Questões de Concurso sobre Doenças Pancreáticas

 
 
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O objetivo primário da Terapia Nutricional (TN) na pancreatite aguda é minimizar o catabolismo, evitando, assim, a instalação da desnutrição proteico-energética ou o seu agravo. Com relação à indicação de TN na pancreatite aguda leve, pode-se afirmar que:


A

Está indicada independente da ingestão de alimentos pela via oral.


B

Não está indicada se o paciente conseguir ingerir alimentos por via oral até 07 a 10 dias após o início do quadro.


C

Não está indicada independente da ingestão de alimentos pela via oral.


D

Não está indicada se o paciente conseguir ingerir alimentos por via oral até 10 a 15 dias após o início do quadro.


E

Não está indicada se o paciente conseguir ingerir alimentos por via oral até 5 a 7 dias após o início do quadro.

No tratamento dietético do paciente com pancreatite crônica com reposição de enzimas (na dosagem máxima) junto às refeições, para minimizar os sintomas do paciente devemos oferecer dieta:


A

Hipolipidica ou a oferta de TCM


B

Hipolipídica ou a oferta de TCL


C

Normolipídica ou a oferta de TCL


D

Hiperlipídica ou a oferta de TCM

A pancreatite crônica representa a destruição progressiva do pâncreas. Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA.


A

As causas mais comuns , são a de origem alcoólica ( pancreatite crônica calcificante) e a de origem intestinal ( pancreatite crônica obstrutiva.


B

Entre as complicações tardias das pancreatites crônicas, ocorre a manifestação de diabetes (14 a 90%), esteatorréia (25 a 35%) e cistos de pâncreas.


C

A deficiência de ácidos graxos essenciais, manifestada por alterações cutâneas e de fâneros, é comum nos quadros mais avançados.


D

O tratamento nutricional visa a reposição dos macro e micronutrientes específicos ligados à deficiência enzimática.


E

A esteatorréia, manifestada pela presença de gordura nas fezes, ocorre pela deficiência enzimática e não formação da micela. É sinal patognomônico da pancreatite crônica e quantidades de gordura fecal de até 50g podem ser perdidas.

A pancreatite aguda é um processo inflamatório agudo do pâncreas, cuja descrição clínica típica consiste em dor grave na parte superior do abdômen, náuseas e vômitos, com exames laboratoriais apresentando lipase e amilase elevadas na circulação sanguínea. Em relação à terapia nutricional para pacientes com pancreatite aguda, é correto afirmar:


A

A terapia nutricional inicial nos casos de pancreatite aguda leve visa, principalmente, o repouso pancreático por 48 horas, com ausência de ingestão oral e com hidratação intravenosa.


B

Após 2 ou 3 dias de repouso pancreático, os pacientes com pancreatite aguda leve podem receber dieta livre, rica em gorduras, com monitoramento cuidadoso dos sinais e sintomas.


C

Nos casos de pancreatite aguda grave, a nutrição enteral por meio de sonda nasogástrica é indicada para manter o repouso pancreático.


D

Os pacientes com pancreatite aguda grave podem desenvolver algumas complicações, como acúmulo grave de líquidos, motivo pelo qual deve ser evitada a hidratação agressiva com muitos litros de líquidos intravenosos.


E

A nutrição parenteral total não é indicada nos casos de pancreatite aguda grave, porque permanece sendo estimulante à produção pancreática.

Pacientes com pancreatite frequentemente desenvolvem insuficiência desse órgão, levando a limitações no processo de metabolização e aproveitamento de nutrientes. Por isso, podem necessitar de suporte nutricional enteral. Quais são as características de uma fórmula enteral que seria mais adequada para um paciente com pancreatite aguda?


A

Proteína intacta, com até 55% de carboidratos e até 35% de lipídios, prioritariamente na forma de triglicerídeos de cadeia longa.


B

Proteína na forma de peptídeos, com até 50% de carboidratos e 30% ou menos de lipídios, prioritariamente na forma de triglicerídeos de cadeia média.


C

Proteína na forma de peptídeos, com até 50% de carboidratos e 30% ou menos de lipídios, prioritariamente na forma de triglicerídeos de cadeia longa.


D

Proteína intacta, com até 45% de carboidratos e até 35% de lipídios, sendo 85% na forma de triglicerídeos de cadeia longa e 15% de cadeia média.

Paciente com diagnóstico de Pancreatite (PA) associada à hepatite alcoólica, 32 anos, casado, refere, há 2 meses, dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e esteatorreia, sintomas dispépticos, melhorando com o uso de anti-inflamatórios. Foi encaminhado ao serviço médico, apresentando-se, na ocasião, orientado, consciente, deambulando. Nega tosse, febre, melena, hematêmese, intolerância alimentar e prurido cutâneo. Relata ser etilista há 12 anos. Peso Atual: 56kg, Altura: 1,72m, PCT 11mm, CB 23cm, Albumina 2,2mg/dL. Assinale a opção que NÃO constitui conduta dietoterápica adequada.


A

Prescreveu-se suporte enteral jejunal para manter a resposta imunológica e a integridade do intestino e reduzir a translocação bacteriana, na perspectiva de melhorar o desfecho clínico.


B

Pode ser usada tanto dieta elementar quanto homogeneizado de alimentos através de um tubo nasojejunal, uma vez que ambos exercem efeitos similares sobre a secreção da lipase pancreática e da quimiotripsina.


C

As necessidades energéticas são variáveis, e a glicose deve prover 60 a 70% das necessidades calóricas não proteicas, mas não deve ultrapassar a capacidade endógena máxima de oxidação da glicose (4-5mg/kg/minuto).


D

As espécies reativas de oxigênio e a lesão oxidativa relacionada estão implicadas no desenvolvimento da pancreatite aguda, em função de que se impõe a necessidade de suplementação de vitaminas e minerais antioxidantes.


E

A ascite e fístulas pancreáticas são comumente tratadas com análogos da somatostatina isoladamente ou em combinação com Nutrição Parenteral, este associado a melhores desfechos.

A pancreatite crônica requer uma terapia nutricional cautelosa. Quando a esteatorreia persistir, indica-se restrição de lipídios a:


A

20% e a utilização triglicerídeos de cadeia média.


B

20% e a utilização triglicerídeos de cadeia curta.


C

30% e a utilização triglicerídeos de cadeia curta.


D

30% e a utilização triglicerídeos de cadeia média.

A pancreatite aguda é caracterizada por um processo inflamatório desencadeado pela ativação intrapancreática das enzimas digestivas. Essa comorbidade apresenta graus variados de severidade, incluindo doença autolimitada leve, com edema intersticial do pâncreas, até doença grave, com necrose extensa e falência de múltiplos órgãos, gerando hipermetabolismo e altas taxas de catabolismo proteico e consequente desnutrição. Em relação ao tratamento nutricional da pancreatite é correto afirmar que:


A

a nutrição parenteral é sempre recomendada para pacientes com quadro de pancreatite aguda grave.


B

restabelecido o quadro clínico do paciente com pancreatite aguda grave e retornando a via oral, essa deverá ser a partir de alimentos de difícil digestão, com alto teor de gordura.


C

na pancreatite aguda grave, as diretrizes orientam a terapia nutricional enteral tendo como propósito melhorar a tolerância digestiva e modular a resposta inflamatória, além de reduzir o catabolismo proteico.


D

na pancreatite aguda leve é recomendado dieta zero associada à analgesia por um período de um dia visando repouso pancreático.


E

dieta por via oral, baixa em carboidratos e com teor de lipídios superior a 30% da ingestão energética total, é indicada para os pacientes com pancreatite aguda leve.

Os objetivos da terapia nutricional na pancreatite crônica incluem:


A

Promover o mínimo de estimulação dos mecanismos secretórios de enzimas pancreáticas e bile.


B

Prevenir dano ao pâncreas, reduzir crises, aliviar a dor, reduzir esteatorreia e corrigir má nutrição.


C

Limitar ingestão de bebidas alcoólicas para no máximo 30g de etanol por dia.


D

Substituir triglicerídeos de cadeia média por triglicerídeos de cadeia curta na dieta.

Com relação à pancreatite crônica, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:


( ) A terapia nutricional para pacientes com pancreatite crônica tem por objetivos: prevenir mais dano ao pâncreas, diminuir o número de crises de inflamação aguda, aliviar a dor, diminuir a esteatorreia e corrigir a má-nutrição.

( ) A substituição de lipídios dietéticos por óleo de triglicerídeos de cadeia média (TCM) pode aumentar a esteatorreia e reduzir o ganho de peso em pacientes com pancreatite crônica.

( ) Em pacientes com pancreatite crônica, a absorção de vitamina B12 deve ser melhorada com a suplementação enzimática apropriada, devendo ser realizado o monitoramento periódico quanto às possíveis deficiências.

( ) Nos casos crônicos, a extensa destruição pancreática diminui a capacidade do pâncreas de secretar insulina e se desenvolve a intolerância à glicose, o que torna necessário o tratamento com insulina e terapia nutricional.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


A

F – V – V – F.


B

V – F – V – V.


C

F – V – F – V.


D

F – V – F – F.


E

V – F – F – V.

Analise as afirmativas abaixo sobre a fisiopatologia e dietoterapia na condição de pancreatite.

I. A dor associada à pancreatite é parcialmente relacionada aos mecanismos secretórios das enzimas pancreáticas.

II. A avaliação laboratorial das enzimas amilase e lipase, sendo a elevação das duas enzimas consideradas testes específicos para pancreatite, com alta sensibilidade.

III. A terapia nutricional para a pancreatite crônica inclui a suplementação de vitaminas lipossolúveis e vitamina B12.

IV. Em caso de pancreatite aguda, a oferta de lipídios pelo suporte nutricional parenteral deve considerar a trigliceridemia (TG), e, se TG maior que 400mg/dL, não devem ser ofertados ácidos graxos na solução de dieta. .

Estão CORRETAS, apenas,


A

I, II e IV.


B

II e IV.


C

I e IV.


D

II e III.


E

I, III e IV.

A pancreatite aguda é uma doença causada por autodigestão do parênquima pancreático que leva à resposta inflamatória e ao estresse oxidativo vigorosos. Suas principais causas são litíase biliar e ingestão excessiva de álcool. Casos graves requerem terapia nutricional precoce.

Sobre a terapia nutricional na pancreatite aguda grave, é correto afirmar:


A

A nutrição enteral deve ser a primeira via de escolha, não sendo obrigatória a colocação de uma sonda em posicionamento pós-pilórico.


B

Inicialmente, os pacientes sempre devem ser tratados com jejum e nutrição parenteral, para manter o pâncreas exócrino em repouso.


C

Deve ser utilizada uma dieta elementar, para diminuir o estímulo à secreção pancreática.


D

A dieta deve ser hipercalórica e normoproteica. A oferta de carboidratos e lipídeos deve representar, respectivamente, cerca de 50% e 30 a 35% do total de calorias.

Sobre a fisiopatologia da pancreatite aguda e conduta dietoterápica nessa condição, analise as afirmativas abaixo:

I. Ocorre ativação de enzimas digestivas na célula acinar, provocando lesão, com liberação de citocinas e desenvolvimento de processo inflamatório.

II. Tem como principais alterações bioquímicas o aumento da amilase, da lipase, redução da pré albumina e da transferrina.

III. Após a condição de jejum alimentar por 2 a 5 dias, a dieta iniciada deve ter como características ser hipoglicídica e hipolipídica.

IV. A suplementação com glutamina pode ser indicada em casos graves, devido ao hipometabolismo decorrente da condição.

V. Em casos graves, a terapia nutricional enteral deve utilizar as formas poliméricas, preferencialmente com triglicerídeos com ácidos graxos essenciais.

Está(ão) CORRETA(S)


A

apenas duas.


B

apenas três.


C

apenas quatro.


D

apenas uma.


E

todas.

O comprometimento do pâncreas, seja ele agudo, crônico ou recorrente, pode levar o paciente à desnutrição calórico- proteica devido a episódios agressivos e acentuadamente catabólicos. Alterações estruturais e funcionais do pâncreas podem resultar em insuficiência exócrina e endócrina. Qual é a abordagem terapêutica tradicional e universalmente aceita frente ao quadro de pancreatite aguda?


A

Suporte nutricional parenteral.


B

Suporte enteral por jejunostomia.


C

Dieta oral modificada.


D

Abolição da ingestão oral

Muitos casos de pancreatite aguda têm um impacto leve no organismo e costumam ser revertidos espontaneamente. Todavia, em alguns casos pode ocorrer necrose com progressão para insuficiência pancreática. A Terapia Nutricional adequada no paciente com pancreatite aguda contribui para a redução da resposta inflamatória sistêmica e apoio ao metabolismo esplânico. A escolha da via de acesso para o fornecimento de nutrientes deve ser avaliada com cautela e contar com a participação de equipe multiprofissional. Dentre as vantagens do uso da Nutricional Enteral em relação a Terapia Nutricional Parenteral no paciente com pancreatite aguda, pode-se destacar a seguinte:


A

diminuir o estímulo pancreático.


B

evitar a translocação bacteriana.


C

atingir rapidamente as calorias alvo.


D

evitar erros na colocação da sonda.

Analise os itens abaixo sobre a terapia nutricional na pancreatite aguda grave.

I. A terapia nutricional deve ter início 72 horas após as medidas iniciais do tratamento.

II. A via enteral é indicada com fórmulas monoméricas, inicialmente, a fim de evitar a estimulação pancreática.

III. O acesso enteral deve estar posicionado ao ângulo de Treitz, para não estimular a atividade exócrina do pâncreas.

IV. Pode ser indicada suplementação com glutamina em casos de hipometabolismo.

Quantos desses itens são VERDADEIROS?


A

Todos.


B

Três deles, apenas.


C

Um deles, apenas.


D

Dois deles, apenas.


E

Nenhum.

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, que pode ocorrer sob as formas aguda ou crônica. Esta patologia pode ter diversos sinais e sintomas, exceto:


A

dor e distensão abdominal.


B

vômitos.


C

perfuração gástrica.


D

pele mosqueada.


E

febre.

Sobre as recomendações nutricionais na pancreatite crônica, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Na ocorrência de hiperglicemia persistente, as recomendações para diabetes devem ser adotadas.


B

Se bem tolerados, os lipídios devem representar 25% do valor calórico total.


C

Na ocorrência de Índice de Massa Corpórea menor que 16 kg/m2, oferecer 20kcal/kg apenas, aumentando gradativamente.


D

Na ocorrência de esteatorreia, restringir a oferta de lipídios a 20% do valor calórico total.


E

A oferta calórica deve ser de 30 a 35 kcal/kg de peso corporal/dia.

A pancreatite aguda grave resulta em um estado hipercatabólico com alterações metabólicas importantes. Superada a fase aguda, a alimentação via trato digestivo é introduzida de forma cautelosa e deve ser reavaliada quando os seguintes fatores estão presentes:


A

dor, queda do nível de cálcio e hiperglicemia.


B

queda do nível de cálcio, elevação dos níveis de amilase e de lípase e febre.


C

náuseas e vômitos, hiperglicemia e febre.


D

elevação dos níveis de amilase e lipase, dor, náuseas e vômitos.

Paciente com diagnóstico de pancreatite refere que há 8 meses apresenta dor e distensão abdominal, náuseas, vômitos, esteatorreia, sintomas dispépticos, melhorando com o uso de anti-inflamatórios. Foi encaminhado ao serviço médico, apresentando-se, na ocasião, orientado, consciente, deambulando. Nega tosse, febre, melena, hematêmese, intolerância alimentar e prurido cutâneo. Relata ser etilista há 38 anos; peso atual: 56kg; altura:1,80m; albumina 3,2mg/dL. Assinale a opção que NÃO constitui conduta dietoterápica adequada.


A
A lipólise e a oxidação dos lipídios estão aumentadas, entretanto, a depuração do sangue pode estar reduzida, com consequente hiperlipidemia e hipertriacilglicerolemia, exigindo-se restrição lipídica na dieta do paciente. No entanto, se os níveis séricos de triglicerídeos estiverem normais, 30% das calorias não protéicas podem ser fornecidas na forma de gordura, sem exceder 1g/kg/dia para evitar colestase.

B
O manejo nutricional nas complicações: ascite, fístulas pancreáticas e abscessos requer agentes farmacológicos e terapia nutricional, sendo a alternativa de escolha o suporte parenteral ou enteral através do jejuno, para evitar a estimulação da secreção pancreática.

C
Ocorre perda de peso associada ao hipermetabolismo na pancreatite, e este pode contribuir para a emaciação e deve ser considerado no cálculo da carga calórica durante o suporte nutricional.

D

As Espécies Reativas de Oxigênio (ERO) e a lesão oxidativa relacionada estão implicadas no desenvolvimento da pancreatite aguda, em função de que se impõe a necessidade de suplementação de vitaminas e minerais antioxidantes.


E

Na pancreatite aguda, a depleção de aminoácidos, aumento da ureagênese e excreção de nitrogênio, que pode atingir mais de 30g/dia, sugerem que as necessidades de proteínas sejam altas, as quais serão alcançadas mediante a adoção imediata de uma dieta rica em proteínas.

   
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