Questões de Concurso sobre Uso das aspas

 
 
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A função das aspas utilizadas nos parágrafos 5 e 8 (“agrotóxicos” e “oficial”) é de:


A

marcar as palavras como citações, para distingui-las do resto do contexto.


B

fazer sobressair as palavras marcadas não peculiares à linguagem do texto.


C

acentuar o valor significativo das palavras que foram marcadas.


D

realçar o tom irônico das palavras marcadas no texto.

“Hoje os jovens profissionais da elite, também chamada de ‘classe cultural’ ou ‘classe criativa’, que já corresponde a 30% do mercado consumidor dos EUA, buscam a sua sinalização e posicionamento social não no preço pago por um determinado produto mas pelos valores que a fabricante possui ou representa.” (6º§). As expressões “classe cultural” e “classe criativa” aparecem entre aspas para evidenciar


A

a reprodução de terminologias utilizadas para classificar uma tendência que esses jovens americanos comportamentalmente representam.


B

o preconceito do autor em relação ao posicionamento politicamente correto ao classificar esses jovens profissionais como a elite americana.


C

a opinião do autor em relação aos jovens profissionais americanos que sinalizam o desapego aos produtos de marcas de referência do mercado global.


D

o julgamento de valor do enunciador em relação aos jovens americanos que reforçam a simbologia das marcas de referência na sociedade de consumo.

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.

A morte do narrador

Recentemente recebi um e-mail de uma leitora perguntando a razão de eu ter, segundo ela, uma visão tão dura para com os idosos. O motivo da sua pergunta era eu ter dito, em uma de minhas colunas, que hoje em dia não existiam mais vovôs e vovós, porque estavam todos na academia querendo parecer com seus netos.

Claro, minha leitora me entendeu mal. Mas o fato de ela ter me entendido mal, o que acontece com frequência quando se discute o tema da velhice, é comum, principalmente porque o próprio termo “velhice” já pede sinônimos politicamente corretos, como “terceira idade”, “melhor idade”, “maturidade”, entre outros.

Uma característica do politicamente correto é que, quando ele se manifesta num uso linguístico específico, é porque esse uso se refere a um conceito já considerado como algo ruim. A marca essencial do politicamente correto é a hipocrisia articulada como gesto falso, ideias bem comportadas.

Voltando à velhice. Minha leitora entendeu que eu dizia que idosos devem se afundar na doença, na solidão e no abandono, e não procurar ser felizes. Mas, quando eu dizia que eles estão fugindo da condição de avós, usava isso como metáfora da mentira (politicamente correta) quanto ao medo que temos de afundar na doença, antes de tudo psicológica, devido ao abandono e à solidão, típicos do mundo contemporâneo. Minha crítica era à nossa cultura, e não às vítimas dela. Ela cultua a juventude como padrão de vida e está intimamente associada ao medo do envelhecimento, da dor e da morte. Sua opção é pela “negação”, traço de um dos sintomas neuróticos descritos por Freud.

Walter Benjamim, filósofo alemão do século XX, dizia que na modernidade o narrador da vida desapareceu. Isso quer dizer que as pessoas encarregadas, antigamente, de narrar a vida e propor sentido para ela perderam esse lugar. Hoje os mais velhos querem “aprender” com os mais jovens (aprender a amar, se relacionar, comprar, vestir, viajar, estar nas redes sociais). Esse fenômeno, além de cruel com o envelhecimento, é também desorganizador da própria juventude. Ouço cotidianamente, na sala de aula, os alunos demonstrarem seu desprezo por pais e mães que querem aprender a viver com eles.

Alguns elementos do mundo moderno não ajudam a combater essa desvalorização dos mais velhos. As ferramentas de informação, normalmente mais acessíveis aos jovens, aumentam a percepção negativa dos mais velhos diante do acúmulo de conhecimento posto a serviço dos consumidores, que questionam as “verdades constituídas do passado”. A própria estrutura sobre a qual se funda a experiência moderna – ciência, técnica, superação de tradição – agrava a invisibilidade dos mais velhos. Em termos humanos, o passado (que “nada” serve ao mundo do progresso) tem um nome: idoso. Enfim, resta aos vovôs e vovós ir para a academia ou para as redes sociais.

(Luiz Felipe Pondé, Somma, agosto 2014, p. 31. Adaptado


Considere o trecho do último parágrafo:


Em termos humanos, o passado (que “nada” serve ao mundo do progresso) tem um nome: idoso.


Apresentando entre aspas a palavra “nada”, o autor


A

destaca a opinião de que o idoso já não tem utilidade, para negá-la.


B

mostra sua adesão a uma tese progressista, que não acolhe o idoso.


C

refuta a ideia de que o idoso ainda pode conviver com o progresso.


D

reafirma a opinião de que o idoso não traz novas contribuições.


E

põe em dúvida a ideia de que idosos possam se adaptar à modernidade.

No texto 2, ao atribuir a um economista conhecido a citação entre aspas, a autora do texto pretende certamente:


A

prestigiar a fala de um amigo;


B

criticar a linguagem popular do economista;


C

demonstrar a importância do tema tratado;


D

dar autoridade à opinião expressa;


E

passar clareza no tratamento do tema.

Em “Já ouvi um pai reclamar com o filho de pouco mais de nove anos por ele não ter respondido em tom agressivo a uma provocação de um colega, dizendo: “Você tem sangue de barata!”.”, as aspas, no trecho destacado, foram utilizadas para realçar


A

uma citação direta.


B

um estrangeirismo.


C

ironicamente a expressão.


D

um neologismo.


E

o título de uma obra.

No trecho “Esses nutrientes são obtidos por meio de uma dieta balanceada, que inclui frutas, cereais, leguminosas, hortaliças e fontes de proteína animal, como carnes e ovos”, as aspas são usadas para:


A

destacar o assunto, já que é fundamental cuidar da saúde infantil.


B

chamar a atenção do leitor para a importância do consumo de vegetais na infância.


C

destacar a fala de outra pessoa.


D

chamar a atenção do leitor para a importância do vegetarianismo.


E

destacar a importância do consumo da carne vermelha na dieta das crianças.

Na fala da personagem, as aspas utilizadas indicam

A
fala de outrem.

B
sentido figurado.

C
discurso indireto.

D
coloquialismo.

E
imprecisão de sentido.

Em ‘“Mais de 180 mil estabelecimentos - entre farmácias, hospitais e postos de saúde – terão de se adequar tecnologicamente. Será uma complexa operação logística’”, as aspas foram empregadas no texto


A

para indicar uma citação.


B

para delimitar o título da obra que será publicada.


C

para ironizar a situação considerada absurda.


D

para expressar uma opinião do autor do texto.


E

inadequadamente.

Os termos “satisfeitos” e “muito satisfeitos” aparecem entre aspas porque:


A

destacam elementos importantes no contexto;


B

mostram termos técnicos da pesquisa;


C

indicam respostas dos entrevistados;


D

apontam a presença de tom irônico;


E

demonstram a precisão da pesquisa.

Ano: 2015
Banca: Universidade Federal de São João Del Rei - UFSJ
Prova: UFSJ - UFSJ - Técnico Administrativo em Educação - Área: Auxiliar em Administração - 2015

A maioria das aspas no texto indica falas


A

contrárias ao autor.


B

favoráveis ao autor.


C

que não pertencem ao autor.


D

que mostram a posição do autor.

Em “Os “prisioneiros” responderam fazendo rebeliões.”, o termo em destaque foi colocado entre aspas para destacar


A

a diferença entre os papéis de guarda e prisioneiro no experimento realizado por Philip Zimbardo.


B

a oposição vivenciada entre os prisioneiros e os guardas dentro da prisão de Stanford.


C

que o termo trata-se de um estrangeirismo.


D

a mudança de interlocutor em uma citação direta dentro do texto.


E

que, no experimento de Philip Zimbardo, os “prisioneiros” não eram de fato prisioneiros, mas pessoas que estavam simulando esse papel.

Marque a opção em que o termo apresentado retoma corretamente o segmento destacado no trecho entre aspas.


A

"Nesse ritmo" (2º§) — "[...] dizendo que a produção brasileira 'alimenta o mundo' e que nosso gado 'é verde'.” (1º§)


B

"O cálculo" (3º§) - "Se computarmos o dano irreversível ao meio ambiente, bem público que destrói com a devastação [...]” (3º§)


C

"Taxa de conversão" (5º§) - "Para fazer sua parte, alimentar os brasileiros e ganhar dinheiro exportando comida [...]" (4º§)


D

"Mais caro” (6º§) - "Metade de nossa produção agrícola é ração de animais a preços irrisórios." (6º§)


E

"Essa visão" (7º§) - "O Brasil viveu até hoje com a falsa impressão de que a água e a terra eram bens infinitos." (7º§)

No último parágrafo, o emprego das aspas ressalta a seguinte posição do autor:


A

demonstração de uma conclusão científica


B

concordância com o que é enunciado


C

distanciamento do que é enunciado


D

ironia com os falantes do interior


E

citação de um texto literário

No texto, o período “‘É uma maneira de expressar a vontade que a gente tem. Acho que um voto pode fazer a diferença’” encontra-se entre aspas para indicar


A

um ponto de vista do autor do texto.


B

ironia do autor do texto.


C

um argumento de senso comum.


D

uma explicação referente ao termo antecedente, utilizado no período anterior.


E

que quem está falando não é diretamente o autor do texto.

Em ‘“Achei interessante. Fui comprando outros para colorir e estudar esse movimento com um foco mais sociológico’”, as aspas foram empregadas no texto


A

inadequadamente.


B

para expressar o sentimento que o autor do texto teve no momento de colorir os livros.


C

para expressar uma opinião do autor do texto com relação à nova terapia.


D

para ironizar a ideia inicial do criador dos livros de colorir, os quais devem ter um olhar somente sociológico.


E

para indicar uma citação.

No texto, a passagem “concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas” está entre aspas porque se trata



A

da fala de um especialista em trânsito brasileiro.



B

de informação cuja verdade pode ser questionada.



C

de transcrição de trecho da chamada lei seca.



D

de informação essencial da nova lei seca.



E

de fala comum da maior parte da população.


A pontuação tem por objetivo estruturar os textos, estabelecer pausas e entonações da fala além de outros. No último parágrafo do texto, o uso de aspas indica que o termo


A

destaca a característica atribuída à televisão positivamente.


B

confere um grau maior de confiabilidade ao teor da informação.


C

apresenta um sentido particular no contexto em que está inserido.


D

acrescenta um dado argumentativo acerca da referida informação.

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir.


( ) As vírgulas da linha 05 estão sendo empregadas para demarcar um aposto.

( ) As aspas que aparecem no trecho “teremos muita sorte se eles permitirem manter-nos em casa como animais de estimação” (l. 07- 08) estão sendo empregadas para marcar discurso indireto.

( ) O ponto final da linha 25 poderia ser substituído por uma vírgula, sem que isso acarretasse erro no emprego dos sinais de pontuação ou mudança de sentido da frase.


A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é


A

V – V – V.


B

F – F – F.


C

V – V – F.


D

V – F – F.


E

F – V – V.

Releia o trecho seguinte.


Nossa dificuldade com o texto é inegável e não escolhe classe social. Não pense o leitor que ela é “privilégio” de pobres ou de gente pouco escolarizada.


As aspas na palavra em destaque foram usadas para


A

indicar o início e o fim de uma citação.


B

salientar uma gíria que significa vantagem.


C

isolar a fala elogiosa de alguém.


D

indicar a omissão de pensamento.


E

ressaltar o valor irônico com que foi empregada.

Considere o emprego das aspas nos fragmentos transcritos a seguir.


I. Saberá, então, que se trata de uma velhinha “de muito valor”, professora de inglês, francês e alemão, mas “uma grande criadora de casos”. (§ 1)

II. Enquanto asseia as “armas” com que vai comer... ( § 2)


Explicam-se as aspas empregadas nos dois fragmentos, respectivamente, por:



A

intenção de conferir destaque a expressões empregadas fora de contexto habitual / destaque a termo de gíria.


B

intenção de exprimir ironia / destaque a sentido conotativo dado à palavra.


C

reprodução de fala de personagem / destaque a sentido figurado de palavra.


D

destaque a sentido denotativo dado as expressões / intenção de realce a termo em hipérbole.

   
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