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Questão 35 Um dos objetivos da Atenção Domiciliar (AD) de pacientes oncológicos em fase de tratamento curativo e/ou paliativo é promover o alívio da dor e de outros sintomas estressantes (Brasil, 2013), Dentre os efeitos colaterais mais comuns do tratamento quimioterápico, temos a ocorrência de náuseas e vômitos (Cuppari, 2014). Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta em relação à orientação nutricional destinada a família do paciente:
I. Manter o indivíduo em decúbito elevado após as refeições.
II. Fracionar a alimentação em pequenas porções de alimentos, várias vezes ao dia, oferecendo alimentos leves conforme a aceitação. III. Indicar alimentos gelados, frios ou em temperatura ambiente, pois também possuem melhor aceitação.
IV. Ingerir apenas a polpa das frutas de casca grossa e as frutas de casca finas somente cozidas.
Somente as afirmativas I e II são corretas.
Somente as afirmativas II e III são corretas.
Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.
Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
As condutas dietoterápicas no câncer podem variar de acordo com o tipo de tratamento antineoplásico aplicado, o grau das toxicidades gastrintestinais e quanto irá interferir na alimentação e no estado nutricional do paciente. A mucosite oral e gastrintestinal pode afetar grande parte dos pacientes submetidos a altas doses de quimioterapia e transplante de medula óssea, assim como pacientes com câncer de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia. Compreende-se como conduta dietoterápica adequada para o paciente com mucosite:
controlar a ingestão de sacarose e lactose e de alimentos ricos em gorduras; evitar bebidas alcóolicas e gasosas.
evitar alimentos, preparações e líquidos à temperatura ambiente ou frios e preferir alimentos mais quentes e salgados.
estimular o consumo de alimentos ácidos e cítricos para promover a cicatrização e mastigar mais lentamente os alimentos.
evitar alimentos picantes e duros; fracionar as refeições de modo a alimentar-se de duas em duas horas, aproximadamente; introduzir módulo de glutamina.
atentar para os sinais de ardor e sensibilidade a certos alimentos e líquidos, porém evitar alteração na consistência dos alimentos como o uso de alimentos pastosos ou líquidopastosos.
Alguns pacientes oncológicos apresentam quadro de neutropenia (<1000 células/mm3). Nessas situações, a conduta correta é:
não indicar qualquer tipo de restrição.
utilizar iogurtes e leite fermentados.
nunca consumir frutas e verduras de qualquer forma.
utilizar leites e derivados somente pasteurizados e esterilizados.
A prevalência de caquexia em pacientes com câncer pode abranger 15 a 40% dos casos, sendo uma importante causa de morte. As principais repercussões clínicas da caquexia são:
alterações no funcionamento do aparelho digestivo, como redução da motilidade intestinal e redução da produção de enzimas.
acentuada perda de tecido adiposo, manutenção do tecido muscular e anorexia.
anemia, hipoalbuminemia, apetite preservada e acentuada perda de tecido adiposo e muscular.
sem prejuízo da força muscular e atividade muscular reduzida.
redução de ingestão de alimentos, vulnerabilidade às infecções.
No paciente oncológico adulto, nos períodos pré e pós-operatórios, recomenda-se 2,0 g/ kg ao dia de proteínas para os pacientes em estresse moderado e 1,2 g/kg ao dia de proteínas para os pacientes em estresse grave.
Certo
Errado
Com relação às recomendações e intervenções nutricionais no câncer, assinale a opção INCORRETA.
A dieta por via oral deve ser associada ao uso de complemento alimentar quando o paciente apresenta redução de peso maior ou igual a 5% nos últimos 6 meses e anorexia.
Pacientes com câncer de reto e colo de útero, quando submetidos à radioterapia, apresentam melhor resposta ao trânsito intestinal quando recebem uma dieta obstipante.
A dieta enteral pode ser utilizada quando o paciente apresenta o trato gastrintestinal funcionante e redução de peso maior ou igual a 10% nos últimos 6 meses e obstrução pelo tumor.
O gasto energético está sempre aumentado no paciente oncológico.
Quanto às necessidades proteicas, recomenda-se de 1,0 a 1,2g/Kg/dia quando não há complicações.
Independentemente da condição nutricional do paciente oncológico adulto que será submetido à cirurgia de grande porte, o tratamento nutricional inicia no pré-operatório, ou seja, muito antes dessas complicações acontecerem, pois a terapia nutricional tem como principal objetivo justamente reduzir essas complicações no pós-operatório.
Certo
Errado
O TCTH (transplante de células-tronco hematopoiéticas) é um método terapêutico utilizado no tratamento das doenças hematológicas malignas e congênitas. O procedimento tem como objetivo recuperar a medula óssea, após o paciente receber altas doses de quimioterapia ou radiação, por meio da infusão de células progenitoras (SERBER, 1999). Quais são as complicações pós TCTH que se relacionam ao estado nutricional?
Intolerância à glicose e diabetes.
Dislipidemia e desnutrição grave.
Deficiência de vitaminas e minerais.
Todas as afirmativas anteriores estão corretas.
Durante o metabolismo dos carboidratos no câncer, as células tumorais não conseguem utilizar eficientemente a via glicolítica para a produção de ATP (adenosina trifosfato), mesmo na presença de oxigênio. As alterações genéticas nas células transformadas permitem a expressão da lactato desidrogenase com desvio metabólico para produção de lactato e regeneração do NAD (dinucleotídeo de nicotinamida e adenina) em condições de hipóxia. A alta taxa de glicólise anaeróbica permaneceu como símbolo do processo de malignização celular desde a observação de qual cientista?
Albert Einstein.
Otto Warburg.
Hipócrates.
Carl Gustav Jung.
Segundo o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2015), a cirurgia é parte fundamental do tratamento de pacientes oncológicos, e as alterações nutricionais são fatores determinantes no desenvolvimento de complicações pós-operatórias. Em relação à avaliação nutricional do paciente oncológico pediátrico cirúrgico, é INCORRETO afirmar:
A avaliação nutricional pré-operatória objetiva corrigir ou minimizar possíveis carências nutricionais, a fim de evitar ou reduzir as complicações após a cirurgia.
Em crianças, uma perda ponderal maior ou igual a 2% deve ser considerada como fator de risco nutricional.
A massa tumoral de alguns tumores sólidos pode representar até mais de 10% do peso corporal de uma criança, mascarando possível desnutrição.
As medidas antropométricas realizadas por meio da avaliação da prega cutânea tricipital e da circunferência braquial são mais sensíveis do que as medidas de peso e estatura.
Depois do procedimento cirúrgico, a avaliação nutricional deve ser realizada logo após o reinício da alimentação do paciente, respeitando as condições clínicas impostas.
A quimioterapia e a radioterapia resultam em toxicidade para o TGI, com surgimento de efeitos colaterais, tais como: anorexia, náuseas, vômitos, mucosite, diarreia, xerostomia, entre outros (ASPEN, 2007). Segundo o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) de 2015, assinale, a seguir, a conduta nutricional correta na mucosite oral:
Utilizar balas cítricas.
Utilizar gotas de limão em saladas e bebidas.
Utilizar alimentos à temperatura ambiente, frios ou gelados.
Realizar bochechos com glutamina.
A iodoterapia é indicada para pacientes com câncer de tireoide papilar ou folicular (câncer diferenciado da tireoide). Assinale a alternativa que contém alimentos NÃO indicados para pacientes em tratamento com iodoterapia.
Peixe de água doce
Carne fresca de frango ou gado
Arroz e aveia
Gema de ovo e leite integral
Frutas frescas e batata sem casca
Considerando a avaliação nutricional do paciente oncológico, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir:
( ) O paciente pode ser considerado de risco nutricional quando não tiver atingido 60% da ingesta diária no pré-operatório ou tiver um tumor de trato gastrointestinal.
( ) O paciente sem risco nutricional deverá ser avaliado a cada 15 dias no pós-cirúrgico, enquanto o paciente com risco nutricional deverá ser avaliado semanalmente no ambulatório.
( ) A anamnese alimentar e o exame físico do paciente oncológico internado deverão ser realizados no pré-operatório e na alta hospitalar.
( ) A porcentagem de perda de peso (%PP) é um critério decisório no pré-cirúrgico do paciente com câncer para a suspensão da cirurgia, e deverá ser comunicada ao médico diariamente.
( ) Os parâmetros antropométricos devem ser coletados na admissão e a cada 7 dias no pósoperatório do paciente oncológico internado.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta:
V, V, V, F, F.
V, V, F, V, F.
V, F, F, F, V.
F, F, V, V, F.
F, F, F, V, V.
De acordo com o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2015), a conduta nutricional recomendada para pacientes oncológicos em cuidados paliativos, com expectativa de vida maior que 90 dias, deve ser:
ingestão de 25 a 35 kcal/kg/dia, 1,0 a 1,5 g de proteína/ kg/dia e ingestão hídrica entre 30 e 35 ml/kg/dia para adultos, devendo-se utilizar o peso atual, usual ou o mais recente.
ingestão de 25 a 35 kcal/kg/dia, 1,0 a 1,5 g de proteína/ kg/dia e ingestão hídrica entre 30 e 35 ml/kg/dia para adultos, devendo-se utilizar o peso ideal para ganho de peso.
alimentação de acordo com sua aceitação e tolerância, e hidratação de acordo com sua tolerância e sintomatologia.
terapia nutricional enteral e/ou parenteral em todos os casos devido à disfagia apresentada por esses pacientes.
No tratamento do câncer, nutricionistas devem ficar atentos para possíveis interações entre fármacos e nutrientes, uma vez que alguns agentes quimioterápicos podem causar eventos adversos e potencialmente graves. Marque a alternativa INCORRETA no que diz respeito a interações droga-nutriente no tratamento do câncer:
Um evento grave de hipertensão pode ocorrer quando alimentos ricos em tiramina são consumidos concomitantemente ao uso de procarbazina, um agente quimioterápico usado para tratar câncer no cérebro.
A fim de se evitar perturbações gastrointestinais desnecessárias, a medicação erlotinibe, utilizada para câncer de pulmão, deve ser administrada juntamente com as principais refeições.
Indivíduos com câncer de cólon recebendo oxaliplatina não devem beber, comer ou manipular alimentos ou bebidas geladas por até 5 dias por causa de disestesias relacionadas ao tratamento ou parestesias transitórias das mãos, pés e garganta.
Indivíduos com certos tipos de câncer de pulmão que estão sendo tratados com pemetrexede precisam de vitamina B12 e suplementação durante toda a duração de sua terapia para evitar anemia significativa associada com esse agente quimioterápico.
Segundo o consenso nacional de nutrição oncológica, as orientações que devem ser dadas a pacientes neutropênicos são:
utilizar preparações produzidas por estabelecimentos que tenham todos os cuidados adequados à segurança alimentar, consumir frutas de casca grossa cozidas, ingerir leites e derivados somente pasteurizados e utilizar carnes e ovos somente bem coccionados.
higienizar frutas e verduras cruas com sanitizantes, utilizar leites e derivados somente pasteurizados e esterilizados, não usar probióticos e, em caso de necessidade de suplementação por via oral, utilizar fórmula isenta de glúten, lactose e sacarose, de 2 a 3 vezes ao dia.
utilizar água potável filtrada ou fervida, ingerir apenas frutas de casca grossa, consumindo apenas a polpa e ingerir oleaginosas cruas de boa procedência.
ingerir alimentos processados em embalagens individuais, ingerir leites e iogurtes pasteurizados e consumir brotos de vegetais para melhorar a imunidade.
Conforme o Consenso Nacional de Nutrição Oncológica (2015), quais são as principais condutas nutricionais para pacientes em terapia nutricional antineoplásica que apresentam sintomas como náuseas e vômitos?
Recomendar suplementação com terapia nutricional enteral, mesmo que os pacientes recebam aporte nutricional adequado, com quantidades ideais de calorias, proteínas, carboidratos complexos e lipídeos.
Conscientizar sobre a necessidade de comer, apesar dos sintomas, aumentar o fracionamento da dieta e reduzir o volume por refeição, oferecer alimentos mais secos, cítricos, salgados e frios ou gelados.
Estimular a ingestão de líquidos (água gelada, sucos cítricos, chás e vitaminas) durante as refeições, a fim de melhorar a digestão, evitar alimentos secos e duros e encaminhá-los ao serviço de fonoaudiologia.
Ajustar a ingestão atual de alimentos para o ideal, promover o ganho de peso oferecendo alimentos ricos em lipídeos e ofertar alimentos doces, que são naturalmente antinauseantes.
Paciente, com câncer de esôfago, apresentou diversas queixas relacionadas à sua alimentação após as sessões de quimioterapia, entre elas, a constipação intestinal e a xerostomia. Para minimizar os efeitos dessas duas condições, o nutricionista forneceu algumas orientações para:
Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras insolúveis e introduzir mais molhos, caldos e sopas na dieta.
Evitar a ingestão de líquidos antes, durante e após se alimentar e reduzir o fracionamento das refeições.
Aumentar a densidade calórica das preparações e excluir alimentos crus da dieta.
Dar preferência aos alimentos ricos em fibra solúvel e ingerir líquidos em maiores quantidades e menor frequência.
Proporcionar ambiente agradável para as refeições e excluir guloseimas como balas de hortelã.
Segundo Waitzberg et al. (2006), estudos epidemiológicos sugerem que mudanças na dieta, incluindo aumento da ingestão de gorduras e de calorias e o crescimento na prevalência de obesidade, sejam as possíveis causas do aumento da mortalidade por câncer de
mama.
pele.
hipófise.
língua.
O processo de carcinogênese é dividido em quatro fases: iniciação, promoção, manutenção e progressão tumoral. Para gerar o câncer, é necessário que a mutação do DNA seja hereditária, isto é, que seja transmitida para as células filhas, conhecida como a fase de iniciação tumoral. São necessárias várias mutações em sequência, que não sejam letais para a célula, para o desenvolvimento do câncer. As mutações responsáveis pelo desenvolvimento do câncer ocorrem, preferencialmente, em duas classes de genes. São eles:
Genes supressores de tumores e os proto-oncogenes.
Genes dominantes e os recessivos.
Genes supressores de tumor e os dominantes.
Genes ligados aos cromossomos X e ao Y.