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Leia as afirmativas a seguir:
I. Atender as necessidades educacionais especiais dos alunos, dentro da diversidade escolar, requer uma postura educativa que abrange graduais e progressivas adaptações de acesso ao currículo, bem como adaptações de seus elementos.
II. Compreender os aspectos emocionais e sociais do aluno é prejudicial à atividade de ensino.
Marque a alternativa CORRETA:
Enquanto escolas e comunidades não abraçarem a diversidade e não apoiarem as amizades entre seus membros, não haverá inserção, pois as crianças e os jovens não aprenderão a viver e aprender juntos. Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, segundo os estudos de Stainback & Stainback e Coll, Palácios e Marchesi.
( ) Os educadores devem utilizar diferentes métodos para avaliar, levando em conta as necessidades educacionais especiais dos seus alunos.
( ) Os professores devem avaliar exclusivamente o aluno, por ser o objeto da ação pedagógica.
( ) O importante é conceber a avaliação como uma etapa de final de processo.
( ) A avaliação é o outro lado da moeda do próprio processo de ensino-aprendizagem.
( ) Antes de programar a ação educacional a ser utilizada em aula, é necessário partir de uma avaliação inicial das características dos alunos, para ajustar essa ação, desde o princípio, às necessidades e possibilidades dos indivíduos, evitando, assim, chegar a resultados não desejados.
( ) Para desenvolver uma avaliação inclusiva, o ponto de partida deve ser o próprio estudante, “olhando” para ele não pontualmente, nem descontextualizadamente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – V – V – V.
V – F – V – V – F – V.
V – F – F – V – V – V.
F – V – V – F – F – F.
F – F – F – F – F – F.
A escola, como um espaço social, certamente não deve ficar alheia à construção de espaços inclusivos, organizados para atender e promover o acesso e a permanência dos alunos com necessidades educacionais especiais no sistema regular de ensino.
Alunos com necessidades especiais são aqueles que:
precisam de ajuda em tempo integral porque não têm autonomia motora nem cognição regular.
necessitam de cuidados intensivos tanto para a realização de tarefas quanto para a higiene pessoal.
carecem de auxílio permanente de profissionais qualificados que saibam lidar com as deficiências deles.
demandam apoio e recursos pedagógicos especializados que lhes proporcionem maior acesso ao currículo escolar.
exigem tratamento cauteloso por causa das suas limitações físicas e, também, relativas à aprendizagem.
Hédio Silva Junior, in Bento (2011), considera que já há, no Brasil, “o reconhecimento legal do racismo contra crianças negras e a noção de intervenção preventiva”. Ele argumenta que, nos últimos anos, é crescente a preocupação com formulações conceituais e normativas capazes de orientar a atuação de professores e gestores no tratamento da diversidade étnico-racial na educação infantil. No entanto, segundo o autor, essas formulações “geralmente baseiam-se em um equívoco conceitual que minimiza, empobrece e esvazia o desempenho da educação infantil, qual seja, a ideia de que se deve adotar um posicionamento meramente reativo”. Apontando a “insuficiência” de tal posicionamento, Silva Junior argumenta que a própria Constituição Federal e o ECA prescrevem que a criança deve ser colocada a salvo de toda “negligência, discriminação, crueldade e opressão”, mas que a educação escolar pode fazer muito mais do que reprimir a discriminação – ela pode e deve preparar crianças e adultos para
respeitarem, em situações públicas, as etnias inferiorizadas.
promoverem reparações às pessoas vitimadas pela discriminação e pelo preconceito.
prestigiarem manifestações culturais das diversas raízes étnico-raciais brasileiras.
valorizarem a diversidade étnico-racial e construírem uma sociedade igualitária.
conhecerem primeiro sua própria origem étnico-racial para poderem respeitar a dos outros.
É considerado Atendimento Educacional Especializado (AEE) o serviço que atende às necessidades educacionais dos estudantes com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação. Assinale a alternativa que define a natureza do serviço oferecido no AEE.
Atendimento complementar ou substitutivo.
Atendimento complementar ou suplementar.
Atendimento inclusivo ou suplantar.
Atendimento inclusivo ou suplementar.
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. Caracteriza-se como Transtorno do Espectro Autista (TEA):
Apenas I, III e IV.
Apenas I, II e III.
Apenas II e IV.
Apenas I e II.
É necessário contextualizar o currículo, cultivar uma cultura de abertura ao novo, para ser capaz de absorver e reconhecer a importância da afirmação da identidade, levando em conta os valores culturais dos estudantes e seus familiares, favorecendo que estudantes e educadores respeitem os valores positivos que emergem do confronto dessas diferenças, possibilitando, ainda, desativar essa carga negativa de preconceitos que marca a visão discriminatória de grupos sociais, com base em sua origem étnico-racial, suas crenças religiosas, suas práticas culturais, seu modo de viver a sexualidade.
Questões de gênero, religião, raça/etnia ou orientação sexual e sua combinação direcionam práticas preconceituosas e discriminatórias da sociedade contemporânea. Se o estereótipo e o preconceito estão no campo das ideias, a discriminação está no campo da ação, ou seja, é uma atitude. É a atitude de discriminar, de negar oportunidades, de negar acesso, de negar humanidade.
Nessa perspectiva, também se constituem em discriminação porque são consideradas atitudes:
a delação e a organização institucional.
a representação e o abuso verbal.
a transgressão e o descaso moral.
a segregação e o tratamento preferencial.
a omissão e a invisibilidade social.
Refere-se aos alunos agrupados, em escolas especiais e em escolas regulares, que são ensinados por meio de técnicas adaptadas os conteúdos do currículo comum.
Tem como marco a Declaração de Salamanca, de 1969, que repercute os movimentos em favor da integração de crianças com deficiência na escola comum.
É uma concepção de inserção parcial em que se prevê em serviços educacionais segregados e requer do aluno o ajustamento aos propósitos da escola.
Tem como noção base o princípio do respeito às diferenças e a busca da normalidade, fundamental para a vida escolar e as demais atividades humanas.
Reconhece que todos os alunos com deficiência se beneficiam do ensino regular, pois há uma seleção dos que estão aptos a se beneficiar da adaptação curricular.
Os alunos da Educação Especial devem estar regularmente matriculados e frequentando o Ensino Fundamental, no entanto é ofertada a eles uma complementação da escolarização nos atendimentos educacionais
A integração escolar é um dos paradigmas educacionais para as pessoas com deficiência citada por Mantoan (2006), que não considera, para efeito de análise, o seguinte aspecto:
Questionamento das práticas segregadoras, oferecendo ao aluno a oportunidade de transitar no sistema escolar.
Princípio de normalização como noção de base que atinge o conjunto de manifestações e atividades humanas e todas as etapas de vida das pessoas.
Supressão da subdivisão dos sistemas escolares em modalidades de ensino especial e ensino regular.
Individualização dos programas escolares, currículos adaptados, avaliações especiais para casos de alunos com maiores comprometimentos.
Atualmente a proposta educacional para a inclusão escolar de alunos público-alvo da educação especial redimensiona o lugar desses alunos na organização do trabalho escolar e das propostas curriculares, e, nesse sentido, a escola tem enfrentado desafios para que todos participem e aprendam com qualidade. Para superar tais desafios, de acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica para os anos iniciais do ensino fundamental de Campinas, será necessária, dentre outras coisas, a prática da
reorganização do currículo, que deverá ser realizada pelo profissional responsável pelo atendimento educacional especializado, que, na prática, tem, muitas vezes, dificuldades em articular-se com o professor regente da sala comum.
adaptação e mudança do espaço da sala de aula, que deverá ser organizada a partir de planejamento realizado pelos órgãos centrais da Secretaria Municipal de Educação com apoio dos serviços de saúde e assistência social.
padronização dos tempos e espaços escolares, permitindo que os alunos com mobilidade reduzida tenham acesso aos diversos ambientes da escola, bem como mudança na grade curricular com redução das expectativas de aprendizagem.
flexibilização curricular que se viabiliza por meio da adequação dos objetivos propostos, na adoção de metodologias alternativas de ensino e no uso de recursos humanos, técnicos e materiais específicos.
adequação curricular para que os alunos, público- -alvo da educação especial, possam realizar as atividades com menores alterações possíveis, reduzindo o uso de recursos humanos, técnicos e materiais específicos.
João tem 9 anos, frequenta o 3º ano do ensino fundamental e as avaliações apontaram superdotação com preferência por assuntos de clima mundial, ecologia, saneamento e preservação ambiental. Em reunião com professores do ensino comum, AEE, pais do aluno e coordenação, foi sugerido o processo de aceleração. Nessa concepção, algumas estratégias de aceleração para João poderiam ser
incluir no currículo regular, programas de ensino adiantado em geografia, ciências e artes com atividades de seu interesse.
frequentar séries mais adiantadas em geografia e ciências; buscar mentor fora da escola e planos de estudos auto-organizados com projetos de seu interesse.
desenvolver estudos aprofundados nas áreas do seu interesse e participar de concursos de ciências, elaborar projetos de pesquisa.
promover projetos individuais incluídos em seu currículo com programas de pensamento produtivo e crítico e buscar estudos paralelos.
participar de programas extracurriculares nas suas áreas de interesse, aumentar os seus contextos de aprendizagem e dificultar as atividades.
A inclusão da família e da comunidade nos assuntos relacionados à escola é um caminho para a participação e integração não só nas decisões específicas, mas também:
Na criação de uma instituição sem espaço para discussões políticas.
No projeto de elaboração de uma escola participativa e excludente.
No processo de eliminação de todo tipo de tendência pedagógica.
Na direção que a escola caminha e na construção de seus projetos.
Várias pesquisas, em diferentes países, sobre a educação inclusiva evidenciam que:
A inclusão não ajuda no desenvolvimento de habilidades sociais entre os estudantes com deficiência.
Os alunos não são os mais propensos a aceitar a situação de convivência em um trabalho de inclusão.
Os pais também precisam ser incluídos como parceiros importantes na educação de seus filhos, com o objetivo de ajudar a garantir os melhores resultados.
A inclusão não representa um distanciamento significativo da prática educativa tradicional.
Em escolas efetivamente inclusivas, a sala de aula, que já é tradicionalmente isolada, permanece dessa maneira com o objetivo de desenvolver um trabalho restrito para uma determinada turma de alunos.
Leia com atenção para identificar o transtorno de Line
Todo dia, a dinamarquesa Line Rothman pedala a caminho da aula escutando duas músicas do cantor americano Stevie Wonder. Se as canções (sempre as mesmas) acabam, significa que está atrasada. Nem adianta olhar o relógio... Ela convive com uma condição que afeta de 3 a 6% da população mundial e se caracteriza pela dificuldade em reconhecer, calcular e lembrar fatos numéricos. Em palestra do TED, uma organização sem fins lucrativos, Line relata que muitas vezes essa condição a fez chorar simplesmente porque… não é capaz de contar.
Pela descrição, Line tem
dislexia.
dislalia.
TDAH.
discalculia.
TEA.
São princípios da Matriz Curricular da Educação das Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis:
1. Consciência política e histórica da diversidade.
2. Fortalecimento de identidades e de direitos.
3. Ensino facultativo de história e cultura africana, afro-brasileira.
4. Ações educativas de combate ao racismo e às discriminações.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
De acordo com a Matriz Curricular para a Educação das Relações Étnico-Raciais, relacione os conceitos fundamentais que permeiam tal matriz nas colunas que seguem:
Coluna 1 Matriz étnico-racial
1. Afro
2. Afro-brasileiro
3. Afrodescendente
4. Etnia
5. Raça
Coluna 2 Conceito
( ) Pessoa que descende de africanos, ou ainda, uma referência para qualquer pessoa: partindo da verdade histórica de que a África é o berço da humanidade, qualquer cidadão, pouco importa a cor de sua pele, poderia reivindicar sua afrodescendência.
( ) Designa aquilo que vem da África e representa também dizer, ao modo da África, ao estilo da África. Exemplos, em uso: “Minha aluna hoje está com penteado/cabelo afro”; “Naquela loja vendem-se roupas afro”.
( ) É um adjetivo e se refere àquele que é brasileiro, descendente de africano.
( ) É permeado por imbricações biológicas, filosóficas, ideológicas e políticas e a ideia de uma única espécie é a que vem atualmente determinando a concepção de políticas públicas para tratar da diversidade.
( ) Comporta a articulação das lutas de classes, as particularidades de gênero, os processos culturais e históricos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A legislação em vigor institui a oferta da educação bilíngue para alunos com surdez, sendo a Libras como primeira língua e a língua portuguesa na modalidade escrita como segunda língua, o que pressupõe fluência nessas duas línguas. No entanto, se o professor ouvinte não é fluente em Libras, corre o risco de usar o bimodalismo, descrito na literatura como uso
da língua de sinais como arcabouço para a aprendizagem da segunda língua, que é o português oral.
de uma só língua, no caso o português e o uso de alfabeto manual para expressar os sinais.
concomitante da fala e da sinalização na ordem sintática da língua da comunidade surda.
de uma só língua, no caso o português, produzido nas duas modalidades, a oral e a gestual.
da leitura orofacial, dos sinais, do alfabeto manual, da amplificação da fala quando possível.
No passado, algumas crianças deveriam ser excluídas da sala de aula e das comunidades regulares por serem consideradas uma ameaça à sociedade. Podemos constatar que mudanças fundamentais já aconteceram e ainda estão acontecendo nas sociedades, tornando-as multiculturais. Logo, a inclusão é um dos fatores que deve fazer parte dessas mudanças. Nesse sentido, de acordo com Stainback (1999), é INCORRETO afirmar que:
Em uma sociedade cada vez mais diversificada, o ensino inclusivo orienta os alunos a aceitar as pessoas que são diferentes.
A razão mais importante para o ensino inclusivo é o valor da aprendizagem escolar e não o valor social da igualdade.
É preciso reavaliar a maneira como operamos em nossas escolas, no sentido de proporcionar aos alunos com deficiência as oportunidades e as habilidades necessárias para participar da nova sociedade que está surgindo.
A inclusão é um novo paradigma de pensamento e de ação para a escola e para o professor.
Um dos benefícios para os professores ao trabalhar com a educação inclusiva é a oportunidade de planejar e conduzir a educação como parte de uma equipe.
Na ilustração abaixo, temos o exemplo de tecnologia assistiva usado para pessoas cegas e/ou deficientes visuais.
Este recurso é referido na literatura como: