

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.

Tendo por base a história do sindicalismo no Brasil e suas configurações atuais, analise as afirmativas a seguir.
I. O arranjo institucional corporativista contribuiu para atribuir status público aos sindicatos, legitimando-os como representantes dos trabalhadores nas negociações coletivas.
II. Na Constituição de 1988 foram introduzidos elementos de liberdade democrática, permitindo, entre outros fatores, a legalização das centrais sindicais.
III. Dos direitos fundamentais à greve, a autonomia para a vinculação com partidos principalmente para as doações eleitorais e partidárias é hoje prática legitimada
. IV. A manutenção dos sindicatos apenas a nível econômico garantiu a exclusividade da representação dos trabalhadores durante a barganha dos assuntos relativos ao trabalho.
Estão corretas apenas as afirmativas
Observe a Charge a seguir:

A charge representa os paradoxos da sociedade brasileira atual, refletindo as pressões da opinião pública sobre grupos, classes, pessoas. Analisada sob a realidade da sociedade brasileira atual a charge
Segundo Gilberto Freyre, o elemento que exerceu o papel preponderante na história social brasileira foi
o Estado patrimonialista português e suas ramificações no Brasil colonial.
a Igreja Católica, sobretudo os jesuítas.
a família patriarcal em sua forma extensa, abrangendo senhores, escravos e agregados.
as classes sociais em luta, à época colonial representadas pela aristocracia rural e pelos trabalhadores negros escravizados.
os movimentos nativistas de luta pela independência nacional, liderados pela burguesia nascente, em oposição à Coroa portuguesa.
(...) as características gerais da sociedade pós-industrial abrem pouco espaço para a organização sindical, embora a extensão desse espaço possa ser diferente quando se avaliam sociedades nacionais específicas.
(RODRIGUES, Leôncio Martins. Destino do Sindicalismo. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2009, p. 298)
A partir da década de 1980 nos países desenvolvidos, e na década seguinte no Brasil, os sindicatos sofreram grave crise, observada até os dias atuais, e que se exprimiu no declínio do número de sindicalizados, assim como na diminuição do poder sindical frente ao das empresas. Dentre os fatores que conduziram a essa situação, encontra-se a
fragmentação da classe trabalhadora, em virtude principalmente do aumento do setor de serviços e da flexibilização das normas de contratação e regulação do trabalho.
progressiva verticalização da produção industrial, com a concentração de todas as etapas do processo produtivo em uma só empresa, de maneira a reduzir custos.
diminuição relativa, no período considerado, da mão de obra feminina nas empresas, dada a discriminação sofrida pelas mulheres em um contexto de crescente machismo.
homogeneização dos regimes de contratação nos moldes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com a universalização da carteira de trabalho e da jornada de 8 horas.
institucionalização, no período considerado, de garantias trabalhistas cada vez mais sólidas, expressas em direitos resguardados pela legislação de cada país.
Em sua obra sobre os municípios brasileiros, ACKEL FILHO escreveu: “à disciplina da ocupação urbana e das atividades que se desenvolvem no espaço do Município para que a urbe possa constituir um todo harmônico propiciante de bem-estar aos Munícipes”.
Esse trecho evidencia o Plano diretor que estabelece CORRETAMENTE:
“O cidadão era um cara, na época dos meus pais, muito bom de grana. É verdade. O cidadão era o chique, era o rico. Ele era o dono do comércio, o dono de uma firma... O trabalhador não era cidadão não. Isso não existia. O trabalhador era um peão. Peão, peão, peão toda a vida. Meu pai veio para São Paulo como um simples agricultor e morreu como um servente de obra. Mas ele cumpriu suas obrigações, cumpriu todos os seus deveres. E, quando ia a algum lugar e precisava de algum direito, ninguém tratava como cidadão. Eles tratavam como um marginal, como se fosse um lixo. Eu vi isso e vivi isso também. A injustiça me deixava com muita raiva”. [morador da periferia de São Paulo, falando sobre seu pai e a cidadania no Brasil entre os anos de 1930 a 1970].
HOLSTON, James. Cidadania insurgente: disjunções da democracia e da modernidade no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
Considerando a narrativa sobre a cidadania, avalie as seguintes afirmações:
I. A cidadania, no Brasil, é um fenômeno que percorre a formação de uma república democrática e evidencia a dignidade do trabalhador como sujeito de direito.
II. O trabalhador brasileiro nem sempre encontrou reconhecimento social e garantias que retratam a sua dignidade como sujeito de direito.
III. Historicamente, o reconhecimento do trabalhador como cidadão, no Brasil, funciona como meio de demarcar as pessoas que são dignas ou não de ter acesso a direitos.
É correto o que se afirma em
O sociólogo inglês Thomas H. Marshall desenvolveu a tese segundo a qual, nos países capitalistas centrais, o reconhecimento dos direitos civis precedeu e permitiu a institucionalização dos direitos políticos, tendo esses, por sua vez, sido a condição da institucionalização dos direitos sociais. No Brasil, segundo o historiador José Murilo de Carvalho, essa sequência se deu de maneira invertida, provocando déficits na construção de nossa cidadania.
Na constituição dos direitos no Brasil republicano,
os direitos civis apenas foram reconhecidos em lei no período da Nova República, após o fim do regime militar.
o período de democratização política que sucedeu o Estado Novo foi caracterizado pela irrestrita liberdade de organização partidária.
no período do Estado Novo, os direitos sociais foram implementados de modo substancial pela primeira vez na história do país.
a institucionalização dos direitos políticos foi largamente impulsionada durante a República Velha, principalmente no período dos governos civis.
o regime militar instituído em 1964, apesar das limitações aos direitos políticos, favoreceu a institucionalização dos direitos civis.
Durante os governos militares do período de 1964-1985, sob a justificativa da integração nacional, foi promovido um significativo processo de ocupação capitalista das terras da chamada “Amazônia Legal”, na Região Norte e no Centro-Oeste, pela promoção dos projetos de colonização.
Nesse contexto, a colonização dirigida apareceu “[...] como um esforço consciente, não apenas para ocupar os vazios amazônicos e valorizar as terras, mas como uma alternativa para a ‘pressão’ demográfica em certas áreas do país. Uma espécie de válvula de segurança para evitar problemas maiores sem que medidas drásticas sejam tomadas para reestruturar o estatuto da propriedade”.
CARDOSO, Fernando Henrique & MULLER, Geraldo. Amazônia: Expansão do capitalismo. São Paulo-SP: Brasiliense S.A., 1977, p.141.
Considerando as características do processo de colonização do contexto acima descrito, assinale a alternativa correta:
O objetivo da colonização promovida pelos governos militares era restrito à viabilização do abastecimento dos centros urbanos industrializados das regiões Sul e Sudeste do Brasil.
A ocupação produtiva da "Amazônia Legal", a partir das práticas sustentáveis empregadas pelas populações tradicionais da "Amazônia Legal" e protegidas pelo governo federal, conferiu a tônica dos projetos de colonização do período descrito.
Estes projetos de colonização podem ser compreendidos como uma contrarreforma agrária, ao aliviar as tensões sociais no campo com o deslocamento de populações das regiões Nordeste, Sul e Sudeste para os chamados “vazios demográficos” da "Amazônia Legal".
O conjunto da maioria desses projetos de colonização pode ser entendido como uma efetiva reforma agrária, ao propiciar a distribuição de terras e a viabilidade econômica da colonização com a criação de órgãos de promoção do desenvolvimento regional como a SUDAM e a SUDECO.
As rodovias federais (Cuiabá-Santarém, Belém-Brasília e a Transamazônica) incrementaram a malha viária da "Amazônia Legal", contudo, não estavam relacionadas com a dinâmica dos projetos de colonização, nem mesmo nos discursos oficiais.

Sobre esses períodos e suas respectivas características e acontecimentos, assinale a afirmativa a correta.
Segundo dados divulgados pelo Banco Mundial em 2015, a expectativa de vida da população brasileira era:
De aproximadamente 66 anos.
Inferior a 70 anos.
De 72 anos.
Superior a 74 anos.
Superior a 80.
Ao relevante estudo sociológico publicado no Brasil por Euclides da Cunha e que trata dos violentos conflitos entre os sertanejos do Nordeste e as forças imperiais, foi atribuído o título de:
Canudos.
Os Sertões.
Antônio Conselheiro.
Sobrados e Mocambos.
A Guerras do Contestado.
"O volume de migração de retorno incrementou-se enormemente no país nos últimos 30 anos; na década de 90 houve incremento relativo da ordem de 221% em relação aos volumes dessa migração comparado com a década de 70. Este elevadíssimo incremento contribuiu para que o número de pessoas retornadas a seus estados de nascimento passasse de 1,1 milhão, nos anos 70, para quase 3,8 milhões, nos 90; estes volumes indicam a importância que, nos anos mais recentes, este tipo de mobilidade – sempre presente, porém em menor intensidade – passou a adquirir no cenário das migrações nacionais."
CUNHA, José Marcos Pinto da; BAENINGER, Rosana. Cenários da migração no Brasil nos anos 90. In: CADERNO CRH, vol. 18, núm. 43, janeiro-abril, 2005, pp. 87-101. Universidade Federal da Bahia.
"Quando se fala de migração de retorno, o que vem à mente seria uma inversão de um fluxo migratório realizado numa determinada região, por exemplo, das diferentes regiões do Nordeste para os centros urbanos do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, etc.). Ora, a migração de retorno nada mais seria que a inversão de uma concepção já convencional de migração (origem-destino)."
DORNELAS, S.M. Migração de retorno. O que é isso? TRAVESSIA - REVISTA DO MIGRANTE, p. 57, maio-ago. 1995.
Considerando o histórico dos fluxos migratórios para o Brasil e no Brasil, ao longo dos séculos XX e XXI, assinale, entre as alternativas abaixo, aquela que contém as informações incorretas sobre este histórico:
Com a Lei de Cotas, de 1934, o governo federal diminuiu o ingresso da mão de obra operária de origem europeia e com experiência sindical e orientou as migrações internas para proveito do trabalhador nacional.
O êxodo rural, intensificado a partir da década de 1950, está relacionado à modernização agrícola e à concentração fundiária que reduz a mão de obra e inviabiliza os pequenos e médios produtores rurais.
As crises político-econômicas em países da Europa e a preferência pela mão de obra estrangeira na cafeicultura em expansão atraiu imigrantes europeus que dedicaram-se, inicialmente,àlavoura do café, no início do século XX.
Nas décadas de 1970 e 1980, a ocupação da fronteira agrícola em Mato Grosso, Rondônia e Acre contou, majoritariamente, com colonos-migrantes oriundos da Região Nordeste, expulsos pelas secas.
Ao longo da maior parte do século XX, a industrialização atraiu fluxos migratórios com destino a centros urbanos brasileiros, mobilizando populações em busca de emprego e de melhor qualidade de vida.
Para Florestan Fernandes e Octávio Ianni, as relações econômicas, políticas e sociais no Brasil podem ser vistas como
relações de acolhimento entre patrões e classes subalternas.
relações conciliadoras entre as elites e as minorias raciais, étnicas.
relações de alteridade entre negros, índios e as classes subalternas de um modo geral.
relações democráticas e igualitárias entre os grupos dominantes e as classes subalternas, entre as quais os indígenas e os quilombolas.
A formação da realidade brasileira é marcada pela complexidade de fatos sociais, históricos, econômicos e culturais. Com o intuito de melhor compreender estes processos e de elaborar uma visão sobre os mesmos que partisse, sobretudo, de dentro desta mesma realidade e não a mera importação de explicações estrangeiras, autores como Darcy Ribeiro, Celso Furtado e Caio Prado Jr. lançaram suas obras, “O Povo Brasileiro: Formação e sentido do Brasil”, “Formação Econômica do Brasil” e “Formação do Brasil Contemporâneo”. A respeito do que é apresentado em “O Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro assinale a alternativa correta.
Segundo o autor a ideia de pureza étnico cultural é cabível apenas para a “matriz portuguesa”
Darcy Ribeiro demonstra que em sua gênese a população brasileira deriva de matrizes multiculturais desde o princípio
O sentido da empreitada colonizadora foi o de promover o avanço intelectual aos povos nativos do novo mundo
O autor vai defender a tese que a constituição do “povo brasileiro” se deu através da miscigenação racionalmente induzida entre os diferentes grupos que compuseram a população brasileira
A obra de Darcy Ribeiro acaba por criticar a ideia de “Povo-Nação”