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Sobre o Psicodiagnóstico, qual das alternativas a seguir NÃO apresenta uma característica desse processo:
Um de seus objetivos é a investigação de um diagnóstico clínico diferencial.
No plano de avaliação elaborado, não há um limite em relação ao tempo aproximado ou número de sessões a serem realizadas nesse processo.
Pode ter um caráter preventivo, identificando problemas precocemente, avaliando riscos, e fazendo uma estimativa de forças e fraquezas do ego.
Fornece subsídios na área da perícia forense, avaliando questões como sanidade mental, competência para o exercício de função, e patologias associadas com infrações da lei.
Marcelo Tavares, no livro Psicodiagnóstico V, conceitua entrevista clínica como sendo:
um conjunto de técnicas de investigação, de tempo delimitado, dirigido por um entrevistador treinado, que utiliza conhecimentos psicológicos em uma relação profissional, com o objetivo de descrever e avaliar aspectos pessoais, relacionais ou sistêmicos, em um processo que visa a fazer recomendações, encaminhamentos ou propor algum tipo de intervenção em benefício das pessoas entrevistadas.
um conjunto de técnicas de investigação psicológicas, sem tempo determinado, dirigido por um entrevistador treinado, em uma relação profissional paga, com o objetivo de fazer um encaminhamento clínico.
uma relação dual composta por entrevistador e entrevistado, em que o entrevistador é profissional qualificado que se utiliza de técnicas psicológicas, com o objetivo de localizar queixas do entrevistado que possam tornar-se alvo de uma intervenção clínica por parte do entrevistador ou de outro profissional.
uma etapa prévia ao tratamento que se caracteriza por uma relação entre dois ou mais sujeitos em um setting terapêutico, com o objetivo de criar possibilidades para o trabalho clínico sobre os sintomas que a entrevista conseguir localizar.
Diferenciar níveis de funcionamento da patologia, identificar alternativa diagnostica, e buscar inconsistências nos resultados dos teste, são características:
Da Pericia Forense.
Da avaliação compreensiva.
Do diagnostico diferencial.
Do Prognostico.
Da Descrição.
Segundo Jurema Alcides Cunha, os passos do processo de psicodiagnóstico, excluindo o encaminhamento, são:
hipóteses, estabelecimento de plano de trabalho, interconsulta, administração de técnicas, levantamento, análise, diagnóstico, comunicação dos resultados.
hipóteses, estabelecimento de plano de trabalho, entrevistas preliminares, interconsulta, administração de técnicas, levantamento, análise, diagnóstico, comunicação dos resultados.
hipóteses, contrato de trabalho, estabelecimento de plano de avaliação, administração de testes e técnicas, levantamento, análise, interpretação e integração dos dados, diagnóstico e prognóstico, comunicação dos resultados.
hipóteses, contrato de trabalho, estabelecimento de plano de trabalho, interconsulta, contato com o solicitante do psicodiagnóstico, administração de técnicas, levantamento, análise, diagnóstico, comunicação dos resultados.
Assinale a opção CORRETA.
O processo de identificação e análise de todas as variáveis que contribuíram para o aparecimento e para a manutenção da resposta adaptativa, bem como suas conseqüências para o indivíduo e para o meio, ao longo do tempo, chama-se análise ecocomportamental (forma de avaliação das variáveis independentes que interferem nas respostas). Constitui-se no aspecto mais difícil da análise comportamental e talvez seja a maior contribuição da abordagem comportamental para o diagnóstico e a terapia.
Na abordagem cognitiva, há restrição ao uso de sistemas classificatórios. O uso do sistema DSM dentro dessa abordagem se faz de forma a procurar como os perfis psicológicos se encaixam nas classificações dos transtornos psiquiátricos, a partir dos quais os terapeutas planejam com seus clientes os passos da terapia. Além disso, o diálogo com a psiquiatria se faz pelo fato de essa abordagem encarar os fenômenos psicológicos mais propriamente como fenômenos psicobiológicos, donde o uso de psicofármacos poder ser feito conjuntamente com o tratamento psicoterapêutico.
Em Psicologia Clínica, o diagnóstico é um passo posterior à psicoterapia, tendo como objetivo investigar os recursos e dificuldades do indivíduo e indicar a intervenção apropriada. Embora tenha pontos de contato com a psicoterapia (e.g., identificação dos conflitos nodais da personalidade, consideração de uma complexa interação dinâmica de variáveis) apresenta marcada diferença com ela, uma vez que intervenções terapêuticas não fazem parte do seu processo. Nesse sentido, a sessão destinada à devolução dos resultados tem um intuito principalmente informativo, embora nela possam sobrevir, de maneira involuntária, efeitos terapêuticos. Essas ocorrências levaram profissionais e pesquisadores a se interessarem pelos mecanismos terapêuticos presentes na avaliação psicológica, surgindo investigações sobre sua potencialização e viabilidade de atualização.
O psicodiagnóstico e a psicoterapia, como práticas de um serviço socialmente regulamentado, ou seja, em sua dimensão pública, articulam-se com instituições e organizações que se situam "fora" do conjunto delimitado pelo terapeuta e pelo paciente na sociedade à qual pertencem. Essa articulação começa pela pré-definição institucionalizada dos papéis de cada um dos sujeitos que se engajam na relação. Esses papéis, complementares entre si, definem uma assimetria hierarquizada bidirecional em que, por um lado, um (o diagnosticador/psicoterapeuta) detém o saber especializado, "científico", e o outro (o diagnosticado/paciente) é objeto/beneficiário desse saber, e, pelo lado oposto, o outro (o cliente/consumidor) compra/recebe o serviço e o um (o terapeuta/prestador de serviço) vende/presta esse serviço.
Psicodiagnóstico Interventivo consiste em uma prática da Psicologia Clínica que integra simultaneamente os processos avaliativo e investigativo. Nesse método de intervenção são utilizados assinalamentos e interpretações desde a primeira entrevista com o paciente e durante a aplicação de técnicas projetivas. Sua fundamentação repousa no potencial da situação diagnóstica para trazer à tona, de maneira concentrada, aspectos centrais da personalidade do indivíduo, essenciais para a compreensão de seus conflitos e tensões, de sua gênese e das experiências necessárias para a retomada da saúde.
Avalie as seguintes assertivas a seguir.
I. Psicodiagnóstico é definido como uma situação limitada no tempo, em que uma pessoa pede ajuda a outra que está disponível para atender a seu pedido, utilizando entrevistas e técnicas de exame psicológico, levando o solicitante a expressar seus conflitos e queixas subjacentes aos sintomas, contando as experiências que o levaram àquela situação que necessita de ajuda.
II. O psicodiagnóstico pode ser compreensivo e interventivo, sendo que o primeiro se constitui como uma simultaneidade da investigação e da intervenção, e o segundo visa buscar e integrar as informações disponíveis sobre a problemática a fim de encontrar, junto com o paciente, o sentido delas.
III. Psicodiagnóstico interventivo e compreensivo, embora apresentem diferenças significativas, podem ser complementares, pois ambos preconizam a existência de um significado subjacente a um sintoma possibilitando agregar a ele intervenções não apenas possíveis, porém necessárias.
Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
I.
I – III.
III.
II – III.
I – II – III.
De acordo com Cezar e Smeha (2016), analise as afirmações abaixo sobre o autismo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) É possível encontrar diferentes etiologias e níveis de gravidade desse diagnóstico.
( ) O diagnóstico em questão é marcado, sobretudo, pela incapacidade de estabelecer um sistema adequado de comunicações com o ambiente social.
( ) Atualmente, o autismo não recebe atenção em âmbito nacional, faltando tornar-se temática para políticas públicas na área da saúde e da educação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F.
F – F – V.
F – V – V.
V – V – V.
F – F – F.
No processo psicodiagnóstico, utilizando um modelo psicológico de natureza clínica, existem alguns passos a seguir. Ao final da avaliação, ocorre a comunicação de resultados, orientação sobre o caso e encerramento do processo. A entrevista final voltada a esse intuito é denominada entrevista de
reflexão.
devolução.
resolução.
mediação.
delineamento.
Em relação à avaliação psicológica e ao psicodiagnóstico aplicados em instituições, como escolas, empresas e hospitais, é correto afirmar que a
avaliação por meio de testes psicométricos é indicada para o diagnóstico dos casos de histeria.
psicanálise é uma técnica apropriada para tratar os transtornos de estresse pós-traumático.
psicoterapia humanista tem efeitos positivos na prevenção do transtorno de ansiedade.
abordagem cognitivo-comportamental é mais apropriada no tratamento da histeria.
avaliação prognóstica dos transtornos psicossomáticos é mais bem sucedida quando o tratamento é realizado por uma equipe multiprofissional.
É um processo limitado no tempo. Seus objetivos dependem das perguntas iniciais. Parte de perguntas específicas, cujas respostas prováveis se estruturam na forma de hipóteses (CUNHA, 2007).
Baseado nas informações acima é CORRETO afirmar que se trata do processo de:
entrevista psicológica.
anamnese.
psicodiagnóstico.
diagnostico diferencial.
dessensibilização sistemática.
No processo de raciocínio diagnóstico, considerando-se a situação clínica como uma situação-problema, pode-se observar o seguinte procedimento: a) acessar informações sobre os sintomas do paciente, formando uma representação interna do caso apresentado, b) desenvolver hipóteses, c) procurar evidências que confirmem ou neguem as hipóteses levantadas e d) escolher e testar um procedimento.
Sobre isso, a estratégia de solução utilizada no raciocínio é teoricamente denominada de
Tomada de decisão.
Ensaio e erro.
Silogismo.
Avaliação.
Compensação.
Segundo Jurema Alcides Cunha, no livro Psicodiagnóstico V, quais são os objetivos de um psicodiagnóstico?
Classificação simples, descrição, encaminhamento clínico, diagnóstico diferencial, avaliação compreensiva, perícia civil, prevenção, prognóstico, laudo diferencial e perícia forense.
Classificação simples, descrição, avaliação discriminativa, diagnóstico diferencial, avaliação compreensiva, direcionamento clínico, perícia civil, prevenção, prognóstico e perícia forense.
Classificação simples, descrição, classificação nosológica, diagnóstico diferencial, avaliação compreensiva, entendimento dinâmico, prevenção, prognóstico e perícia forense.
Classificação simples, descrição, encaminhamento clínico, diagnóstico diferencial, avaliação compreensiva, direcionamento clínico, prevenção, prognóstico e perícia forense.
No Brasil, inúmeros tipos de modelo de psicodiagnóstico têm norteado o trabalho de grande parte dos profissionais da área psicológica. Quando um psicólogo participa de uma equipe multidisciplinar que cuida de pacientes diabéticos, ele precisa avaliar e orientar psicologicamente tanto o paciente quanto a sua família, pois, a partir do dia do diagnóstico a pessoa precisará se monitorar regularmente. Para fazer parte dessa equipe multidisciplinar de maneira adequada e auxiliar no desenvolvimento do diagnóstico, o psicólogo deve atuar:
comunicando ao paciente o procedimento administrativo, verbalmente ou por escrito.
colocando o foco do trabalho apenas nos conflitos que mobilizam o aparelho psíquico do paciente.
aumentando a autoconfiança do paciente e fornecendo o suporte emocional para a família.
valorizando fortemente as lembranças do passado do paciente.
Segundo OCAMPO (1981), o objetivo do psicodiagnóstico é descrever e compreender a personalidade total do paciente, os aspectos do passado, presente e futuro. Este processo pode ter um ou vários objetivos, dependendo dos motivos do encaminhamento. O objetivo da qual pressupõe um nível mais elevado de inferência clínica, havendo uma integração de dados com base teórica. Permite chegar a explicações de aspectos comportamentais nem sempre acessíveis na entrevista, à antecipação de fontes de dificuldades na terapia e à definição de focos terapêuticos, entre outros, chama-se:
Classificação simples.
Entendimento dinâmico.
Diagnóstico diferencial.
Descrição.
Avalie se os objetivos do psicodiagnóstico incluem:
I- Registrar características psicologicamente relevantes das pessoas avaliadas.
II- Auxiliar no processo de tomada de decisão relacionado à situação avaliada.
III- Conferir legalidade às intervenções de cunho médico, tais como internações.
Assinale a alternativa correta.
apenas a afirmativa I está correta.
apenas as afirmativas I e II estão corretas.
apenas as afirmativas I e III estão corretas.
apenas as afirmativas II e III estão corretas.
todas as afirmativas estão corretas.
No exame psicológico, ao avaliar os níveis de consciência de um paciente, o psicólogo, seguindo parâmetros quantitativos para análise das capacidades responsivas do paciente, pode detectar até oito níveis. Considere os níveis de consciência detectados nos dois relatos a seguir.
I - O paciente X não apresenta dificuldades em compreender o psicólogo nem em responder às perguntas dele. No entanto, seu pensamento se encontra lentificado e sua capacidade de resposta verbal apresenta leve latência com alguma dificuldade na coordenação de motricidade fina.
II - O paciente Y, vítima de um acidente de automóvel, deu entrada na emergência. Depois de alguns dias de tratamento na UTI, apresenta uma completa ausência responsiva.
A partir das características relatadas, conclui-se que os graus de alterações da consciência detectados no paciente X e no paciente Y são, respectivamente, identificados como:
Turvação; Torpor
Turvação; Coma Vigil
Obnubilação; Coma III
Torpor; Obnubilação
Torpor; Coma IV
Assinale a opção que NÃO expressa um eixo estruturante do Psicodiagnóstico Interventivo de orientação psicanalítica.
A diretriz de que a escolha dos testes deve basear-se em critérios de validade e precisão estatísticas.
Ênfase na dinâmica emocional inconsciente do paciente e de sua família.
Busca de compreensão globalizada do paciente.
Subordinação do processo diagnóstico ao pensamento clínico: ao invés de existir um procedimento uniforme, a estruturação do psicodiagnóstico depende do tipo de pensamento clínico utilizado pelo profissional.
Prevalência de métodos e técnicas de exames fundamentados na associação livre, como entrevista clínica, observação, testes psicológicos utilizados como formas de entrevistas, cujos resultados são avaliados por meio da livre inspeção.
No psicodiagnóstico infantil é comum o uso da entrevista designada de follow-up. O conceito refere-se à
tarefa que deve ser dada à escola da criança quando do início do psicodiagnóstico.
necessidade de se amparar as situações de luto trazidas no momento da entrevista inicial.
tentativa de dar seguimento rápido às queixas e sintomas trazidos no contexto da entrevista inicial.
finalidade de retomar, passado algum tempo, a experiência vivida pelos pais durante o psicodiagnóstico, a fim de conhecer sua fecundidade e eficácia.
finalidade de realizar uma anamsese mais resumida e focada nas queixas trazidas.
O Psicodiagnóstico Interventivo de orientação psicanalítica difere do Psicodiagnóstico Tradicional, entre outros aspectos, por não haver nele o estabelecimento sistemático de passos a serem seguidos e, consequentemente, por não definir com precisão o número de sessões após a primeira entrevista. O Psicodiagnóstico Interventivo não se organiza a partir de passos a serem seguidos, mas sim de eixos estruturantes, que são compartilhados pelo Psicodiagnóstico Compreensivo. Fazem parte desses eixos:
a subordinação do processo diagnóstico ao pensamento clínico e a prevalência de testes psicométricos
a elucidação do significado latente das perturbações e o predomínio do resultado quantitativo da testagem
a prevalência de métodos e técnicas de exames psicométricos e o procedimento padronizado nas entrevistas
a ênfase na dinâmica emocional inconsciente do paciente e de sua família e a consideração de conjunto para o material clínico
o predomínio da avaliação do psicólogo quanto à relevância dos dados e à busca de compreensão focada no momento do paciente
No que se refere ao Psicodiagnóstico, assinale a alternativa INCORRETA (JUREMA, 2000):
O psicodiagnóstico é um estudo profundo da personalidade, que serve de base para tomadas de decisões e conclusões de perícias em áreas, como jurídica, escolar e organizacional.
O psicodiagnóstico derivou da psicologia clínica, foi introduzido por Lighter Witmer, em 1896, criado sobre a tradição da psicologia acadêmica e da tradição médica. No final do século XIX e começo do século XX, foram diferenciados para a psicologia pelos trabalhos de Galton, que introduziu os estudos das diferenças individuais, Castell, que fez os primeiros testes mentais, e Binet, que propôs a utilização de exames psicológicos para auxiliar a avaliação pedagógica.
O processo psicodiagnóstico tem características específicas, com tempo ilimitado para entrevista e aplicação de técnicas e testes que facilitem o diagnóstico, que é feito embasado num modelo teórico específico.
O psicodiagnóstico é diferente de um diagnóstico psicológico, pois envolve um estudo mais profundo da personalidade e a utilização de técnicas e testes psicológicos => esclarecese o motivo manifesto e intui-se o latente.