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A assistência nutricional ao paciente oncológico deve ser individualizada e incluir a triagem nutricional, a avaliação nutricional, o cálculo das necessidades nutricionais e a terapia nutricional até o seguimento ambulatorial. Tais medidas têm o objetivo de prevenir ou de reverter o declínio do estado nutricional, bem como evitar a progressão para um quadro de caquexia, além de melhorar o balanço nitrogenado, reduzindo a proteólise e aumentando a resposta imune.
Fonte: CUPPARI, L.; Nutrição: Clínica no Adulto. 3 ed.São Paulo: Manole, 2014.
No que se refere às triagens utilizadas para avaliar o risco nutricional em pacientes com câncer, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
( ) Entre as ferramentas utilizadas para a triagem do risco nutricional em pacientes com câncer, duas se destacam: a avaliação subjetiva global (ASG) e a avaliação subjetiva global produzida pelo próprio paciente (ASG-PPP). O Principal objetivo dessas ferramentas é identificar indivíduos que estão em risco de desnutrição ou que já apresentam quadros de desnutrição, tornando-os candidatos ideais para a terapia nutricional.
( ) A ASG-PPP avalia o estado nutricional baseado na história de variação de peso e de ingestão de alimentos, sintomas gastrintestinais que persistem por duas semanas, e capacidade funcional atual; exame físico avaliando reserva subcutânea de gordura muscular e presença de má distribuição de líquidos na forma de edemas e ascite.
( ) Nos pacientes internados para tratamento cirúrgico, a avaliação nutricional deve ser realizada após 48 horas da internação, com a realização da ASG e ASG-PPP na admissão hospitalar.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
F-F-F.
V-V-V.
V-V-F.
F-V-F.
F-F-V.
Em relação as estratégias nutricionais em pacientes oncológicos em cuidados paliativos, assinale a alternativa CORRETA.
Em pacientes com o TGI funcionante e ingestão oral significativamente comprometida (por exemplo, disfagia, mucosite grave), com expectativa de vida de meses ou mais, não deve ser recomendada a Terapia Nutricional Enteral.
Em pacientes com a absorção significativamente comprometida (por exemplo, obstrução intestinal) ou falha na nutrição enteral, com expectativa de vida que seja de dias a semanas, deve ser considerada a Terapia Nutricional Parenteral.
Em pacientes com a absorção significativamente comprometida (por exemplo, obstrução intestinal) ou falha na nutrição enteral, com expectativa de vida de meses ou mais, não recomendada a Terapia Nutricional Parenteral.
A terapia nutricional (TN) englobando suplemento nutricional oral, nutrição enteral, nutrição parenteral, pode ser administrada em cuidado paliativo com potencial aumento de sobrevida e qualidade de vida em pacientes específicos.
Em relação aos cuidados nutricionais no manejo dos efeitos colaterais, considere o caso hipotético abaixo:
Paciente A. S. A, sexo masculino, 74 anos, foi diagnosticado com câncer colorretal e está em tratamento antineoplásico. Devido aos persistentes episódios frequentes de diarreia, procurou uma nutricionista em busca de orientações para gerenciar os efeitos adversos, especialmente a diarreia, associados ao tratamento do câncer.
Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que corresponde a uma estratégia para o manejo nutricional recomendada em casos de diarreia ocasionada pelos efeitos adversos do tratamento.
Orientar dieta rica em fibra insolúvel e pobre em solúvel.
Estimular o consumo de alimentos e preparações gordurosas e condimentadas.
Evitar alimentos ricos em lactose, glúten e sacarose.
Estimular o consumo de alimentos, preparações e sucos ricos em fibras e com característica laxativa.
Para o manejo da diarreia decorrente do tratamento oncológico, Cuppari (2019) orienta ingestão de determinados alimentos, dentre eles, a
tangerina.
abóbora.
uva com casca.
maçã sem casca.
ameixa.
Analise as afirmativas abaixo considerando as recomendações do I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica da SBNO.
1. Recomenda-se que para pacientes adultos desnutridos, em tratamento clínico, seja ofertada entre 30 a 35 kcal/kg de peso atual/dia.
2. Recomenda-se que para pacientes adultos obesos, em tratamento cirúrgico, seja ofertada entre 20 a 25 kcal/kg de peso atual/dia.
3. Recomenda-se que para pacientes adultos desnutridos, em tratamento clínico, seja ofertada de 1,5 a 2,0 g/kg/dia de proteína.
4. Recomenda-se que para pacientes adultos, com expectativa de vida igual ou menor que 90 dias, sejam ofertados valores acima de 1,0 g/kg/dia de proteína, preferencialmente, 1,5 g/kg/dia.
5. Recomenda-se que para pacientes adultos, em tratamento clínico, que estão em fases críticas da doença, sejam prescritos valores de até 2,5 g/kg/dia de proteína.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3, 4 e 5.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.
Pacientes em tratamento antineoplásico podem cursar com alguns efeitos adversos. Em caso de disfagia grave, a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019) recomenda
uso de terapia nutricional enteral.
estímulo à ingestão dos alimentos preferidos.
consumo de alimentos umedecidos.
consumo de alimentos secos e sem alto teor de gordura.
uso de terapia nutricional parenteral.
Os componentes dietéticos podem conferir proteção ou aumentar o risco de desenvolver câncer. Marque a alternativa que contém apenas componentes quimiopreventivos.
Frutas e ácidos graxos ômega-6.
Carnes vermelhas e ácidos graxos ômega-9.
Hortaliças e ácidos graxos ômega-3.
Soja e ácidos graxos saturados.
A respeito das diretrizes BRASPEN/2019 para as necessidades nutricionais do paciente com câncer, assinale a opção correta.
Pacientes com câncer e obesidade devem reduzir o consumo proteico para 0,8 g/(kg×dia), dada a maior massa corporal.
O cálculo do gasto energético total é mensurado após o diagnóstico nutricional, servindo como base para a prescrição calórica durante todo o tratamento.
O percentual de tecido adiposo (massa gorda) tem grande influência no gasto energético de repouso e colabora para a maior necessidade calórica.
Devido ao catabolismo do câncer, todos os pacientes necessitam de prescrição hipercalórica para evitar prejuízo ao estado nutricional.
A prescrição de proteínas deve ser superior a 1,0 g/(kg × dia) para indivíduos adultos e idosos em tratamento antineoplásico, com vista à recuperação e à manutenção da musculatura (massa magra).
O documento ‘Dieta, nutrição, atividade física e câncer: uma perspectiva global’ publicado pelo Ministério da Saúde/INCA, apresenta a classificação das evidências sobre a possibilidade de alimentos estarem relacionados ao aumento ou diminuição do risco de câncer. De acordo com as afirmativas abaixo, para o câncer de cólon e reto, é correto afirmar:
I. O consumo de cereais integrais e alimentos contendo fibras dietéticas provavelmente diminuem o risco.
II. Laticíneos e suplementos de cálcio provavelmente aumentam o risco.
III. Peixe e suplementos multivitamínicos sugerem diminuir o risco.
IV. Carne vermelha é convincente de aumentar o risco.
V. Alimentos rico em ferro heme sugerem aumentar o risco.
As afirmações I, III e V estão corretas e as afirmações II e IV estão incorretas.
As afirmações I, III e IV estão corretas e as afirmações II e V estão incorretas.
As afirmações I, II e V estão corretas e as afirmações III e IV estão incorretas.
As afirmações I, II e III estão corretas e as afirmações IV e V estão incorretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
O estado nutricional do paciente adulto oncológico está diretamente relacionado com o sucesso da terapêutica cirúrgica a ser realizada. Quanto a condutas consensuadas sobre a triagem e avaliação nutricional para o paciente oncológico adulto nos períodos pré e pós-operatórios e os indicadores de risco nutricional ou de desnutrição a se utilizar, assinale a opção INCORRETA:
Ingestão alimentar < 75% das necessidades nutricionais nas 2 últimas semanas.
Sintomas do TGI de impacto nutricional por mais de 5 dias consecutivos ou alternados na última semana.
Localização da doença: cabeça e pescoço, TGI e pulmão.
Percentual de perda de peso significativo ou grave.
Possível cirurgia de grande porte.
A recomendação oferecer bebidas à base de gengibre está indicada para pacientes oncológicos com o sintoma de
diarreia.
náuseas.
disfagia.
mucosite oral.
Diagnosticado com um adenocarcinoma de esôfago, um homem de 50 anos vem apresentando queixas de anorexia, diminuição da aceitação alimentar e perda de peso de > 5% em 6 meses. Considerando o peso atual de 58 kg, a prescrição nutricional indicada para esse caso é:
2 030 kcal e 87 g proteína/kg/dia.
2 320 kcal e 106 g proteína/kg/dia.
1 160 kcal e 58 g proteína/kg/dia.
870 kcal e 46,4 g proteína/kg/dia.
1 450 kcal e 116 g proteína/kg/dia.
Paciente do sexo masculino, oncológico, obeso crítico (IMC de 35 kg/m2).
De acordo com o consenso nacional de nutrição oncológica, a oferta calórica e proteica para esse paciente deverá ser, respectivamente, de
11 a 14 kcal/kg de peso atual/dia e 2,0 g/kg de peso ideal/dia.
25 a 30 kcal/kg de peso atual/dia e 1,5 a 2,0 g/kg de peso ideal/dia.
20 a 25 kcal/kg de peso atual/dia e 2,5 g/kg de peso ideal/dia.
30 a 35 kcal/kg de peso atual/dia e 1,5 g/kg de peso ideal/dia.
Paciente C.A.M., 47 anos, diagnosticado com câncer de esôfago, será submetido a radioterapia. Marque a alternativa que apresenta um efeito colateral desse tratamento e sua respectiva estratégia de manejo nutricional.
Disfagia; manter a dieta na consistência geral ou normal.
Diarreia; orientar o consumo de uma dieta rica em fibras insolúveis.
Odinofagia; preferir alimentos secos, cítricos, picantes ou condimentados.
Xerostomia; dar preferência a alimentos umedecidos, adicionando caldos e molhos.
Segundo as recomendações em relação ao uso de nutrientes antioxidantes para os pacientes oncológicos e para a prevenção do câncer, é incorreto afirmar que
inexistem benefícios no uso de antioxidantes no paciente oncológico.
a ingestão de quantidades fisiológicas de antioxidantes está recomendada para pacientes oncológicos por meio de uma alimentação rica em frutas e vegetais e de acordo com a DRI.
existe contraindicação do uso de suplementos nutricionais com antioxidantes pelo paciente oncológico.
minimizam os efeitos colaterais da quimioterapia e promovem melhor tolerância ao tratamento por reduzir o dano oxidativo da quimioterapia e da radioterapia.
Segundo o Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica da SBNO (2021), são recomendações para a conduta nutricional na anorexia, exceto:
Modificar a consistência da dieta conforme aceitação do paciente.
Dar preferência a pratos coloridos e diversificados, evitando a monotonia alimentar.
Estimular a recordação do sabor dos alimentos, antes de ingeri-los.
Adequar a ingestão atual para o ideal ou o mais próximo possível.
Quando necessário, utilizar complementos nutricionais hipercalóricos e hiperprotéicos.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer (2019), a avaliação de sarcopenia no paciente com câncer engloba alguns métodos de avaliação da massa muscular. Em caso de pacientes idosos com câncer, além da avaliação da massa muscular, deve-se considerar também a avaliação de força e função pelos seguintes métodos, respectivamente:
índice de músculo esquelético e velocidade de marcha.
absorciometria por dupla emissão de raio X e frequência de marcha.
dinamometria e manobra de agachamento.
índice de músculo esquelético apendicular e manobra de flexão de cotovelo.
dinamometria e teste de caminhada.
No Brasil, em 2018-2019, estimou-se a ocorrência de 600 mil novos casos de câncer, para cada ano. Em 2008, as neoplasias malignas foram responsáveis por 21% dos óbitos em todo o mundo. Estima-se para 2025 um aumento de 50% na incidência dessa doença em adultos e idosos. A propósito de terapia nutricional no câncer, assinale a alternativa correta.
Para a avaliação do estado nutricional de pacientes com câncer, é suficiente a combinação de instrumentos subjetivos como a avaliação subjetiva global (ASG) e objetivos como a avaliação antropométrica.
Em pacientes com câncer e obesidade, a recomendação de oferta energética a se considerar está entre 25 e 30 kcal/kg/dia.
Em caso de paciente com caquexia, a conduta nutricional deve-se basear em uma dieta normocalórica e hiperproteica na tentativa de estabilizar e/ou recuperar o estado nutricional.
A glutamina apresenta resultados benéficos na redução de incidência ou gravidade da diarreia induzida por químio e/ou radioterapia.
A dieta oral deve ser preferida em relação à NE ou NP mesmo em pacientes gravemente enfermos que sejam capazes de se alimentar.
Considerando o proposto pela Diretriz de Terapia Nutricional no Paciente com Câncer e BRASPEN Recomenda (2019), na gestão da terapia nutricional, calcula-se a discrepância entre o volume de dieta enteral prescrito e o ofertado ao paciente pela
razão entre o número de pacientes que atingiram o volume diário prescrito e o número total de pacientes em terapia nutricional, multiplicada por cem.
razão entre o número de pacientes que não atingiram o volume diário prescrito e o número total de pacientes em terapia nutricional, multiplicada por cem.
razão entre o número de pacientes que não atingiram o volume diário prescrito e o número de pacientes que atingiram o volume diário prescrito, multiplicada por cem.
razão entre o número de pacientes que atingiram o volume diário prescrito e o número de pacientes que não atingiram o volume diário prescrito, multiplicada por cem.
razão entre o número total de pacientes em terapia nutricional e o número de pacientes que não atingiram o volume diário prescrito, multiplicada por cem.
Segundo o Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica, a triagem e a avaliação nutricional do paciente oncológico clínico adulto ou idoso tem qual objetivo?
Identificar precocemente o risco nutricional para intervir antes que o estado geral esteja gravemente comprometido e as chances de melhorar ou de restaurar essa condição sejam prejudicadas.
Preparar o paciente para o traumatismo cirúrgico, prevenir e evitar a piora do estado nutricional, reduzir complicações pós-operatórias, tempo de internação, mortalidade e custos hospitalares.
Monitorar a condição nutricional dando continuidade ao plano nutricional para reduzir as complicações pósoperatórias tardias e reinternações não planejadas.
Oferecer energia, fluidos e nutrientes em quantidades corretas para manter um adequado estado nutricional ou retardar a progressão da desnutrição.