Questões de Concurso sobre Uso das aspas

 
 
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Como exigir de um estudante negro e da periferia que faça escolhas “livres e com autonomia” para seu “projeto de vida” numa comunidade miserável e embrutecida pela violência? De que maneira sugerir “resiliência” à estudante que enfrenta o assédio no transporte público a caminho de uma escola sem infraestrutura e sem professor? Como cobrar que educadores e educadoras “promovamos direitos humanos” quando seu direito constitucional à greve é duramente reprimido pelas forças do Estado? (linhas 9-14)



Nos textos escritos, o uso das aspas tem objetivos distintos, a depender do contexto e da intenção de quem escreve.

No trecho destacado, esse recurso gráfico foi utilizado para


A

referenciar trechos de outro texto.


B

sugerir sentidos opostos às expressões.


C

evidenciar pensamentos específicos do autor.


D

marcar concordância em relação às ideias citadas.

O uso de aspas se justifica para marcar expressões informais de sentido ambíguo por ser texto escrito no nível formal da língua e concernente a tema relativo à cultura brasileira.


C

Certo


E

Errado

Na frase – Bauman fala de “sociedade confessional que eleva a autoexposição pública à categoria de prova eminente e mais acessível, além de verossimilmente mais eficaz, de existência social” –, as aspas são empregadas para


A

fazer referência ao título de uma obra.


B

distinguir uma citação do restante do texto.


C

realçar ironicamente palavras e expressões.


D

acentuar o valor significativo de palavras e expressões.


E

fazer sobressair expressões estranhas à linguagem comum.

No quarto parágrafo, o autor emprega as aspas com o propósito de:


A

atestar a consulta à fonte


B

estabelecer citação literal


C

simular resposta hipotética


D

sugerir apropriação literária

Em se tratando dos aspectos estruturais e das estratégias discursivas identificados no texto, é correto afirmar que


A

no último parágrafo, a conclusão do narrador pode ser sintetizada pelo par de palavras: tese/inverossimilhança.


B

no contexto, há destaque para aspectos descritivos e narrativos, mesclados a comentários interpretativos do autor.


C

em algum momento do texto há uma breve síntese do enredo de um dos contos do livro mencionado com realce a fatos a-históricos.


D

no trecho “Se o nome não está correto, a palavra não faz sentido.” o uso das aspas pontua uma citação transcrita por Mário Sérgio Conti e que é atribuída ao narrador do livro escrito por Lu Xun.


E

na passagem “Se um poderoso o esmurra, vê na humilhação um sinal da sua importância...”, há um conector de dissentimento que estabelece uma relação de fecho para o que se afirmou anteriormente.

Na linha 3, usa-se a expressão "fatores invisíveis" entre aspas com a justificativa de


A

ser uma citação.


B

construir uma ironia.


C

apontar algo inominável.


D

ser um jargão profissional.


E

elucidar uma metáfora.

O que as aves que voam em bando nos ensinam sobre liderança


Liderança não pode ser solitária. E, para isso, precisamos exercer nossa vulnerabilidade sem moderação, abusando da rede de apoio para validar hipóteses.


Luciana Rodrigues 6 de outubro de 2021


Quem vê uma graciosa revoada no céu pode até não imaginar que, por trás daquela disposição aparentemente aleatória, estão lições muito úteis para nós aqui na terra. Além das questões relacionadas à aerodinâmica – que permitem que as aves migratórias economizem energia, por exemplo – o papel da ave mais experiente do grupo é essencial para definir a direção que o grupo inteiro deve tomar.

Nem sempre o líder é aquele que está à frente do bando. Quando está fatigado, ele reveza a dianteira com a ave que está imediatamente atrás. Uma das vantagens de andar em grupo é permitir que o bando tenha mais resistência para viagens longas e difíceis, e ainda aproveitem o impulso gerado pelo deslocamento de ar do pássaro que voa à frente. A formação em V também melhora a comunicação e a coordenação do bando. Se voassem sozinhas, cada uma por si, demorariam mais tempo, e chegar ao seu destino seria uma tarefa muito mais árdua. Aqui, fique à vontade para fazer qualquer paralelo com a sociedade em que vivemos.

Sinto que estamos tão obcecados com tecnologia e para estar constantemente atualizados sobre tudo o que acontece, a todo instante (olá, FOMO), que esquecemos de reservar um tempo para observar e aprender com a natureza. Parar e simplesmente contemplar. Faça um teste: tente lembrar a última vez que você sentiu tédio. Provavelmente, esse momento foi rapidamente interrompido por um “scroll” em uma rede social ou por uma notificação no celular.

Não me entenda mal, sou fã e tenho me dedicado a aprender cada vez mais sobre tecnologia. Mas ela deveria ser uma viabilizadora de ideias e movimentos, ajudando pessoas a se conectarem com seu propósito.

Para os privilegiados, e aí me incluo, a pandemia apresentou a possibilidade do trabalho remoto. No meu caso, também proporcionou um contato maior com a natureza. Tenho passado cada vez mais tempo no campo e daí veio a minha observação sobre os pássaros, que me levou a fazer este paralelo com liderança.

Liderança não pode ser solitária. E, para isso, precisamos exercer nossa vulnerabilidade sem moderação: pedir ajuda, fazer perguntas, usar e abusar da nossa rede de apoio para validar hipóteses, e até mesmo tomar decisões erradas juntos. Bons líderes estão em constante desenvolvimento. Por isso, é normal e esperado cometer alguns erros nessa jornada.

Mais uma vez, volto a citar nesta coluna o “Livro da Desreceita”, criado a muitas mãos pelos líderes da empresa da qual sou CEO. Nele tem um capítulo inteiro dedicado a esse assunto, com o sugestivo título “Um time inteligente vale mais que um time de inteligentes”. Destaco aqui um trecho: “É provado na natureza que a inteligência coletiva supera os talentos individuais. Todavia, crescemos e aprendemos com um modelo que sempre se apoiou em exaltar talentos individuais, o brilhantismo de um indivíduo em sobreposição à competência coletiva.”

Assim como a ave líder que abre espaço para que outras sejam protagonistas, sempre tive como um dos meus mantras permitir que as pessoas ao meu redor voassem na frente. Contudo, precisei de muito tempo – na verdade, anos – para entender que por mais que você tenha a intenção genuína de fazer com que as pessoas cresçam, evoluam e sejam protagonistas da sua carreira, muitas vezes a forma que você quer aplicar – baseada na sua experiência – carrega uma história pessoal e, muitas vezes, distante da realidade de quem a recebe.

Alejandro Jodorowisky, cineasta, ator, poeta e escritor, sabiamente disse: “Entre o que eu penso, o que quero dizer, o que digo e o que você ouve, o que você quer ouvir e o que você acha que entendeu, há um abismo”.

Eu explico: quando assumi a posição de liderança em uma das maiores empresas de entretenimento do mundo para a América Latina, entendi que deveria conectar as pessoas e dar palco para elas ecoarem suas vozes. Queria encorajá-las, abrindo oportunidades para que pudessem expor suas histórias, sonhos, ideias e pudessem potencializar sua criatividade, mas poucos se animavam. Passei por outras empresas depois dessa, mas o meu objetivo nunca foi alcançado da forma que eu imaginava.

Uma das iniciativas que implementei foi um “Talent Show” para que as pessoas pudessem compartilhar seus projetos e, os que fizessem mais sentido, unindo criatividade e os objetivos de negócio da companhia, seriam produzidos. Para minha surpresa, após poucos meses, recebi um email do “headquarters” dizendo que essa iniciativa estava deixando as pessoas incomodadas, algumas, mais sêniores, por acharem que suas posições estavam sendo ameaçadas, outras, por se sentirem pressionadas, mesmo que a participação fosse totalmente opcional.

Mas por que as pessoas não “querem” ser protagonistas? Timidez? Preguiça? Não querem evoluir? Ou, simplesmente, por que escolheram um caminho diferente do meu? Acreditei cegamente que tinha a responsabilidade (e obrigação) de construir pontes e abrir portas para todos, sem exceção. Depois de muita reflexão, conversas e terapia, entendi que estava colocando a minha expectativa do que é sucesso no outro, e aprendi uma lição muito importante: sucesso é pessoal. Sucesso é ter a liberdade de dizer não.

Um dos trechos do Livro “Os Quatro Compromissos”, de Don Miguel Ruiz, diz o seguinte: “Nada do que os outros fazem é motivado por você. É por causa deles mesmos. Todas as pessoas vivem em seu próprio sonho, em sua própria mente; estão num mundo completamente diferente daquele no qual vivemos. Quando levamos algo para o lado pessoal, presumimos que os outros sabem o que está em nosso mundo – aquilo que tentamos impor ao mundo deles.”

Há poucos dias, recebi uma mensagem de uma profissional muito talentosa que trabalhou comigo. A mensagem era exatamente assim: “…carrego comigo a vontade de evoluir como líder e gestora e você vem com frequência na minha cabeça… acho até que antes eu não valorizava tanto a sua presença quanto eu faço hoje…”.

Aprendo, todos os dias, que liderar não é sobre agradar e fazer o esperado, e sim, é sobre seguir com um propósito claro – Jodorowisky discordaria desse ponto sobre quão claro isso pode ser.

Sigo acreditando que este sábio provérbio africano, “se você quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá acompanhado”, é a única forma possível para nós, humanos, ou para as aves, seguirem nessa jornada chamada vida.

Luciana Rodrigues é CEO e presidente da Grey Brasil, conselheira do board da Junior Achievement, membro do conselho MMA Brasil e do comitê estratégico de presidentes da Amcham. Também é aluna de pós-graduação em neurociências e comportamento.


Vocabulário:


• scroll: rolagem (na tela do celular ou do computador)

• CEO: diretor executivo • Talent Show: show de talentos

• headquarters: sede de uma empresa


RODRIGUES, Luciana. O que as aves que voam em bando nos ensinam sobre liderança. Forbes Brasil, 06 de outubro de 2021. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2021/10/luciana-rodrigues-oque-as-aves-que-voam-em-bando-nos-ensinam-sobrelideranca/.


Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre o uso das aspas no texto de Luciana Rodrigues.


A

No 11º parágrafo, as aspas foram utilizadas para destacar termos estrangeiros.


B

No 7º parágrafo, as três ocorrências das aspas servem para destacar títulos.


C

No 14º parágrafo, as aspas foram empregadas para sinalizar uma fala em sentido figurado.


D

No 9º parágrafo, as aspas foram utilizadas para sinalizar um discurso indireto.


E

No 12º parágrafo, as aspas sinalizam uma palavra escrita de maneira informal.

No primeiro parágrafo do texto CG1A1-I, a autora emprega aspas nas expressões ‘raças inferiores’, ‘indigno de viver’ e ‘classes agonizantes e povos decadentes’ com a finalidade de


A

destacar que trata de um pensamento alheio.


B

demarcar citações.


C

ironizar o sentido dessas expressões.


D

indicar a fala de uma personagem.


E

expressar sarcasmo.

As aspas, comumente utilizadas em produções textuais escritas, são um recurso que apresenta diversas funções. No texto 2, observa-se que a palavra “capacitismo” está grafada entre aspas.


Com base nessa informação sobre o texto 2, é CORRETO afirmar que:


A

a utilização das aspas assinala uma ironia, ou seja, manifesta um sentido oposto ao que se quer expressar.


B

o emprego das aspas sinaliza que a palavra se refere a um conceito que foi criado, isto é, a um termo alcunhado recentemente.


C

o uso das aspas indica que há uma citação direta, ou seja, uma reprodução literal de um enunciado extraído de outro texto.


D

a adoção das aspas demarca uma palavra de língua estrangeira, isto é, um termo em outro idioma que fora inserido no texto.

Muitas vezes o salário do idoso é o único rendimento fixo daquele núcleo familiar e não é incomum que os familiares “administrem” integralmente seus ganhos, deixando pouca ou nenhuma margem para que os idosos deem a destinação que bem entenderem para o dinheiro. (9º§)

-

No trecho anterior, o vocábulo “administrem” aparece entre aspas; considerando a função deste sinal de pontuação e o contexto apresentado, pode-se afirmar que:


A

O vocábulo “administrem” foi empregado em seu sentido denotativo, indicando a atuação dos familiares em relação ao idoso e seus ganhos.


B

Tal utilização tem como objetivo demonstrar a apropriação de um termo específico acadêmico para explicar a relação entre o idoso e seus familiares.


C

Há indicação de um tom irônico ao empregar a forma verbal “administrem” entre aspas para fazer referência às ações de familiares em relação aos ganhos do idoso.


D

As aspas sinalizam, no trecho em análise, o emprego da expressão metafórica “administrem” que pode ser compreendida como a possibilidade de uma administração de ganhos de forma muitas vezes profissional.

No 2º parágrafo, a expressão "busca da verdade celestial" está entre aspas para:


A

indicar um uso propositalmente incorreto


B

expressar um neologismo ou estrangeirismo


C

apontar uma citação proveniente de discurso direto


D

realçar o significado de um termo ou expressão

Na linha 2, o segmento d’água apresenta um sinal para indicar a supressão da vogal E.

-

Ele se chama


A

apóstrofo.


B

apóstrofe.


C

asterisco.


D

aspas.

Um dos usos das aspas é para conferir ironia a uma palavra ou expressão. Essa intenção pode ser percebida no trecho:


A

(...) poderá ser usado para punir criminalmente não apenas a difusão intencional da mentira ou da calúnia, mas também a posição oposta a supostos “consensos”.


B

É inegável que o ambiente digital sofre de sérias disfunções, que não são exclusividade brasileira, mas que foram potencializadas graças à polarização política e ao que chamamos de “apagão da liberdade de expressão” no país.


C

Como lembramos recentemente neste espaço, o Senado Federal, que já aprovou a também chamada “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”.


D

A título de exemplo, continua no PL a criminalização da “disseminação em massa de mensagens que contenha fato que sabe inverídico que seja capaz de comprometer a higidez do processo eleitoral ou que possa causar dano à integridade física e seja passível de sanção criminal”.


E

A chave, aqui, está no conceito extremamente aberto de “fato que se sabe inverídico”.

Qual a função das aspas na linha 44?


A

Expressar um conceito republicano.


B

Citar uma fala.


C

Citar o nome de um livro.


D

Mencionar a marca de um produto.


E

Indicar que o trecho deve ser lido em voz alta.

Considerando-se a relevância do emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa correta.


A

Em “[...] – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, [...]” (4º§), a vírgula após o segundo travessão justifica-se de acordo com a ênfase atribuída à informação seguinte.


B

Em “[...] – e até gostosamente – a ‘reler’ momentos fundamentais de minha prática, [...]” (1º§), o duplo travessão poderia ser substituído pelo emprego de vírgulas separando o trecho do restante da oração.


C

Em “[...] casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, [...]” (3º§), a expressão “no Recife” perde sua relevância propositadamente, em decorrência da separação do restante da frase por meio das vírgulas.


D

O emprego de aspas em “reler”, “tomando distância” e “palavramundo” justifica-se de acordo com a intencionalidade do enunciador de destacar termos que possuem significado único, independentemente do contexto.

Ao sair, não queria crer nos meus olhos: “navegando em mar de azeite”, diria mais tarde pelo rádio. (1º§) As aspas empregadas no trecho anterior têm como propósito:


A

Enfatizar uma citação.


B

Expressar surpresa ou espanto.


C

Evidenciar ironia e contradição.


D

Dificultar a compreensão do leitor.

Nesse texto, as aspas foram empregadas para


A

fazer uma citação de outro texto.


B

marcar a fala de alguém.


C

isolar expressões populares.


D

mostrar o sentido figurado de algum termo.


E

dar destaque a uma palavra.

Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA.


A

Com a fala “Claro... era uma questão de tempo...”, a personagem avalia que era previsto que o acidente um dia ocorreria.


B

O uso de aspas no 1º quadrinho indica que o conteúdo aspeado é de responsabilidade da pessoa que se acidentou, e não da personagem que o reproduz.


C

A pessoa acidentada não é nominada no texto, mas é possível entender algumas de suas características: homem jovem ou adulto.


D

Há uma relação de adversidade entre as duas orações de “Teve sorte! Ninguém se feriu!”, a qual ficaria explicitada com a inclusão da conjunção ‘mas’ no início da segunda oração.

Sobre a pontuação usada no texto, é CORRETO afirmar que


A

As aspas que foram usadas nas linhas 2, 3 e 8 tiveram como objetivo assinalar o emprego enfático de citações indiretas.


B

A vírgula depois da palavra “[...] vez [...]” (1.ª linha) é obrigatória, uma vez que a oração adverbial foi antecipada.


C

As vírgulas, na 3.ª linha, foram usadas para separar elementos não oracionais que compõem uma enumeração.


D

Os dois pontos foram usados no 1.º, 3.º e 4.º parágrafos, e, em todos esses casos, eles têm a função de inserir uma citação direta.


E

As reticências usadas na 3.ª linha do 1.º parágrafo indicam uma hesitação por parte de uma das vozes presentes no texto.

Os sinais de pontuação são recursos da linguagem escrita utilizados com o objetivo de demarcar unidades e sinalizar os limites das estruturas sintáticas nos textos. Sendo assim, é o sinal de pontuação empregado para omitir ou dar sequência a um raciocínio inacabado pelo autor:


A

Apóstrofo.


B

Aspas.


C

Ponto e vírgula.


D

Reticências.

   
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