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Considere o poema "Retrato", de Cecília Meireles, a seguir
Espero que isso atenda às suas expectativas!
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?
Cecília Meireles. Retrato
MEIRELES, Cecilia. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001. Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/MjUwODA/>. Acesso em: 26 jun. 2024.
Com base na análise do poema,
o eu lírico do poema expressa uma profunda reflexão sobre sua própria transformação física e emocional ao longo do tempo.
o eu lírico do poema demonstra sua alegria e sensação de pertencimento ao lugar que se inscreve.
o eu lírico do poema demonstra resignação diante das mudanças ocorridas em sua vida, aceitando passivamente sua nova realidade.
o poema retrata a luta do eu lírico contra a passagem do tempo e a inevitabilidade do envelhecimento, buscando encontrar significado e identidade em meio às transformações.
O poema inteiro é construído em cima de oposição entre as duas partes do eu-lírico. A esse recurso é dado o nome de:
Metáfora
Metonímia
Aliteração
Paradoxo
Antítese
Com base na leitura do texto, marque a alternativa incorreta.
A música termina com a seguinte mensagem: porque todos que amam, dormirão nosso sonho.
O eu lírico dialogando com a pessoa amada diz: Mas se um dia eu chegar muito estranho, deixa essa água no corpo, lembrar nosso banho.
Pela leitura do texto entende-se que o eu lírico, tantas vezes quis ficar solto, como se fosse uma lua, a brincar no rosto do seu amor.
O eu poético pede ao seu amor para cuidar bem dele.
O sujeito lírico confessa: “Minha cara pra que tantos planos, se quero te amar e te amar e te amar muitos anos”.
Leia os versos abaixo:
“Árvores encalhadas pedem socorro
Mata-paus vou-bem-de-saúde se abraçam
O céu tapa o rosto
Chove...chove...chove”
(Raul Bopp. Cobra Norato e outros poemas. RJ: Civ. Bras., 1978).
A figura de linguagem utilizada é a:
Hipérbole.
Antítese (e paradoxo).
Comparação.
Personificação (prosopopeia).
Sobre o TEXTO 2 são feitas as seguintes assertivas.
I - Em “Oh, deusa da sabedoria!” (v. 1), a expressão “deusa da sabedoria” equivale a vocativo, termo oracional acessório.
II - Em “Abro o coração ao mundo inteiro!” (v. 7), o eu-lírico é a própria UFRJ, o que é revelado momentos antes, em “Sou UFRJ! A educação é a minha rota!” (v. 5).
III - Há emprego de rima como recurso estilístico como metodologização de sonoridade, ritmicidade e musicalidade, como ocorre em “Formação do cidadão,” (v. 20) em relação a “Incansável e mais forte a cada geração!” (v. 21).
IV - As estruturas das estrofes I e II apresentam igualdade de construção linguística e emprestam ao conjunto paralelismo rítmico.
Está(ão) correta(s):
I, II, III e IV.
II e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
Atente a definição do dicionário Houaiss sobre licença poética, em sua terceira acepção: “liberdade de o escritor utilizar construções, prosódias, ortografias, sintaxes não conformes as regras (...)”. Importa ressaltar que essa liberdade não está restrita apenas aos textos verbais. Ela ocorre também em textos não verbais e mistos. Observe as duas imagens de capa da obra “Iracema” de José de Alencar, e analise as afirmativas a seguir.
Fonte: Livraria Editora Pauliceia (1927).

Fonte: Edições Câmara (2018).

I. A capa de 1927 representa nitidamente o empoderamento feminino da mulher indígena no início do século XXI.
II. A capa de 2018, apesar de infantilizada, é mais fiel à imagem da indígena, ainda que esteja presa a um estereótipo.
III. A capa de 1927 apresenta uma índia com traços, roupas e penteado que remetem à sociedade europeia do início do século XX. Pode-se afirmar que ela não retrata a realidade. Essa capa demonstra nitidamente a tentativa de europeização do indígena da época.
Assinale a alternativa correta.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
Apenas a afirmativa I está correta.
Apenas a afirmativa II está correta.
A partir da letra da música, responda à próxima questão.
Beija eu. (Marisa Monte).
Seja eu
Seja eu
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu
Molha eu
Seca eu
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu
Beija eu
Beija eu
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa
Eu me deixo.
Arnaldo Antunes, o compositor da música acima, usou de um recurso chamado licença poética para escrever seus versos. Licença poética é a liberdade que o poeta tem de transgredir a norma padrão da língua com o intuito de trabalhar com métrica, rima, ou até com a harmonia. Visto isso, sobre o desvio gramatical “beija eu”, assinale a alternativa incorreta.
Beija é o imperativo referente à segunda pessoa do singular, seria então o sujeito do verbo beijar, sem o desvio gramatical a oração deveria ser “beija-me”, ou “beije a mim”.
Caso o sujeito fosse referente a terceira pessoa do singular, sem o desvio gramatical a oração deveria ser “beije-me”, ou “beije a mim”.
Nas orações imperativas afirmativas os pronomes oblíquos átonos devem estar em ênclise.
A primeira pessoa do singular do pronome pessoal do caso reto pode ser empregada na função sintática de complemento do verbo.
A poética do TEXTO 2 centra-se:
na performance extasiada da UFRJ sempre à dianteira, como se ressalta em “Na vanguarda desta nação” (v. 16) e em “Em pesquisa, pioneira,” (v. 19).
na figuração axiomática da UFRJ como ente desembaraçador de nós, como se vislumbra em “A chave da vitória” (v. 11) e em “Do país, a solução” (v. 14).
no enlevo semeado da UFRJ não como universidade-ilha, mas como universidade-mundo, como se percebe em “Abro o coração ao mundo inteiro” (v. 7) e em “Abrindo fronteira à globalização” (v. 18).
no antonomasiar figurativamente a UFRJ sob termos que, relativamente, exigem conhecimento prévio da instituição, como em “Oh, deusa da sabedoria!” (v. 1) e em “Universidade do Brasil” (v. 15).
no lirismo de adesão identitária à UFRJ, como se observa em “Tu és a minha inspiração!” (v. 2) e em “O sonho encantado, do povo brasileiro” (v. 10)
A partir das afirmativas fornecidas, assinale a alternativa correta em relação à linguagem literária.
I. O foco da linguagem literária está nas ideias coesas, coerentes, claras e objetivas marcadas no texto, ou seja, não há uso de figuras de linguagem.
II. A linguagem literária é encontrada no discurso literário formado de recursos estilísticos que permitem diversas interpretações para a compreensão do texto lido.
III. A linguagem literária, como licença poética, é definida como “liberdade de o escritor utilizar construções, prosódias, ortografias, sintaxes não conformes às regras, ao uso habitual, para atingir seus objetivos de expressão” (Houaiss, online), como acontece na literatura, na música, nas propagandas, por exemplo.
Estão corretas as afirmativas:
I apenas.
II apenas.
III apenas.
I e II apenas.
II e III apenas.
No poema, o eu lírico dirige-se explicitamente a seu leitor no seguinte verso:
Estrada afora após segui... Mas, ai, (3ª estrofe)
Recordo ainda... e nada mais me importa... (1ª estrofe)
E eu pendurei na galharia torta (2ª estrofe)
Sou um pobre menino... acreditai… (4ª estrofe)
Eu quero os meus brinquedos novamente! (4ª estrofe)
Podemos afirmar corretamente que:
O texto se refere de forma objetiva a um acontecimento histórico, a escravidão no Brasil, fato que não teve importância posterior na história deste país.
O texto se refere de forma poética a um acontecimento histórico e como, mesmo tendo sido ocorrido há muito tempo atrás, ainda permanece como elemento definidor na história do país.
O texto se refere de forma poética a um acontecimento histórico, a escravidão no Brasil, questão felizmente superada nos dias atuais.
O texto se refere de forma objetiva a um fenômeno típico da região Norte, a escravidão, que permanece como característica diferenciadora desta região.
A canção “Sujeito de sorte”, gravada por Belchior em 1976 e revisitada por Emicida, em 2019, no álbum AmarElo, também reforça a importância de manter a esperança e não se entregar ao desespero.
O verso em que melhor se explicita a disposição do sujeito poético para seguir em frente e deixar para trás o que já havia sido superado é
“Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte” (verso 1)
“Porque apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte” (verso 2)
“E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado” (verso 3)
“Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro” (verso 6)
Toda a vida da alma humana é um movimento na penumbra. Vivemos, num lusco-fusco da consciência, nunca certos com o que somos ou com o que nos supomos ser. No melhor de nós, vive a vaidade de qualquer coisa, e há um erro cujo ângulo não sabemos. Somos qualquer coisa que se passa no intervalo do espetáculo. Por vezes, por algumas portas, entrevemos o que talvez não seja senão cenário. Todo mundo é confuso como vozes na noite.
PESSOA, Fernando. Livro do desassossego. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 63.
O autor do texto
abdica das metáforas ao falar de incertezas e dúvidas humanas em tom narrativo.
mostra que a vida é um paradoxo que se associa à consistência e às certezas.
prescinde de estruturas simbólicas da linguagem poética, face à intenção confessional.
apropria-se da metáfora, em tom poético e narrativo para relevar a inconsistência da vida.
traz uma variável alegórica para confirmar a natureza racional e objetiva de seu ponto de vista.
No poema, o eu lírico recorre a um enunciado paradoxal no seguinte verso:
Estou assim... (3a estrofe).
Mal sei como conduzir-me na vida (2a estrofe).
Esta velha angústia, (1a estrofe).
Estou lúcido e louco, (3a estrofe).
Um internado num manicômio é, ao menos, alguém. (3a estrofe).
O autor do texto
traz uma variável alegórica para confirmar a natureza racional e objetiva de seu ponto de vista.
apropria-se da metáfora, em tom poético e narrativo para relevar a inconsistência da vida.
prescinde de estruturas simbólicas da linguagem poética, face à intenção confessional.
mostra que a vida é um paradoxo que se associa à consistência e às certezas.
abdica das metáforas ao falar de incertezas e dúvidas humanas em tom narrativo.
Poema de sete faces
Carlos Drummond de Andrade
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus,
pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Disponível em: <https://www.culturagenial.com/poemas-de-carlos-drummond-de-andrade/>.
Acesso em: 27. ago. 2022.
Sobre o eu-lírico desse poema, é correto afirmar que se chama “Carlos”
e parece estar sobressaltado com a vastidão do mundo que observa a seu redor.
e, assim como o anjo determinou, foi ser gauche na vida e tem bigode e óculos.
e foi trazido ao mundo por um anjo; por isso, não sabe bem como lidar com a humanidade.
e seu apelido é “gauche”, e, apesar de ser trazido por um anjo, comove-se como um diabo.
e está inconformado com a quantidade de pessoas que andam de bonde e bebem conhaque.
Tem-se, no excerto apresentado, um sujeito lírico que se dirige a sua amada, ao passo que, na pintura, verificam-se
retornos a ambientes rudimentares, plasmados por imagens grotescas.
novas propostas nas artes pictóricas, com valorização da natureza.
relações circulares de eternas retomadas de imagens abstratas.
retrocessos às artes decorativas presentes na idade média.
buscas de composições antropofágicas de caráter utópico.
Assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso nas afirmativas sobre o texto:
( )O título do texto faz referência à comparação que o autor faz das mulheres com a estação do ano mais alegre.
( )Na crônica, há uma visão subjetiva do autor em relação à figura da mulher.
( )Embora escrito em prosa, o texto traz uma linguagem lírica, assim como nos poemas.
A ordem CORRETA, de cima para baixo, é:
F - V - V.
V - V - F.
F - F - F.
V - F - V.
Nos versos “ São duas crianças lindas,/ Mas são muito diferentes!” a conjunção presente estabelece a relação de sentido fundamental para a compreensão do poema, evidenciando a noção de:
adversidade.
complementariedade.
adição.
causa.
consequência.
Leia as afirmativas a seguir sobre o poema de Cecília Meireles.
I) O eu lírico no poema mostra a certeza da morte e o seu eu inconstante como a vida.
II) No trecho “Irmão das coisas fugidas” o eu lírico mostra que sabe da efemeridade dos momentos e da vida.
III) O eu lírico é poeta.
IV) No poema expõe o real sentimento humano, a pouca certeza sobre a vida e sobre si.
Assinale a alternativa CORRETA.
I, III e IV.
I, II e III.
I, II, III e IV.
Nenhuma das alternativas.