

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Vânia é psicóloga perita do MP e antes de iniciar a avaliação das partes de um processo judicial, recebe a visita de Andrea, também psicóloga, que atua como assistente técnica contratada por uma das partes.
Andrea quer participar das entrevistas de avaliação pericial, inclusive da parte contrária.
Sobre a pretensão de Andrea, de acordo com a Resolução nº 008/2010 do CFP, que dispõe sobre a atuação do psicólogo como perito e assistente técnico no Poder Judiciário, assinale a afirmativa correta.
É indicado que Vânia e Andrea participem de todos os atendimentos, de modo a facilitar a troca de impressões.
Não há problema em Andrea participar de todos os atendimentos, desde que não se manifeste durante as entrevistas.
permitido que Vânia participe dos atendimentos de Andrea e não o contrário, já que esta última seria de confiança apenas da parte.
É permitido que Andrea participe dos atendimentos de Vânia e não o contrário, já que caberá a ela como assistente técnico questionar a perícia.
Andrea não deve estar presente durante os atendimentos de Vânia e vice-versa, para que não haja interferência na dinâmica e na qualidade do serviço realizado.
Menino de 9 anos de idade, veio para avaliação psicológica para aferição de abuso sexual. Compareceu com sua genitora, mas adentrou sozinho na sala de entrevista. A mãe informa que apresentou problemas na fala desde bebê, iniciando a fala efetivamente somente aos cinco anos de idade, estando sem problemas hoje. Está matriculado no 3º ano escolar, permanecendo no turno integral. Usa os serviços de fonoaudióloga e psicóloga na escola. Suas brincadeiras com os amigos são agitadas, seu sono é agitado, denota estar acima do peso, mostrou ansiedade no seu relato. O suposto acusado conta com 18 anos de idade. Em relação ao caso clínico apresentado e ao protocolo NICHD.
Ainda sobre o caso clínico da questão anterior, nº 81, assinale a alternativa INCORRETA.
A criança apresenta sintomas para vítima de abuso sexual.
A dificuldade de fala da vítima não é um empecilho para a avaliação psicológica.
O fato de a criança já frequentar psicóloga na escola não impede a avaliação psicológica.
A idade do acusado impossibilita a avaliação psicológica da vítima.
A criança deve ser entrevistada individualmente.
Um Psicólogo, baseado em dois casos de abuso sexual realizados por seu tio nos seus primos, ao realizar um parecer sobre determinada criança, identificou o tio dessa criança como abusador. Depois, soube-se que ele era inocente. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela cuja estratégia de solução de problema, sendo inadequadamente utilizada pelo Psicólogo, acarretou um erro avaliativo tão grave.
Algorítimo
Heurística
Fixação Funcional
Ensaio e erro
Pensamento Convergente
No processo de avaliação ou de perícia na área forense ou criminal a escolha das estratégias e dos instrumentos a serem empregados na avaliação psicológica é prerrogativa do psicólogo e deve atentar aos objetivos traçados pela necessidade da investigação. Constituem técnicas de avaliação psicológica:
dinâmicas de grupo, Gestalt terapia e entrevistas.
observação lúdica, testes psicológicos e diagnóstico psiquiátrico.
observação, diagnóstico psiquiátrico e entrevista motivacional.
entrevistas, observação e testes psicológicos.
provas situacionais. entrevista motivacional e Gestalt terapia.
Como o psicólogo deverá pautar sua atuação, quando houver determinação judicial que determine perícia em criança, adolescente ou interdito, sem a anuência dos responsáveis?
Deverá cumprir o que foi determinado judicialmente não havendo, portanto, infrações éticas em face da ausência de consentimento dos responsáveis.
Deverá solicitar reformulação da determinação.
Deverá ficar caracterizado como responsável legal da criança, adolescente ou interdito em face da ação em curso.
Deverá cumprir a determinação judicial e informar aos responsáveis sua decisão.
A realização de perícia em seus diversos contextos exige a autorização dos responsáveis legais quando a pessoa atendida for criança, adolescente ou interdito, não havendo exceções em hipótese alguma.
Dentre os diferentes tipos de perícia que o psicólogo pode vir a realizar, está o da investigação sobre a presença de falsas memórias no discurso da vítima.
-
Assinale a afirmação correta em relação ao conceito de Falsas Memórias (FMs).
As lembranças autobiográficas não sofrem influência do contexto quando são recuperadas, sendo, portanto, um grupo de lembranças que dificilmente se constituem em FMs.
Estudos da neurociência cognitiva demonstram que a região mais envolvida na produção de FMs são as áreas pré-frontais.
As FMs são produzidas exclusivamente por fontes externas ao sujeito, principalmente por entrevistas de terceiros, e, por isso são comuns no contexto forense.
As FMs podem parecer brilhantes e com muitos detalhes, de forma semelhante às memórias verdadeiras, diferenciando-se dessas últimas apenas pelo fato de não terem ocorrido da forma como o indivíduo lembra.
Em um processo psicoterápico, é possível distinguir memórias verdadeiras de FMs, pois as primeiras levam a uma melhora terapêutica.
A fim de normatizar a atuação do Psicólogo como perito nos diversos contextos, o CFP publicou em 2012 a Resolução CFP 017/2012. Sobre este documento, é CORRETO afirmar:
O periciado não deve ser informado acerca dos motivos, das técnicas utilizadas, datas e local da avaliação pericial psicológica;
O psicólogo perito não poderá atuar em equipe multiprofissional desde que preserve sua especificidade e limite de intervenção, se subordinado técnica e profissionalmente a outras áreas;
O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos, compartilhará somente informações relevantes para qualificar os serviços prestados, resguardando o caráter confidencial das comunicações, não assinalando a responsabilidade, de quem as receber, de preservar o sigilo.
A devolutiva do processo de avaliação deve direcionar-se para os resultados dos instrumentos e técnicas utilizados;
O psicólogo não precisa registrar a recusa do periciado e seu dependente a submeter-se às avaliações para fins de perícia psicológica;
Um homem de 40 anos foi encontrado morto dentro de uma piscina. Concluída a perícia, foi divulgado na certificação como causa de sua morte, o registro de asfixia por afogamento. Não se conseguia, com isso, precisar se o que havia ocorrido era decorrente de um acidente, de um homicídio ou tratava-se de um suicídio. Para auxiliar o perito legista, recorreu-se a um psicólogo especializado em saúde mental, habilitado na compreensão psicológica, que realizou exames retrospectivos, e analisou comunicações prévias do falecido. O profissional partiu do pressuposto que a avaliação retrospectiva permite observar pistas diretas ou indiretas relacionadas àquele comportamento letal que estava por vir. Com o objetivo de reconstruir a biografia do indivíduo, passou a realizar entrevistas com terceiros (cônjuge, filhos, pais, amigos, professores, médicos, por exemplo) e análise de documentos (pessoais, policiais, acadêmicos, hospitalares, auto da necropsia, dentre outros). Essa forma de avaliar, retrospectivamente, o que estava na mente da pessoa antes de sua morte corresponde à
Mortis Operandis.
Autópsia Psicológica.
Inventário Reconstrutivo.
Entrevista de Reformulação.
Exame Contextual.
Assinale a alternativa correta no que se refere à relação entre peritos e assistentes técnicos conforme proposto pelo Conselho Federal de Psicologia através da Resolução n° 08/2010.
O trabalho do perito poderá contemplar a realização de observações de conduta, entrevistas, aplicação de testes e utilização de recursos lúdicos, com exceção das visitas domiciliares, que só poderão ser realizadas pelo assistente técnico.
O trabalho do perito deverá ser realizado necessariamente nas dependências físicas do Foro Judicial, enquanto o assistente técnico deve entrevistar seu cliente no consultório particular.
O perito e o assistente técnico devem fazer seu trabalho de forma independente, sendo permitida a presença do segundo nos procedimentos periciais apenas quando esse não interferir na autonomia teórico-técnica e ética-profissional do primeiro.
O trabalho do assistente técnico deverá restringir-se à análise do laudo pericial, conforme realizado pelo perito, não podendo o assistente técnico ouvir pessoas envolvidas na situação de litígio.
O psicólogo assistente técnico não pode estar presente durante os procedimentos metodológicos do trabalho do psicólogo perito, assim como este último não pode interferir no trabalho do assistente técnico.
Quanto à entrevista investigativa realizada no contexto forense, considere as afirmações abaixo.
-
I - Possui foco dirigido à elucidação de fatos ocorridos no passado.
II - Fundamenta-se na teoria cognitiva, com ênfase nos processos de memorização e recuperação de informações.
III - Sua realização é indicada tanto para crianças como pessoas adultas em situação de violência.
IV - Exige treinamento prévio e é realizada exclusivamente por psicólogo.
-
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e IV.
Apenas II e III.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
A Resolução CFP Nº 08/2010 foi criada com o objetivo de dispor sobre a atuação do psicólogo como perito e assistente técnico no Poder Judiciário. Segundo tal documento, é correto afirmar, EXCETO:
O psicólogo assistente técnico deve estar presente durante a realização dos processos metodológicos que norteiam o atendimento do psicólogo perito e vice-versa, para que não haja interferência na dinâmica e qualidade do serviço realizado;
Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o juiz será assistido por perito, por ele nomeado;
O psicólogo perito é profissional designado para assessorar a Justiça no limite de suas atribuições e, portanto, deve exercer tal função com isenção em relação as partes envolvidas e comprometimento ético para emitir posicionamento de sua competência teórico-técnica, a qual subsidiará a decisão judicial;
O psicólogo assistente técnico é de confiança da parte para assessorá-la e garantir o direito ao contraditório, não sujeitos a impedimentos ou suspeições legais;
A relação entre os profissionais deve se pautar no respeito e colaboração, cada qual exercendo suas competências, podendo o assistente técnico formular quesitos ao psicólogo perito;
Jefferson, 15 anos, foi apreendido em flagrante quando furtava garrafas de vodka e conhaque em um supermercado. Na audiência de apresentação, o Juiz entendeu ser necessário colher mais elementos para formar sua convicção quanto à medida mais adequada para Jefferson e pediu um estudo para a equipe técnica multidisciplinar.
Considerando a realização desse estudo, analise os itens a seguir:
I – entrevista de anamnese com os pais do adolescente;
II – visitas domiciliares;
III – contatos institucionais;
IV – testes psicológicos;
V – entrevista cognitiva com o adolescente.
Para realizar esse estudo, o psicólogo poderá lançar mão de:
somente I, II e IV;
somente I, IV e V;
somente II, III e V;
somente I, II, III e IV;
I, II, III, IV e V.
Em consonância com a Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 008/2010, considera-se que o psicólogo assistente técnico:
é o profissional designado a assessorar a Justiça no limite de suas atribuições, emitindo posicionamento de sua competência teórico-técnica, a qual subsidiará a decisão judicial;
é o profissional de confiança da parte para assessorá-la e garantir o direito ao contraditório, não sendo sujeito a impedimento ou suspeição legais;
deve estar presente durante a realização dos procedimentos metodológicos que norteiam o atendimento do psicólogo perito e vice-versa;
produzirá relatório de cunho decisório sobre a dinâmica em análise, de forma a subsidiar o juiz, que não possui a expertise para decidir em conflitos relacionais;
complementará o estudo psicológico resultante da perícia, elucidando quesitos porventura propostos pelo psicólogo perito.
De forma controversa, o Depoimento sem Dano ou Depoimento Especial tem sido justificado pelo art. 12 da Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que preconiza o direito de a criança expressar suas opiniões livremente sobre todos os assuntos relacionados a ela e ser ouvida em todo processo judicial ou administrativo que a afete. Por sua vez, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), na Resolução nº 169/2014, estabelece que o atendimento não pode agravar o sofrimento psíquico de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes, devendo-se respeitar o tempo e o silêncio de quem é ouvido. Sobre esse assunto, é correto afirmar que:
o direito de se expressar não é equivalente à obrigação de depor como vítima ou testemunha de um crime;
o psicólogo é o profissional mais qualificado para a inquirição da criança vítima de violência;
o método tradicional de depoimento da criança em audiência oferece menos dano do que o Depoimento Especial;
a subjetividade, de acordo com a psicologia e a psicanálise, não tem ligação com as leis e as formas jurídicas;
a criança não deveria ser escutada em processos judiciais na medida em que a expõem a situações perturbadoras.
Maurício vive uma situação judicial de certa repercussão social e foi encaminhado para avaliação pericial psicológica. Contudo, o profissional cometeu diversas infrações éticas, sendo que uma delas fere, particularmente, a Resolução CFP nº 017/2012, que dispõe sobre a atuação do psicólogo como perito. Essa irregularidade corresponde ao fato de o psicólogo ter:
induzido Maurício a convicções políticas e filosóficas, quando do exercício de sua avaliação pericial;
desviado para serviço particular, visando benefício próprio, a avaliação pericial, apesar do seu vínculo profissional com a instituição para a qual foi encaminhado Maurício;
apresentado resultados de serviços psicológicos em meios de comunicação, expondo a intimidade de Maurício;
prolongado, desnecessariamente, a prestação de serviços profissionais a Maurício;
omitido a Maurício informações acerca dos motivos e das técnicas utilizadas na avaliação pericial.
Pedro é psicólogo em Tribunal deste Estado e atua em Vara de Família. Ele foi responsável pela elaboração do estudo psicológico no processo movido por Orlando contra sua ex-mulher, Fernanda, objetivando a guarda da filha de ambos, Michele, 4 anos.
Fernanda, diante do estudo psicológico apresentado, contratou uma psicóloga como assistente técnica, que elaborou diversos quesitos ao psicólogo perito, mas Pedro se recusou a esclarecêlos, alegando que deve responder tão somente aos quesitos previamente apresentados pelo Ministério Público. À luz da Resolução nº 008/2010 do CFP, Pedro:
não deve responder às formulações da assistente técnica, pois apenas o Ministério Público pode elaborar quesitos;
deve responder às questões propostas pela assistente técnica, pois assistentes técnicos podem formular quesitos aos peritos;
não deve responder às perguntas da assistente técnica, pois apenas o magistrado e o Ministério Público podem formular quesitos;
deve responder às perguntas da assistente técnica, se o Ministério Público autorizar expressamente;
deve responder às perguntas da assistente técnica, se o autor do processo concordar com as quesitações formuladas.
Elisa é psicóloga clínica. Em seu consultório atende Marília, que está se separando de Oscar, seu companheiro há 10 anos e com quem possui uma filha, Clara, de 6 anos. Diante dos conflitos advindos da separação, Marília pergunta se Elisa poderá atuar como perita ou assistente técnica em seu processo de separação. À luz das Resoluções do CFP nº 017/2012 e nº 008/2010, Elisa:
poderá atuar tanto como perita quanto como assistente técnica no processo apenas se houver consentimento expresso de Oscar;
somente poderá atuar como perita no processo;
somente poderá atuar como assistente técnica no processo;
não poderá atuar nem como perita nem como assistente técnica no processo;
poderá atuar como perita e/ou como assistente técnica, independentemente da autorização de Oscar.
Um juiz encaminha ao psicólogo uma criança cujos pais disputam a guarda para a realização de perícia. Com base nas resoluções CFP nº 017/2012, que dispõe sobre a atuação do psicólogo como perito nos diversos contextos, e CFP nº 008/2010, que dispõe sobre a atuação do psicólogo como perito e assistente técnico no Poder Judiciário, é correto afirmar que:
o trabalho pericial terá como garantia o princípio fundamental de bem-estar exclusivo da criança;
o periciado deve ser informado acerca dos motivos, das técnicas utilizadas, datas e local da avaliação pericial psicológica;
quando a pessoa atendida for criança, é necessário o consentimento formal de pelos menos um dos genitores, mesmo não sendo o responsável legal;
a devolutiva do processo de avaliação deve direcionar-se para a síntese da demanda inicial, explicitação dos procedimentos utilizados, o diagnóstico e prognóstico;
em seu relatório, o psicólogo perito pode adentrar as decisões judiciais referentes à guarda da criança.
A psicologia iniciou sua trajetória científica através do estudo experimental dos processos psicológicos, os “elementos da mente”. Contudo, ela não ficou restrita aos limites do laboratório, dando origem a testes e avaliações que pudessem ser aplicados em diversos locais e com várias pessoas ao mesmo tempo. Com a acumulação de saber sobre a percepção, motivação e emoção, memória, aquisição de hábitos, tempo de reação, etc., a psicologia realizou historicamente a primeira grande aproximação com o campo do direito com o principal objetivo de:
definir o melhor guardião para os filhos de casal separado;
habilitar famílias e preparar órfãos e enjeitados para a adoção;
acompanhar medidas socioeducativas para jovens infratores;
controlar os casamentos para evitar a transmissão da degenerescência;
avaliar a fidedignidade do testemunho em relação a um ato criminal.
Quando requisitado a depor em juízo, o psicólogo poderá prestar informações, segundo o que
lhe estiver garantido de procedimentos e responsabilidades, quando representando grupos ou organizações.
determinar o juiz, mas comunicando apenas para o magistrado, que garantirá o anonimato do profissional.
a equipe de trabalho multiprofissional definir como assertiva na declaração de informações.
lhe for de seu conhecimento, amparado por laudos e relatórios técnicos emitidos.
estiver previsto no Código de Ética do Psicólogo.