Questões de Concurso sobre Autores filosóficos, psicológicos, históricos e sociológicos da educação

 
 
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Conforme proposto por Lisita, Rosa e Lipovetsky (2017), para superar a separação entre professores e pesquisadores universitários, estes últimos NÃO deverão


A

desenvolver uma colaboração genuína com os professores.


B

trabalhar pela manutenção dos velhos padrões de dominação acadêmica.


C

acolher seriamente os resultados dos trabalhos produzidos pelos professores.


D

dar suporte às investigações feitas pelos professores, bem como aos seus projetos de pesquisa.


E

realizar uma ampla discussão sobre o significado e a relevância das pesquisas desenvolvidas pelos professores.

A surdocegueira foi caracterizada na literatura, por muitos anos, como deficiência múltipla. Contudo, com estudos realizados mais recentemente e com as mobilizações da própria comunidade surdocega, das instituições representativas nacionais e internacionais e dos pesquisadores da área, ela foi caracterizada como uma “deficiência única”.


(SOUZA, L. G. C.; ROCHA, T. C. C. Acessibilidade e Interação em Sala de Aula: estudo de caso com uma estudante surdocega no ensino superior. In: Anais do VIII Congresso Brasileiro de Educação Especial, 2018, São Carlos: UFSCAR, 2018. v. 3.)


Considerando as especificidades da surdocegueira que precisam ser observadas para os processos de inclusão escolar, analise as afirmativas a seguir.


I. A surdocegueira é entendida como a diminuição ou ausência da audição e da visão concomitantemente, podendo ser em diferentes graus em cada um dos sentidos, que vai desde a ausência parcial até a total.

II. A pessoa com surdocegueira congênita é caracterizada como aquela que passa a ter essa condição ao longo da sua vida, quando já utiliza uma língua, que pode ser oral ou sinalizada.

III. A surdocegueira adquirida é caracterizada por aquela que nasceu ou que desenvolveu a deficiência antes do desenvolvimento de uma língua.

IV. Quando uma forma de comunicação é aprendida, com o apoio de um professor ou mediador, o guia-intérprete é o profissional que passa a assumir os serviços de tradução, interpretação, descrição e guia para a promoção da acessibilidade para as pessoas com surdocegueira.

V. A surdocegueira demanda estratégias diferenciadas para a interação, comunicação e participação em situações cotidianas, que passam pela acessibilidade escolar até a interação e comunicação com os próprios familiares.


Está correto o que se afirma apenas em


A

I e V.


B

I, II e III.


C

I, IV e V.


D

I, II, III e V.

De acordo com Ropoli (2010), “A educação inclusiva questiona a artificialidade das identidades normais e entende as diferenças como resultantes da multiplicidade, e não da diversidade, como comumente se proclama. Trata-se de uma educação que garante o direito à diferença e não à diversidade, pois assegurar o direito à diversidade é continuar na mesma, ou seja, é seguir reafirmando o idêntico”. Com relação ao tema, a Lei Federal n° 9.394/96 (Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional), em seu artigo 58, § 3°, prevê que a oferta de educação especial tem início


A

no ensino fundamental I até o fim da educação básica.


B

na escola com serviço de apoio especializado, para qualquer faixa etária.


C

no ensino fundamental I até o fim do ensino superior.


D

na educação infantil e estende-se ao longo da vida.


E

na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.

Toda criança desenha, mesmo que não seja adequadamente instrumentada para tal, a criança pequena quase sempre encontra uma maneira de deixar, nas superfícies, o registro de seus gestos. Desenhar constitui para a criança, segundo Galvão (1992), uma atividade que


A

se apoia nas concepções do professor sobre o desenho enquanto linguagem, ideias constituídas na sua própria história e experiência com a linguagem.


B

se sustenta nos conhecimentos do professor sobre as possibilidades do grafismo infantil.


C

propicia a representação dos objetos de forma fiel, refletindo seu pensamento sobre o mundo.


D

faz com que a criança se apoie na praticidade da vida cotidiana, reproduzindo o que vê e sente.


E

coloca em jogo as inter-relações do ver, do pensar, do fazer e dá unidade aos domínios perceptivo, cognitivo, afetivo e motor.

Wallon (2007) afirma que a psicologia da criança, principalmente a da primeira infância, depende quase exclusivamente da observação. Pondera ainda que não existe observação que seja cópia fiel e completa da realidade. Para o autor, não há observação sem escolha e esta


A

está relacionada aos nossos desejos, comportamentos e hábitos emocionais.


B

é dirigida pelas relações que possam existir entre o objeto ou o acontecimento e nossa expectativa.


C

é intencional e se confunde com nossa capacidade de formulação cognitiva.


D

consiste em relacionar o quadro de referências utilizado à intuição, que, na maioria das vezes, é fragmentado.


E

deve estar focada, essencialmente, no ambiente, uma vez que ele é determinante para o desenvolvimento da criança.

   
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