Questões de Concurso sobre Matricialidade Sociofamiliar

 
 
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Ao abordar o tema das violações de direitos, o Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária destaca a importância da difusão de uma cultura de direitos, em que as famílias, a comunidade e as instituições conheçam e valorizem os direitos da criança e do adolescente, especialmente a sua liberdade de expressão e de participação na vida da família e da comunidade, opinando e sendo ouvidos sobre as decisões que lhes dizem respeito. No Plano, essa compreensão está fundamentada no pressuposto de que a violação de direitos que tem lugar no seio da família pode refletir, ainda que não necessariamente, também, a uma situação de


A

hostilidade.


B

vulnerabilidade.


C

individualismo.


D

preponderância.


E

autodefesa.

Leia as afirmativas a seguir:

I. O conceito de matricialidade sociofamiliar se refere à necessidade de instituir políticas de desagregação da família.

II. A interferência na formação psicológica da criança, promovida por aqueles que tenham a sua guarda, para que repudie a própria mãe, é um ato de alienação parental.

Marque a alternativa CORRETA:


A

As duas afirmativas são verdadeiras.


B

A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.


C

A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.


D

As duas afirmativas são falsas.

A matricialidade familiar, como um dos seus eixos estruturantes das políticas sociais, deve ser compreendida a partir


A

do modelo idealizado de família no que se refere à sua composição e relações internas, tendo em vista as transformações políticas, econômicas e culturais que afetam a realidade.


B

da dimensão de vida privada e pública da família, a atenção ao seu desenvolvimento interno e ao protagonismo social, de modo que possa se tornar um espaço de ressonância das necessidades coletivas e de mobilização à participação social.


C

dos padrões já estabelecidos no trato com as famílias e expectativas quanto ao seu funcionamento e desempenho dos papéis paterno e materno, independentemente do lugar social que ocupam no sistema de classes e de estratificação social.


D

da responsabilização das famílias pelos seus problemas, dificuldades e condições de vulnerabilidade social, para que possam ser protagonistas da superação dos problemas sociais enfrentados.


E

da questão de gênero, levando em conta os estudos já realizados de que a mulher é uma boa gestora do lar e, portanto, deve ser o foco da intervenção, com a efetivação de ações socioeducativas para qualificar a administração da pobreza da família.

Conforme explicitado na Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS), a família é conceituada “como núcleo afetivo, vinculado por laços consanguíneos, de aliança ou afinidade, que circunscrevem obrigações recíprocas e mútuas, organizadas em torno de relações de geração e gênero”. Essa conceituação é mais recente e historicamente as ações de assistência social às famílias foi baseada em uma lógica. A esse respeito, assinale a alternativa correta.


A

Clientelista


B

Pluralista


C

Neoliberalista familiarista


D

Seletiva

Constituem fundamentos teóricos e metodológicos para o desenvolvimento do trabalho social com famílias na política de assistência social:


I. O domínio de determinados conceitos como: proteção social, cidadania, necessidades humanas;

II. Concepção da assistência social como direito do cidadão e dever do Estado;

III. A matricialidade sociofamiliar deve estar articulada à concepção de território, de autonomia, de participação e de integração à seguridade social e às políticas socioeconômicas.


Dos itens acima:


A

Apenas os itens I e II estão corretos.


B

Apenas os itens I e III estão corretos.


C

Apenas os itens II e III estão corretos.


D

Todos os itens estão corretos.

Na perspectiva da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), não têm sustentação as concepções que entendem a família somente como unidade econômica, espaço de reprodução social e principal fonte de provisão de bem-estar de seus membros. Também não procede o conceito de família estruturada, tomada como ideal em sua composição de casal com seus filhos, cujos papéis são predefinidos. A matricialidade sociofamiliar, como eixo estruturante da PNAS, está pautada na concepção de família em seus novos arranjos e no entendimento de que o caráter protetivo do Estado em relação a ela, por meio da garantia de direitos sociais, reside em grande parte na


A

partilha de princípios e valores.


B

responsabilização dos papéis de cada membro.


C

antecipação dos custos do seu bem-estar.


D

valorização dos padrões familiares.


E

uniformização da condição de provedores.

A família é o locus primário de socialização, aprendizagem e desenvolvimento de capacidades humanas; é o núcleo social básico de acolhida, convívio, autonomia, sustentabilidade e protagonismo social. As vulnerabilidades vividas pelas famílias são, em sua maior parte, resultados da realidade em que vivem, na medida em que a questão social interfere e modifica as relações e dinâmicas familiares. No entanto, é correto afirmar que a família está vinculada a uma rede de laços que ultrapassam os limites de seu bairro, funcionando, para o trabalho social, como elemento de


A

precarização.


B

espontaneidade.


C

exacerbação.


D

minimização.


E

potencialidade.

ºO debate contemporâneo em torno da matricialidade sociofamiliar na política social reaviva a discussão sobre a família, que por muito tempo ficou relegado a segundo plano no campo do Serviço Social brasileiro" (MIOTO, R. apud DUARTE e ALENCAR, 2011, p. 3, adaptado). Desse modo, conforme a autora citada, no âmbito do Serviço Social demanda-se avançar na discussão sobre família, sobretudo, por sua importância especial no campo da política de assistência social porque:


A

há nessa política uma perspectiva unitária e favorável à inclusão da centralidade da família no texto legal, diretrizes, encaminhamentos de gestão e no cotidiano do trabalho dos profissionais nos programas e serviços da política, o que, necessariamente, torna a família locus privilegiado de alcance dos direitos sociais.


B

no trato profissional cotidiano no âmbito dessa política há de se retroceder ao tratamento das demandas a partir dos problemas ou casos de família levados aos atendimentos, vinculando a satisfação das necessidades sociais à competência ou não individual de cada família.


C

é necessário entender o que é trazido pelos usuários dos serviços profissionais a partir de sua demanda, verificando, primeiramente, a sua estrutura primária de proteção própria rede familiar, e, posteriormente, a secundária de proteção, para se criar um 'exército' para acompanhamento e monitoramento das famílias.


D

é preciso entender o lugar cedido à família na configuração da proteção social em determinado contexto histórico, para se perfazer uma atuação profissional que recorra à categoria da totalidade, como possibilidade de compreensão do objeto de trabalho e a categoria de integralidade como principio de atenção.


E

ao se focar na centralidade da família no campo da poHtîca social gera-se, necessariamente, o reforço da lógica de controle do Estado sobre as famílias, por meio da reiteração de práticas de caráter disciplinador, substanciando a desigualdade, a focalização das ações, recolocando a ação profissional em torno dos riscos sociais.

De acordo com a PNAS (2004, p. 39), “o SUAS, cujo modelo de gestão é descentralizado e participativo, constitui-se na regulação e organização em todo o território nacional das ações socioassistenciais. Os serviços, programas, projetos e benefícios têm como foco prioritário à atenção às famílias, seus membros e indivíduos e o território como base de organização, que passam a ser definidos pelas funções que desempenham, pelo número de pessoas que deles necessitam e pela sua complexidade. Pressupõe, ainda, gestão compartilhada, cofinanciamento da política pelas três esferas de governo e definição clara das competências técnico-políticas da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com a participação e mobilização da sociedade civil, e estes tem o papel efetivo na sua implantação e implementação”. Considere os seguintes eixos estruturantes e subsistemas:


I. Matricialidade Sociofamiliar

II. Descentralização político-administrativa e Territorialização

III. Novas bases para a relação entre Estado e Sociedade Civil

IV. Financiamento

V. Controle Social

VI. O desafio da participação popular/cidadão usuário

VII. A Política de Recursos Humanos

VIII. A Informação, o Monitoramento e a Avaliação.

IX. Defesa social e institucional


Todos esses elementos, de acordo com a PNAS (2004), fazem parte do SUAS, exceto:


A

III.


B

VI.


C

VIII.


D

IX.

A família, como elemento garantidor de proteção social, pode ser compreendida como:


A

destituída de suas responsabilidades e funções sociais como consequência das mudanças da sociedade contemporânea.


B

estrutura que não se altera ou sofre influência de aspectos como idade, instrução e nível de qualificação de seus membros.


C

instituição social baseada em relações de parentesco cultural e historicamente determinada por fatores culturais, ideológicos e políticos.


D

um conjunto de pessoas que se agregam, independentemente de possuírem estratégias para a satisfação de suas necessidades básicas.


E

grupo de pessoas que não é afetado pela ausência de políticas públicas abrangentes e efetivas, voltadas à melhoria de sua condição de vida.

Ao reiterar o significado do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), a Política Nacional de Assistência Social (PNAS), aprovada em 2004, indica alguns eixos estruturantes (e de subsistemas) indispensáveis para a normatização e a qualidade dos serviços prestados:


I - Matricialidade sociofamiliar.

II - Descentralização político-administrativa e territorialização.

III - Novas bases para a relação entre o Estado e a sociedade civil; e o controle social.

IV - Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, alocação de recursos e orientação programática.

V - Organização de atendimento público específico e especializado para mulheres e vítimas de violência doméstica em geral, com indicativos de reparação de danos.

VI - Integralidade de assistência, como conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos.


Com base nesses indicativos, somente podem ser considerados eixos estruturantes do SUAS:


A

I, apenas.


B

I, II e III, apenas.


C

I, III e V, apenas.


D

I, II, III e V, apenas.


E

I e II, apenas.

Sobre as questões e políticas referentes à infância, juventude e família, analise as afirmativas a seguir e marque (V) para as VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.

( ) A família é concebida como um espaço de socialização, proteção, reprodução e formação dos indivíduos. A capacidade da família de prover as necessidades de seus membros encontra-se estreitamente dependente da posição que ocupa nas relações de produção e no mercado de trabalho.

( ) O empenho para a proteção integral da infância e da juventude passa por uma revisão de, pelo menos, dois aspectos fundamentais. O primeiro relaciona-se a uma mudança na maneira de conceber a assistência às famílias; o segundo refere-se à mudança de postura da sociedade como um todo, em especial de profissionais ligados à área, em relação às famílias.

( ) O grupo familiar é o núcleo em torno do qual as pessoas se unem, primordialmente por razões afetivas, dentro de um projeto de vida comum, em que compartilham um cotidiano e, no decorrer das trocas intersubjetivas, transmitem tradições, planejam seu futuro, acolhem-se, atendem idosos, formam crianças e adolescentes.

( ) A identidade materna tem sido considerada como central no contexto dos serviços de proteção infantil.

Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.


A

V – V – F – F.


B

V – F – V – V.


C

V – F – F – V.


D

V – V – V – V.


E

V – V – V – F.

Leia atentamente as proposições a seguir:

I - O atendimento de Proteção Social Básica se estrutura e se organiza nos territórios nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS).

II - O Programa Bolsa Família tem um papel fundamental de encontrar emprego para as pessoas, para que não fiquem dependentes do programa.

III - A organização de grupos de convivência de idosos é um serviço executado pelo PAIF.

IV - A matricialidade sociofamiliar, determinada pela Política de Assistência Social, responsabiliza a família pelas vulnerabilidades.

Qual/quais das opções está/estão correta(s)?


A

I e II


B

I, II e III


C

Apenas I


D

I e III

Leia as afirmativas a seguir:

I. A matricialidade sociofamiliar é um conceito contrário aos objetivos e princípios do CRAS e do SUAS.

II. Coordenar, elaborar, executar, supervisionar e avaliar estudos, pesquisas, planos, programas e projetos na área de serviço social não constituem atribuições do Assistente Social.

III. O combate à alienação parental exige que sejam omitidas ao genitor informações escolares relevantes sobre a criança.

Marque a alternativa CORRETA:


A

Nenhuma afirmativa está correta.


B

Apenas uma afirmativa está correta.


C

Apenas duas afirmativas estão corretas.


D

Todas as afirmativas estão corretas.

Embora a presença da família no contexto das políticas sociais não seja uma característica nova, nos últimos anos, o debate sobre o tema adquiriu centralidade. Crescem programas, projetos e serviços dirigidos ao seu atendimento, iniciativas que têm em vista o fortalecimento e o apoio familiar para o enfrentamento das vulnerabilidades sociais. Essa ênfase, vale destacar, pode se constituir tanto em ações protetivas para a melhoria de suas condições sociais, como em ações que as sobrecarregam e pressionam ainda mais, exigindo o compromisso com novas responsabilidades diante do Estado e da sociedade. Na Política Nacional de Assistência Social, a matricialidade familiar representa o foco da proteção social centrado na família, sendo


A

diretriz necessária para a unidade da política.


B

objetivo central e compartilhado com as demais políticas.


C

estratégia exclusiva para reestruturação desse grupo.


D

meta única prevista em planejamento.


E

princípio ordenador das ações a serem desenvolvidas.

Leia as afirmativas a seguir:


I. A matricialidade sociofamiliar e a territorialização são dois grandes fatores contrários aos objetivos e princípios do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

II. Compete à direção municipal do SUS gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros.

III. Para cumprir com efetividade seus objetivos, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) deve impedir que as famílias usuárias de seus serviços tenham o direito de conhecer o nome e a credencial de quem as atende (profissional técnico, estagiário ou administrativo do CRAS).


Marque a alternativa CORRETA:


A

Nenhuma afirmativa está correta.


B

Está correta a afirmativa I, apenas.


C

Está correta a afirmativa II, apenas.


D

Está correta a afirmativa III, apenas.


E

Todas as afirmativas estão corretas.

Leia as afirmativas a seguir:

I. Os casos de evasão escolar em estabelecimentos de Ensino Fundamental nunca devem ser comunicados ao Conselho Tutelar.

II. A mãe e o pai não têm deveres e responsabilidades compartilhados no cuidado e na educação da criança.

Marque a alternativa CORRETA:


A
As duas afirmativas são verdadeiras.

B
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.

C
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.

D
As duas afirmativas são falsas.

O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) não é um programa e sim um novo ordenamento da assistência social como política pública. O SUAS inova, ao regular e organizar em todo o território nacional, as ações socioassistenciais. Essa organização é feita por meio da normatização, da padronização dos serviços, do monitoramento, da avaliação e ainda do estabelecimento dos eixos estruturantes do SUAS, entre os quais a


A

participação responsável.


B

matricialidade sociofamiliar.


C

ampla formação.


D

promoção social.


E

eficiência administrativa.

A articulação dos temas família e Estado, para a proteção social no Brasil, segundo a legislação e os programas sociais vigentes, tem como diretriz das políticas sociais a matricialidade sócio-familiar e o reconhecimento do direito fundamental dos indivíduos à convivência familiar e comunitária. Segundo Campos e Mioto (2013), as famílias se diferenciam nos tipos: a família do provedor masculino, o “familismo” e a família no Estado do Bem-Estar Social de


A
garantia de direitos.

B
conjuntura sociopolítica.

C
orientação social-democrata.

D
regulação por políticas liberais.

Na contemporaneidade, a família assume papel central na Política Nacional de Assistência Social, em programas de transferência de renda e de saúde, em que há ações que se encaminham para uma política para esse grupo. Isso ocorre, porém, em uma perspectiva contraditória, que oferece proteção e reconhece a variedade das experiências familiares, mas com a contrapartida do reforço da responsabilização familiar, dos tradicionais papéis de seus integrantes, independentemente das transformações que a afetam. Essa tendência na esfera das políticas sociais e econômicas, nacionais e internacionais, de intervenção do Estado na família, por meio da legislação, das políticas demográficas e econômicas e da cultura, expressa a contradição


A

autonomia x expansão.


B

respeito x solidariedade.


C

invasão x emancipação.


D

subjetividade x domínio.


E

interiorização x alteridade.

   
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