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Sobre o diagnóstico das lesões cariosas, é CORRETO afirmar:
O método radiográfico tem desvantagem sobre o método clínico pela incapacidade em detectar grandes lesões ocultas oclusais, não permitindo uma avaliação do comportamento da lesão ao longo do tempo.
A retenção da sonda depende de outros fatores além da presença de cavidades cariosas. A dimensão da ponta do explorador, a pressão exercida pelo examinador e a morfologia da fissura seriam importantes determinantes.
O grupo bacteriano Streptococcus mutans é indígeno da cavidade bucal. Não exige a presença de dentes como pré-requisito para colonização. É adquirido durante a “janela de infectibilidade” por volta dos 2 meses de idade.
A qualidade e fluxo da saliva são fatores do indivíduo que podem influenciar na manifestação da doença cárie. Indivíduos com redução do volume de saliva seja por uma doença sistêmica, efeito de radiação ou por uso de certos medicamentos, tendem a desenvolver um maior número de lesões cariosas inativas e redução do número de lesões pigmentadas.
Atenção: Para responder às questões de números 44 e 45, considere as informações abaixo.
Paciente com 17 anos de idade, sexo feminino, não apresenta lesões cavitadas de cárie dentária ou restaurações em seus dentes. Contudo, a paciente relata uma mudança no padrão de consumo de alimentos doces, ocorrida em meses mais recentes. Após a secagem prolongada dos dentes, o exame clínico mostra opacidades cariosas nas superfícies vestibulares e proximais dos dentes 11, 12, 21 e 22.
A avaliação clínica da atividade de cárie dentária é auxiliada com a observação de algumas características, como a
presença de biofilme bacteriano, uma vez que a paciente tende a realizar uma higiene bucal melhor no dia da consulta.
idade da paciente, devido ao processo de maturação pós-eruptiva receber influências das alterações hormonais.
condição gengival, pois a gengiva reage ao acúmulo de biofilme bacteriano com um processo inflamatório.
estagnação bacteriana, que consiste nos sítios com menor dificuldade de remoção do biofilme, como as áreas localizadas ao longo das margens gengivais.
hipossalivação, uma vez que a diluição e tamponamento do ácido cítrico confere à saliva propriedades antimicrobianas.
significa o sucesso do controle do processo da doença cárie.
não pode ser entendida como sinônimo de tratamento da doença cárie.
dispensa a atenção ao fator etiológico a aos fatores determinantes da doença.
A remoção parcial da dentina cariada e o preenchimento da cavidade patológica com material restaurador à base de ionômero de vidro impedem a contínua passagem de nutrientes para os microrganismos residuais, mas não, o progresso da cárie.
Quando a cárie ultrapassa a junção esmalte-dentina, os túbulos dentinários ficam expostos, o que propicia a difusão de toxinas e bactérias e a reação da polpa, independentemente do fato de a cárie ser de rápida ou de lenta progressão.
Ao secar-se uma superfície dental descalcificada, de tal forma que os espaços intercristalinos sejam preenchidos por ar, verifica-se grande diferença entre o índice de refração do espaço preenchido com a hidroxiapatita e o dos espaços vazios, o que se deve ao fato de o tecido descalcificado perder sua translucidez e, consequentemente, parecer opaco ao exame clínico.
Característica para o diagnóstico de uma lesão de cárie ativa:
manchas brancas brilhantes e lisas no esmalte;
manchas brancas rugosas e opacas no esmalte;
tecido dentinário escurecido e duro;
imagem radiográfica radiopaca no esmalte.
Em relação ao diagnóstico de lesões de cárie em esmalte, assinale a alternativa correta.
A lesão de mancha branca é um dos sinais clínicos iniciais visíveis da desmineralização na superfície da dentina.
O uso da sonda exploradora pode produzir defeitos traumáticos irreversíveis em lesões que poderiam ser controladas apenas por meio do controle do biofilme dental.
As evidências científicas sugerem que a secagem do esmalte não deve ser realizada durante o diagnóstico da doença cárie.
Uma lesão acastanhada combinada com uma superfície brilhante indica que a lesão de cárie está ativa.
A radiografia panorâmica é o exame complementar mais indicado para determinação da profundidade da lesão.
as radiografias interproximais têm pouco valor no diagnóstico e acompanhamento de lesões de cárie proximais.
As lesões de cárie desenvolvem-se nos locais onde os depósitos bacterianos formam biofilmes, que não são, freqüentemente, removidos ou desorganizados por forças mecânicas.
No caso de um desafio cariogênico alto e constante, haverá dissolução gradual do esmalte subsuperficial dos dentes. Essa será mais pronunciada profundamente no interior do esmalte que na superfície, difundindo-se por entre o esmalte e seguindo a direção dos prismas.
São consideradas lesões de cáries ativas:
I- Manchas brancas rugosas e opacas no esmalte.
II- Tecido dentinário amolecido e de cor marrom.
III- Manchas pigmentadas brilhantes e lisas.
IV- Cavidades com tecido dentinário escurecido e duro.
I, II e IV.
II e IV apenas.
III e IV.
I e II apenas.
I e III apenas.
Para o correto diagnóstico de cárie dentária, é requerido o procedimento para detectar a condição e respectiva característica:
O desenvolvimento das lesões cariosas é resultante da interação entre dois fatores mutuamente dependentes: o esmalte (fator genético) e o ambiente externo (fator ambiental; a composição salivar pode ser geneticamente determinada de forma parcial). Assim, teoricamente, ambos os aspectos eventualmente determinam o desenvolvimento da lesão ou a resistência à cárie. Do ponto de vista prático, no que diz respeito ao controle da doença, a possibilidade de interferência se dá em relação aos fatores ambientais.
O controle da lesão cariosa in vivo independe da remoção do biofilme cariogênico.
Em tratamento tópico de solução neutra com NaF a 2% que contenha 9.000 ppm de fluoreto por 2 minutos, a formação de fluoreto de cálcio sobre a superfície dentária é substancial.
Mesmo com a utilização de medidas terapêuticas para o controle da doença cárie, tais como controle de placa bacteriana, orientação dietética e uso racional de fluoretos, pode levar meses ou anos até a atividade da doença ser considerada sob controle.
Estudos demonstram que a exposição dentária a placa bacteriana inalterada por quatro semanas leva ao aparecimento de lesões ativas em esmalte, apresentando uma característica superficial calcária que lembra o giz, chamada mancha branca.
O diagnóstico da cárie dentária deve ser pautado:
Em princípios bioquímicos e microbiológicos, além de variáveis socioeconômicas, ambientais e comportamentais.
Somente em critério bacteriano.
Na colonização de microorganismos.
Na fermentação do açúcar.
No ataque das bactérias.