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Pacientes oncológicos com comprometimento hepático ou renal devem receber dieta hipoproteica entre 0,5 g e 0,8g de proteína/kg ao dia.
Certo
Errado
Citando o Consenso da Sociedade Norte-Americana de Cirurgiões, o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica recomenda que pacientes candidatos à cirurgia eletiva devem receber fórmula imunomoduladora que NÃO contenha o seguinte nutriente:
Ácidos graxos ômega 3.
Antioxidantes.
Arginina.
Glutamina.
Nucleotídeos.
Pacientes oncológicos tendem a apresentar diversos sintomas gastrointestinais relacionados à terapia antineoplásica, contribuindo para um baixo consumo alimentar e declínio do estado nutricional. A respeito das orientações nutricionais em casos com sinais e sintomas causados pela terapia antineoplásica para o paciente adulto, apresentados no Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (INCA, 2015), considere as seguintes ações:
1. Orientar o paciente a ingerir pequenos volumes de líquidos junto às refeições em casos de náuseas e vômitos e evitar nos casos de disfagia.
2. Utilizar gotas de limão em alimentos e bebidas nos casos de xerostomia e disgeusia.
3. Oferecer alimentos gelados como gelo e picolé nos casos de esofagite e odinofagia.
4. Evitar café nos casos de enterite, diarreia, esofagite e xerostomia.
Com base no exposto, é/são orientação(ões) a seguir:
1 apenas.
2 e 4 apenas.
3 e 4 apenas.
1, 2 e 3 apenas.
1, 2, 3 e 4.
O artigo intitulado The Interaction between Epigenetics, Nutrition and the Development of Cancer (BISHOP; FERGUSON; LYNNETTE, 2015) discute o impacto de componentes dietéticos sobre o início e progressão do câncer. Assim, a supressão da expressão do gene da enzima DNA-metriltransferase 1 (DNMT1) e o aumento da expressão de genes envolvidos na regulação do ciclo celular são efeitos esperados do tratamento com
ácido alfa-linoleico.
folato.
isotiocianatos.
resveratrol.
zinco.
A desnutrição em pacientes oncológicos está bem fundamentada na literatura, pois, tanto a doença, devido às alterações metabólicas, quanto seus tratamentos, pelos seus efeitos inflamatórios e colaterais, contribuem para o avanço rápido do comprometimento do estado nutricional. As orientações nutricionais para esses pacientes devem considerar o estado nutricional, o estágio da doença e os sintomas que apresentam. Ao realizar o atendimento nutricional a uma mulher de 36 anos, portadora de neoplasia gástrica em tratamento quimioterápico e queixas de perda de peso (> 15% em 1 mês), inapetência, mucosite e diarreia persistente há uma semana, devem-se recomendar, para o manejo nutricional, as inserções a seguir, EXCETO:
A lactose é um dissacarídeo que dever ser restringido na dieta da paciente, visto que depende da enzima lactase para ser digerido e esta encontra-se diminuída durante episódios de diarreia.
Devido à mucosite, deve-se modificar a consistência da dieta, dando preferência para alimentos macios, úmidos ou pastosos; reduzir o sal e condimentos picantes das preparações; evitar alimentos cítricos e extremos de temperatura.
Devido à inapetência, recomenda-se aumentar a densidade calórica dos alimentos, fracionar as refeições e introduzir suplementos orais hipercalóricos e hiperproteicos nos intervalos das refeições.
Recomenda-se a introdução de fibras solúveis na alimentação da paciente para auxiliar no controle da diarreia.
Após oito dias do primeiro atendimento, a paciente foi reavaliada e constatou-se que ela estava ingerindo 50% das suas necessidades proteico-calóricas e com sintomatologia inalterada. Em um quadro como este, não é recomendado associar terapia nutricional via sonda nasogástrica, pois essa conduta agravará o quadro diarreico e, consequentemente, o estado nutricional.
Existe uma relação inversa entre o câncer de mama e o hormônio tri-iodotironina (T3), que está associado a um estado diminuído de selênio sérico, que, por sua vez, participa do controle do estresse oxidativo.
Certo
Errado
A terapia nutricional enteral para pacientes oncológicos deve ser interrompida em caso de obstrução do trato digestivo, íleo paralítico, para diarreia e vômitos intratáveis.
Certo
Errado
Acerca da recomendação da utilização de dietas imunomoduladoras em pacientes oncológicos, descrita no Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (2016), assinale a alternativa correta.
Dietas imunomoduladoras enriquecidas com arginina, nucleotídeos e ômega-3 são indicadas para pacientes oncológicos críticos com sepse.
Independentemente do estado nutricional, recomenda-se o início de dieta imunomoduladora 5 a 10 dias antes de cirurgias de grande porte do trato digestório, cabeça e pescoço.
Nutrientes com propriedade imunomoduladora como arginina, ácidos graxos ômega-6 e ácidos graxos de cadeia curta (especialmente butirato) atenuam a resposta inflamatória e reduzem a permeabilidade da barreira intestinal.
A descontinuidade da dieta imunomoduladora deve ocorrer a partir do décimo quarto dia de pós-operatório de cirurgias de grande porte do trato digestório, cabeça e pescoço.
Para pacientes oncológicos cirúrgicos, em uso de dieta imunomoduladora, recomenda-se a descontinuidade da dieta a partir do dia da cirurgia, não havendo necessidade de recomeçar a dieta no pós-operatório.
De acordo com o I Consenso Brasileiro de Nutrição Oncológica (Sociedade Brasileira de Nutrição Oncológica, 2021), a terapia nutricional para o paciente adulto oncológico, em quimioterapia e radioterapia, é de extrema importância para evitar os efeitos deletérios ao estado nutricional que esses tratamentos podem ocasionar. Nesse contexto, para quadros de esofagite, o Consenso recomenda
priorizar alimentos secos e duros.
quando necessário, utilizar complementos nutricionais com flavorizantes não cítricos.
consumir alimentos em temperatura elevada.
aumentar a quantidade de sal nas preparações.
diminuir o fracionamento da dieta, com oferta de 3 a 4 refeições/dia.
Pacientes oncológicos críticos poderão apresentar diminuição da ingestão oral de líquidos. Qual conduta é INCORRETA em relação ao requerimento hídrico?
Na presença de falência renal, hepática ou cardíaca, desidratação, edema ou anasarca, o volume deve ser ajustado de acordo com a orientação da equipe multidisciplinar.
O requerimento hídrico para os pacientes críticos é estabelecido de acordo com a faixa etária: de 18 a 55 anos, 35 ml/kg de peso atual/dia; de 55 a 65 anos, 30 ml/kg de peso atual/dia; mais de 65 anos, 25 ml/kg de peso atual/dia.
As recomendações hídricas consensuadas para o paciente oncológico crítico adulto são de 20 a 35 ml/kg de peso atual/dia.
A oferta de água aromatizada poderá estimular a ingestão de líquidos e contribuir para atingir a meta do requerimento hídrico em paciente oncológico.
Segundo o Consenso de Nutrição Oncológica publicado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA 2015), que recomenda cuidados específicos com a alimentação dos pacientes neutropênicos, a indicação de dieta neutropênica tem por objetivo impedir que potenciais patógenos encontrados em alimentos sejam consumidos. Em relação ao consumo de alimentos, NÃO está adequado à dieta neutropênica:
Utilizar carnes e ovos bem coccionados.
Consumir leite e derivados pasteurizados e esterilizados.
Não utilizar brotos, vegetais e sementes germinados.
Consumir água potável filtrada, fervida ou mineral.
Usar probióticos.
A síndrome de caquexia pulmonar afeta os pacientes com doença pulmonar avançada e é definida por um IMC inferior a 20kg/m2 ou por uma massa corporal abaixo de 90% do IMC.
Certo
Errado
Paciente do sexo feminino, 8 anos, está internada no setor de oncologia do hospital para tratamento de tumor de cabeça e pescoço. Após tratamento quimioterápico, evoluiu com náuseas e vômitos. Segundo o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica: paciente pediátrico oncológico (2014), qual é a conduta nutricional recomendada para o manejo dos sintomas?
Evitar preparações com temperaturas extremas, como alimentos quentes ou gelados.
Evitar o consumo de alimentos cítricos.
Dar preferência a alimentos secos.
Dar preferência a alimentos de consistência pastosa como purês, papas e vitaminas.
Evitar oferecer uma segunda vez a refeição, após recusa da primeira oferta para não estimular náuseas.
Conforme os argumentos apresentados no artigo publicado por Karen Bishop e Lynnette Ferguson, no ano de 2015, o alimento que se associou com redução da metilação do gene RASSF-1α em mulheres com alto risco para desenvolver câncer de mama foi
chá verde.
linhaça.
soja.
uva.
vegetal verde-escuro.
Com base nas recomendações do Consenso Nacional de Nutrição Oncológica, as recomendações nutricionais para os pacientes críticos variam em torno de
25 kcal/kg de peso atual/dia a 30 kcal/kg de peso atual/dia e a quantidade de proteína entre 1,5 g/kg de peso atual/dia e 2,0 g/kg de peso atual/dia.
35 kcal/kg de peso atual/dia a 40 kcal/kg de peso atual/dia e a quantidade de proteína entre 1,5 g/kg de peso atual/dia e 2,0 g/kg de peso atual/dia.
20 kcal/kg de peso atual/dia a 25 kcal/kg de peso atual/dia e a quantidade de proteína entre 0,8 g/kg de peso atual/dia e 1,0 g/kg de peso atual/dia.
15 kcal/kg de peso atual/dia a 20 kcal/kg de peso atual/dia e a quantidade de proteína entre 0,8g/kg de peso atual/dia e 1,0 g/kg de peso atual/dia.
40 kcal/kg de peso atual/dia a 45 kcal/kg de peso atual/dia e a quantidade de proteína entre 1,5 g/kg de peso atual/dia e 2,0 g/kg de peso atual/dia.
Pacientes oncológicos adultos internados em unidades de terapia intensiva (UTI) são considerados críticos e necessitam de terapia nutricional especializada. A respeito do assunto, assinale a alternativa correta.
Pacientes tendem a apresentar baixa tolerância à oferta de fórmula polimérica com densidade de 1,5 cal/ml em localização gástrica, sendo indicado o uso rotineiro de fórmula oligomérica com densidade de 1,2 cal/ml e localização jejunal.
Dieta enteral contendo até 10 g/dia de fibras solúveis, como lignina e inulina, pode ser ofertada para pacientes que apresentem diarreia.
Quando observado condição de insuficiência intestinal, indica-se oferta de dieta enteral na quantidade de 10 a 20 ml/h para evitar atrofia de mucosa intestinal, perda da barreira e aumento da permeabilidade.
Pacientes submetidos a cirurgia digestiva podem evoluir com intolerância à dieta enteral, sendo candidatos ao uso de terapia nutricional parenteral exclusiva para evitar déficit calórico e proteico.
É encorajado o uso rotineiro de fórmulas imunomoduladoras como estratégia para atenuar a resposta inflamatória aguda ocasionada pelo processo oncológico em pacientes cirúrgicos e não cirúrgicos.
A intervenção nutricional em pacientes oncológicos em estágios avançados ou em cuidados paliativos tem como objetivos manter o estado de hidratação e recuperar o estado nutricional.
Certo
Errado
Suplementos orais com maior proporção de lipídeos em relação a carboidratos são mais indicados para esse paciente, devido ao seu quadro de dispneia. O quociente respiratório de carboidratos é maior do que o de lipídeos, resultando em aumento do trabalho respiratório.
Certo
Errado
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os principais efeitos colaterais da terapia antineoplásica em pacientes oncológicos pediátricos com as respectivas recomendações nutricionais consensuadas.
Coluna 1
1. Náuseas e vômitos.
2. Mucosite.
3. Xerostomia.
4. Disgeusia e disosmia.
Coluna 2
( ) Utilizar alimentos à temperatura ambiente, fria ou gelada.
( ) Ingerir líquidos junto com as refeições para facilitar a mastigação e a deglutição.
( ) Dar preferência a alimentos com sabores mais fortes.
( ) Evitar beber líquidos durante as refeições, ingerindo-os em pequenas quantidades nos intervalos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
3 – 1 – 2 – 4.
1 – 2 – 3 – 4.
2 – 3 – 4 – 1.
4 – 1 – 3 – 2.
Ronald Chow e colaboradores publicaram os resultados de sua meta-análise comparando as terapias nutricionais enteral e parenteral em pacientes oncológicos. Com base em suas conclusões, é INCORRETO afirmar:
A terapia nutricional enteral resultou em mais casos de infecção.
Não houve diferença entre os tipos de terapia nutricional quanto à mortalidade.
O p-valor encontrado para o resultado de complicações infecciosas foi maior que 0,05.
A ocorrência de náuseas/vômitos foi semelhante entre os tipos de terapia nutricional.
Os subgrupos de terapia enteral tiveram resultados semelhantes de mortalidade.