeza é efetivamente uma qualidade comum à terra e a uma laranja), ao passo que a linguagem poética fabrica comparações inusitadas tais como: “Belo como a coisa nova/Na prateleira até então vazia” (João Cabral de Melo Neto). Ou, então estranhas como: “A terra é azul como uma laranja” (Paul Éluard).
Francis Vanoye
Assinale a alternativa correta.
A primeira frase do texto possui linguagem conotativa já que faz comparação entre poema e prosa.
Em “Os poetas enfraquecem a sintaxe”, a palavra sublinhada é um pronome oblíquo do caso reto e está sendo usada para determinar o nome “sintaxe”.
Na frase: “A poesia contemporânea é rimada, mas raramente versificada”, temos uma ligação de sentido aditivo entre as frases.
Na frase: “O poema é um todo”, a palavra sublinhada é um pronome possessivo na função de substantivo.
A expressão sublinhada no quarto parágrafo do texto é um elo sintático que dá um sentido de oposição entre as ideias apresentadas no período.
No trecho "A ideologia de gênero, sobre a qual se fala hoje em dia, não está na pesquisa que o discute e questiona, mas no poder que, aliado ao senso comum, tenta dizer o que gênero não é", o elemento "o", no período em destaque, funciona como um mecanismo de coesão
sequencial, que recupera a noção de discurso apresentada no parágrafo anterior.
anafórica, que retoma a palavra “gênero”, separando-a da ideia de ideologia.
catafórica, que antecipa o significado do termo “poder”, distinguindo-o do senso comum.
lexical, que substitui a expressão “algo muito curioso” enunciada no período seguinte.
Tendo como referência a norma-padrão e os mecanismos de coesão utilizados no texto, assinale a alternativa correta.
Na oração “As cenas são cada vez mais comuns.” (linha 1), o termo sublinhado poderia ser substituído pela expressão Essas cenas.
A conjunção que introduz a oração “Para ajudar a fazer uma boa faxina nas quinquilharias eletroeletrônicas” (linhas 5 e 6) apresenta a consequência do fato descrito na oração seguinte, logo poderia ser substituída pela equivalente afim de.
Logo após a conjunção “mas”, no trecho “a população deve ser conscientizada e educada não apenas para fazer o descarte correto dos produtos, mas para cobrar dos estabelecimentos comerciais e das empresas fabricantes que disponibilizem pontos fixos de coleta.” (linhas de 12 a 16), deveria ter sido empregado o vocábulo também para se garantir a relação de adição entre as orações.
A substituição do termo sublinhado no período “Por lei, esses setores são responsáveis pelo ciclo de vida útil e destino final de eletroeletrônicos.” (linhas de 16 a 18) pela construção tais setores comprometeria a coesão textual.
No trecho “o descarte incorreto desses produtos pode causar danos ambientais, contaminando o solo e a água, e problemas de saúde.” (linhas de 24 a 26), a conjunção “e”, em pelo menos uma das ocorrências, relaciona termos que se opõem.
Considerando o contexto em que o fragmento acima se encontra, percebe-se que os termos em destaque cumprem papel coesivo à medida que:
antecipam uma informação que será desenvolvida posteriormente.
sintetizam os posicionamentos dos leitores a partir das ideias do texto.
caracterizam uma informação abrangente de modo vago e impreciso.
resgatam uma ideia que já fora apresentada anteriormente no texto.
fazem uma referência temporal indicando tratar-se de fatos presentes.
Em todo o texto é possível identificar o emprego de vários conectores importantes na construção da tessitura textual. Sem eles, ou o mau emprego dos mesmos, a coerência seria afetada comprometendo a compreensão das ideias e informações expressas. Dentre tais conectores, destacamos as expressões “ou seja”, “isto é” e “já”, sobre as quais está correta a afirmativa a seguir:
Possuem o mesmo emprego e valor semântico.
São responsáveis por indicar o acréscimo de informações.
Apenas duas podem ser identificadas com o mesmo efeito de sentido.
São responsáveis por introduzir uma informação nova, independente da anterior.
Considere o trecho Quando se acrescenta o tempo adicional que os jovens passam postando textos, [...]
No que se refere à colocação pronominal, pode-se afirmar que o emprego do pronome SE é
aceitável, pois o autor usou em seu texto a linguagem informal.
correto, pois essa próclise está de acordo com a norma padrão.
correto, pois trata-se de uma ênclise autorizada pela norma padrão.
incorreto, pois a regra geral prescreve a ênclise como norma padrão.
O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes capazes de produzir textos:
Conivente e incisivo.
Dramáticos e construtivos.
Coerentes, coesos e eficazes.
Longos e precisos.