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A indicação de terapia nutricional em pacientes com câncer em cuidados paliativos é controversa e deve sempre considerar as expectativas dos pacientes e familiares, além dos aspectos clínicos e prognósticos. Em pacientes com expectativa de vida igual ou menor que 90 dias, a Terapia Nutricional Enteral pode ser indicada
independente do risco nutricional, devendo o paciente apresentar performance status (PS) maior ou igual a três ou KPS ou PPS menor ou igual a 20%.
independente do risco nutricional, devendo o paciente apresentar performance status (PS) maior ou igual a dois ou KPS ou PPS menor ou igual a 10%.
quando há presença de desnutrição, devendo o paciente apresentar performance status (PS) menor ou igual a um ou KPS ou PPS maior ou igual a 10%.
quando há risco nutricional ou presença de desnutrição, devendo o paciente apresentar performance status (PS) menor ou igual a três ou KPS ou PPS maior ou igual a 30%.
quando há risco nutricional ou presença de desnutrição, devendo o paciente apresentar performance status (PS) menor ou igual a um ou KPS ou PPS menor ou igual a 10%.
A obesidade está associada a uma inflamação crônica de baixo grau, caracterizada pelo aumento de ácidos graxos circulantes e à quimioatração das células imunitárias que contribuem para a condição inflamatória. Acerca da relação obesidade e câncer, analise os itens a seguir:
I. A inflamação do fígado está associada à obesidade induzida por fibrose e cirrose, resultando em produção elevada de várias citocinas e adipocinas, que foram implicados na hepatocarcinogênese;
II. Dados epidemiológicos apoiam a participação da resistência à insulina e subsequente hiperinsulinemia como fatores de risco para câncer de cólon. Níveis aumentados de fator de crescimento semelhante à insulina biodisponível (IGF-) 1, que é conhecido por ter efeitos promotores de câncer, estão relacionados hiperinsulinemia. A leptina, um agente pró-inflamatório, diretamente associado à quantidade do tecido adiposo, está relacionado à resistência à insulina e progressão de câncer de cólon em estudos experimentais;
III. As concentrações sanguíneas elevadas de andrógenos estão associadas ao aumento do risco de câncer de mama em mulheres na pre e pós-menopausa, o tecido adiposo produz enzima aromatase. Portanto, em mulheres obesas, há conversão aumentada dos andrógenos, androstenediona e testosterona nos estrogênios estrona e estradiol, respectivamente, por ação da enzima aromatase;
IV. Um estudo prospectivo multicêntrico com mulheres na pós-menopausa mostrou que os níveis de estrogênios e andrógenos circulantes associaram-se negativamente com risco de câncer endometrial, e uma associação direta foi relatada entre globulina de ligação a hormônios sexuais.
Assinale a opção CORRETA.
Somente os itens I, II e IV estão corretos.
Somente os itens I e IV estão corretos.
Somente os itens I, II e III estão corretos.
Todos os itens estão corretos.
Todos os itens estão incorretos.
A desnutrição energético-proteica é o principal distúrbio nutricional em pacientes hospitalizados com câncer. As principais condições associadas ao risco de desnutrição nestes pacientes são:
o tamanho e a extensão do tumor, o tipo de tratamento, a idade e o peso ao diagnóstico.
o tipo e a localização do tumor, o estadiamento da doença, o tipo de terapia e a fase do tratamento.
o tipo e a localização do tumor, o percentual de perda de peso > 10% em 1 mês, a faixa etária e a fase do tratamento.
a localização e a extensão do tumor, o tipo de tratamento e o percentual de perda de peso.
A caquexia do câncer, condição comum no estágio terminal da doença, caracteriza-se pela perda progressiva de peso e anorexia, associada a problemas frequentes, como disfagia, odinofagia, disgeusia ou hipogeusia, estomatite, náuseas, vômitos, dispneia, que contribuem para redução do consumo alimentar. Para um paciente nessa condição, em estágio terminal, os cuidados nutricionais devem priorizar:
A oferta adequada de nutrientes e a recuperação do estado nutricional.
A avaliação nutricional objetiva, pela antropometria, para diagnóstico do estado nutricional, por ser um método não invasivo e de fácil aplicação.
O suporte nutricional enteral, para que haja ganho de massa muscular.
O conforto e o bem-estar do paciente, e não a reabilitação nutricional.
O suporte nutricional parenteral como adjuvante da terapia anti-caquexia.
Para esse paciente, a prescrição nutricional deve ser de 2,5 g a 3 g de proteína por quilo de peso por dia.
O intervalo de tempo recomendado para uso de fórmulas imunomoduladoras no pós-operatório de paciente com câncer é de até
3 dias.
5 dias.
7 dias.
9 dias.
11 dias.
Crianças com doenças oncológicas geralmente apresentam desnutrição e caquexia e, para rastreamento da desnutrição ou risco de desnutrição, a avaliação do estado nutricional dessas crianças deve ser feita logo após o diagnóstico e repetida periodicamente. De acordo com Waitzberg (2004), alguns autores têm proposto como critério para definir a presença de desnutrição em determinadas condições, exceto:
Reservas de gordura avaliadas pela PCT ou CMB < percentil 5 para idade e sexo
Anergia prévia ao tratamento, por hipersensibilidade cutânea retardada em crianças com mais de dois anos de idade.
Albumina sérica ≤ 3,2 g/dL em presença de stress metabólico agudo.
Perda de peso > 5% em relação ao peso na admissão.
Leia o relato do caso a seguir.
Paciente S.R.N., de 48 anos, portador de desnutrição moderada, com insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória, intubado há quatro dias na UTI, com câncer de esôfago e estômago estadiamento III. O paciente apresentou distensão abdominal, sinais de desidratação e sintomas de diarreia antes da intubação.
Diante deste quadro, qual é a melhor conduta para a terapia nutricional de S.R.N.?
Gastrostomia com dieta polimérica, hiperproteica.
Jejunostomia com dieta polimérica, hiperproteica.
Terapia por sonda nasogástrica, dieta oligomérica, hiperproteica.
Terapia nutricional parenteral.
Xerostomia é um efeito colateral comum em pacientes com câncer; para amenizar esse sintoma, deve-se ingerir líquidos durante todo o dia, para manter a umidade da boca, evitar alimentos ácidos em qualquer circunstância e comer alimentos macios e úmidos.
Uma das sugestões para minimizar os efeitos da xerostomia é introduzir mais molhos e sopas na dieta.
O câncer do Pâncreas no Brasil é responsável por 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e é altamente letal. O único tratamento curativo para os tumores malignos de pâncreas é:
Quimioterapia
Cirurgia
Transplante de Medula
Transplante de Fígado
Nutrigenômica
A disgeusia caracteriza-se por dor ao deglutir.
De acordo com a equação preditiva para estimativa da necessidade calórica proposta por Holliday e Segar (1957), a oferta energética diária para um paciente crítico oncológico pediátrico pesando 16 quilogramas deve ser
1.200 quilocalorias.
1.300 quilocalorias.
1.400 quilocalorias.
1.500 quilocalorias.
1.600 quilocalorias.
Estudos epidemiológicos demonstram estreita relação entre o consumo aumentado de frutas e hortaliças e a redução do risco de desenvolvimento de câncer, devido às ações atribuídas aos compostos bioativos presentes nesses alimentos. Acerca desse tema, assinale a opção INCORRETA.
As hortaliças crucíferas contêm alto teor de glicosinolatos, carotenoides e folato, que podem atuar na ativação do Nrf2, via de ação de isotiocianatos e na indução de transcrição de genes que contém o elemento de resposta antioxidante.
As evidencias positivas com relação ao chá verde e redução do risco de câncer encontram suporte na ação da epigalocatequina galato (EGCG) modulando a via ativada por proteína quinase mitógeno ativada promovendo a inibição do crescimento celular.
A curcumina pode modular alvos moleculares, como fatores de transcrição, fatores de crescimento, citosinas pro-inflamatórias, proteínas quinases e outras moléculas relacionadas à carcinogênese.
A ação do licopeno sobre a redução do câncer e próstata sugerem ativação das via de AKT e da beta-catenina.
Além dos efeitos clássicos do ômega 3 na resposta inflamatória, a modulação de mecanismos biológicos e de vias metabólicas, incluindo a capacidade de modificar o metabolismo energético explicam os benefícios associados ao consumo desse nutriente.
Evitar a ingestão de líquidos durante as refeições é uma sugestão de conduta dietética para pacientes que relatam náuseas.
Vários indicadores têm sido propostos para avaliar o estado nutricional do idoso oncológico, utilizando-se parâmetros como história clínica, dietética, exames laboratoriais e medidas antropométricas, para assim, estabelecer um diagnóstico nutricional. Sobre esse assunto leia as afirmativas abaixo e classifique-as em Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Deve-se utilizar como instrumento de avaliação nutricional, na internação e no ambulatório, ASG-PPP ou ASG ou mini avaliação nutricional (MAN)
( ) Deve-se avaliar esses pacientes através de exames laboratoriais.
( ) Avalia-se esses pacientes, somente através do IMC, em toda a faixa etária.
( ) Avalia-se por anamnese nutricional com dados clínicos (antropométricos e físicos) e dietéticos.
( ) Pacientes acima de 74,9 anos, devem ser avaliados somente pelo IMC.
A sequência correta é
V, V, F, V, F
F, V, F, V, F
V, V, F, V, V
V, V, V, F, F
F, F, V, V, V
A alimentação inadequada é uma causa de câncer que pode ser prevenida. Acerca das ações para reduzir os riscos de se ter a doença através da alimentação, marque a alternativa INCORRETA.
Frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, sementes e nozes protegem contra o câncer, impedindo a chegada de compostos cancerígenos às células.
Alimentos como hambúrguer, pizza, cachorro-quente e produtos prontos para o consumo contêm grande quantidade de gorduras e açúcares e, promovem excessivo ganho ponderal, aumentando a probabilidade de desenvolver câncer.
Comer mais alimentos in natura ou minimamente processados e tirar o saleiro da mesa são medidas que podem ajudar a prevenir elevação da pressão sanguínea, porém não estão associadas a prevenção do risco de desenvolver câncer.
Quando as carnes são preparadas em altas temperaturas (forma frita ou grelhada), assim como a fumaça do churrasco, podem contribuir para o desenvolvimento de câncer, porque formam compostos químicos como as aminas heterocíclicas, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e o alcatrão, que são cancerígenos e aderem à superfície das carnes.
A ligação entre inflamação e câncer foi observada pela primeira vez como uma associação entre doenças inflamatórias e aumento do risco de câncer no órgão afetado. Por exemplo, a doença inflamatória intestinal aumenta o risco de câncer de cólon, o vírus do papiloma humano aumenta o risco de câncer cervical, e Helicobacter pylori (e úlcera estomacal) aumenta o risco de estômago câncer. À luz da interação inflamação X câncer, assinale a opção INCORRETA quanto os diversos componentes dietéticos específicos que podem reduzir o risco de câncer.
Frutas, legumes, grãos integrais e nozes produzem múltiplos nutracêuticos que demonstraram modificar a carcinogênese por meio de várias vias, pela presença de múltiplos polifenóis aptos a promover a supressão do NFKβ .
Foi demonstrado que a genisteína suprime a atividade do NFkβ quando o ácido araquidônico (um ácido graxo ômega 6 que normalmente promove inflamação) é incluído na dieta e complementa a atividade do ácido docosahexaenóico (DHA, geralmente anti-inflamatório) contra o câncer de mama.
A quercetina demonstrou ter atividade anticancerígena por múltiplos mecanismos, incluindo: indução da apoptose, inibição da atividade da COX2, aumento da atividade das células natural killer e inibição do NFkβ .
O uso clínico da curcumina é limitado pela sua baixa biodisponibilidade, portanto, há uma busca ativa de análogos de curcumina com melhor biodisponibilidade. Um mecanismo para a atividade da curcumina é suprimir o NFkβ .
Tendo em vista a elevada disponibilidade de resveratrol, a sua aplicabilidade na prevenção do câncer humano é bem aceita, pois retarda o crescimento do câncer, reduz a inflamação e diminui a ativação do NFkβ .
Leia as afirmativas a seguir:
I. À luz da Constituição federal, é dever do Estado brasileiro tolher o acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde.
II. As células em proliferação ativa são as mais sensíveis ao tratamento quimioterápico.
III. Em oncologia, a cirurgia profilática busca remover tecidos ou órgãos não vitais, que são possíveis órgãosalvo para o desenvolvimento do câncer.
IV. A dimensão educativa é inerente aos processos de trabalho em saúde, seja ao nível da sua formalização nas práticas pedagógicas reconhecidas por sua delimitação ao espaço da escola ou dos serviços de assistência à saúde.
Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
Apenas três afirmativas estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Considerando a terapia nutricional para o paciente oncológico adulto nos períodos pré e pós-operatórios e o tempo de jejum préoperatório, a dieta e a quantidade indicada para abreviar o jejum de pacientes eletivos, segundo o Consenso de Nutrição oncológica, é:
o tempo adequado para abreviação do jejum no pré-operatório é de 2 horas. Na noite anterior a cirurgia, o paciente deve receber 200 ml de fórmula líquida contendo 12,5% de dextrose e 200 ml com a mesma concentração de dextrose, 2 horas antes da cirurgia.
o tempo adequado para abreviação do jejum no pré-operatório é de 2 horas. Na noite anterior a cirurgia, o paciente deve receber 400 ml de fórmula líquida contendo 12,5% de dextrose e 200 ml com a mesma concentração de dextrose, 2 horas antes da cirurgia
o tempo adequado para abreviação do jejum no pré-operatório é de 3 horas. Na noite anterior a cirurgia, o paciente deve receber 100 ml de fórmula líquida contendo 10% de dextrose e 100 ml com a mesma concentração de dextrose, 2 horas antes da cirurgia.
o paciente deve-se alimentar de dieta normal até as 20 h, ficando posteriormente em jejum até o momento da cirurgia.
o paciente alimenta-se de líquidos sem resíduos até as 20 h, e fica em jejum até a hora da cirurgia.