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Em Sociologia e Antropologia, no renomado capítulo As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss demonstra que o uso que cada indivíduo faz do seu próprio corpo não se restringe a biologia, trata-se de um saber aprendido socialmente de “valor crucial para ciências do homem”. Para Mauss, longe de serem atos puramente instintivos ou individuais, nossos gestos e hábitos corporais são, fundamentalmente, “atos tradicionais eficazes” que são “impostos pela tradição” e pela sociedade. Mauss defende que gestos tão banais, quanto a forma como um camponês descansa em pé, com uma perna dobrada apoiada na outra, são transmitidos de geração para geração, e podem ser melhores testemunhos da história quanto “jazidas arqueológicas ou monumentos”.
Disponível em: www.ubueditora.com.br. Acesso em: 18 jul. 2025 (adaptado).
TEXTO 2
Triste, louca ou má
E um homem não me define
Minha casa não me define
Minha carne não me define
Eu sou meu próprio lar
FRANCISCO EL HOMBRE. Triste, louca ou má. In:
Soltasbruxa. São Paulo: s.n., 2016 (fragmento).
Para relacionar a noção de técnicas do corpo, de Marcel Mauss, ao trecho da letra da canção Triste, louca ou má, da banda Francisco El Hombre, as ações didáticas que dialogam com uma perspectiva interdisciplinar de ensino são:
Pedir para os estudantes criarem algum tipo de performance em sala de aula que leve a refletir como os seus gestos corporais são parte de uma natureza universal do ser humano, principalmente os dos corpos femininos. A atividade pode contemplar uma avaliação conjunta das áreas de Literatura, Filosofia e Arte.
A professora de Sociologia, de forma autônoma e isolada, solicitar aos estudantes um diário ficcional ou autobiográfico do ponto de vista do próprio corpo, narrando como aprenderam a se comportar conforme seu gênero, cultura, classe. Em seguida, os diários serão apresentados para a turma, destacando os conceitos sociológicos utilizados.
Em uma aula conjunta entre Biologia e Sociologia, pedir para que os estudantes se dividam em dois grupos: os que veem o corpo em uma perspectiva biológica, e os que veem os gestos corporais em uma perspectiva socioantropológica. Após um momento de debate, pedir para que o coletivo de estudantes reflita sobre seus posicionamentos.
Promover uma roda de conversa junto aos professores de Sociologia e Educação Física, em que cada estudante apresente uma prática corporal, tal como andar, sentar e vestir-se, e, em seguida, discuta como ela é naturalmente apreendida pelo seu corpo, livre de imposições sociais envolvidas nessas gestualidades
Amaury Cesar Moraes e Elisabeth da Fonseca Guimarães, no texto Metodologia de Ensino de Ciências Sociais: relendo as OCEM-Sociologia, esclarecem que: “Há uma tendência sempre recorrente de se explicarem as relações sociais, as instituições, os modos de vida, as ações humanas, coletivas ou individuais, a estrutura social, a organização política etc. com argumentos naturalizadores. Primeiro, perde-se de vista a historicidade desses fenômenos, isto é, que nem sempre foram assim; segundo, que certas mudanças ou continuidades históricas decorrem de decisões, e essas, de interesses, ou seja, de razões objetivas e humanas” (2010).
Para Amaury Cesar Moraes e Elisabeth da Fonseca Guimarães, os argumentos naturalizadores devem ser
acatados por refletirem a natureza de processos sociais.
questionados a partir de argumentos do senso comum.
problematizados por uma postura de estranhamento.
refutados por resultarem das estruturas sociais efetivas.
aceitos por resultarem da aplicação do método científico.
Indique a alternativa que apresenta uma descrição da colonização, considerando a perspectiva decolonial.
A colonização promoveu o encontro pacífico entre diferentes culturas, permitindo a síntese entre conhecimentos científicos ocidentais e saberes ancestrais indígenas na construção de uma humanidade plural.
O processo civilizatório moderno estabeleceu critérios universais de racionalidade que permitiram aos povos indígenas evoluir de estágios primitivos para formas mais desenvolvidas de organização social e de conhecimento.
A modernidade colonial impôs um modelo único de humanidade com base no homem branco europeu, negando outras formas de existência e conhecimento dos povos originários como válidas ou racionais.
A colonização representou um processo natural de expansão tecnológica que integrou gradualmente os conhecimentos indígenas às ciências modernas, preservando suas especificidades culturais.
Na tensão entre reconhecimento e invisibilidade, a juventude periférica é atravessada por dinâmicas sociais contraditórias, em que a escola pode se apresentar como espaço de emancipação ou de reprodução de violências simbólicas e institucionais. À luz das contribuições da Sociologia da Educação e das reflexões sobre juventude, cidadania e exclusão social, identifique a alternativa correta.
Quando a escola opta por uma postura universalista e omite os marcadores sociais das desigualdades, ela tende a reiterar formas sutis de exclusão, pois desconsidera os dispositivos simbólicos que naturalizam os privilégios nas relações pedagógicas.
A disciplinarização de corpos e comportamentos juvenis nas escolas de periferia reflete a tentativa legítima de compensar a ausência de socialização familiar adequada, sem comprometer o ideal democrático de igualdade de oportunidades.
A presença da juventude periférica nas instituições escolares garante sua inclusão social desde que ela internalize os códigos dominantes de conduta e linguagem, o que constitui, conforme os princípios republicanos, um dever cívico.
A lógica meritocrática adotada por escolas públicas em contextos de vulnerabilidade representa um avanço pedagógico ao substituir critérios subjetivos por avaliações universais, favorecendo o reconhecimento por desempenho.
A simples inserção de conteúdos sobre diversidade cultural nos currículos escolares assegura, por si só, o enfrentamento das desigualdades sociais, desde que se preserve a neutralidade ideológica da instituição frente às questões identitárias.
O papel desempenhado pela instituição escolar, há cerca de dois séculos, tem se situado com a compreensão de que a educação é um produto da escola, com um conjunto de pessoas especializadas na transmissão de saberes e conhecimentos – os professores. Com relação ao papel exercido pela instituição escolar, indique a opção correta.
Ao ingressar nessa instituição, a criança ou adolescente encontra a mesma forma de socialização, com regras de convivência correspondentes às quais se relaciona.
As regras existentes na escola e as funções que cada um ocupa nela não sofrem influência das histórias de vida de cada um dos agentes socializadores.
A organização da instituição escolar contribui na seleção daqueles que serão “incluídos” ou “excluídos” da sociedade como um todo.
A forma social e cultural da escola é aquela que estabelece regras e formas de funcionamento, e é pouco influenciada por ideias como hierarquia e solidariedade.
No espaço escolar, existem relações cotidianas que acontecem de forma social e cultural, ou seja, as regras existentes nesse espaço anulam as individualidades dos agentes socializadores.
A Sociologia da Educação, desde o século XIX, buscou compreender o papel da escola na formação social. Para Durkheim, a educação constitui um fato social, sendo responsável pela socialização e pela integração dos indivíduos à coletividade. Já Marx entende a escola como parte da superestrutura que atua na reprodução das relações de produção, contribuindo para a alienação e para a legitimação da exploração da classe trabalhadora. Em contrapartida, Weber destaca a relação entre educação, burocracia e estratificação social, enfatizando o papel dos diplomas como critério de seleção racional-legal nas sociedades modernas. Com base nessas concepções, assinale a alternativa correta.
Para Marx, embora a educação esteja vinculada às condições materiais do capitalismo, sua função principal é garantir a mobilidade social dos indivíduos por meio do acesso universal ao conhecimento, sendo um instrumento neutro de ascensão social.
Para Durkheim, a educação deve privilegiar a crítica individual e a desconstrução da consciência coletiva, garantindo a autonomia plena do sujeito frente às normas sociais.
Para Weber, a expansão dos diplomas universitários constitui um mecanismo de racionalização e seleção burocrática, contribuindo para a estratificação social e a formação de uma camada privilegiada.
Para Durkheim, Marx e Weber, a escola possui uma função emancipatória comum, voltada essencialmente para a transformação das estruturas sociais desiguais, independentemente do contexto histórico.
Para Durkheim, Marx e Weber, a função da educação é universalmente emancipatória, sendo sempre voltada à promoção da igualdade social, independentemente das condições históricas ou de classe.
O diálogo é uma das ferramentas mais importantes para a formação de um cidadão crítico, capaz de problematizar situações do seu cotidiano.
Certo
Errado
O papel da educação é conscientizar o educando sobre seu contexto social, cultural, econômico e político no mundo, na perspectiva de uma transformação social.
Certo
Errado
Estudante que deu esponja de aço a professora alegou 'brincadeira para dizer que lugar de mulher é na cozinha'
Em depoimento, adolescente de 17 anos, que trocou de escola depois do episódio, afirma que está arrependido e admite que foi uma atitude machista e ofensiva.
https://oglobo.globo.com, 23.03.2023.
Diante da situação descrita na manchete, uma escola comprometida com a superação do senso comum e com a formação crítica dos estudantes deve
reforçar as normas disciplinares, garantindo punições exemplares para atitudes discriminatórias com o objetivo de evitar novos episódios ofensivos.
convidar especialistas externos para palestras pontuais sobre igualdade de gênero, assumindo que a mediação do professor pode comprometer a imparcialidade necessária ao tema.
propor atividades interdisciplinares que mobilizem os estudantes e estimulem a reflexão crítica sobre o machismo, promovendo a transformação de situações naturalizadas no cotidiano.
orientar os professores a evitarem debates sobre machismo em sala de aula, focando apenas nos conteúdos curriculares obrigatórios para não estimular conflitos de opinião entre os estudantes.
incentivar que o tema seja debatido em espaços extracurriculares, como rodas de conversa e projetos, evitando que a discussão interfira na sequência planejada dos conteúdos regulares.
Com base nos textos 1 e 2, indique qual é a estratégia didática adequada para conectar temas, como hábitos de consumo, tecnologias e corpos jovens.
Um percurso pedagógico que reflita como os corpos juvenis têm autonomia e não são condicionados por tecnologias digitais.
Uma experiência de ensino voltada à coleta seletiva de lixo na cidade e em que se demonstra quem são as pessoas recicladoras e os locais de coleta.
Um esquema formativo que trate a tecnologia como algo perigoso aos corpos dos jovens e aborde a necessidade de eliminação das inteligências artificiais.
Um projeto interdisciplinar que relacione Sociologia, Educação Física e Literatura para problematizar a relação entre corpo, consumo e tecnologia.
Com base na situação apresentada, a estratégia didático-pedagógica que articula os princípios da democracia participativa com a gestão democrática escolar, promovendo a autonomia dos estudantes da EJA na construção do PPP, é
realizar votações periódicas sobre decisões administrativas, aplicando o princípio da democracia representativa, no qual a maioria docente define as diretrizes pedagógicas.
organizar palestras informativas sobre teorias democráticas clássicas, capacitando os estudantes para posteriormente opinarem sobre as propostas pedagógicas já elaboradas pela gestão.
estabelecer comissões técnicas compostas por especialistas em Educação para elaborar o PPP, consultando os estudantes sobre questões operacionais básicas.
implementar assembleias deliberativas que valorizem os conhecimentos dos estudantes, promovendo diálogos sobre as contradições educacionais e sociais.
Para uma aula sobre epistemicídio que conecte o conceito com a realidade dos estudantes, o planejamento didático pertinente é:
Uso da técnica de sala de aula invertida para abordar o processo de dominação cultural na colonização europeia na América, seguido de exercícios de fixação sobre datas e eventos históricos relevantes.
Roda de conversa sobre saberes familiares e comunitários, problematizando quais conhecimentos são valorizados ou desvalorizados na escola e na sociedade.
Apresentação de documentário sobre povos indígenas isolados, com posterior debate sobre a importância da preservação cultural e proteção dos territórios tradicionais.
Leitura dirigida de textos acadêmicos sobre teorias decoloniais, com elaboração de resumos conceituais sobre epistemicídio e colonialidade do saber.
No que se refere ao ensino de Sociologia, as Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (OCEM), de 2006, ainda é considerado um importante documento orientador para a construção do processo de ensino-aprendizagem dessa disciplina, no ambiente escolar. A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio, instituída no ano de 2018, se furtou de trazer indicações específicas para a Sociologia, não contribuindo para uma atualização dessa disciplina.
Nesse contexto, a partir das OCEM/2006, os dois papéis centrais que ainda orientam o ensino de Sociologia em relação à compreensão dos fenômenos sociais são
conteúdos e estranhamento.
desnaturalização e estranhamento.
desnaturalização e imaginação sociológica.
conteúdos e teorias.
conceitos e teorias.
Durante o planejamento de uma aula para a 3ª série do Ensino Médio, um professor decidiu utilizar a obra A Guerra dos Kanaimés 5, de Jaider Esbell, como material de apoio. Em discussão em sala, os estudantes questionaram como classificar teoricamente o lugar social ocupado por Esbell. Para fundamentar adequadamente sua resposta, esse professor se baseou em Antonio Gramsci. Indique a alternativa que apresenta o conceito gramsciano adequado à análise das transformações culturais.
Bloco histórico, pela fusão entre estruturas econômicas tradicionais e superestrutura artística moderna.
Revolução passiva, caracterizada pela incorporação gradual de elementos indígenas sem ruptura com sistema dominante.
Intelectual orgânico, exercendo função pedagógica transformadora junto aos grupos subalternos por meio da arte.
Hegemonia cultural, demonstrando como grupos dominantes incorporam manifestações subalternas para manter controle.
Buscando consolidar a discussão sobre o tema e avaliar o aprendizado dos estudantes, o professor construiu, para a aula seguinte, uma proposta de atividade em grupo. Sabendo que parte da turma participa de coletivos artísticos na cidade, um exemplo de proposta adequada para cumprir os objetivos do professor é
organizar uma batalha de rap entre os grupos, fazendo com que os estudantes, inspirados no livro O Atlântico Negro, de Paul Gilroy, apresentem rimas, atribuindo uma escala de notas às performances.
avaliar os estudantes por meio de relatos autobiográficos de suas vivências e opiniões, expressando-se na forma artística, como músicas, encenações, poesias, imagens ou vídeos.
solicitar aos estudantes a leitura de um capítulo do livro Os Condenados da Terra, de Franz Fanon, e a construção de um resumo do texto em formato de poesia ou letra de canção.
demandar aos estudantes a produção de reflexões conceituais clássicas sobre as desigualdades social e racial de forma articulada com o que aprenderam na aula anterior.
Filhas da democracia, as ciências sociais – obviamente malvistas pelos regimes conservadores e erradicadas pelos regimes ditatoriais – servem (à) democracia e são preocupantes. Porque a democracia partiu ligada, na história, com as “Luzes” e, notadamente, com a produção de “verdades sobre o mundo social”: verdade dos fatos objetiváveis, mensuráveis, que é, infelizmente, a verdade das desigualdades, das dominações, das opressões, das explorações, das humilhações... Na falta de ciências sociais fortes, e cujos resultados são o mais amplamente difundidos, os cidadãos ficariam totalmente desprovidos face a todos os provedores (produtores ou difusores) de ideologia, multiplicados ao longo das últimas décadas numa sociedade na qual o lugar do simbólico (ou seja, do trabalho sobre as representações) é consideravelmente apagado.
(Bernard Lahire. Adaptado)
Para o autor, o ensino da Sociologia
proporciona uma compreensão ideológica das estruturas sociais.
permite o reconhecimento da relevância social da meritocracia.
motiva o abandono das formas simbólicas de luta por igualdade.
possibilita que a sociedade civil interprete as formas de dominação.
assegura a organização social para efetivar a revolução proletária.
Após abordar a diferença entre senso comum e conhecimento sociológico, a professora de Sociologia propôs uma atividade mobilizando a pesquisa como princípio pedagógico para uma turma de 1ª série do Ensino Médio. A professora utilizou a seção do livro didático sobre os elementos básicos da pesquisa sociológica adaptada ao ambiente escolar. Visando utilizar o método de entrevista semiestruturada para a coleta de dados, a sequência de instruções aos estudantes adequada para esse tipo de atividade é:
Oficina sobre as noções básicas de uma entrevista sociológica e dos elementos éticos da pesquisa social; organização de grupos para elaborar o roteiro da entrevista; realização das entrevistas; transcrição e seleção de trechos para a análise; socialização dos resultados na feira de ciências da escola.
Estado da arte sobre metodologias qualitativas nas Ciências Sociais; oficina sobre as noções básicas de uma entrevista sociológica e dos elementos éticos da pesquisa social; pré-teste do roteiro da entrevista; realização das entrevistas; socialização dos resultados em evento científico da área.
Organização de grupos para elaborar o roteiro da entrevista; oficina sobre as noções básicas de uma entrevista sociológica e dos elementos éticos da pesquisa social; pré-teste do roteiro da entrevista; realização das entrevistas; elaboração de um artigo para apresentar os dados em evento científico da área.
Roda de conversa sobre a ética da pesquisa nas Ciências Humanas; realização das entrevistas; transcrição da entrevista e seleção de trechos para a análise; utilização de software para a codificação e análise de dados; socialização dos resultados na feira de ciências da escola.
Uma equipe pedagógica decidiu abordar a temática dos direitos indígenas, com ênfase no direito ao território, objetivando desenvolver o discernimento crítico e autônomo dos estudantes. Assinale a sequência de atividades pedagógicas adequada a essa finalidade.
Tornar oficial o dia 19 de abril como data comemorativa do Dia dos Povos Indígenas, com a apresentação de peças teatrais e danças por grupos de estudantes não indígenas usando adereços.
Estudar os artigos 231 e 232 da Constituição Brasileira e identificar lideranças femininas indígenas, convidando-as para falar a respeito das ações do movimento em defesa dos seus direitos.
Desenvolver comemorações e festividades alusivas ao dia 19 de abril e ao dia 22 de abril, datas próximas, para comemorar o histórico de colonização portuguesa no Brasil.
Realizar um desfile com estudantes não indígenas, com seus corpos paramentados com desenhos que remetem aos grafismos indígenas, para valorizar a beleza da mulher indígena.
No domínio da inclusão educacional, compreender o habitus – um conceito desenvolvido pelo sociólogo Pierre Bourdieu – é fundamental. O habitus encapsula aquelas disposições arraigadas que ditam nossas percepções, ações e lugar no mundo. No ambiente escolar, o habitus dos professores e estudantes têm um grande impacto nas abordagens pedagógicas e nas mentalidades de inclusão. A transformação do habitus escolar é crucial para estabelecer um ambiente verdadeiramente inclusivo — onde todos os estudantes se sintam valorizados e apoiados, independentemente das suas particularidades.
Lilian Maria da Silva Mello. Ensino de sociologia e educação inclusiva: uma análise a partir dos documentários “crip camp” e “um lugar para todo mundo". Anais do X CONEDU... Campina Grande: Realize Editora, 2024. Disponível em: . Acesso em: 16/04/2025.
Atualmente, o choque de gerações tem trazido desafios para os professores, promovendo discussões sobre os aspectos didáticos e metodológicos para aplicação do conteúdo no processo de ensino e aprendizagem, fazendo com que o professor entenda que
a inclusão de estudantes com deficiência pode ser efetiva se houver acessibilidade nos materiais, mesmo que a postura dos profissionais permaneça a mesma.
garantir a inclusão exige rever práticas pedagógicas enraizadas, buscando estratégias que acolham diferentes formas de aprender e participar.
a mudança no ambiente escolar ocorre naturalmente com o tempo, à medida que os estudantes se adaptam às rotinas pedagógicas estabelecidas.
a aplicação de recursos de acessibilidade na sala de aula é suficiente para garantir que todos os estudantes se sintam incluídos.
a inclusão depende prioritariamente da atuação de especialistas, sendo as mudanças na prática docente uma medida complementar.
Ao se deparar com uma inscrição na biblioteca de uma escola, um estudante questionou o professor sobre os aspectos que envolvem a cultura e a relação dos indivíduos com a sociedade. O professor perguntou sobre a inscrição, que era “nascemos em uma sociedade pronta, com seus costumes e hábitos, ou você acredita que nós construímos nossa cultura ao mesmo tempo que usufruímos dela?”
GIROTTI, Marcio Tadeu. Puxa conversa sociologia. São Paulo: Matrix, 2024.
O professor, para responder o questionamento do estudante a respeito da frase, retirada de um Livro Caixinha, apresentou o conceito de cultura, buscando, a partir da construção de que o ser humano faz a partir dela e de como ele usufrui da cultura já enraizada na sociedade, explicar ao estudante o que é a cultura. O estudante, por sua vez, não concordou com as ideias apresentadas porque o conceito de cultura apresentado trata sobre como usufruímos da cultura e não da sua construção. Diante desse entrave, o professor argumentou mais uma vez, de forma lógica, a fim de convencer o estudante de que:
1 – nós nascemos em uma sociedade pronta;
2 – a sociedade já tem seus costumes e hábitos, sua cultura;
3 – logo, usufruímos dessa cultura.
O estudante ainda não ficou convencido, porque
O argumento do professor é suficiente, pois permite uma dedução sobre o conceito de cultura e seu uso no cotidiano dos indivíduos sociais.
O professor não poderia ter usado um raciocínio lógico para explicar a inscrição da parede, pois a lógica não se enquadra no recurso didático.
A lógica utilizada pelo professor é suficiente, pois afirma que usufruímos da cultura ao mesmo tempo em que construímos a nossa própria cultura.
A lógica utilizada pelo professor é insuficiente, pois só afirma que usufruímos da cultura e que não construímos a nossa própria cultura.
O argumento utilizado pelo professor faz sentido, sendo suficiente para convencer o estudante, pois utilizou um argumento dedutivo.