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A interdição de idosos, independentemente do motivo, é um assunto que provoca polêmica, divide opiniões, gera conflitos familiares e na maioria das vezes traz sofrimento para os dois lados. Apesar da decisão não ser fácil, a curatela, que se dá por meio de decisão judicial, serve para proteger o interditado, preservar seu patrimônio e dar a ele melhor qualidade de vida. Considerando a perícia imprescindível para a decisão judicial, será passível de interdição o idoso
portador de enfermidade ou deficiência mental que impossibilite seu discernimento para os atos da vida civil.
sem vínculos de afinidade ou parentesco direto, a saber, cônjuge, filhos e parentes até o segundo grau.
que, ao exame psíquico, apresentar-se hipertenaz e hipervigil, com orientação alopsíquica e curso prolixo do pensamento.
que, ao exame psíquico, apresentar um quadro de humor distímico acompanhado de pensamentos hiperbúlicos.
com faculdades físicas e mentais preservadas que manifestar de forma inequívoca perante o Juízo sua vontade de ser curatelado.
A atuação do psicólogo, tanto como perito quanto como assistente técnico no judiciário, tornou-se objeto de regulamentação por parte do Conselho Federal, sendo importante observar que
convém ao assistente técnico estar presente durante a realização dos atendimentos do perito e vice-versa, desde que não haja interferência na dinâmica e na qualidade do serviço realizado.
em seu relatório, o psicólogo perito apresentará indicativos pertinentes à sua investigação que subsidiam o juiz, sem adentrar as decisões, que são exclusivas das atribuições dos magistrados.
a relação entre os profissionais deve pautar-se no respeito à autonomia e na colaboração, sendo vedado ao assistente técnico formular quesitos ao psicólogo perito.
o psicólogo perito pode lançar mão de entrevistas, aplicação de testes psicológicos, recursos lúdicos e de outros instrumentos reconhecidas pelo Conselho, com exceção de visitas domiciliares e institucionais, que são técnicas pertinentes ao Serviço Social.
é vedado ao psicólogo que seja terapeuta das partes envolvidas em um litígio atuar como perito de pessoas atendidas por ele e/ou de terceiros envolvidos na mesma situação litigiosa, não havendo tal restrição ao assistente técnico.
De modo geral, o Judiciário vem buscando meios de evitar os danos decorrentes dos numerosos depoimentos a que a criança supostamente vítima de abuso sexual é submetida. Para tanto, lança mão de expedientes, como, por exemplo, o ‘depoimento sem dano’ ou ‘depoimento especial’ que, por sua vez, é criticado pelo Conselho Federal de Psicologia. A posição do Conselho apoia-se reconhecidamente nos argumentos abaixo, exceto
tal proposta de inquirição não foi objeto de discussão e deliberação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), órgão máximo do Sistema de Garantia de Direitos (SGD).
há dúvidas de que a inquirição nos moldes propostos não se configure como violência ou violadora de direitos.
não cabe ao psicólogo realizar inquirição judicial e sim o trabalho de escuta, que se caracteriza, sobretudo, como uma relação de cuidado.
o diálogo entre os saberes não deve se sustentar numa lógica vertical e hierárquica e sim interdisciplinar.
é importante preservar o uso de técnicas específicas de revelação do abuso sexual, como, por exemplo, as bonecas anatomicamente corretas.
Em se tratando de paciente que esteja envolvido em casos de perícia judicial, o profissional/psicólogo poderá atuar como perito, mesmo que tenha atendido, individual e clinicamente, em momento anterior, o referido paciente.
A perícia psicológica no direito penal tem sido cada vez mais exigida, o trabalho do psicólogo como perito penal ocorre quando:
Somente na execução da pena.
Durante todo o andamento do processo.
Somente antes da definição da sentença.
Em dois momentos do andamento processual anterior a sentença e durante a fase de execução da pena.
Somente após a definição da sentença.
Entre as tarefas do psicólogo perito estão:
estabelecer perfil psicológico do examinando e esclarecer questões como modificações da responsabilidade penal, analisar características do funcionamento intelectual, a existência ou inexistência de distúrbios da personalidade ou da conduta.
atuar como Assistente Técnico de uma das partes e assessorar, no que tange à questão técnica da Psicologia, analisando os procedimentos de avaliação e, posteriormente, o laudo elaborado pelo colega.
decidir sumária e idiossincraticamente se os testes utilizados nos laudos periciais apresentam as três condições mínimas (precisão, validade e padronização) para serem considerados instrumentos cientificamente fundamentados.
garantir a condição dos direitos humanos do acusado durante a audiência, revisando e selecionando os quesitos a serem formulados pelas partes que se encontram em litígio ou pelo juiz.
Constata-se, no exercício profissional dos psicólogos no âmbito judiciário, a predominância das atividades de confecção de laudos, pareceres e relatórios, no pressuposto de que cabe à Psicologia, neste contexto, uma atividade predominantemente avaliativa e de subsídio aos magistrados (Arantes, 2004).
ARANTES, E.M.M. Pensando a Psicologia aplicada à justiça. ln: GONÇALVES, H.S.; BRANDÃO, E.P. (orgs.) Psicologia Jurídica no Brasil. Rio de Janeiro: Nau Ed., 2004, p.15-49. |
De acordo com as informações citadas pela autora, é incorreto afirmar que:
No caso específico da atuação dos psicólogos em Varas de Família, constatou-se o predomínio das atividades de perícia nos casos de separações litigiosas, em que havia disputa pela guarda dos filhos.
A imagem do psicólogo exercendo uma atividade predominantemente avaliativa tem causado mal-estar entre a nova geração de psicólogos, que preferiria ter de si uma imagem menos comprometida com a manutenção da ordem social vigente, considerada injusta e excludente.
A perícia tem sido um dos procedimentos mais utilizados na área jurídica, tendo por objetivo fornecer subsídios para a tomada de uma decisão, dentro do que impõe a lei.
Não há críticas mencionadas na literatura da área sobre o mal-estar vivido pela nova geração de psicólogos no âmbito jurídico, devido ao fato de exercer uma atividade predominantemente avaliativa.
Ao buscar a objetividade, a Psicologia transformou-se em instrumentalista, esquecendo-se de se situar em relação às circunstâncias nas quais se constituiu.
Leia os itens seguintes sobre o atendimento técnico dos psicólogos no trabalho com adolescentes:
I- A qualidade do atendimento e o que ocorre no interior das unidades de internação e privação de liberdade é da responsabilidade dos profissionais que lá trabalham.
II- A atuação do psicólogo é limitada à elaboração de pareceres e relatórios sobre os adolescentes.
III- É dever dos psicólogos intervir e buscar auxilio em instâncias superiores de gestão quando o adolescente se encontra em situação de risco de morte ou grave adoecimento.
IV- A atuação do psicólogo é sempre de neutralidade.
Em relação ao atendimento técnico mencionado, a alternativa certa é:
Somente a alternativa II está correta.
As alternativas I e III estão corretas.
As alternativas II e IV estão corretas.
Somente a alternativa IV está correta.
Somente a alternativa III está correta.
O plano individual de atendimento (PIA), elaborado pela equipe técnica responsável pelo programa de atendimento, levará em consideração a opinião da criança ou do adolescente e a oitiva dos pais. Do plano individual deve fazer parte:
I- O atestado psicológico
II- O compromisso assumido pelos pais ou responsável
III- A previsão das atividades a serem desenvolvidas com a criança ou com o adolescente
Em relação aos documentos listados acima, a alternativa que indica o(s) documento(s) corretamente integrante(s) do PIA é:
Somente II
Somente III
I e III
II e III
I e II
Myra y Lopéz (2007, p.200 e seguintes) refere-se à inexatidão do depoimento por tendência afetiva, o que sugere cuidados especiais, principalmente nas situações carregadas de grande carga emocional. Manifesta-se por meio de diversos tipos de atitudes e comportamentos.
I. Identificação com a Vítima – quando a vítima apresenta fragilidade, grande sofrimento, graves dificuldades econômicas, deficiência orgânica ou psíquica ou com muitos filhos. Antipatia com a outra parte – a situação da outra parte desperta ideias preconceituosas.
II. Valor Moral – compreende-se a defesa de ideias internalizadas, que a situação da vítima demonstra terem sido transgredidos. Inclui “restaurar a verdade”, “defender o que é justo”, ou “defender os oprimidos”.
III. Falsas crenças – pode ocorrer por semelhanças de qualquer ordem (mesma formação, opção política, etnia, opção sexual) que podem incluir o fato de ter vivenciado situação similar ( a vítima foi agredida pelo marido, a entrevistadora ou a jurada também).
Está(ão) correta(s) APENAS:
I e II.
II e III
II.
I e III.
I, II e III.
A identificação da mentira e do engano em situações de perícia psicológica é um constante desafio técnico e exige do avaliador um nível de expertise. Existem crenças que poderiam estar produzindo distorções quanto às causas e à frequência da mentira e do engano nas situações de avaliação forense. São descritos como erros mais frequentes:
I. Associar simulação com doença mental.
II. Acreditar que a simulação não corre com frequência.
III. Acreditar que determinadas condições clínicas, como amnésia e alucinação, podem ser facilmente simuladas e dificilmente provadas quanto à falta de veracidade.
IV. Outros fatores dizem respeito à falta de preparo técnico do observador.
Está(ão) correta(s) APENAS:
I, II e III.
I e IV.
II e III.
III e IV.
I, II e IV.
A respeito da atuação do profissional Psicólogo no atendimento de crianças, assinale a alternativa correta, conforme expressamente determinado pela legislação que rege a atuação profissional do Psicólogo.
Para realizar atendimento eventual de criança, o Psicólogo deverá obter autorização.
Para realizar atendimento não eventual de criança, adolescente ou interdito, o Psicólogo deverá obter autorização de ao menos um de seus responsáveis, observadas as determinações da legislação vigente.
O atendimento da criança exige, necessariamente, a presença dos pais ou responsáveis com autorização expressa de próprio punho.
No caso de não se apresentar um responsável legal, o atendimento somente poderá ser efetuado se presente um membro do Conselho Regional de Psicologia.
O Psicólogo não se responsabilizará pelos encaminhamentos que se fizerem necessários para garantir a proteção integral da criança atendida.
Com relação à vitimização sexual e física de crianças e adolescentes, assinale a opção correta.
A avaliação de casos de violência sexual com suspeita de falsas memórias deve ser feita com ênfase na memória explícita, que armazena a memória do episódio.
Pessoa com síndrome de adição tem consciência de que o abuso sexual que realiza contra criança é errado e considerado crime.
Nos casos em que a mãe da criança vitimizada também foi abusada sexualmente durante a infância, observa-se maior capacidade de atuação protetiva no exercício do papel parental, uma vez que a mãe viveu experiência traumática semelhante à da criança.
Uma das formas de se obter informações precisas de crianças a respeito do abuso sexual por elas sofrido é fazer perguntas fechadas, as quais são mais adequadas a essa fase de desenvolvimento, em virtude de serem mais facilmente compreendidas e respondidas pelas crianças.
Em resposta a uma ameaça, como o abuso sexual, uma criança provavelmente elaborará o padrão típico de luta ou fuga, lidando, por meio desse comportamento, com o evento estressor.
Com relação aos limites éticos da perícia psicológica na área forense, analise as alternativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. vedado ao psicólogo ser perito de pessoa por ele atendida ou em atendimento.
II. Deve-se considerar que na área penal, o sujeito periciado não é o cliente do psicólogo e sim, o sistema mais amplo da sociedade.
III. O psicólogo, quando solicitado pelo examinado está obrigado a fornecer a este cópia das informações que foram encaminhadas ao solicitante.
IV. O psicólogo perito tem autonomia para exame e verificação de responsabilidade penal, encaminhando, apenas se necessário, o sujeito periciado para avaliação psiquiátrica.
somente a I está correta
somente a II está correta
somente a II e III estão corretas
somente a III e IV estão corretas
somente a IV está correta
Em relação à atuação do psicólogo nos processos judiciais em Direito de Família, a literatura sobre o tema se divide entre autores e pesquisadores que defendem o exercício da função pericial por meio dos métodos e técnicas de avaliação psicológica e aqueles que se posicionam contrários à atuação do psicólogo como perito stricto sensu nesses processos.
Sobre esse tema, relevante para a atuação do psicólogo no Tribunal de Justiça, analise as seguintes afirmativas.
I. Para os defensores da atuação pericial, a questão é conseguir focalizar o objetivo do trabalho na demanda jurídica que é endereçada ao psicólogo e avaliar as competências individuais e a qualidade do relacionamento entre os membros do grupo familiar, para emitir um laudo que possa contribuir efetivamente para o deslinde da questão processual.
II. Os críticos da atuação estritamente pericial do psicólogo afirmam que a perícia, segundo o Código Civil e o Código de Processo Civil e seus mais importantes intérpretes na literatura brasileira, é procedimento de produção de verdade que, em relação aos conflitos familiares transformados em processos judiciais, tende a definir e reproduzir padrões de comportamento idealizados, normatizando-os. Por isso, esses autores entendem que no trabalho com as questões que emergem dos conflitos familiares, o objetivo deve ser intervir no conflito apresentado e não simplesmente avaliar e relatar, pois dessa forma estaria sendo considerado o sofrimento das pessoas envolvidas e não somente a demanda jurídica.
III. As definições de funções do psicólogo que atua junto à Justiça como servidor, por exemplo, a definição de funções da equipe multidisciplinar nos artigos 150 e 151 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069 e suas modificações posteriores) ou mesmo as atribuições do cargo de psicólogo judicial definidas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, não restringem esta atuação ao procedimento de perícia tal como estabelecido pelo Código Civil e Código do Processo Civil.
A partir dessa análise, pode-se concluir que estão CORRETAS
Em se tratando das avaliações realizadas pelo psicólogo no contexto judiciário, a adequação dos instrumentos na situação judiciária está relacionada
à natureza científica das questões; grau de aceitação dos indivíduos em participarem da avaliação; tempo disponível pelas partes; interesse pessoal do profissional.
às previsões da Constituição Federal; artigos do Código de Ética; grau e interesse despertado pela matéria; número de elementos da família a ser analisada.
às previsões do ECA; postulados do Código de Processo Civil; tempo disponível para o estudo e flexibilidade de horários das partes.
à natureza do processo judicial; natureza e gravidade das questões; tempo e livre escolha do profissional.
ao número de casos existentes no cartório; previsões do ECA; interesse científico da ação.
A partir de 1973, com as mudanças no Código de Processo Civil, a perícia passou a ser realizada por um perito nomeado pelo juiz e de exclusiva confiança deste, ainda que as partes pudessem argüir suspeição de sua parcialidade e requererem substituição. Assim, no momento da nomeação do perito (art. 421), fica aberto o prazo de 5 (cinco) dias para que as partes possam indicar seus assistentes técnicos e apresentar quesitos. Novas mudanças foram realizadas a partir da Lei no 8.455 (1992), com o objetivo de distinguir de forma mais evidente o trabalho do perito oficial, como auxiliar do juiz e do assistente técnico, como de confiança das partes litigantes. Com esta mudança:
instituiu-se o laudo pericial único, elaborado pelo perito de confiança do juiz, cabendo aos assistentes técnicos o trabalho de comentá-lo, através da exposição de suas divergências e concordâncias, em um parecer crítico.
estabeleceu-se a necessidade do conhecimento do conteúdo do laudo por parte dos assistentes técnicos, antes de ser entregue em juízo.
o perito passa a realizar seu trabalho dependendo da opinião do assistente técnico também, enquanto cabe ao perito a atividade posterior de crítica do laudo finalizado.
os assistentes técnicos devem também elaborar seus próprios laudos a serem entregues ao juiz, anexados ao do perito.
criou-se uma equipe de trabalho em que o perito possa também ser de confiança das partes e o assistente técnico ser de confiança do juiz, sujeito a impedimento e suspeição, tendo a responsabilidade de elaboração do laudo.
O Juiz determinará estudo pericial de um caso quando
não possuir o tempo necessário para se debruçar sobre a matéria.
a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico.
conhecer as partes e necessitar não se envolver pessoalmente com a avaliação da prova.
necessitar melhorar o fluxo de processos em seu cartório.
necessitar ouvir crianças com dificuldade de expressão dos sentimentos.