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A doença renal crônica — DRC — tem sido considerada um importante problema de saúde pública mundial em decorrência do expressivo aumento nas taxas de incidência e prevalência. Para esses pacientes, é correto afirmar que
para adultos com DRC 3-5, a recomendação de proteínas é de 0,6-0,8 g/kg/dia, com aporte energético adequado.
para gestantes com DRC 5D, a recomendação proteica é de 0,6 g/kg/dia para pacientes em hemodiálise e de 0,8 g/kg/dia para pacientes em diálise peritoneal, com aporte energético adequado.
para crianças com DRC 3-5D, a recomendação de proteínas é de 0,6 para pacientes em hemodiálise e de 0,8 g/kg/dia para pacientes em diálise peritoneal, com aporte energético adequado.
para idosos com DRC G5D, em hemodiálise ou diálise peritoneal, a recomendação proteica é de 0,6-0,8 g/kg/dia, com aporte energético adequado.
Os hábitos alimentares e a prescrição nutricional são fundamentais tanto para a prevenção como para o tratamento de cada uma dessas doenças renais. Sobre a dietoterapia das doenças renais, assinale a alternativa CORRETA.
Nos estágios iniciais da doença renal crônica, a nutrição tem papel primordial em alentecer a perda da função renal, com a dieta hipoproteica.
Nos estágios iniciais da doença renal crônica, a nutrição tem papel primordial em alentecer a perda da função renal, com a dieta hipocalórica.
Nos estágios iniciais da doença renal crônica, a nutrição tem papel primordial em alentecer a perda da função renal, com a dieta hiperproteica.
Nos estágios iniciais da doença renal crônica, a nutrição tem papel primordial em alentecer a perda da função renal, com a dieta hipercalórica.
Com relação à dietoterapia aplicada a pacientes renais, marque o item correto.
A recomendação de energia é de 25-35 kcal/kg/dia para pacientes em tratamento conservador da Doença Renal Crônica (DRC).
A suplementação de glutamina é recomendada para pacientes hipercatabólicos com Injuria Renal Aguda (IRA).
A ingestão alimentar de sódio é recomendada em <1,5 g/dia, em conjunto com intervenções farmacológicas aplicáveis.
A recomendação de proteínas para pacientes hipercatabólicos com Injuria Renal Aguda (IRA) e sem terapia de reposição renal (TRR) é de 0,6-1,0 g/kg/dia.
Sobre terapia nutricional para pacientes com nefropatias, analise as afirmativas abaixo:
I. Em estágio avançado de doença renal crônica, a terapia nutricional parenteral é sempre preferida, pois minimiza o risco de desnutrição e complicações relacionadas.
II. A recomendação para ingestão proteica diária é de 1,1 a 1,2g/kg para pacientes em hemodiálise, sendo 50% dessa oferta proteica de alto valor biológico.
III. A suplementação de vitamina D não é considerada essencial na terapia nutricional de pacientes com nefropatia, uma vez que eles têm baixa excreção renal dessa vitamina.
IV. Para pacientes anúricos, a restrição dietética para ingestão de potássio deve ser criteriosa. Para esses pacientes, há indicação do consumos de todos os vegetais, inclusive frutas, cozidos.
É CORRETO o que se afirma em
I, II e III, apenas.
II e IV, apenas.
I e III, apenas.
I, apenas.
II, apenas.
Em casos de Injuria Renal Aguda (IRA), a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal (2021) recomenda, na fase inicial da enfermidade aguda, nutrição
hipocalórica.
hipercalórica.
normocalórica.
normocalórica com dieta leve.
normocalórica com dieta de líquidos claros.
É uma recomendação da Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal (2021) para o planejamento nutricional para indivíduos com injuria renal aguda
0,6 a 0,8 g/kg/dia de proteína.
50 a 60% do valor calórico total em forma de lipídios.
20 a 30 kcal/kg/dia de peso seco ou ideal.
a suplementação do ácido docosa-hexaenoico (DHA).
a suplementação de glutamina.
A redução na geração de produtos nitrogenados tóxicos, bem como a prevenção e o tratamento da acidose metabólica são algumas das justificativas para o controle da ingestão proteica no tratamento conservador da doença renal crônica (DRC). Quanto às proteínas dietéticas, sabe-se que:
ao menos 30% do total de proteínas da dieta, independentemente do tipo, devem ser de alto valor biológico, ou seja, de alimentos de origem animal não processados
embora as proteínas vegetais possam ter ação biológica positiva, os estudos são inconclusivos para recomendar a substituição de proteínas animais por vegetais
a dieta à base de proteínas vegetais propicia benefícios para os pacientes com DRC, como maior carga ácida e menor biodisponibilidade de fósforo
a dieta hipoproteica, suplementada com cetoanálogos, diminui o risco de falência renal e aumenta a proteinúria em pacientes com DRC 4-5
Segundo as diretrizes da BRASPEN 2021, para a terapia nutricional no paciente com doença renal, qual é a recomendação de energia para pacientes com injúria renal aguda?
18-24kcal/Kg/dia de peso seco ou ideal.
25-35kcal/kg/dia de peso seco ou ideal.
22- 32kcal/Kg/dia de peso seco ou ideal.
20-30kcal/Kg/dia de peso seco ou ideal.
25- 30kcal/kg/dia de peso seco ou ideal.
Na Doença Renal Crônica (DRC) os objetivos dietoterápicos devem considerar o manejo da causa primária da doença e os sintomas secundários como edema, hipoalbuminemia e acidose metabólica. Os requerimentos nutricionais diferem em relação a terapia, assim considerando o paciente em hemodiálise, tem-se as seguintes afirmativas:
I - Ingestão proteica de 1,2g/kg de peso corporal ideal, necessidade energética de 35 kcal/kg peso corporal ideal e líquidos com reposição de 750 a 1000ml/dia somado ao débito urinário.
II - Ingestão proteica de 1,2 a 1,5g/kg de peso corporal ideal, potássio de 3 a 4g por dia e sem necessidades de limitar o consumo de fósforo.
III - Consumo de 1,5 a 2g de sódio por dia, potássio de 2 a 3 g por dia ou 40mg/kg de peso corporal ideal e fósforo de 0,8 a 1,2g por dia.
IV - Ingestão energética de 30 a 35 kcal/kg peso corporal ideal, potássio de 3 a 4g por dia e suplementação de 1,2g de cálcio por dia.
Em relação aos itens acima, pode-se afirmar que:
Os itens III e IV são corretos.
Os itens I e IV são falsos.
Os itens II e IV são corretos.
Os itens I e III são corretos.
O item I é falso e o II é correto.
Considerando-se as recomendações nutricionais para o paciente com doença renal crônica (DRC) na fase dialítica, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) As recomendações de energia para pacientes em diálise são maiores do que as para indivíduos saudáveis, uma vez que as desordens hormonais e metabólicas que acometem os indivíduos com DRC afetam de maneira significativa o gasto energético de repouso.
( ) Geralmente, esses pacientes em diálise necessitam de restrição hídrica. A recomendação de ingestão de líquidos deve ser individualizada, dependendo do volume de excreção urinária. Após estabelecer o volume de líquidos a ser ingerido, cabe ao profissional nutricionista indicar todos os alimentos líquidos a temperatura ambiente que contribuem para o montante hídrico diário, como água para tomar os medicamentos, gelo, gelatina, sorvete, sopa, suco, café, chá, etc.
C - C.
E - C.
C - E.
E - E.
A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública preocupante, atingindo cerca de 500 milhões de pessoas mundialmente. No Brasil o número de pacientes dialíticos chega a 100 mil e destes, 4,6% são hospitalizados por mês e a taxa de mortalidade é de aproximadamente 17% ao ano, os principais desencadeadores para desenvolvimento da doença são: Diabetes Mellitus (DM), obesidade e hipertensão arterial sistêmica (HAS), bem como o uso inadequado de medicações nefrotóxicas e o envelhecimento. Podemos afirmar que na Doença Renal Crônica:
Frutas como a carambola podem ser consumidas normalmente, pois, não são tóxicas.
Não é comum pacientes portadores de DRC apresentarem quadro de anemia, sendo esta atribuída a um déficit de eritropoietina, que é um hormônio necessário à produção de hemoglobina.
Pacientes que apresentem taxa de filtração glomerular < 60 ml/minuto, devem fazer acompanhamento ambulatorial com profissional nutricionista, a fim de receber orientações e acompanhamento de sua evolução clínica.
Pacientes com taxa de filtração glomerular > 70 ml/minuto, geralmente não necessitam de orientações específicas quanto à alimentação.
AGR, após 10 dias internado, complicou com o aparecimento da Leão Renal Aguda. Assinale a alternativa correta:
Uma oferta calórica de 65 kcal/kg é recomendada para compensar o aumento do gasto energético de AGR.
A lesão renal aguda é uma diminuição rápida (em dias ou semanas) da capacidade dos rins de filtrar os resíduos metabólicos do sangue. É recomendado o cálculo do balanço nitrogenado (BN) para avaliação das necessidades proteicas, ofertando quantidade proteína suficiente para deixar o BN positivo.
A restrição de líquidos, sódio, potássio e fósforo não será necessária.
O cálcio e magnésio deverão ser suplementados, independente dos valores laboratoriais que, agora, se apresentarem.
Em se tratando de DRC, a conduta nutricional para aporte de PTN em pacientes dos estágios 4 e 5 não dialíticos deverá ser de um mínimo de 0,8 g/Kg/dia em adultos, acompanhado de adequada orientação nutricional, devendo-se evitar ingestão maior do que 1,3g/kg/dia nos pacientes que necessitarem, por outra indicação, ingesta acima de 0,8 g/kg/dia.
Certo
Errado
Segundo a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal (2021), qual é a recomendação de calorias e proteínas, respectivamente, para um paciente com 70 anos, peso de 70 kg, 1,70 m, com diagnóstico de doença renal crônica, estágio 5 e em terapia renal substitutiva?
1750 kcal e 63 g de proteína por dia.
1960 kcal e 70 g de proteína por dia.
2100 kcal e 77 g de proteína por dia.
2310 kcal e 91 g de proteína por dia.
Paciente de 50 anos de idade, portadora de doença renal crônica (DRC G3-5D), chega ao consultório apresentando hiperfosfatemia persistente e progressiva.
São medidas realizadas para o ajuste e a manutenção dos níveis séricos de fósforo dentro da normalidade, exceto:
Restrição de fósforo após a avaliação de níveis séricos de cálcio e paratormônio (PTH).
Escolha de alimentos que contenham mais fósforo inorgânico.
Consideração não somente da quantidade de fósforo, mas de suas fontes dietéticas e da presença de aditivos em alimentos processados.
Modificação do método de cozimento dos alimentos com o objetivo de reduzir o teor de fósforo neles contido.
Considerando-se a Insuficiência Renal Crônica (IRC), a IRC é uma síndrome clínica decorrente da perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. São várias as causas da IRC, sendo as mais comuns:
Glomerulonefrite aguda - lupus eritematoso sistêmico e síndrome de Alport.
Herpes - lupus e síndrome de Cri-du-chat.
Glomerulonefrite crônica - síndrome de Burnout e síndrome de Alport.
Glomerulonefrite crônica - lupus eritematoso sistêmico e síndrome de Alport.
Nos pacientes em terapia de substituição renal contínua, a BRASPEN recomenda um aporte proteico de
até 2,5 g/kg/dia.
até 2,8 g/kg/dia.
até 3,0 g/kg/dia.
de 2,5 a 3,0 g/kg/dia.
de 2,8 a 3,0 g/kg/dia.
No paciente hospitalizado com doença renal crônica (DRC) dialítica, sem doença aguda ou crítica, de acordo com a Diretriz sobre Nutrição Clínica em Pacientes Hospitalizados com Doença Renal Aguda ou Crônica (2021), da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN), a recomendação de proteína, com base no peso pré-internação ou usual, é de
0,4 g/kg/dia.
0,6 g/kg/dia.
0,8 g/kg/dia.
1,0 g/kg/dia.
1,2 g/kg/dia.
Considerando-se as recomendações nutricionais para o paciente com doença renal crônica (DRC) na fase dialítica, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) A recomendação da ingestão proteica é maior do que a da população em geral, visto que uma grande quantidade de aminoácidos e peptídeos é perdida durante o processo dialítico.
( ) Do total de proteínas ofertadas na alimentação, 50% devem ser de alto valor biológico, a fim de garantir a oferta de aminoácidos essenciais.
E - C.
C - C.
C - E.
E - E.
Na Insuficiência Renal Crônica (IRC), os rins reduzem a capacidade de eliminação do potássio. Todo paciente com doença renal crônica deve ter cuidados para manter o potássio no sangue dentro dos valores considerados normais. Isso posto, assinale a opção que contém alimentos com menos potássio e que podem ser indicados para pacientes portadores de IRC.
Abacaxi, acerola, ameixa fresca e abacate.
Caqui, jabuticaba, laranja lima e açaí.
Limão, maçã, manga e água de coco.
Morango, pera, pêssego e caju.