Questões de Concurso sobre Paulo Freire

 
 
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De acordo com a teoria da educação defendida por Paulo Freire, analise as alternativas abaixo e assinale a alternativa correta:


A

Freire defendia a neutralidade na educação como forma de evitar o conflito entre poderosos e os impotentes, garantindo a transformação em logo prazo e de forma pacífica.


B

Temas como liberdade, visão dos oprimidos e autonomia, entre outros, são frívolos para construção de uma educação voltada à mudança histórica e ação transformadora.


C

Para Freire projetos educacionais baseados na neutralidade no ato de educar resultam em uma despolitização da população e consequente fortalecimento da minoria que detém o poder.


D

A teoria construída por Freire foi inspiradora e necessária à época em que foi construída, hoje, em contrapartida, possui pouco impacto na nova realidade, sendo a sociedade já democratizada.


E

Para Freire o não tomar uma posição no conflito entre o dominante e o dominado, o poderoso e o impotente, resulta em uma tomada implícita de posição favorável ao subjugado.

“Educador que se orientava pela concepção de educação libertadora, em oposição ao método de ensino em que o professor é depositário do conhecimento e os estudantes ocupam a posição de agentes receptivos e passivos:”


O texto acima se refere a:


A

Paulo Freire.


B

Piaget.


C

Vygotsky.


D

Perrenoud.

Paulo Freire entende uma abordagem de educação em que o educando é protagonista do processo, valorizando seus saberes prévios, buscando o desenvolvimento do pensamento crítico, reflexivo e de transformação social. Assim, uma das questões centrais nesse processo é o respeito:


A

À formação do professor.


B

Ao entorno da escola.


C

À cultura do aluno.


D

Ao conceito da escola.

Paulo Freire defendeu ao longo de suas obras uma educação participativa, democrática, em que a escola formasse para a cidadania, como está na Constituição Federal (1988) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996). A sua metodologia, centrada no diálogo, considera que é preciso ensinar e aprender com uma visão crítica, não havendo outra forma de se construir a autonomia do aluno. Para tanto, o docente deve saber que:


I ensinar é criar as possibilidades para que o aluno construa ou reconstrua conhecimentos.

II respeitar a diversidade é fundamental para que cada aluno se aproprie da sua identidade e aja com autonomia.

III valorizar o conteúdo programático e a disciplina formal exigida pela ciência, é essencial para a formação do aluno.

IV apreender a realidade circundante e problematizá-la é tarefa mais complexa e geradora de novos saberes.


Das afirmativas acima, estão corretas, apenas:


A

I, II e III.


B

I, II e IV.


C

II, III e IV.


D

I, III e IV.


E

I, II, III e IV.

Em relação à temática de alfabetização e letramento nas relações criadas por Paulo Freire, pontua-se:


Para Magda Soares (2007), a identificação de Paulo Freire com um método de alfabetização e até, mais especificamente, com um método de alfabetização de adultos parece uma incorreção e uma redução. Primeiro, uma incorreção, pois se atribui a método o sentido restrito que essa palavra tem no vocabulário pedagógico. Segundo, uma redução, pois restringe-se o pensamento de Paulo Freire à criação de um método de alfabetização. Na verdade, Paulo Freire criou uma concepção de alfabetização. Para Soares (2007, p. 119), "[...] uma concepção de alfabetização como prática da liberdade, educação como conscientização [...]". Uma concepção de alfabetização que, na perspectiva da autora, não foi apenas uma concepção como método analítico-sintético de ensinar a ler e escrever, mas como meio de democratização da cultura, como oportunidade de reflexão sobre o mundo e a posição e lugar do homem.

A autora descreve que a concepção de alfabetização que Paulo Freire criou transforma o material com que se alfabetiza, o objetivo com que se alfabetiza e as relações sociais em que se alfabetiza. Isso posto, analise as afirmativas a seguir:


I.Em relação ao material, além de selecionar palavras do universo vocabular dos alfabetizandos, as palavras selecionadas são aquelas que possuem significado social, cultural, político e vivencial.

II.O objetivo se transforma de alfabetização como aprendizado de técnicas do ler e do escrever, para alfabetização como tomada de consciência, como meio de superação de uma consciência ingênua e conquista de uma consciência crítica.

III.Nas relações sociais, o alfabetizando (o aluno) não é considerado apenas como aluno, mas como participante de um grupo, o alfabetizador considerado não como professor, mas como coordenador de debates, a interação entre coordenador e participantes considerada não como aula, mas como diálogo.

IV.Ainda no tocante às relações sociais, não se pode esquecer das relações familiares, que não participam da sistematização da alfabetização, mas colaboram na medida do possível.


É correto o que se afirma em:


A

I, II, III e IV.


B

I, II e III, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e IV, apenas.


E

IV, apenas.

Na proposta de alfabetização de Paulo Freire (1967), ele trata de selecionar palavras do universo vocabular dos alfabetizandos, palavras carregadas de significado, social, cultural, político e vivencial. Marque a (as) alternativa (as) que constituem a Pedagogia Paulo Freire e o seu método de alfabetização.


I alfabetização a partir de palavras ou temas geradores

II alfabetização como tomada de consciência crítica

III alfabetização centrada nas técnicas de ler e escrever

IV alfabetização pautada numa filosofia da submissão e da domesticação a partir do diálogo entre alfabetizador e alfabetizando


A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:


A

As afirmativas I, II e III estão corretas.


B

As afirmativas III e IV estão corretas.


C

As afirmativas I e II estão corretas.


D

As afirmativas I, III e IV estão corretas.


E

Todas as afirmativas estão corretas.

Ano: 2023
Prova: Instituto Verbena - Prefeitura - Professor - 2023

Leia o excerto a seguir.


O que se coloca à educadora ou ao educador democrático, consciente da impossibilidade da neutralidade da educação, é forjar em si um saber especial, que jamais deve abandonar, saber que motiva e sustenta sua luta: se a educação não pode tudo, alguma coisa fundamental a educação pode. Se a educação não é a chave das transformações sociais, não é também simplesmente reprodutora da ideologia dominante. O que quero dizer é que a educação nem é uma força imbatível a serviço da transformação da sociedade, porque assim eu queira, nem tampouco é a perpetuação do "status quo” porque o dominante o decrete. O educador e a educadora críticos não podem pensar que, a partir do curso que coordenam ou do seminário que lideram, podem transformar o país. Mas podem demonstrar que é possível mudar. E isto reforça nele ou nela a importância de sua tarefa político-pedagógica.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática

educativa. 25ª Edição. São Paulo: Paz e Terra, 2002.


No trecho apresentado, Freire discute as possibilidades da ação educativa. Para o autor, a educação é


A

transformadora radical da sociedade, se assim o educador desejar.


B

reprodutora e também transformadora das relações e da sociedade.


C

perpetuadora do status quo, que mantém o poder dominante.


D

neutra e não se coloca a favor da manutenção ou das mudanças na sociedade.

“O que temos de fazer, na verdade, é propor ao povo, através de certas contradições básicas, sua situação existencial, concreta, presente, como problema que, por sua vez, o desafia e, assim, lhe exige resposta, não só no nível intelectual, mas no nível da ação.” (FREIRE, 2005)


Esse trecho da obra freiriana indica, especificamente,


A

uma das mais importantes tarefas do trabalho educativo, que é a análise da realidade a partir dos referenciais teóricos que esclarecem a realidade concreta dos educandos.


B

o exercício de ação-reflexão-ação, a dinâmica entre prática, teoria e prática ou práxis educativa, entendida como condição indispensável do ato educativo.


C

a educação libertadora freireana, que pressupõe a consciência do sujeito sobre a sua realidade social, feita apenas pelo acesso ao saber acadêmico.


D

a contradição do pensamento freireano, que compreende o saber intelectual como secundário e até dispensável no processo de aprendizagem.


E

a perspectiva freireana de valorização do saber popular em detrimento do saber acadêmico próprio à práxis educativa.

Uma das principais contribuições de Paulo Freire é a sua crítica à educação tradicional, conceituada na obra "Pedagogia do Oprimido" como educação bancária. Segundo o pedagogo, o sujeito que está aprendendo na educação bancária é tratado como um lugar onde se deposita verdades, e isso não seria um processo de aprendizagem uma vez que não há diálogo.


Acerca desse importante teórico, analise as afirmações que seguem:


I.Aprender, para Paulo Freire, é acessar o conhecimento sistematizado, sem problematizá-lo, mas buscar a compreensão para além daquilo que é dito.

II.Paulo Freire compreendia que o sujeito aprende para se humanizar. De acordo com o educador, aprender é complemento da formação do sujeito como humano.

III.Para Paulo Freire, se aprende na relação com o outro, no diálogo com outro, na aproximação dele com o conhecimento do outro. Esse aprender coletivo tem a ver com o conhecimento sistematizado pelas outras pessoas.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

II e III, apenas.


B

II, apenas.


C

I, II e III.


D

I e III, apenas.

Ano: 2023
Prova: Instituto Verbena - Prefeitura - Professor - 2023

Leia o texto a seguir.


E na avaliação do saber das crianças, quer quando recém chegam à escola, quer durante o tempo em que nela estão, a escola, de modo geral, não considera o “saber de experiência feito” que as crianças trazem consigo. Mais uma vez, a desvantagem é das crianças das classes populares. É que a experiência das crianças das classes médias, de que resulta seu vocabulário, sua prosódia, sua sintaxe, afinal sua competência linguística, coincide com o que a escola considera o bom e o certo. A experiência dos meninos populares se dá preponderantemente não no domínio das palavras escritas, mas no da carência das coisas, no dos fatos, no da ação direta.


FREIRE, Paulo. A educação na cidade. 7ª Edição. São Paulo: Cortez, 2006.


Nesse excerto, Paulo Freire analisa os diferentes saberes, das crianças da classe popular e das crianças da classe média. Em sua perspectiva, o saber


A

da classe média é mais linguístico e o da classe popular é mais concreto, pautado na ação, o que confere vantagem a esse grupo no processo de ensino e aprendizagem.


B

das crianças são distintos e complementares, devendo ser trabalhados de tal forma pela proposta pedagógica que aproxime os estudantes daquilo que a escola considera o bom e o certo.


C

de experiência feito das crianças da classe popular e da classe média são diferentes. Do primeiro grupo são mais distantes dos saberes veiculados na escola e do segundo grupo mais próximos dos saberes escolares.


D

de experiência feito das crianças populares é mais distante dos saberes escolares quando elas recém chegam à escola, mas vão se aproximando dos conteúdos disciplinares à medida em que permanecem na escola.

“O professor que desrespeita a curiosidade do educando, o seu gosto estético, a sua inquietude, a sua linguagem, mais precisamente, a sua sintaxe e a sua prosódia; o professor que ironiza o aluno, que o minimiza, que manda que ‘ele se ponha em seu lugar’ ao mais tênue sinal de sua rebeldia legítima, tanto quanto o professor que se exime do cumprimento de seu dever de propor limites à liberdade do aluno, que se furta ao dever de ensinar, de estar respeitosamente presente à experiência formadora do educando, transgride os princípios fundamentalmente éticos de nossa existência.”


FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2011.


Com base no trecho acima, é correto afirmar que o professor deve


A

incentivar a curiosidade epistemológica dos alunos para que possam memorizar significativamente os conteúdos.


B

padronizar o uso da linguagem pelos alunos, construindo com eles o domínio da lógica e da sintaxe.


C

incentivar uma educação emancipadora, que respeita as particularidades e diferenças de cada aluno.


D

manter intocados os conhecimentos prévios trazidos pelos alunos, pois constituem sua memória e identidade sociais.


E

acompanhar o aprendizado espontâneo dos alunos, sem impor novos métodos e conteúdos de caráter instrucional.

Do ponto de vista de Paulo Freire na sua obra Pedagogia da Autonomia – saberes necessários à prática educativa, (1996) ensinar exige rigorosidade metódica, isto significa que a prioridade docente é “trabalhar com os educandos, a rigorosidade metódica com que devem se aproximar dos objetos cognoscíveis”. Assim, avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:


( ) A verdadeira aprendizagem transforma os educandos em sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.

( ) A rigorosidade metódica não é aplicada à “educação bancária”, isto é, não se esgota no ensino de conteúdo que será apenas memorizado pelo educando.

( ) O ensino deve propor condições que exijam a presença de educadores e educandos criadores, instigadores, inquietos e rigorosamente curiosos porque os conhecimentos não podem ser simplesmente transferidos.

( ) O educador reacionariamente pragmático possibilita aos educandos construírem e reconstruírem seus conhecimentos numa perspectiva dialógica.


A sequência correta, de cima para baixo, é:


A

V, V, F e F.


B

F, V, F e V.


C

V, F, V e F.


D

V, V, V e F.


E

V, V, F e V.

O professor Moacir Gadotti (2017, p.6) assevera que "O Instituto Paulo Freire (IPF) em seus 25 anos de existência, tem retomado o projeto originário de Freire em suas parcerias com as Universidades, propondo uma Extensão Universitária na perspectiva da Educação Popular. O IPF entende a extensão como um espaço de formação cidadã e de produção de conhecimento, além de ser um espaço privilegiado de interlocução com as comunidades, que oferece elementos para repensar o projeto políticopedagógico da universidade como um todo". Sob esse prisma, é INCORRETO afirmar que:


A

O conhecimento pode ser produzido a partir da extensão cidadã.


B

A extensão contribui para o diálogo entre a universidade e a comunidade.


C

A formação cidadã mantém uma interlocução com as comunidades no que se refere à Educação Popular.


D

A extensão produz conhecimento em vista de sua formação cidadã.


E

A extensão universitária não pode ter grandes avanços no conhecimento com a Extensão Popular porque a formação cidadã se coaduna com a Extensão Elitista.

Paulo Freire, em seu livro Educação como prática da liberdade, observa que “O homem [...] não capta o dado da realidade, o fenômeno, a situação problemática pura. Na captação, juntamente com o problema, com o fenômeno, capta também seus nexos causais. Apreende a causalidade.” Nesse contexto, a profundidade da compreensão deriva da compreensão da causalidade autêntica, não apenas de um entendimento mínimo.


Essa compreensão mais profunda é expressão


A

da consciência mágica.


B

do julgamento neutro.


C

do pensamento ingênuo.


D

da consciência crítica.


E

da educação bancária.

A obra “Pedagogia do Oprimido” de Paulo Freire é um marco para a educação brasileira, uma crítica contundente do modelo educacional brasileiro, fazendo uma relação entre opressão e oprimido na educação. Sobre a pedagogia proposta por Paulo Freire, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) A pedagogia do oprimido é a pedagogia dos homens empenhando-se na luta por sua libertação.

( ) A pedagogia realmente libertadora deve ficar distante dos oprimidos, sendo que os oprimidos hão de ser o exemplo para si mesmos na luta por redenção.

( ) Essa pedagogia, do oprimido, não pode ser elaborada nem praticada pelos opressores. Seria uma contradição se os opressores praticassem uma educação libertadora.

( ) Com a prática, a pedagogia proposta deixa de ser do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – F – V – V.


B

V – V – F – F.


C

V – F – V – F.


D

F – V – F – V.


E

F – F – V – V.

Considere as seguintes ideias de Paulo Freire:


- A educação não transforma o mundo; A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo;

- Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou sua construção;

- Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.


LIBÂNEO, José Carlos. A organização e a gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Alternativa, 2007. p. 324. Adaptado.


As frases acima evidenciam a compreensão de que


A

a educação não é redentora e nem tampouco reprodutora das questões sociais, mas não há neutralidade no ato de educar.


B

para mudar uma sociedade, a educação é uma ferramenta dispensável, pois ela não consegue transformar o mundo.


C

o conhecimento é transmitido por pacotes, considerando-se que as aprendizagens ocorrem por construção.


D

a construção de uma pedagogia libertária é indispensável, visto que uns ensinam e outros aprendem.


E

a prática educativa tem poder limitado, sendo indiferente aos problemas sociais e futuros da educação.

Para Freire, segundo Freitas (2001), a ação pedagógica, em qualquer instância, apresenta três dimensões: epistemológica, estética e política. Estas dimensões se fazem presentes em todas as práticas educativas, mesmo que inconscientemente. Ao educar, ao ensinar, a prática está baseada em uma ou mais teorias; o trabalho é voltado para a manutenção do sistema ou por sua transformação, e os sentimentos estão envolvidos nesta ação, sejam eles positivos ou negativos. Desvela-se, dessa forma, a complexidade da ação educativa, seja ela entre professor-aluno ou supervisor escolar-professor. Sempre que houver sujeitos envolvidos em processo de ensino e aprendizagem, as dimensões far-se-ão presentes. Considerando o exposto e, ainda, as dimensões, analise as afirmativas a seguir.


I. “A dimensão ____________ diz respeito ao exercício da opção inerente à prática educativa, que, não sendo neutra, assume um posicionamento que contém um conjunto de ideias, pensamentos, e/ou doutrinas a serviço do qual coloca suas dimensões epistemológica e estética. Neste sentido, a prática pedagógica não é neutra, pois, mesmo que se diga neutra, estará a serviço de uma ideia, de uma concepção de sociedade, valores e mundo.”

II. “A dimensão ___________ transcende o saber técnico, as teorias, as posições ideológicas; ela atinge a subjetividade, envolve amor, prazer, esperança, tolerância, humildade, respeito, carinho, sem os quais não se concretiza a construção do conhecimento de forma plena. O vínculo afetivo, comprometimento existente entre os sujeitos que ensinam e aprendem, é o que possibilita a aprendizagem.”

III. “A dimensão ____________ diz respeito à perspectiva interacionista da educação, onde professor e aluno são sujeitos no ato de aprender, e ambos ocupam os dois papéis, o que fica claro a partir da afirmação que segue: ‘quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender’. Com base nesta afirmação, alunos, professores e supervisores ocupam lugar de ‘ensinantes’ e ‘aprendentes’; portanto, a todos estes sujeitos a condição de ‘inacabamento’ é inata.”


Assinale a alternativa que completa corretamente as afirmativas anteriores.


A

I. epistemológica II. política III. estética


B

I. política II. estética III. epistemológica


C

I. estética II. epistemológica III. política


D

I. epistemológica II. estética III. política

Paulo Freire, renomado teórico em pedagogia, escreveu: "a decifração da palavra fluía naturalmente da leitura do mundo particular" (...) fui alfabetizado no chão do quintal da minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundo dos meus pais. O chão foi o quadro-negro; gravetos, o meu giz. Por isso, ao chegar à escolinha particular de Eunice Vasconcelos, eu já estava alfabetizado. (...)


(FREIRE. Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro. Ed. Paz e Terra, (1995, p.29-30).) − (Adaptado)


Considerando que Paulo Freire se refere à "fluência natural da leitura do mundo particular", conforme a fonte bibliográfica consultada, marque a frase que se pode relacionar com propriedade aos dados apresentados no texto.


A

O aprendizado é, em última instância solitário, embora se desenvolva na convivência com os outros e com o mundo.


B

Para se alfabetizar com os recursos da natureza, tem que demonstrar interesse e habilidade.


C

O aprendizado do alfabeto independe do uso do quadro negro, de gravetos, de giz, mas depende da concentração da atenção, do foco do aprendiz.


D

O aprendizado pode ocorrer em qualquer desde que seja em local de proximidade do aprendiz.

Sobre as teorias educacionais, temos que a teoria educacional de Paulo Freire é influenciada por várias outras teorias e pensadores, integrando conceitos de diferentes campos para formar sua abordagem única. Embora Freire não fosse explicitamente um construtivista, muitos de seus métodos educacionais são consistentes com a abordagem construtivista. Assinale a alternativa que aborda diretamente esse aspecto da teoria de Paulo Freire:


A

Freire acreditava que o conhecimento é construído através da experiência e da reflexão, não simplesmente transmitido pelo educador.


B

Freire acreditava que a educação deveria ser um processo de despertar crítico, ajudando os alunos a reconhecer e a alterar suas realidades.


C

Freire combina elementos religiosos, filosóficos e sociais para abordar as questões de pobreza e desigualdade.


D

Freire se preocupava com as questões de poder, desigualdade social e a relação entre educação e estruturas socioeconômicas.


E

Freire via a educação como uma ferramenta para a conscientização crítica, um conceito que se alinha com a teoria o pensamento construtivista

Este psicólogo nasceu nos Estados Unidos e marcou oposição às visões e práticas dominantes nos consultórios e escolas da época. Foi fundador da terapia não-diretiva, que é centrada no indivíduo, preferindo pensar que tinha clientes no lugar de pacientes, pois cabia a quem era atendido no consultório o sucesso do tratamento. Suas contribuições ultrapassaram seu campo de formação e influenciaram também a educação. Era dessa mesma forma que ele entendia a relação entre professor e aluno: ao educador cabia a tarefa de facilitar o aprendizado, que é conduzido pelo estudante de forma própria. Para que essa relação se estabelecesse, era preciso demandar três qualidades: congruência (ser autêntico com o aluno), empatia (compreender seus sentimentos) e respeito.


(https://educacaointegral.org.br/reportagens/pensadores -inovacao-educacao/)


O enunciado contém elementos que identificam coerentemente o que foi defendido por:


A

Michel Reznick.


B

Paulo Freire.


C

Carl Rogers.


D

Lev Vygotsky.


E

Pierre Lévy.

 
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