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São recomendações nutricionais energéticas e de proteínas para ganho de peso de doentes com câncer:
15 a 20 Kcal/kg/dia e 2 a 2,5 g de proteína/kg/dia;
20 a 25 Kcal/kg/dia e 1,5 a 2,5 g de proteína/kg/dia;
25 a 30 Kcal/kg/dia e 0,8 a 1 g de proteína/kg/dia;
30 a 35 Kcal/kg/dia e 1 a 1,2 g de proteína/kg/dia.
Sobre as recomendação do uso de dietas imunomoduladoras em pacientes oncológicos de acordo com o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (INCA, 2011), é correto afirmar que:
o seu uso deve ser descontinuado no dia anterior à cirurgia em indivíduos sem desnutrição atual, devendo ser mantido por mais cinco dias após a cirurgia em indivíduos que apresentem desnutrição atual ou pregressa.
as fórmulas enriquecidas com imunomoduladores devem ser prescritas de cinco a sete dias antes de cirurgias oncológicas de grande porte, independentemente do estado nutricional.
o uso de dietas imunomoduladoras está indicada na terapia nutricional de pacientes oncológicos com sepse grave.
as fórmulas enriquecidas com imunomoduladores devem ser prescritas de sete a dez dias antes de cirurgias oncológicas de grande porte, independentemente do estado nutricional.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, “as necessidades nutricionais do paciente com câncer podem variar, dependendo do tipo e da localização do tumor, da atividade da doença, da presença de má absorção intestinal e da necessidade de ganho de peso ou anabolismo”. A depleção proteica grave nos estoques orgânicos, causada geralmente pelo estresse prolongado e intenso, pode prejudicar ou até mesmo interromper a quimioterapia e/ou a radioterapia. As recomendações de proteína para pacientes com câncer em tratamento quimioterápico e/ou radioterápico são as seguintes:
0,8 a 1,0 g de proteína/kg ao dia, atentando para as funções renais e hepáticas para a determinação da oferta proteica.
1,2 g a 1,5 g de proteína/kg ao dia para os pacientes em estresse moderado e 2,0 g/kg ao dia para os pacientes em estresse grave.
1,5 a 2,5 g de proteína/kg ao dia para os pacientes em estresse moderado e até 2,8 g/kg ao dia para pacientes em estresse grave.
1,8 a 2,5 g de proteína/kg ao dia, dando preferência para fontes de origem animal e atentando para as funções renais e hepáticas.
O estado nutricional de um paciente com câncer que será submetido a uma cirurgia de ablação do tumor é essencial para o sucesso do procedimento e para o prognóstico dessa doença. De acordo com o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica, lançado em 2015 pelo INCA, faz parte da conduta nutricional, no atendimento ambulatorial, no pré -tratamento cirúrgico, o uso de fórmula
normoproteica, com ômega 3, nucleotídeos e glutamina, 2 semanas antes do procedimento cirúrgico em pacientes desnutridos graves.
normoproteica, sem ômega 3, nucleotídeos e arginina, no período de 5 a 7 dias antes do procedimento cirúrgico.
hiperproteica, sem nucleotídeos e arginina, 2 semanas antes do procedimento cirúrgico em pacientes desnutridos graves.
hiperproteica enriquecida com ômega 3, nucleotídeos e arginina, no período de 5 a 7 dias antes do procedimento cirúrgico.
A diarreia pode atingir 90% de pacientes com câncer que estejam recebendo terapia enteral por sonda e tem, nessas condições, como causas possíveis, EXCETO:
hipoalbuminemia.
dieta com fibra.
gotejamento acelerado.
contaminação microbiana da dieta.
O consumo crônico de álcool é fator de risco para:
carcinomas.
leucemia.
câncer de mama.
câncer cerebral.
Pacientes com câncer tratados com Quimioterapia (Qt) e/ou Radioterapia (Rt) experimentam diferentes graus de toxicidade advindos do tratamento. Sobre a dietoterapia no câncer, analise as afirmações:
I. A terapia nutricional pode reduzir parcialmente as complicações relacionadas ao tratamento de Qt e Rt.
II. Intervenções dietéticas devem ser consideradas parte do planejamento do tratamento para pacientes com câncer, especialmente para pacientes com perda de peso >10% antes do tratamento.
III. Os isotiocianatos, por exemplo, compostos encontrados em abundância em vegetais crucíferos, aumentam a turmorigênese por meio do aumento dos danos genéticos induzidos por uma ampla variedade de carcinógenos.
São CORRETAS as assertivas:
II e III, apenas.
I e III apenas.
I e II, apenas.
II, apenas.
I, II e III.
Paciente, 45 anos, sexo feminino, em tratamento de quimioterapia, foi encaminhada ao serviço de nutrição com diagnóstico de glossite. Qual dietoterapia deve ser recomendada para a paciente?
Dieta geral com restrição de condimentos picantes.
Dieta líquida, preferencialmente quente.
Dieta pastosa ou alimentos macios e de fácil deglutição, preferencialmente em temperatura gelada.
Dieta pastosa, preferencialmente em temperatura quente.
Dieta hiperproteica e hiperlipídica.
Segundo a American Cancer Society, 2006, para reduzir mais efetivamente o risco de câncer deve-se adotar o sistema de código de cor ao selecionar os vegetais e as frutas para assegurar que uma variedade de fitoquímicos seja consumida, assinale a opção correta de fitoquímicos com respectivos vegetais e frutas:
alil sulfeto, presentes na uva e ameixa seca.
B-criptoxantina, flavonóides, presentes no feijão preto e brócolis.
luteína, zeaxantina, presentes no espinafre e abacate.
antocianina, polifenóis, presentes na alho-poró e cebolinha.
Com relação ao uso de nutrientes antioxidantes em pacientes oncológicos, assinale a opção INCORRETA.
Todos os pacientes oncológicos se beneficiam com uma alimentação rica em frutas e vegetais fontes de antioxidantes.
Um dos benefícios do uso de antioxidantes no paciente oncológico consiste na melhor tolerância ao tratamento quimioterápico.
Dentre os antioxidantes não enzimáticos, pode-se citar os carotenoides, a vitamina C, vitamina E, o selênio e os flavonoides.
Uma característica importante dos nutrientes é a ação nas três linhas de defesa orgânicas contra os radicais livres: prevenção, interceptação e reparo.
Não existem contraindicações no uso de suplementos nutricionais com antioxidantes no paciente oncológico, sendo recomendadas doses acima da Dietary Reference Intakes (DRI).
Paciente, sexo masculino, 58 anos, em tratamento quimioterápico com 5-fluorouracil para tratamento de câncer colorretal, chega ao serviço de nutrição de um hospital com queixa de mucosite. O que deve ser orientado ao paciente?
Restringir alimentos de consistência branda, pastosa, semilíquida e líquida, bem como optar por alimentos mais secos.
Restringir alimentos ácidos, picantes, muito condimentados ou salgados, bem como utilizar chicletes (de preferência os de menta).
Restringir alimentos ácidos, picantes, muito condimentados ou salgados, bem como evitar alimentos quentes, preferindo preparações frias ou geladas.
Restringir alimentos frios ou gelados e preferir alimentos mais quentes.
Restringir alimentos de consistência pastosa, bem como optar por picolés de frutas cítricas.
São complicações comuns em pacientes com câncer e que realizam quimioterapia:
xerostomia, dermatite, mucosite e sinusite. .
xerostomia, disgeusia, mucosite e enterite
xerostomia, diarréia, disgeusia e mucosite.
xerostomia, mucosite, trismo e disgeusia.
Evidências científicas apontam para o papel preventivo das vitaminas e minerais na carcinogênese. Analise as afirmativas a seguir, assinalando a opção que contempla os mecanismos de atuação desses nutrientes na prevenção de câncer.
I. A associação protetora entre a ingestão de magnésio e câncer colo retal decorre de sua atuação no metabolismo dos ácidos nucléicos, reparação dos danos oxidativos no DNA; e sua deficiência induz produção de NO (óxido nítrico), que leva à síntese de VEGF (fator de crescimento endotelial), produção IL 1;
II. A associação protetora entre a ingestão de ácido fólico na dieta e câncer de mama deve-se a sua ação na síntese e metilação do DNA e inativação de proto-oncogenes;
III. Carotenoides e outros antioxidantes podem frear a progressão da gastrite atrófica para câncer gástrico, devido ao seu efeito sobre o crescimento celular, apoptose celular ou produção de estrogênio.
Os itens I, II e III apresentam mecanismos preventivos de câncer desempenhados pelo magnésio, ácido fólico e carotenoides.
Os itens I, II e III não apresentam mecanismos preventivos de câncer desempenhados pelo magnésio, ácido fólico e carotenoides.
Os itens I, II apresentam mecanismos preventivos de câncer desempenhados pelo magnésio e ácido fólico.
Os itens I e III apresentam mecanismos preventivos de câncer desempenhados pelo magnésio e carotenoides.
Os itens II e III apresentam mecanismos preventivos de câncer desempenhados por ácido fólico e carotenoides.
Pacientes oncológicos muitas vezes desenvolvem desnutrição energético-proteica. As recomendações de energia e proteínas, quando há necessidade de repleção nutricional, são respectivamente:
21 a 25 kcal/kg de peso e 1,0 g/kg de peso.
35 a 45 kcal/kg de peso e 1,5-2,0 g/kg de peso.
> 50 kcal/kg de peso e >2,5 g/kg de peso.
30 a 35 kcal/kg de peso e 1,0 a 1,2 g/kg de peso.
O principal foco de prevenção primária do câncer gástrico provavelmente deverá ser centrado em:
Padrões dietéticos.
Controle de tabagismo.
Redução à radiação.
Screening e detecção precoce.
Faz parte dos indicadores de alerta para rastreamento de risco de câncer em idosos:
Colesterol sérico > 160 mg/dl.
IMC < 27.
Consumo de hortaliças < 4 vezes por semana.
Apresenta mudança de peso > 6 kg nos últimos 6 meses.
No tratamento dietético do paciente com câncer, a terapia nutricional enteral deverá ser introduzida em:
Indivíduos nutridos em qualquer estágio tumoral.
Indivíduos em risco nutricional em qualquer estágio tumoral.
Indivíduos desnutridos em estágio não-terminal.
Indivíduos desnutridos em estágio terminal.
Paciente com câncer, do sexo masculino, 45 anos, pós transplante de célula hematopoiética a sua avaliação nutricional revelou índice de massa corporal de 17 kg/m2 e depleção das musculaturas somática. Assinale a alternativa onde se encontra a recomendação energética para este paciente:
40-45 kcal/kg/dia.
25 a 30 kcal/kg/dia.
30 a 40 kcal/kg/dia.
30 a 35 kcal/kg/dia.
A estimativa de energia para paciente com câncer que necessitam de reposição nutricional e ganho de peso deve ser:
20-25 kcal/kg/dia
30-40 kcal/kg/dia
22-28 kcal/kg/dia
26-30 kcal/kg/dia
A terapia nutricional com antioxidantes concomitante à administração de drogas antineoplásicas apresenta vários benefícios ao tratamento de pacientes oncológicos. Acerca disso, assinale a alternativa INCORRETA.
A oferta de vitaminas antioxidantes como A, E e C associadas às drogas antiblásticas resulta em maiores efeitos colaterais.
A taxa de mortalidade associada ao câncer vem crescendo em função do envelhecimento populacional, do processo de industrialização e das mudanças dos hábitos de vida.
As interações entre antineoplásicos e antioxidantes promovem a potencialização do mecanismo de ação das drogas.
Os quimioterápicos não são seletivos, sendo tóxicos aos tecidos sadios, principalmente aqueles de rápida proliferação celular.
A formação dos radicais livres, embora indesejada, é necessária, pois é parte do mecanismo de ação dessas drogas.