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A Resolução CNE/CEB no 1/2021 define diretrizes operacionais para a Educação de Jovens e Adultos. A referida Resolução determina, em seu art. 9o , que o primeiro segmento da EJA, correspondente aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, entre outros meios, deverá ser ofertado
a distância, com uma qualificação profissional, compreendendo, inclusive, a formação geral básica.
na forma presencial, podendo ser sem articulação com uma qualificação profissional, compreendendo apenas formação geral básica.
para alunos a partir de 13 (treze) anos de idade, desde que o adolescente esteja cumprindo medida socioeducativa de Liberdade Assistida (LA).
na forma presencial e/ou a distância, e seus currículos serão compostos por formação geral básica e itinerários formativos, indissociavelmente.
com a garantia de todo conteúdo e disciplinas do ensino regular, excetuando-se a educação física, cuja oferta é opcional na totalidade do currículo da EJA.
Sobre as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), instituídas pela Resolução CNE/CEB nº 3, de 8 de abril de 2025, e alteradas pela Resolução CNE/CEB nº 6, de 17 de julho de 2025, analise as assertivas abaixo.
I. A oferta de cursos da EJA do Ensino Médio na modalidade a distância (EaD) deve ter a carga horária presencial ampliada, respeitando um limite de até 50% da carga horária total do curso para a modalidade não presencial.
II. O Ensino Fundamental na modalidade a distância (EaD) deve ser substituído pela oferta presencial, embora o cumprimento de parte da carga horária por meio de práticas pedagógicas não presenciais seja admitido.
III. O período de transição entre as atuais modalidades de oferta e organização da EJA e as novas diretrizes se encerrará em 31 de dezembro de 2025, sendo que a oferta em formato diferente do proposto deve terminar com a conclusão do segmento.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
III, apenas.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) possui uma de suas funções que vai além da simples inserção dos jovens e adultos no âmbito dos direitos civis, pois busca restaurar um direito negado: o acesso a uma escola de qualidade. Essa função também está relacionada ao reconhecimento da igualdade de todo sujeito em ter acesso a um bem real, social e simbolicamente importante. Para tanto, é imprescindível um modelo educacional que atenda às necessidades específicas de aprendizagem de jovens e adultos.
De acordo com o enunciado, essa função da EJA é denominada:
Reparadora.
Integradora.
Qualificadora.
Equalizadora.
Permanente.
Sobre a Educação de Jovens e Adultos, julgue os itens a seguir:
I. os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas;
II. não é prevista como modalidade, mas a sua oferta é dever do Estado;
III. destina-se exclusivamente às pessoas maiores de 21 anos que não concluíram seus estudos;
IV. articula-se preferencialmente com a educação profissional.
Está INCORRETO o que se afirma em:
I e III.
II e IV.
II e III.
I e IV.
IV.
Com base no artigo 37 da Lei 9394/96, atualizada, é CORRETO afirmar que, a Educação de Jovens e Adultos (EJA):
direcionada aos alunos que não concluíram seus estudos na idade regular no ensino fundamental, garantindo apenas o domínio dos conteúdos básicos do currículo nacional para a certificação.
estabelece aos educandos fora da idade regular um currículo baseado em conteúdos padronizados, direcionado principalmente à formação técnica e a preparação imediata para o mercado de trabalho.
oferece certificação limitada ao Ensino Fundamental, garantindo a formação integral, enquanto o acesso ao Ensino Médio é restrito a alunos matriculados em escolas regulares na modalidade presencial.
garante aos educandos fora da idade regular a formação integral, o acesso, a permanência e a certificação, em consonância com os desafios de um mundo em transformação.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem um papel fundamental na garantia do direito à educação para aqueles que não tiveram acesso à escolarização na idade regular. Sobre a contextualização do currículo na EJA, é correto afirmar que:
O currículo deve considerar as experiências prévias dos estudantes, valorizando seus conhecimentos e vivências.
A proposta curricular da EJA deve ser idêntica à do ensino regular, sem necessidade de adaptações.
A contextualização do currículo deve ocorrer apenas nas disciplinas de ciências humanas, sem interferir nas áreas exatas.
A adoção de um currículo padronizado e inflexível melhora o desempenho dos estudantes na EJA.
A evasão escolar na Educação de Jovens e Adultos (EJA) pode ser reduzida por meio de:
Exigências rígidas de frequência e desempenho, sem considerar os desafios enfrentados pelos estudantes fora do ambiente escolar.
Estratégias pedagógicas que respeitem o ritmo e a realidade dos estudantes, tornando o ensino mais acessível e motivador.
Metodologias de ensino padronizadas, que não se adaptam às necessidades individuais dos alunos.
Aplicação de avaliações classificatórias rígidas, que eliminam os estudantes com dificuldades de aprendizagem.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um desafio, principalmente considerando a diversidade que compõe as turmas com diferentes histórias, experiências e idades. A complexidade é ainda maior na sala de aula de uma professora cujos estudantes são oriundos de diferentes regiões do Brasil. Seus planejamentos sempre contemplam a diversidade, a inclusão e a interdisciplinaridade, valorizando as diferentes culturas. Para as aulas dessa semana, ela propõe a letra da música Problema social como tema norteador. Para a interdisciplinaridade em Geografia e Arte, a professora planejou ações pedagógicas baseadas em metodologias ativas. A partir dessas metodologias e da interdisciplinaridade, a professora propõe atividades que
insiram o estudante no centro do processo de aprendizagem, em um projeto que valorize a multiterritorialidade e a troca de experiências multiculturais em produções escritas, orais e artísticas, envolvendo a integração entre as áreas de conhecimento e tomando a letra da música como provocadora de reflexões de realidades sociais.
focalizem a atenção no professor, valorizando o momento da aprendizagem de forma oral, escrita e artística, reconhecendo a contribuição de cada uma das disciplinas para um objetivo comum, em que a integração se encontra na letra da música, ouvida por todos, e demonstrando o padrão da realidade social.
insiram a avaliação no centro do processo da aprendizagem, organizando a sala de aula em uma disposição que favoreça a atenção dos estudantes no momento da exposição dos conteúdos de forma oral, escrita e artística, e valorizando a contribuição das disciplinas, em uma integração por meio da letra da música.
focalizem a atenção no professor, que inspira os estudantes por meio da arte musical, interpretando a letra que demonstra o quanto todos vivem a mesma realidade social e territorial, integrando os diferentes conhecimentos, e abordando um tema ou problema de forma mais abrangente e profunda.
A andragogia tem, por base, cinco premissas características aos aprendentes adultos: saber o motivo pelo qual devem aprender certos conhecimentos; aprendem melhor experimentalmente; veem a aprendizagem como resolução de problemas; a aprendizagem é melhor quando possui valor imediato; e os motivadores internos.
Certo
Errado
Os resultados da pesquisa corroboram a ideia de que a escolarização exerce influência direta sobre indicadores de empregabilidade e renda, demonstrando que a conclusão da EJA tem potencial de ampliar oportunidades no mercado formal de trabalho.
Certo
Errado
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) se configura como um direito fundamental, visando à inclusão e à elevação da escolaridade de indivíduos que não tiveram oportunidades educacionais na idade convencional. A Andragogia, campo do conhecimento que estuda a aprendizagem de adultos, oferece princípios norteadores para práticas pedagógicas eficazes nessa modalidade. Em um programa de EJA da rede municipal, o especialista em educação observou que a prática de uma professora se baseava predominantemente em atividades repetitivas e descontextualizadas da realidade dos alunos, resultando em baixo engajamento. Segundo os princípios da Andragogia, cabe ao especialista em educação:
Sugerir a introdução de materiais didáticos padronizados e sequenciais, com foco na progressão linear dos conteúdos, visando a uniformidade do aprendizado em diferentes turmas.
Incentivar a utilização de tecnologias digitais como ferramentas de apoio, desde que o conteúdo seja previamente estruturado e a interação dos alunos seja guiada por tutoriais detalhados.
Recomendar a aplicação de avaliações diagnósticas com foco na identificação das lacunas de aprendizagem, para que as atividades de reforço se concentrem nos conteúdos não assimilados.
Orientar a professora a investigar os interesses e as necessidades dos estudantes, utilizando metodologias ativas que integrem seus conhecimentos prévios e os desafiem a resolver problemas autênticos do seu cotidiano.
Formação para novas tecnologias passará a fazer parte da EJA
Modalidade ganhou formação específica para seus alfabetizadores
Habilidades como enviar mensagens de texto em redes sociais, identificar golpes e informações falsas on-line, usar aplicativos bancários e até mesmo fazer perfis em apps de namoro deverão fazer parte da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil. Neste mês, começou em todo o país a formação voltada para os alfabetizadores da EJA e a educação midiática está entre os tópicos abordados.
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/. Acesso em: maio de 2025.)
A EJA traz consigo, em suas aspirações, a compreensão das demandas específicas do público atendido para viabilizar o acesso ao conhecimento de forma significativa. Nesse sentido, estratégias como a “formação midiática” são adotadas, pois:
Essa etapa se diferencia da educação básica regular, uma vez que não tem como foco a criticidade e o mercado de trabalho, mas sim a formação inicial.
Essa modalidade de aprendizagem busca capacitar as crianças e os adolescentes para uma vida plena, com consciência de seus direitos e deveres, além do desenvolvimento técnico.
Essa etapa consolida os saberes do ensino fundamental e médio, de maneira democrática, utilizando-se de técnicas iniciais para atender ao desenvolvimento da alfabetização e operações básicas.
Essa modalidade de ensino tem seu foco na democratização do acesso ao conhecimento, exercício de habilidades técnicas, estímulo ao pensamento crítico e preparação para o mercado de trabalho.
Conforme a Resolução CNE/CEB 07/2010, artigo 44, a Educação de Jovens e Adultos, voltada para a garantia de formação integral, da alfabetização às diferentes etapas da escolarização ao longo da vida, inclusive àqueles em situação de privação de liberdade, é pautada pela inclusão e pela qualidade social e requer, entre outros:
um processo de gestão e financiamento que lhe assegure isonomia em relação ao ensino fundamental regular.
a implantação de um sistema de monitoramento e avaliação externos, assegurando-se o princípio de imparcialidade processual.
uma política de formação periódica dos professores, com ênfase em temas comportamentais a partir da abordagem da psicologia social da aprendizagem.
os recursos destinados ao ensino de jovens e adultos serão distribuídos de acordo com os resultados das avaliações institucionais, considerando o desempenho escolar.
a gestão da Educação de Jovens e Adultos deve ser realizada de maneira integrada com outras modalidades de ensino, visando à uniformidade dos processos pedagógicos.
A andragogia requer profissionais capacitados a trabalhar conteúdos relevantes e com aplicação no campo pessoal ou profissional dos aprendizes.
Certo
Errado
De acordo com Haddad e Di Pierro (2000), sobre a oferta de escolarização de jovens e adultos no Brasil, é correto afirmar:
historicamente, a educação de jovens e adultos no Brasil foi de atribuição de entidades privadas, que resultou no abandono dessa modalidade de ensino nas redes públicas.
desde a década de 1940, a educação de jovens e adultos ficou em grande parte à cargo de iniciativas da sociedade civil, situação que persiste até hoje.
as atuais experiências de ensino voltado ao público jovem e adulto nas escolas públicas são denominadas de educação popular.
as políticas educacionais dos anos 1990 culminaram na proibição da oferta de educação de jovens e adultos por iniciativas da sociedade civil.
o reconhecimento da responsabilidade do setor público pela oferta gratuita de ensino aos jovens e adultos ocorreu com a Constituição em 1988.
O planejamento pedagógico na EJA deve considerar a heterogeneidade das turmas e as diferentes trajetórias de aprendizagem dos estudantes. Para isso, é fundamental que o professor:
Utilize metodologias ativas que valorizem o conhecimento prévio dos alunos e promovam uma aprendizagem significativa.
Implemente um currículo rígido e sequencial, sem flexibilização para os diferentes ritmos de aprendizagem.
Restrinja o uso de atividades interativas, pois a EJA requer foco exclusivo na recuperação de conteúdos defasados.
Priorize a memorização de conteúdos, garantindo que todos os alunos dominem os mesmos conceitos ao mesmo tempo.
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, os cursos da educação de jovens e adultos (EJA) devem pautar-se pela flexibilidade, tanto no currículo quanto no tempo e espaço escolares, para
evitar a realização de atividades culturais, recreativas e esportivas, que desviam o foco da aprendizagem.
promover a motivação e a orientação permanente dos estudantes ao ofertar um ensino com turmas divididas por faixa etária e nível de aprendizado.
incentivar a simetria com o ensino regular, de modo a permitir percursos comuns para jovens e adultos.
prover atividades diversificadas com foco na memorização.
desenvolver a agregação de competências para o trabalho.
O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos é uma política pública construída de forma colaborativa pelo Ministério da Educação (MEC) com a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. O Pacto reúne ações de articulação intersetorial implementadas com a participação de ministérios, da sociedade civil organizada, de organismos internacionais e do setor produtivo. As finalidades desse pacto são superar o analfabetismo; elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) nos sistemas
privados de ensino, excluindo os estudantes privados de liberdade; e aumentar a oferta do ensino noturno.
privados de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e aumentar a oferta educação técnica e tecnológica.
públicos de ensino, inclusive entre indígenas; e aumentar a oferta de ensino na modalidade a distância.
públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e aumentar a oferta da EJA integrada à educação profissional.
O programa Pé-de-Meia é destinado aos alunos da educação de jovens e adultos (EJA) que comprovem a ausência de vínculo trabalhista.
Certo
Errado
A avaliação na Educação de Jovens e Adultos (EJA) deve ser compreendida como um processo contínuo e formativo. Nesse contexto, é correto afirmar que:
A avaliação na EJA deve ser exclusivamente somativa, focada na aplicação de provas tradicionais.
Os estudantes da EJA devem ser submetidos a testes padronizados idênticos aos aplicados no ensino regular.
O único objetivo da avaliação na EJA é classificar os estudantes com base em seu desempenho final.
A avaliação deve considerar o percurso de aprendizagem do estudante e sua evolução ao longo do tempo.