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Considerando a relação com a Igreja nos dias de hoje, o Estado brasileiro é
leigo, pois seus membros professam e divulgam a fé cristã.
religioso, pois seus membros professam e divulgam a fé católica.
multirreligioso, pois seus membros professam e divulgam múltiplas fés religiosas.
laico, pois não interfere em questões religiosas e tolera todas as associações culturais e religiosas dos cidadãos.
evangélico, pois o número de evangélicos têm aumentado muito no Brasil.
Analise:
REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. VIAGENS DIÁRIAS MOTORIZADAS POR MODO PRINCIPAL 1997 e 2007
1997 | 2007 | ||||
Viagens | Viagens | ||||
MODO | (x 1.000) | % | (x 1.000) | % | |
Metrô | 1.698 | 8,3 | 2.223 | 8,8 | |
Trem | 649 | 3,2 | 815 | 3,2 | |
Ônibus* | 7.254 | 35,5 | 9.034 | 35,9 | |
Fretado | 461 | 2,3 | 514 | 2,0 | |
Escolar | 411 | 2,0 | 1.327 | 5,3 | |
Auto | 9.638 | 47,1 | 10.381 | 41,3 | |
Táxi | 103 | 0,5 | 91 | 0,4 | |
Moto | 146 | 0,7 | 721 | 2,9 | |
Outros | 98 | 0,5 | 61 | 0,2 | |
TOTAL | 20.458 | 100,0 | 25.167 | 100,0 | |
Fonte: Metrô-Pesquisas OD 1997 e 2007
* Em 1997 inclui lotação. Extraído de: Pesquisa Origem e Destino 2007- Síntese das Informações da Pesquisa Domiciliar – dezembro de 2008. p.38.
Com base nessa tabulação, é correto concluir que
houve aumento significativo no uso da moto e declínio da participação relativa no uso do automóvel nas viagens diárias motorizadas.
o aumento absoluto no uso do ônibus variou na razão direta do incremento relativo da frota deste tipo de transporte.
o aumento do uso do transporte escolar é proporcional ao decréscimo no uso do automóvel.
os percentuais de participação do metrô mantiveram-se estáveis nos períodos, enquanto os de uso de táxi apresentaram aumento.
os usos do automóvel e do metrô apresentam menor participação em números absolutos no ano de 2007 em relação a 1997.
Até 1822 foram introduzidos na Colônia cerca de 3 milhões de escravos. Acerca da escravidão no Brasil Colônia, assinale a alternativa correta.
A escravidão foi um fenômeno tipicamente rural, associada à produção agrícola de açúcar, uma monocultura de exportação.
Os escravos desconheciam seus direitos de cidadania, pois não sabiam ler ou escrever.
Os escravos não estavam submetidos a leis, pois eram considerados mercadorias.
A escravidão penetrava em todas as classes e em todos os lugares da sociedade.
O talento de alguns ex-escravos fez com que se destacassem nas áreas artísticas, como no caso de Machado de Assis.
Em virtude da procedência de seus habitantes, da riqueza de suas tradições culturais, da variedade de seus modos de vida, e da infinita possibilidade de trocas e contatos que propicia, a maioria das grandes cidades brasileiras constitui um espaço privilegiado para as diversas experiências humanas citadas no texto.
Leia o texto a seguir.
“Meu avô me levava sempre em suas visitas de corregedor às terras de seu engenho. Ia ver de perto os seus moradores, dar uma visita de senhor nos seus campos. O velho José Paulino gostava de percorrer a sua propriedade, de andá-la canto por canto, entrar pelas suas matas, olhar as suas nascentes, saber das precisões de seu povo, dar os seus gritos de chefe, ouvir queixas e implantar a ordem. Andávamos muito nessas suas visitas de patriarca. Ele parava de porta em porta, batendo com a tabica de cipó-pau nas janelas fechadas. Acudia sempre uma mulher de cara de necessidade: a pobre mulher que pariu os seus muitos filhos em cama de vara e criava-os até grandes com o leito de seus úberes de mochila. Elas respondiam pelos maridos:
- Anda no roçado.” [...]
(REGO, José Lins do. Menino de engenho. 31. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1982, p. 27).
Sabendo-se que o romance Menino de Engenho é ambientado no nordeste açucareiro do Brasil, no início do século XX, o trecho selecionado permite concluir que
as relações sociais de produção na região eram capitalistas com o fim da escravidão.
os senhores de engenho substituíam a autoridade legal do Estado em suas propriedades.
os princípios de reciprocidade eram uma estratégia de sobrevivência dos empregados.
as relações sociais de produção eram uma mistura de colonato e relações capitalistas.

Assinale a alternativa INCORRETA. A expansão da cidadania no Brasil, historicamente, foi limitada
pelos coronéis, que negavam a participação política a quem trabalhava em suas terras.
pela presença da escravidão no Império, pois os direitos civis não eram respeitados.
pela agricultura exportadora, pois os grandes proprietários não respeitavam a lei do Estado.
pela presença no Brasil do sistema Imperial, que ignorou os direitos políticos, civis e sociais da população em geral.
pelas constantes fraudes no sistema eleitoral durante a época do Império.
A construção da cidadania é um processo longo e difícil. José Murilo de Carvalho relata que no caso brasileiro, até o final do período colonial, a maioria da população estava excluída dos direitos civis e políticos e sem a existência de um sentido de nacionalidade. A independência não introduziu mudança radical neste panorama. Durante o período do Império, algumas pequenas medidas trouxeram alguns avanços como a aprovação pela Câmara dos deputados, em 1881, da lei que introduzia o voto direto. Entretanto, essa lei trazia uma série de restrições, o que dificultava a ampliação dos direitos civis e que provocaram os protestos de Joaquim Nabuco. Entre estas restrições constavam
a proibição do voto dos escravos e o estabelecimento do voto obrigatório.
a proibição do voto dos analfabetos e o estabelecimento do voto facultativo.
a proibição do voto das mulheres e o estabelecimento do voto facultativo.
o aumento da idade mínima para o direito de voto e a proibição do voto das mulheres.
a proibição do voto dos escravos e o estabelecimento do voto facultativo.
A influência burguesa promoveu uma evolução, sem ruptura, do pensamento colonial, para combater as oligarquias agrárias.
No pensamento político brasileiro, tanto liberais quanto conservadores afirmam a centralidade do Estado na formação social do país. A principal diferença entre essas duas correntes de pensamento está no fato de que para os conservadores
a heterogeneidade cultural da sociedade garante a sua coesão; para os liberais a diversidade cultural da sociedade é a amálgama de sua harmonia.
nenhuma camada da sociedade tem o direito de se sobrepor às instâncias eletivas; para os liberais a emergência de uma camada intelectual é necessária para orientar as instâncias eletivas.
a sociedade cindida põe a necessidade de um Estado forte que a agregue; para os liberais a presença de um Estado forte sufoca e fragmenta a sociedade.
a elite nacional tem uma missão civilizadora; para os liberais a camada dominante carrega sobre si o peso da barbárie.
as camadas populares constituem o centro decisório de onde emana a decisão coletiva; para os liberais as classes mais pobres formam o núcleo da exclusão política.
Alcançada a independência política, em 1822, a ex-colônia precisava firmar-se como nação independente, o que requereria, na dimensão simbólica, a criação de uma identidade nacional. A principal questão para os intelectuais brasileiros da denominada geração de 1870 era a construção identidade nacional.
O aumento da população que trabalha sem carteira assinada ou por conta própria, a partir da década passada, conforme evidenciado no gráfico acima, reflete apenas o mau desempenho da economia brasileira.
O trabalho clássico de Marshal sustenta que a idéia de direitos e, portanto, a própria cidadania, é um fenômeno histórico e seqüencial: primeiro são conquistados os direitos civis, seguidos pelos políticos e, posteriormente, pelos sociais. O ponto de chegada é o ideal da cidadania plena. Analisando o caso brasileiro, José Murilo Carvalho registra que trajetória da conquista da cidadania plena seguiu o modelo clássico proposto por Marshal.

A característica da sociedade brasileira que está sendo descrita no trecho acima é a
escassez econômica combinada ao mandonismo social.
dominação do senhoriato sobre escravos e agregados.
prática do escambo que antecede à economia monetária.
solidariedade comunitária entre os colonos portugueses.
imbricação entre a esfera pública e a esfera privada.
Considere o texto a seguir.

O evento político e os atores sociais descritos no trecho acima são: a
redemocratização e o movimento Diretas Já.
redemocratização e o movimento sindical e social urbano.
democratização e o movimento social urbano e campesino.
democratização e o movimento sindical e dos trabalhadores sem-terra.
redemocratização e o movimento Diretas Já contra a carestia.
A crise econômica nos EUA permitiu que o nacionalismo brasileiro se desenvolvesse autonomamente, na primeira metade do século passado.
Segundo os dados do IBGE, a população brasileira é hoje majoritariamente urbana, embora tendência à ruralização da população seja observada nas últimas décadas.
As macrorregiões brasileiras com as maiores taxas de crescimento populacional são o Centro-Oeste e o Norte, áreas ainda de baixa densidade demográfica.
O Brasil vem apresentando queda nas taxas de fecundidade nas últimas décadas, fenômeno mais concentrado nas áreas urbanas.
A cultura brasileira possui certas especificidades que a distingue das demais culturas. Segundo o Antropólogo Roberto DaMatta, importante intérprete da cultura brasileira, um exemplo, é a nossa atitude para com e diante de uma lei universal que teoricamente deve valer para todos. Em relação às nossas atitudes diante das leis, marque a alternativa INCORRETA:
Tendemos a não aceitar as leis por estas estarem desvinculadas de nossa realidade social, ou seja, ferem os nossos códigos de conduta pessoal, por se tratar de fenômenos universais.
O não cumprimento das leis é uma reação à imposição autoritária destas ao povo brasileiro, uma vez que estes reconhecem que existem pessoas bem relacionadas que nunca as obedecem.
Por termos leis geralmente drásticas e impossíveis de serem rigorosamente acatadas, acabamos por não cumpri-las.
No Brasil, a lei raramente é vista como lei, isto é, como regra imparcial.
A lei representa aquilo que se tem de universal, ou seja, representa a pessoa e, no Brasil, vigora a ordem do indivíduo.