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Tendo em conta as diferentes concepções que orientam o trabalho pedagógico com alunos surdos, identifique a alternativa correta:
A Língua Portuguesa deve ser priorizada nos anos iniciais, enquanto a Língua de Sinais é utilizada apenas como recurso complementar.
A aquisição da linguagem do aluno surdo ocorre de forma espontânea, dispensando mediações pedagógicas específicas no ambiente escolar.
A Língua de Sinais é considerada a primeira língua do aluno surdo, e a Língua Portuguesa é aprendida como segunda língua.
O domínio da linguagem pelo aluno surdo depende exclusivamente da presença do intérprete de Libras em sala de aula.
O processo de aquisição da linguagem do aluno surdo restringe-se ao ambiente familiar, anterior à escolarização.
Está habilitado ao exercício da profissão de tradutor, intérprete e guia-intérprete de Libras o profissional que:
possua formação técnica, superior específica ou outra graduação com curso mínimo de 360 horas e aprovação em exame de proficiência
detenha experiência comprovada de atuação profissional, independentemente de formação acadêmica
apresente certificação informal reconhecida por entidades da comunidade surda
comprove atuação contínua anterior à vigência da Lei nº 14.704/2023, sem exigência de titulação
tenha sido indicado por instituição pública responsável por políticas de acessibilidade e que seja reconhecido pela comunidade ouvinte como apto.
No atendimento das finalidades da educação escolar, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/1996) prevê a educação bilingue de surdos, considerando a primeira língua aquela adquirida na modalidade de educação escolar oferecida em Língua Brasileira de Sinais (Libras), sendo a língua portuguesa escrita considerada a segunda língua. Conforme a referida Lei, a modalidade bilingue para os surdos deve ter início com
zero ano de idade.
dois anos de idade.
quatro anos de idade.
seis anos de idade.
A Constituição Federal de 1988 e a Lei nº 9.394/96 (LDB), com a redação dada pela Lei nº 14.191/2021, estabelecem que a educação bilíngue de surdos é uma modalidade de ensino independente. Essa modalidade deve ser oferecida em sistemas de ensino regular para estudantes surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas. De acordo com a LDB, a língua que deve ser utilizada como primeira língua (L1) de instrução e comunicação em todo o processo educativo nesses contextos é a:
Língua Brasileira de Sinais.
Língua Portuguesa escrita.
Língua Portuguesa oral.
Comunicação Total.
Acerca das evoluções nas abordagens educacionais para surdos, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O Oralismo tem como meta a reabilitação da fala e da audição, utilizando a leitura labial e o treinamento auditivo como principais ferramentas.
(__)A Comunicação Total permite o uso simultâneo de sinais, fala, escrita e gestos para garantir a transmissão da mensagem, sem priorizar a estrutura linguística.
(__)O Bilinguismo propõe que o aluno surdo deve aprender a Língua Portuguesa oral como primeira língua e a Libras apenas como um recurso de apoio secundário.
(__)Na abordagem bilíngue, a Libras é reconhecida como língua de instrução e base para o desenvolvimento cognitivo e identitário do aluno surdo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, V, V.
F, V, F, V.
F, F, V, V.
V, V, F, V.
V, F, V, F.
As tecnologias assistivas são recursos que visam ampliar as habilidades funcionais de alunos com deficiência e promover a autonomia. Sobre o uso desses recursos para alunos surdos, assinale a alternativa correta.
Os recursos didáticos para o aluno surdo devem ser exatamente iguais aos dos demais alunos, sendo proibida a inclusão de imagens ou esquemas simplificados.
O uso de recursos didáticos visuais deve ser evitado para alunos surdos para não distraí-los da leitura labial que deve ser realizada no professor regente.
O uso de softwares de tradução, legendagem automática e dicionários de Libras em vídeo são recursos tecnológicos que potencializam a aprendizagem do aluno surdo.
As tecnologias educacionais na inclusão devem ser utilizadas apenas como forma de entretenimento, sem objetivos pedagógicos definidos no plano de aula.
As tecnologias assistivas devem substituir integralmente a presença do professor de apoio, uma vez que o aluno pode aprender sozinho através de vídeos na internet.
No contexto escolar, o papel do tradutor e intérprete de Libras envolve
avaliar o desempenho acadêmico do estudante surdo.
substituir o professor na condução das atividades pedagógicas.
atuar na mediação da comunicação entre os participantes do processo educativo.
definir estratégias pedagógicas para o ensino da Língua Portuguesa.
restringir sua atuação a momentos formais de avaliação.
Segundo os fundamentos históricos da educação de surdos, o principal impacto das mudanças paradigmáticas ocorridas a partir da década de 1990 foi:
A substituição total das escolas especiais por classes regulares sem adaptações linguísticas.
A reafirmação da surdez como deficiência a ser superada pela oralização.
A exclusão da Libras dos contextos formais de ensino.
A padronização curricular baseada exclusivamente no português escrito.
A problematização das práticas hegemônicas e a valorização da surdez como experiência visual e cultural.
A aprendizagem do português como segunda língua pelo aluno surdo exige:
Metodologias idênticas às aplicadas a falantes nativos.
Mediação visual e reconhecimento da Libras como L1.
Exclusão da Libras do processo pedagógico.
Ênfase na fonética e fonologia oral.
Ensino baseado apenas em regras gramaticais.
Os fundamentos legais que norteiam a Educação Especial e Inclusiva consolidaram conquistas relevantes do movimento surdo no Brasil, especialmente no que se refere ao reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e às políticas de educação bilíngue para estudantes surdos. Considerando esse contexto, analise as assertivas abaixo:
I. A valorização da dimensão pedagógica da educação de estudantes surdos, em contraposição às abordagens centradas exclusivamente em perspectivas clínicas ou terapêuticas, orienta práticas educacionais que reconhecem a surdez também como diferença linguística e cultural.
II. O reconhecimento do papel dos educadores surdos como mediadores linguísticos e culturais em propostas de educação bilíngue contribui para a consolidação de práticas educativas que valorizam a Libras como língua de instrução e elemento constitutivo da identidade surda.
III. A ampliação da formação de profissionais bilíngues, incluindo professores com domínio da Libras e intérpretes educacionais, visa a garantir condições de comunicação e acesso ao currículo, assegurando que a Libras seja utilizada prioritariamente como recurso de apoio à aprendizagem da Língua Portuguesa.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Considerando a legislação brasileira sobre a educação de estudantes surdos, assinale a alternativa correta.
O uso da Libras substitui o ensino da Língua Portuguesa na modalidade escrita.
A avaliação da produção escrita deve considerar as especificidades linguísticas do estudante surdo.
A atuação de intérpretes restringe-se ao ensino superior.
A escolarização deve ocorrer preferencialmente em espaços exclusivos para estudantes surdos.
A aprendizagem da Língua Portuguesa ocorre de forma idêntica à de estudantes ouvintes.
O Auxiliar Educacional atua em uma classe bilíngue de surdos, ajudando no acompanhamento das rotinas. De acordo com a Política Nacional de Educação Especial, o suporte e a organização do espaço nessa modalidade devem considerar que:
A língua de sinais funciona como ferramenta de tradução temporária, visando a transição gradual para a língua portuguesa oralizada como idioma principal da escola.
O apoio foca no desenvolvimento da oralidade forçada, priorizando o ensino da leitura labial para que os alunos surdos se integrem à comunicação majoritária ouvinte.
A Língua Brasileira de Sinais é reconhecida como a primeira língua de instrução e interação, exigindo o uso de recursos visuais e materiais didáticos adequados à cultura surda.
O suporte ao aluno surdo em turmas bilingues envolve a separação física dos estudantes em grupos distintos, classificados de acordo com a capacidade auditiva residual de cada um.
A organização do ambiente dispensa a utilização de textos com linguagem acessível, uma vez que a deficiência auditiva compromete o processamento cognitivo da leitura.
Sobre a Educação Bilíngue de Surdos disposta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96, é CORRETO afirmar que a oferta terá início:
aos seis anos, no Ensino Fundamental, e se estenderá ao longo da vida.
ao zero ano, na Educação Infantil, e se estenderá ao longo da vida.
ao zero ano, na Educação Infantil, e se estenderá por toda a educação básica.
aos seis anos, no Ensino Fundamental, e se estenderá por toda a educação básica.
ao zero ano, na Educação Infantil, e se estenderá por todo o Ensino Fundamental.
De acordo com Quadros e Schmiedt (2006), ao optar pela educação bilíngue, a escola assume decisões político-pedagógicas que dizem respeito ao papel atribuído a cada língua no processo educativo. Nesse contexto, a instituição estabelece uma política linguística em que duas línguas passam a coexistir.
Diante disso, qual decisão se torna fundamental para a organização dessa proposta?
Determinar o número de aulas de cada língua e qual modalidade será priorizada para a primeira língua.
Priorizar a utilização da segunda língua em todas as práticas pedagógicas, deixando a primeira para registro escrito.
Estabelecer como língua de maior prestígio social a língua a ser trabalhada como oficial no currículo escolar.
Definir a primeira e a segunda língua, estabelecendo quais funções cada uma exercerá no ambiente escolar.
Permitir que cada estudante defina sua primeira e sua segunda língua, respeitando os usos naturais de cada uma no cotidiano.
Leia o caso a seguir.
J. é uma criança ouvinte de 6 anos, filho de pais surdos. Até os cinco anos, conviveu apenas com os pais e, por isso, desenvolveu a Libras desde muito cedo. Ao ingressar na escola, J. não domina o português escrito nem falado, pois sua principal língua de aquisição foi a Libras.
Considerando essa situação, qual é a estratégia mais adequada para apoiar J. na aprendizagem do português?
Ensinar o português oralmente, sem considerar sua competência em Libras.
Substituir Libras pelo português desde o início, para que J. se adapte rapidamente à língua da escola.
Priorizar atividades de Libras na escola, deixando o português para o futuro.
Tratar o português como segunda língua (L2), utilizando Libras como suporte na compreensão e ensino de vocabulário, gramática e leitura.
À luz da análise apresentada no texto “Educação dos surdos no Brasil: um percurso histórico e novas perspectivas”, que trata de políticas e metodologias para a educação de surdos (Oliveira; Figueiredo, 2017), é correto afirmar que o insucesso das abordagens educacionais anteriores à perspectiva bilíngue decorreu fundamentalmente do fato de essas propostas:
Estruturarem suas práticas sob o viés da normalização, subordinando o desenvolvimento dos estudantes aos paradigmas linguísticos da sociedade ouvinte.
Destituírem a língua de sinais de qualquer funcionalidade pedagógica, impedindo a formação de laços identitários essenciais à sociabilidade.
Exigirem a produção simultânea de modalidades comunicativas incompatíveis, sobrecarregando o processamento de linguagem pelo bimodalismo.
Delegarem a mediação cognitiva exclusivamente aos intérpretes educacionais, isentando os docentes de adaptar seus currículos formais.
Confinarem os sujeitos a espaços terapêuticos segregados, inviabilizando o convívio social inerente aos ambientes regulares de instrução.
Texto base: Um marco determinante na história da educação de surdos foi o Congresso de Milão em 1880, onde se decidiu pelo banimento das línguas de sinais no ensino em favor do método oralista puro. Historicamente, a marginalização das pessoas surdas esteve associada à crença de incapacidade de aprendizagem.
Segundo o texto-base, essa percepção esteve diretamente relacionada:
À ausência de políticas públicas específicas até o século XXI.
À concepção biológica da surdez como patologia incapacitante, desvinculada da língua.
À questão linguística, que negava aos surdos o reconhecimento de uma língua legítima.
À resistência das próprias comunidades surdas à escolarização formal.
Referente à educação para surdos é INCORRETO afirmar:
Os registros de pesquisas e tentativas estruturadas de educação de surdos vieram a partir dos pioneiros da educação de surdos, Girolamo Cardamo, Pedro Ponce de Leon e entre outros.
A Lei de nº 10.436/02 apresenta uma garantia por parte do poder público no apoio, uso e difusão da Libras, incentivando a língua materna em serviços públicos e como meio legal de comunicação.
Todos os eventos e métodos de letramentos utilizados para alunos ouvintes são totalmente eficientes para promover letramentos escolares para os alunos surdos.
Rojo (2012) conceitua o termo multiletramentos, e apresenta existentes tipos de multiplicidade, onde os elementos se encontram presentes ao meio social, em diferentes características e variedade social.
A presença de imagens na construção de aprendizado é muito importante para a formação de alunos surdos, principalmente imagens que relacionem ao seu dia a dia, entre eles: a escola, o lar e a rua.
A história da educação de surdos articula acontecimentos no Brasil e no mundo que marcaram o desenvolvimento das línguas de sinais e das abordagens educacionais adotadas. Sobre esses acontecimentos históricos, assinale a alternativa correta.
A Língua Brasileira de Sinais, segundo a literatura atual, desenvolveu-se no Brasil como adaptação direta do Sistema Braille francês no século XIX, configurando variante visual do sistema tátil criado por Louis Braille naquele período.
O Congresso de Milão, realizado em 1880, deliberou pela prioridade do método oralista na educação de surdos, decisão que marcou o afastamento das línguas de sinais no contexto educacional em diferentes países ao longo de décadas posteriores.
O Congresso de Milão, realizado em 1880, deliberou pela prioridade do método bilíngue na educação de surdos, decisão que marcou a valorização das línguas de sinais no contexto educacional em diferentes países ao longo de décadas posteriores.
O Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), fundado no Brasil no século XX como instituição privada especializada, configura marco histórico no atendimento aos surdos por meio de abordagem exclusivamente oralista ao longo do período.
Informe se é verdadeirto (V) ou falso (F) o que se afirma sobre o ensino da Língua Portuguesa como Segunda Língua (L2) para estudantes Surdos.
( ) A produção escrita do aluno Surdo frequentemente reflete marcas de interlíngua, evidenciando a estrutura gramatical da Libras no texto escrito, o que pode resultar em construções sintáticas singulares que diferem do padrão da Língua Portuguesa.
( ) No ensino de Português como L2, deve-se priorizar o aspecto visual, a fluência do docente em Libras e o conhecimento prévio de mundo do estudante, evitando abordagens focadas apenas em aspectos gramaticais superficiais e descontextualizados.
( ) O tempo de aprendizagem da L2 para o Surdo deve ser compreendido de forma distinta do tempo do ouvinte, especialmente considerando que muitos sujeitos Surdos podem ter tido um acesso tardio à aquisição da Libras (L1) antes do ingresso escolar.
( ) Os critérios de avaliação textual do aluno Surdo devem divergir rigorosamente dos modelos tradicionais voltados para ouvintes, prorizando-se o domínio da norma culta estrita e a correção gramatical acima da coerência do pensamento crítico ou da ordenação das ideias.
( ) O direito ao aprendizado do português escrito pressupõe um currículo apropriado que utilize estratégias de ensino baseadas em recursos predominantemente visuais, tornando o conteúdo acessível e realizável para o estudante Surdo.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
V, V, V, F, V.
V, F, V, F, V.
F, V, F, V, F.
V, V, F, V, F.
F, F, V, V, V.