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Para Paulo Freire (1983, p. 45), “o sujeito pensante não pode pensar sozinho; não pode pensar sem a coparticipação de outros sujeitos no ato de pensar sobre o objeto. Não há um “penso”, mas um “pensamos”. É o “pensamos” que estabelece o “penso” e não o contrário”. Diante do exposto, “esta coparticipação dos sujeitos no ato de pensar se dá na”:
Alegria
Comunicação
Busca
Vida
Fé
A sociedade “fechada” brasileira colonial, escravocrata, sem povo, “reflexa” e antidemocrática foi entendida por Paulo Freire como o ponto de partida de nossa fase de transição, no âmbito de uma sociedade em trânsito. Ao se analisar as influências históricas desse contexto sobre o cenário político da educação, é correto afirmar:
A transição da condição de nação colonizada para republicana teria criado condições necessárias ao desenvolvimento de uma mentalidade permeável, flexível, característica do clima cultural democrático, no cidadão brasileiro.
Quanto mais pobre seja uma nação e mais baixos os padrões de vida das classes inferiores, menor será a pressão dos estratos superiores sobre elas, tendo-se em vista a interdependência entre ambas.
A classe média, sempre em busca de ascensão e privilégios, por temer de modo ingênuo e emocionado sua proletarização, vê, na emersão popular, no mínimo, uma ameaça ao que entende como sendo sua paz, o que motiva sua posição reacionária diante desse processo.
Na “sociedade fechada”, temas como democracia, liberdade, propriedade, autoridade, educação e muitos outros, de que decorrem tarefas específicas, têm uma tônica e uma significação de amplo domínio na sociedade em trânsito.
A dialogação interfere na responsabilidade social e política do ser humano, alimentando a distância social e estratificando as relações humanas dentro da sua participação na vida comum.
Leia o trecho a seguir.
A distância entre os conceitos e o concreto é o problema a que volto quando penso na questão da linguagem na sala de aula. A experiência inicial dos alunos com a linguagem é possivelmente muito mais a experiência de definir o concreto de sua existência e não uma experiência de dançar com os conceitos por si mesmos.
FREIRE, Paulo; SHOR, Ira. Medo e ousadia: o cotidiano e o professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013
O trecho acima apresenta uma diferença entre usos da linguagem que geram desafios para a comunicação em sala de aula. Para abordar efetivamente esse problema, o professor deve
focar na especialização da linguagem para garantir uma compreensão mais técnica e precisa dos conceitos por parte dos alunos.
evitar tratar de temas que ultrapassem a experiência de vida e a compreensão atual dos alunos, mantendo o foco em assuntos familiares.
dar prioridade aos conteúdos formais e abstratos que têm relevância universal, independentemente das experiências pessoais dos alunos.
empenhar-se ativamente em relacionar os conteúdos curriculares às vivências e experiências prévias dos alunos, tornando a aprendizagem mais significativa.
concentrar-se nos conteúdos que tenham aplicação prática profissional, evitando abordagens de enfoque teórico ou conceitual.
Segundo Freire (1983, p. 44), “O mundo humano é, desta forma, um mundo de _________________. Corpo consciente (consciência intencionada ao mundo, à realidade), o ________________ atua, pensa e fala sobre esta ________________, que é a mediação entre ele e outros homens, que também atuam, ______________ e falam.
Complete o texto com a alternativa correta, obedecendo a sequência.
Comunicação, sujeito, realidade, pensam.
Comunicação, fala, realidade, pensam.
Comunicação, perda, realidade, pensam.
Comunicação, verdade, realidade, pensam.
Comunicação, homem, realidade, pensam.
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a educação na perspectiva de Paulo Freire.
O papel do educador é ser um transmissor de conteúdos prontos, privilegiando a memorização dos estudantes sob o viés qualitativo.
A educação deve ser problematizadora, conectada à realidade dos educandos e capaz de estimular a reflexão crítica.
A educação é um ato político que deve estar comprometido com a transformação social e a emancipação dos oprimidos.
O diálogo é central no processo educativo, pois promove a troca de saberes e a construção conjunta do conhecimento.
Das alternativas abaixo, assinale aquela que corresponde a um dos princípios fundamentais da pedagogia de Paulo Freire?
Transmissão bancária de conhecimento.
Diálogo e problematização como instrumentos de aprendizagem.
Centralização do professor como detentor absoluto do conhecimento.
Ênfase na memorização e na repetição
Para Paulo Freire 1981, a principal função da educação é seu caráter libertador. Acredita que, ensinar seria, fundamentalmente, educar para a liberdade; a “educação para o homem-sujeito”. Compreende a educação, não como condicionamento social, mas voltada para a liberdade e a autonomia. É, portanto a função da escola e:
Estimular o desenvolvimento integral dos alunos, promovendo não apenas a aquisição de conhecimentos, mas também o crescimento individual.
Preparar os estudantes para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo, contribuindo para sua inserção nas políticas públicas.
Proporcionar oportunidades para que os estudantes expressem suas opiniões e ideias, desenvolvendo sua capacidade de liderança.
Garantir a democracia e tornar a cultura acessível a todos.
Paulo Freire (1989, p. 15) afirma que “a compreensão crítica da alfabetização, que envolve a compreensão igualmente crítica da leitura, demanda a compreensão crítica da
biblioteca.”
educação.”
escola.”
sociedade.”
A obra “Educação como prática da liberdade”, de Paulo Freire:
Apresenta uma visão global das ideias pedagógicas de Freire.
Indica o método silábico como chave para trabalho pedagógico.
Destaca que a experiência democrática é a chave para superação do analfabetismo.
Expõe que a aceitação da realidade educacional é essencial ao trabalho com os educandos.
Para Paulo Freire, educador e educando estabelecem uma dinâmica formativa com o objetivo de alcançar:
formação diletante
construção de saber crítico do contexto social
erudição necessária à formação de novas elites
disciplina pragmática capaz de fazer valer interesses individuais
A Pedagogia Libertadora, expressa a ideia de humanização do professor como guia do processo educativo; seu objetivo é suscitar a consciência crítica com relação à vida social, as desigualdades e competitividade em todas as classes sociais, principalmente na classe de baixa renda. O principal teórico dessa vertente educacional é:
Ana Taberosky.
Magda Soares.
José Carlos Libâneo.
Paulo Freire.
“Ninguém nasce professor ou marcado para ser professor. A gente se forma como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”, afirmou o patrono da educação brasileira, Paulo Freire (1991). Para o autor, os educadores necessitam de uma formação permanente pautada por
práticas político-pedagógicas e diálogos descodificadores do que fazer.
ações formativas hegemônicas e práticas com sujeitos-objetos da educação.
adaptações sociais e práxis social organizada nas individualidades.
práticas tradicionais do currículo oficial e apostilamento de saberes.
“O trabalho de educador não é apenas um sonho humanista; lutar contra a ignorância é lutar contra a miséria que viu no dia a dia de sua classe”. Considerando o pensamento em destaque, baseado na obra “A Educação do Trabalho”, que é autoria de:
Paulo Freire
Maria Montessori
Célestin Freinet
Rosseau
Vygotsky
Paulo Freire sempre enfatizou a importância da educação como prática da liberdade, na qual o educando deve ser protagonista de seu próprio aprendizado.
Assinale a opção que mostra como Paulo Freire poderia conceber o uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) na educação contemporânea.
Como instrumentos para automatizar o ensino, tornando-o mais eficiente e rápido.
Como ferramentas para a transmissão de conteúdos padronizados, minimizando a necessidade de interação entre professor e aluno.
Como recursos auxiliares que, embora úteis, não devem interferir na dinâmica tradicional da sala de aula.
Como dispositivos para realizar avaliações frequentes e medir o desempenho dos alunos de forma contínua.
Como plataformas para promover diálogos significativos, permitindo que os alunos se tornem co-criadores do conhecimento.
Tendo como referência a obra de Freire, “Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar”, assinale a alternativa incorreta.
Para Freire, a humildade nos ajuda a reconhecer que ninguém sabe tudo; ninguém ignora tudo. Todos sabemos algo; todos ignoramos algo. Sem humildade, dificilmente ouviremos com respeito a quem consideramos demasiadamente longe de nosso nível de competência.
Para Freire, é possível ser professora e abrir mão temporariamente dos seus direitos para que seus deveres possam ser melhor cumpridos, mas nenhuma professora deve se permitir ser chamada de tia no contexto, pois fragiliza o trabalho docente.
Para Freire, é preciso não ter medo do carinho, não se fechar à carência afetiva dos seres interditados de estar sendo. Só os mal-amados e as mal-amadas entendem a atividade docente como um quefazer de insensíveis, de tal maneira cheios de racionalismo que se esvaziam de vida e de sentimentos.
Para Freire, quanto mais respeitamos os alunos e alunas, independentemente de sua cor, sexo, classe social, e quanto mais diminuirmos a distância entre o que dizemos e o que fazemos, tanto mais estaremos contribuindo para o fortalecimento de experiências democráticas.
Autores de diferentes matrizes, como Paulo Freire e Dermeval Saviani, convergem na compreensão de que a educação em sua forma propriamente escolar, compreende o aprendizado de conhecimentos, valores, disposições éticas, modos de conviver e formas de ver o mundo. Nessa conceituação, a escola se apresenta como
instância constituída e situada no universo mais amplo da cultura de uma dada sociedade, na qual o aprendizado dos conhecimentos científicos e formais é substituído pelo aprendizado por socialização nas interações sociais.
espaço formal e institucionalmente separado de outras instâncias sociais, cujos conteúdos de ensino pouco importam, pois o importante é a dimensão cultural da escola.
instância inscrita nas relações sociais e de poder de uma dada sociedade, cuja atribuição formativa única e essencial compreende o trabalho estrito com o conhecimento científico.
espaço socialmente referenciado, no qual os conteúdos de ensino são considerados no universo mais amplo da escola como instituição ligada à formação humana e à cultura.
A postura assumida pelo professor e pelo gestor educacional, em relação à educação, traz resultados diferentes. Logo, é necessário compreender o tipo de comportamento que interfere positiva ou negativamente. Dentro da perspectiva de Paulo Freire, complete o enunciado a seguir:
“O mito da neutralidade da educação, que leva à negação da natureza------------------------- do processo educativo é o ponto de partida para compreendermos as diferenças fundamentais entre uma prática ingênua, uma prática "astuta” e outra crítica”.
social
política
econômica
situacional
ética e moral
Considerando-se a Educação Bancária em Paulo Freire, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) A educação bancária não tem a finalidade de conscientizar os alunos de uma condição de oprimido.
(_) A educação bancária não tem como finalidade manter a divisão entre os que sabem e os que não sabem, entre oprimidos e opressores.
(_) A educação bancária é uma prática libertadora, na qual o saber do professor é depositado no aluno.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
A função social da escola, segundo Paulo Freire busca:
Formar o cidadão, construir conhecimentos, atitudes e valores que tornem o estudante solidário, crítico, ético e participativo.
responsável pela formação das novas gerações em termos de acesso à cultura, de formação do cidadão e de constituição do sujeito social.
construção de um sistema de ensino que possa se constituir em fator de mudança social.
A educação escolar deve garantir as funções de classificação e hierarquização dos postulantes aos futuros empregos (ou aos empregos do futuro).
Nenhuma das alternativas anteriores.
Segundo Freire (1996, p. 23): “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Quem ensina, ensina alguma coisa a alguém”. Assim sendo, analise as propostas descritas a seguir, as quais se relacionam ao processo de ensino-aprendizagem.
I- Uma interação dinâmica entre professor e aluno, envolvendo troca de experiências, reflexões e construção conjunta de saberes.
II- Um método unidirecional no processo de aprendizagem em que o professor transmite conhecimento e os alunos o absorvem passivamente.
III- Um processo de ensino-aprendizagem constituído por formas compartilhadas de construção de conhecimentos de ambos os lados, na relação educador e aluno.
IV- Um modelo centralizado nos recursos tecnológicos e digitais, excluindo a interação humana e o relacionamento interpessoal.
As assertivas que descrevem os modelos teóricos de ensino-aprendizagem, com base em Paulo Freire, são
l e II, apenas.
l e III, apenas.
III e IV, apenas.
III, apenas.
I, III e IV, apenas.