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A postura do bailarino relaciona-se diretamente com a eficiência biomecânica, a prevenção de lesões e a expressividade estética. O domínio dos princípios cinesiológicos orienta a execução técnica consciente e segura. Considerando as bases cinesiológicas do balé clássico, é correto afirmar que:
A projeção do centro de gravidade deve situar-se anterior aos metatarsos para permitir controle eficiente de giros múltiplos e saltos elevados, facilitando a propulsão vertical e a estabilização após aterrissagens.
A técnica clássica prioriza o alongamento passivo contínuo de grandes grupos musculares, sem interferência significativa na ativação integrada das cadeias cinéticas funcionais ou na coordenação intermuscular durante sequências de movimento.
A estabilidade axial é obtida pela compressão voluntária controlada da coluna lombar e retração escapular sustentada, que promovem fixação do tronco e reduzem mobilidade articular compensatória durante execuções técnicas de alta demanda.
A manutenção do eixo corporal requer alinhamento de cabeça, ombros, quadris e tornozelos, em oposição constante de forças ascendentes e descendentes que garantem estabilidade, leveza e eficiência mecânica durante o movimento.
O equilíbrio postural depende fundamentalmente da rigidez muscular sustentada e da imobilidade pélvica controlada, que reduzem compensações corporais indesejadas e previnem desvios posturais durante execução de movimentos complexos de rotação.
A experiência estética da Dança de Salão envolve sensibilidade, ritmo, empatia e expressividade corporal integradas. Sua prática articula múltiplas dimensões da formação humana. Sob perspectiva humanista e educativa da corporeidade, é correto afirmar que:
A dimensão estética constitui elemento acessório complementar, subordinado hierarquicamente ao treinamento motor sistemático e à aquisição de precisão técnica progressiva, devendo ser desenvolvida apenas após consolidação completa das habilidades motoras fundamentais e domínio rigoroso dos padrões coreográficos estabelecidos pelos métodos tradicionais.
A dança de salão deve ser analisada e ensinada prioritariamente sob parâmetros fisiológicos objetivos e biomecânicos mensuráveis, sem considerar implicações simbólicas profundas, dimensões afetivas ou processos de construção de significados culturais e identitários através da experiência corporal compartilhada entre os praticantes.
A Dança de Salão constitui experiência estética e comunicativa que integra corpo, emoção e cultura, promovendo percepção ampliada de si e do outro por meio do movimento compartilhado, da escuta sensível do ritmo e da construção dialógica de significados corporais.
A expressividade emocional durante a execução coreográfica prejudica objetivamente a precisão técnica dos movimentos e deve ser pedagogicamente controlada ou neutralizada em contextos educativos formais, priorizando reprodução fiel de padrões gestuais estabelecidos sobre manifestações subjetivas de interpretação pessoal ou envolvimento afetivo.
A interação corporal entre pares deve limitar-se à comunicação gestual objetiva e funcional necessária à execução técnica dos passos, sem envolvimento afetivo significativo, dimensão interpretativa pessoal ou construção de vínculos relacionais que transcendam os aspectos mecânicos da coordenação motora durante a prática.
Durante uma aula de dança contemporânea em uma escola estadual, uma professora propõe aos estudantes uma sequência de improvisação que explora a transição entre movimentos de projeção centrífuga e movimentos de recolhimento centripetal, mantendo a atenção coletiva direcionada para um ponto imaginário no centro do espaço compartilhado. Os alunos, distribuídos em diferentes níveis espaciais (altos, médios e baixos) e em relações de proximidade variável, são orientados a permanecerem conectados mesmo quando fisicamente afastados. Essa experiência pedagógica dialoga diretamente com a perspectiva labaniana e permite aos dançarinos desenvolver não apenas coordenação motora, mas também uma sensibilidade relacional que integra aspectos sensoriais, emocionais e intelectuais. Nesse contexto, a noção que fundamenta pedagogicamente essa prática e que distingue a dança contemporânea de estruturas de movimento mais rígidas está associada ao conceito de:
Estrutura compositiva modular, que fragmenta o espaço de movimento em zonas geometricamente demarcadas, nas quais cada dançarino executa variações do vocabulário técnico conforme sua localização específica dentro do ambiente.
Organização sincronizada de esforço, que padroniza as qualidades de peso, tempo e fluência de todos os participantes em relação a um protocolo unificado, eliminando variações individuais para alcançar homogeneidade corporal.
Cinesfera partilhada, que opera na integração entre individualidade e coletividade através de um saber-sentir desenvolvido pela atenção perceptiva, permitindo que qualidades de presença individual e coletiva se complementem sem hierarquia ou submissão normativa entre os corpos que dançam.
Estratégia de dispersão atencional, que fragmenta a consciência dos dançarinos em múltiplos focos distintos, cada um correspondente a um nível espacial diferente, impossibilitando qualquer conexão imaginativa entre os corpos.
Sequência de movimento progressivo, que estabelece uma ordem crescente de complexidade nas transições entre posições espaciais, garantindo que todos os participantes atinjam simultaneamente o mesmo estado de consciência corporal durante a improvisação.
Uma professora de dança em escola estadual propõe aos seus alunos uma investigação sobre as apropriações políticas da dança brasileira ao longo da história. Durante o debate, surgem questões sobre a forma como determinadas manifestações populares foram ressignificadas por agendas governamentais, o que resultou em uma desconexão entre a prática original e sua representação institucional. A docente menciona que essa problemática não é meramente histórica e continua reverberando nas estruturas contemporâneas de produção artística, nas políticas de seleção para companhias de dança e nas hierarquias de reconhecimento profissional. Nesse contexto pedagogicamente crítico, a perspectiva contracolonial em dança, conforme fundamentada pelo pensamento contemporâneo, propõe que:
A história da dança brasileira representa um trajeto linear de progressão artística, no qual as políticas de reconhecimento institucional e a profissionalização da dança refletem naturalmente a evolução técnica e criativa das manifestações populares, sem necessidade de questionamento das estruturas que as selecionem ou hierarquizem.
A dança, enquanto campo de conhecimento corporificado pela prática, possui responsabilidade em questionar a motilidade como valor fundamental da modernidade colonialista, e deve revisar sua própria fundação de modo a romper a equivalência automática entre dança e movimento observável, iniciando um processo de desconstrução que alcance padrões estéticos dominantes, hierarquias profissionais e estruturas excludentes de acesso à formação e ao trabalho.
A performance deve ser compreendida como substituta da dança na contemporaneidade, operando sob lógicas de movimento observável que garantem a transmissão fidedigna de conhecimento corporal sem necessidade de presença integrada ou envolvimento sensível dos dançarinos.
A supervalorização técnica do balé clássico nas audições de companhias contemporâneas reflete uma escolha estética neutra e universal, fundamentada em critérios de excelência que transcendem questões políticas, sociais ou raciais, sendo, portanto, ilegítimo questionar tais procedimentos.
A monetização das atividades artísticas e a precarização do trabalho em dança representam fenômenos inevitáveis da contemporaneidade, desconectados das estruturas coloniais de poder, portanto, não demandam reflexão crítica ou reposicionamento das práticas profissionais e educacionais.
No final do século XIX e início do século XX, surgiu um movimento de renovação na dança que se opunha radicalmente às convenções e ao artificialismo do balé clássico. Artistas visionários buscaram uma forma de expressão mais autêntica, conectada às emoções humanas, à natureza e à gravidade. Rejeitando as sapatilhas de ponta, os tutus e os movimentos codificados, esses pioneiros dançavam descalços, usavam túnicas fluidas e exploravam o peso do corpo, a respiração e a contração do torso como fontes do movimento.
Assim, analise as afirmativas a seguir:
I.Este movimento, conhecido como Dança Moderna, teve como pioneiras figuras como Isadora Duncan, que buscava inspiração na natureza e na Grécia Antiga, e Martha Graham, que desenvolveu uma técnica baseada na contração e relaxamento do plexo solar.
II.O balé clássico e a dança moderna compartilham os mesmos princípios estéticos fundamentais, como a busca pela leveza absoluta, a negação da força da gravidade e o uso de codificações rígidas de movimento (como o *en dehors*).
III.A técnica de Martha Graham, central na Dança Moderna, utiliza a respiração como motor primário do movimento, explorando a relação do corpo com o chão (o 'cair e recuperar') e o uso expressivo da contração pélvica e abdominal.
Está correto o que se afirma em:
I e III apenas.
II apenas.
I apenas.
I, II e III.
A dança popular brasileira é um reflexo direto da diversidade cultural do país, manifestando-se em rituais, festas e celebrações. No Nordeste, especificamente em Pernambuco, durante o período de Carnaval, uma forma de dança e música se destaca pela sua energia vibrante, ritmo acelerado (marcha) e movimentos acrobáticos complexos, conhecidos como 'passos'. Os dançarinos, ou 'passistas', vestem trajes coloridos e frequentemente carregam uma pequena sombrinha colorida, que serve tanto como elemento coreográfico quanto como ponto de equilíbrio para os movimentos vigorosos, muitos dos quais têm origem na capoeira. Registre V, para verdadeiro, e F, para falso:
(__)Esta dança é o Frevo, uma manifestação urbana típica do Carnaval de Recife e Olinda, caracterizada pelo ritmo frenético executado por fanfarras (orquestras de frevo) e pelos passos acrobáticos dos passistas.
(__)Esta dança é o Bumba meu boi, uma manifestação folclórica que, embora presente no Nordeste, se caracteriza por um ritmo mais lento e uma estrutura de auto (teatro popular), focada na figura do boi, sem a acrobacia descrita.
(__)Esta dança é o Carimbó, de origem indígena e africana, típica do Pará (Norte), marcada por um ritmo sensual, uso de saias rodadas e palmas, mas sem o caráter acrobático e a sombrinha.
(__)Esta dança é o Jongo, de origem africana (Bantu), praticada no Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo), ligada ao candomblé e baseada em círculos, canto e percussão (tambores), sem a presença da sombrinha e dos metais da fanfarra.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, V, V.
V, F, F, F.
F, V, V, F.
V, F, V, F.
Um professor planeja sequência didática em que estudantes criem coreografias a partir de improvisações. Precisa decidir entre deixar improvisação completamente livre ou oferecer restrições criativas que direcionem exploração de movimento. Ao encontro disso, a estratégia que gera mais efetivamente composição de qualidade a partir de improvisação estruturada é:
Focar exclusivamente em técnica codificada, priorizando reprodução de padrões estabelecidos sem espaço para improvisação autoral.
Propor improvisação completamente livre esperando que naturalidade gere autenticidade imediata de movimento coreográfico.
Alternar entre improvisação e técnica sem conectá-las intencionalmente, mantendo-as como atividades isoladas no planejamento.
Estruturar composição final previamente, usando improvisação apenas como aquecimento corporal preparatório.
Oferecer restrições específicas (peso, nível, qualidade) que direcionem exploração, permitindo descoberta sistemática de vocabulário motor para posterior seleção e organização.
Um professor observa padrão recorrente: estudantes iniciantes em trabalho de pontas apresentam compensação postural, em que fraqueza de estruturas distais força adaptações em articulações proximais, gerando sobrecarga e risco de lesão. O professor reconhece que essa compensação emerge de cadeia biomecânica específica: quando demanda local não pode ser atendida, o sistema corporal redistribui carga para segmentos proximal. Por esse caminho, compreender essa lógica é fundamental para prescrição de preparação física preventiva. Sendo assim, a estratégia de preparação que mais efetivamente interrompe padrão de compensação proximal durante trabalho em pontas é:
Aplicar fortalecimento genérico sem considerar especificidade biomecânica ou demandas articulares particulares do movimento técnico em questão.
Trabalhar apenas flexibilidade e amplitude de movimento ignorando desenvolvimento de força muscular necessária para estabilização em padrões de movimento exigente.
Permitir execução imediata confiando que a adaptação natural ocorrerá sem preparação estruturada ou fortalecimento prévio de segmentos específicos.
Aceitar compensações como processo inevitável de aprendizagem que deve ser tolerado sem investigação pedagógica de causas subjacentes.
Desenvolver força específica em estruturas locais antes de introduzir demanda total, criando capacidade de sustentação que elimina necessidade de redistribuição de carga para segmentos próximos.
Rudolf Laban propôs um sistema analítico do movimento que influenciou profundamente a dança do século XX.
Assinale a alternativa correta sobre as relações entre esforço, corpo, espaço e forma.
O “corpo” é analisado apenas a partir da biomecânica, e não das conexões internas entre suas partes.
A teoria labaniana exclui aspectos culturais e simbólicos, restringindo-se à análise estrutural do movimento.
O “esforço” diz respeito exclusivamente à força muscular empregada pelo bailarino, sem relação com qualidades expressivas do movimento.
A “forma” (shape) envolve as transformações contínuas do corpo em relação ao espaço e à intenção, sendo central nos estudos posteriores de Irmgard Bartenieff.
Para Laban, o “espaço” é entendido como um ambiente externo que não interage com a expressividade do movimento.
O ensino da dança, como parte das artes, contribui para o desenvolvimento integral do indivíduo, envolvendo habilidades físicas, emocionais e cognitivas. Qual é um dos principais objetivos da aprendizagem em dança?
Promover exclusivamente o desenvolvimento técnico corporal, sem relação com aspectos emocionais ou criativos.
Estimular a expressão corporal, a coordenação motora e a percepção do movimento como forma de comunicação e expressão artística.
Reproduzir coreografias prontas de maneira exata, sem reflexão ou adaptação ao contexto do grupo.
Restringir o aprendizado ao treinamento para competições e apresentações públicas, sem explorar o potencial criativo.
A história da dança é caracterizada por transformações que refletem mudanças culturais, políticas e sociais. Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
Durante a Idade Média, a dança foi amplamente valorizada pela Igreja, sendo utilizada em rituais religiosos e sociais.
O balé russo foi uma grande influência para o desenvolvimento da dança moderna, com ênfase na incorporação de movimentos simples e acessíveis a todos.
A dança neoclássica emergiu entre as décadas de 1920 e 1930 como uma síntese inovadora entre a técnica rigorosa da dança clássica e a liberdade expressiva da dança moderna.
O período Renascentista foi o responsável por colocar a dança como a principal forma de expressão artística em várias partes do mundo, com ênfase em movimentos políticos e religiosos.
Isadora Duncan foi a responsável por estabelecer a dança contemporânea, com base na introdução de movimentos políticos e sociais no balé clássico.
Referindo-se à perspectiva de Modernismo, introduzido no Brasil, a partir do século XX, sobre a Dança Moderna Brasileira é incorreto afirmar que:
Preza pela autonomia da arte, na qual o artista expressa livremente os temas de seu interesse, às vezes, relacionadas ao contexto em que está inserido.
Permite a interação e a influência com outras artes como as visuais, literatura, teatro e música.
As criações seguem uma estrutura formal com atos e enredo claro, sendo os movimentos fluidos com ênfase na leveza e no controle gestual.
Os treinamentos e processos de criações priorizam investigações e experimentações corporais.
O espaço é tomado com fluidez e criatividade, explorando as direções, as alturas e outros modos de localizar o corpo e explorar os movimentos nas diferentes dimensões.
Observe atentamente a imagem a seguir:

A imagem ilustra uma cena vibrante do Bumba meu boi, uma dança folclórica emblemática do Brasil, com trajes coloridos, movimentos rítmicos e a expressividade contagiante dos brincantes. O Bumba meu boi, assim como outras danças folclóricas brasileiras, é uma manifestação cultural rica e diversificada, com forte influência de elementos indígenas, africanos e europeus, desempenhando um papel fundamental na construção da identidade nacional. Considerando as características descritas acima, tendo a imagem apenas como uma referência, assinale a alternativa correta acerca das danças folclóricas e sua importância na cultura brasileira.
A dança folclórica é uma expressão artística que preserva e celebra as tradições regionais, contribuindo para a formação da identidade cultural brasileira.
A dança folclórica é uma prática exclusiva de comunidades rurais, sem influência nas áreas urbanas.
A dança folclórica é uma forma de arte apenas de festivais e eventos, no entanto, tem grande impacto cultural em diversas regiões do país.
A dança folclórica é uma forma de entretenimento que não possui relação com a identidade histórica do país, exerce apenas influência cultural.
Observe a imagem.

(https://www12.senado.leg.br)
Identifica tanto uma dança quanto uma música paraenses, cujo nome provém do principal instrumento com que são executadas, ou seja, um tambor feito de um tronco cavado, com cerca de 1 metro de comprimento por 30 centímetros de diâmetro. Sua origem estaria ligada mais ao fandango que aos ritmos africanos. Outros instrumentos usados são o pandeiro, o tambor, o reco-reco, a marimba e, eventualmente, os de corda.
(Jeandot, 1993. Adaptado)
A imagem e o texto referem-se
ao carimbó.
ao maculelê.
ao cateretê.
à chula.
ao jongo.
A dança no Brasil é marcada por uma rica diversidade que abrange tanto as manifestações populares quanto as eruditas. Essa dualidade enriquece o panorama cultural do país. Considere as afirmativas relacionadas a estética e história da dança no Brasil: popular e erudita. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A dança popular é sempre improvisada e não possui regras, enquanto a dança erudita segue rigorosamente técnicas e coreografias estabelecidas.
(__)A dança erudita é restrita a palcos e teatros, enquanto a dança popular é praticada apenas em festivais e celebrações.
(__)A dança erudita é acessível e reflete a cultura e as tradições do povo, enquanto a dança popular é frequentemente elitizada e busca a inovação técnica e estética.
(__)A dança popular é exclusivamente brasileira, enquanto a dança erudita é apenas cópia de estilos americanos e não possui originalidade.
Assinale a alternativa com a sequência correta.
V − V − F − F.
V − F − V − V.
F − F − F − F.
F − V − V − V.
Isabel Marques (2021) propõe um ensino de dança estruturado a partir de um tripé polifônico cujos vértices são a arte, o ensino e a sociedade. Cada um desses vértices se desdobra em três elementos, sendo os desdobramentos do vértice arte:
repensar, rever, criticar
viver, imaginar, perceber
fazer, apreciar, contextualizar
conhecer-se, conhecer o outro, conhecer o meio
A perspectiva da dança enquanto prática mediadora envolve não apenas questões artísticas, mas também políticas e sociais. Assinale a alternativa correta sobre a relação entre dança e inclusão educacional.
A mediação educacional em dança considera as experiências e potencialidades de cada corpo, respeitando sua diversidade.
A educação em dança deve ser neutra, sem influências culturais ou sociais, para garantir uma abordagem universal.
O modelo social da deficiência reduz a dança a um espaço de reabilitação física, desconsiderando seu valor como linguagem artística.
A inclusão educacional na dança prioriza os aspectos técnicos, independentemente das particularidades de cada aluno.
Sobre a biografia do bailarino e coreografo Alvin Ailey, (1931-1989), é incorreto afirmar:
Inicia-se na dança tendo contato com danças folclóricas e de salão. Só mais tarde fará cursos de dança acadêmica, cujo caráter formal não corresponde a suas ideias.
Começou a dançar após ter contato com o trabalho da companhia de dança de Katherin Dunham.
Estudou e trabalhou estilos de Doris Humphrey, Martha Graham e o de Mary Wigman, mas foi com a proposta de Lester Horton com que estabeleceu maior profundidade e tornou-se bailarino da companhia.
Em 1958, funda a Alvin Ailey American Dance Theater, exclusivamente, para pessoas negras.
“Revelation”, estreado em 1960, é a obra mais famosa de seu repertório, sendo uma celebração da experiência negra norte-americana expressa por meio da dança moderna, jazz e elementos tradicionais afro-americanos, como os spirituals.
A dança no contexto escolar deve ser compreendida como uma prática que integra arte, cultura e sociedade, promovendo a formação crítica dos alunos. Nesse contexto, assinale a alternativa correta:
A pedagogia feminista propõe a desconstrução de estereótipos corporais e trabalha com as experiências pessoais dos alunos como base para o aprendizado.
A Dança no Contexto ignora a articulação entre os aspectos sociais, políticos e culturais, focando apenas na técnica dos movimentos.
A dança criativa é uma prática vazia, que se restringe à livre expressão, sem apresentar fundamentos metodológicos claros.
O ensino tradicional da dança, ao priorizar técnicas codificadas, é suficiente para atender às demandas educativas contemporâneas.
A dança clássica, amplamente difundida a partir do Renascimento, consolidou-se como uma arte formal que demandava técnica e precisão. Assinale a alternativa correta sobre a relação entre o Renascimento e o desenvolvimento do balé.
O balé no Renascimento era uma atividade predominantemente praticada em rituais religiosos, com coreografias fixas e inspiradas em danças populares medievais.
O balé no Renascimento era restrito a apresentações militares, com movimentos coreografados que simbolizavam estratégias de guerra e conquista.
O balé no Renascimento começou como apresentações nas cortes europeias, sendo influenciado pela música e pelos cenários elaborados, tornando-se um espetáculo teatral refinado
O balé no Renascimento foi criado pelos camponeses para expressar sua insatisfação social, desenvolvendo uma técnica simples e informal para protestos públicos.