Questões de Concurso sobre Subárea: Professor

 
 
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Uma atividade em sala de aula que envolva a observação de diferentes linguagens, por meio do cotejo entre a tirinha e a Nota Explicativa, é uma proposta


A

pouco adequada, dadas as inconciliáveis diferenças entre um texto de linguagem exclusivamente verbal e um outro que envolve simultaneamente linguagem verbal e visual.


B

adequada, por possibilitar aos alunos a percepção de eventuais diferenças e convergências entre textos que, em formas de composição distintas, tratam de um mesmo tema.


C

inadequada, já que a Nota trata do ceticismo em relação ao aquecimento global, ao passo que a tirinha traz implícita a convicção de que o fenômeno é real.


D

pouco adequada, em função do uso pela tirinha da expressão efeito estufa, que foi ultimamente substituída por aquecimento global, como se lê na Nota.


E

adequada, desde que sejam consideradas as diferenças de tratamento do tema, abordado com seriedade, na Nota, e apresentado de modo inconsequente na tirinha.

Na apresentação da Área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, a “Proposta Curricular do Estado de São Paulo” define as linguagens como meios para o conhecimento e propõe que o conhecimento de natureza enciclopédica, sem significação prática, [seja] substituído por conteúdos e atividades que [possibilitem] não só a interação do aluno com sua sociedade e o meio ambiente, mas também o aumento do seu poder como cidadão.

Um professor, ao propor uma atividade que envolvesse o estudo dos pronomes e das formas de tratamento presentes no texto de Fernando Sabino, levaria em conta essas diretrizes de ensino caso


A

enfatizasse acima de tudo que você e senhor, embora dirigidos à pessoa com quem se fala, isto é, a 2a pessoa, devem ter o verbo conjugado na terceira pessoa do singular, como ocorre com o emprego de Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Majestade etc.


B

insistisse na forma, emprego e colocação dos pronomes átonos, o que poderia ser exemplificado no texto pela utilização de um gato me olhando ou Ponha-se, para aplicar, a partir daí, uma série de exercícios que envolvessem a próclise, a ênclise e a mesóclise.


C

possibilitasse o reconhecimento da assimetria, de matiz sociocultural, na utilização pelas personagens da crônica de distintas formas de tratamento – senhor e você –, que resta inalterada mesmo no ponto mais tenso da altercação entre eles.


D

fizesse com os alunos um levantamento de todas as ocorrências de pronomes no texto, passando em seguida à sua classificação e ao estudo de suas formas e emprego, tendo como resultado final uma tabela que pudesse ser decorada.


E

privilegiasse a discussão do pronome na frase A que você associa ela, mostrando a sua incorreção e sugerindo que, embora apareça em texto de escritor consagrado, não é possível admiti-lo na expressão escrita.

Uma abordagem que estuda a linguagem sob a óptica social e que reflete sobre a sua fluência no desenvolvimento cognitivo do indivíduo é a


A

psicologia sociointeracionista.


B

linguística aplicada.


C

semiótica.


D

antropologia.


E

sociologia.

Diante do imaginário social e representação do surdo, Skliar (1998) argumenta que a escola atual deverá romper com o trabalho de obra de caridade para ver o surdo como


A

diferente (linguística e culturalmente).


B

deficiente (incapaz e limitado).


C

diferente (oralidade superficial).


D

deficiente (perda auditiva, déficit cognitivo).


E

deficiente (patologia do ouvido).

Identifique a alternativa que indica o conjunto de habilidades mais relevantes para o aprendiz de uma língua estrangeira em estágios iniciais de aprendizagem: Os alunos devem


A

dominar os conteúdos de gramática e vocabulário em alto grau de complexidade.


B

retirar informações detalhadas de textos orais e escritos, bem como pronunciar bem as palavras aprendidas.


C

saber ouvir, falar, ler e escrever em contextos diferentes, segundo o grau de dificuldade próprio de cada nível de aprendizagem.


D

ser capazes de ouvir, falar, ler e escrever textos como os falantes nativos do idioma estrangeiro.


E

saber reproduzir na escrita os textos ouvidos e produzir textos falados e escritos livre de erros de gramática.

A leitura é a principal fonte de informação para a criança surda adquirir a linguagem escrita. Na perspectiva contrastiva apresentada por Svartholm (in Pereira, 2009), a meta do professor de surdos é


A

esclarecer o significante, o conteúdo nos textos e mostrar como ele é expresso nas línguas orais.


B

apresentar o conteúdo dos textos e mostrar as análises semânticas do discurso.


C

esclarecer o significado, o conteúdo nos textos e mostrar como ele é expresso nas duas línguas.


D

apresentar o conteúdo dos textos através da língua de sinais e esclarecer os significantes na língua portuguesa oral.


E

esclarecer o significado e significante das palavras, o conteúdo nos textos orais e escritos e mostrar como ele é expresso na língua majoritária.

Segundo Skliar, as escolas para surdos possibilitam


A

discurso surdo e linguagem corporal.


B

discurso surdo e ouvintismo.


C

trocas culturais e linguagem.


D

trocas culturais e fortalecimento do discurso ouvintista.


E

trocas culturais e fortalecimento do discurso surdo.

Ao tratar da Prioridade para a competência da leitura e escrita, a Proposta Curricular do Estado de São Paulo apresenta a seguinte afirmação:

A constituição da competência de leitura e de escrita tem como base o desenvolvimento do pensamento antecipatório, combinatório e probabilístico. Imagine uma situação em que, a partir da leitura da Nota, seja proposta a produção, por parte dos alunos, de texto informativo sobre o tema do aquecimento global.

Ao ser indagado sobre o significado da palavra céticas, o professor com a estratégia mais adequada, segundo a afirmação acima, é aquele que


A

transcreve na lousa o verbete correspondente de um dicionário, fazendo com que os alunos leiam a definição em voz alta por diversas vezes até que dominem o novo significado e possam retornar à nota munidos desse conhecimento.


B

afirma não ser necessário, para o entendimento global da nota, conhecer o significado dessa palavra, frisando ainda que a atividade principal em que devem se concentrar naquele momento é a produção textual e não a leitura.


C

deixa a solução da dúvida inteiramente a cargo dos alunos para não ter a sua função de mediador comprometida, ou seja, para manter-se como um elo intermediário entre os alunos e o conhecimento a ser por eles adquirido.


D

estimula, com base no cotexto, o levantamento de hipóteses sobre o sentido da palavra e a discussão de sua plausibilidade, para, em seguida, sugerir pesquisa do verbete em dicionários, para confirmá-las, ou não.


E

fornece de imediato o significado da palavra, sanando o problema tão logo ele aparece, e não permitindo assim qualquer questionamento sobre o papel de detentor do saber que deve caber ao professor.

Um dos aspectos trabalhados pelo método Bobath é a adequação postural. Qual item representa uma contribuição da adequação postural?


A

Contribui para o aumento do tônus global.


B

Reduz o percentual de gordura e aumenta o de massa corporal.


C

Piora a atenção e a concentração.


D

Melhora e aumenta o campo visual e a coordenação visomotora.


E

Provoca tremores de extremidades.

Para desenvolver a habilidade de ler textos em língua estrangeira, o professor deve


A

concentrar-se em gêneros textuais de norma culta.


B

pedir para seus alunos traduzirem o texto na íntegra.


C

trabalhar primordialmente com textos literários.


D

evitar a escolha de textos propagandísticos e jornalísticos.


E

desenvolver estratégias de leitura variadas, adaptadas ao tipo de texto.

De acordo com diretrizes educacionais vigentes, a língua portuguesa é um espaço de liberdade quando


A

a escola firma o seu papel de agência normatizadora, cuja imprescindível responsabilidade é o cultivo dos padrões clássicos de comunicação e expressão linguística, atualmente tão desvalorizados.


B

professor e aluno redescobrem o valor dos falares atualmente estigmatizados, tornando-os o objeto por excelência da reflexão e da produção cultural com a linguagem, já que eles são a língua de fato.


C

é dada ao alunado a possibilidade de preservar seu perfil linguístico original, e facultado apenas àqueles que se interessam pelo tema o acesso às variantes linguísticas socialmente prestigiadas.


D

há preponderante exposição dos alunos às novas tecnologias e se privilegiam os gêneros textuais que delas têm sido derivados, para que não se perca o compasso com as crescentes demandas do mercado de trabalho.


E

professor e aluno constroem saberes que os habilitam a compartilhar sentidos, tornando língua e literatura algo que lhes possibilita compreender o mundo, agir sobre ele e vivenciar experiências nos planos social e subjetivo.

Numa atividade de leitura do conto, um aluno comenta que não entendeu quase nada do que está escrito em Vai muitas vezes à burra, que está na alcova de dormir, com o único fim de fartar os olhos nos rolos de ouro e maços de títulos.

Levando em conta os estudos linguísticos, discursivos e pedagógicos contemporâneos, o professor deve enfrentar a questão apoiado em conceitos que dêem consistência à sua prática no processo de formação de leitores. Entre eles, o único que deve ser rejeitado, por sua natureza equivocada, é:


A

A compreensão não requer que os conhecimentos que enformam o texto e os do leitor coincidam, mas que possam interagir dinamicamente.


B

O autor mobiliza um conjunto de conhecimentos para a produção de um texto; espera-se, da parte do leitor, que considere esses conhecimentos (de língua, de gênero textual e de mundo) no processo de leitura e construção de sentido.


C

Os conhecimentos selecionados pelo autor na e para a constituição do texto “criam” um leitor-modelo. Desse modo, o texto, pela forma como é produzido, pode exigir mais ou exigir menos conhecimento prévio de seus leitores.


D

As circunstâncias da escrita (o contexto de produção) podem ser diferentes das circunstâncias da leitura (contexto de uso), quer no que se refere ao tempo, quer no que se refere ao espaço, com todos os aspectos que eles implicam.


E

A leitura é atividade interativa de produção de sentidos, que se realiza obviamente com base nos elementos linguísticos presentes na superfície textual; qualquer entrave que aí se constitua para o leitor é impeditivo de seu avanço na busca de esclarecimentos.

Klein (in Skliar, 1998), ao refletir sobre o surdo trabalhador, destaca que, numa lógica contrária à normalização dos sujeitos,


A

o indivíduo deve adequar-se às exigências do mercado, que busca a eficiência e a lucratividade.


B

a escola deve adaptar-se ao uso de um aparelho auditivo, que facilitará a busca de emprego.


C

a pessoa surda conquista a autonomia, integrando-se apenas na comunidade ouvinte.


D

o mercado deve disciplinar os surdos a uma rotina que atenda ao ritmo das fábricas.


E

a lógica integradora para a empregabilidade deve ser transformada a partir das competências individuais.

De acordo com a proposta educacional bilíngue para a educação de surdos, o professor deverá considerar


A

a produção do mecanismo de colonização curricular.


B

o espaço privilegiado da língua natural dos surdos.


C

a identidade e cultura ouvinte.


D

a necessidade de se apropriar apenas de uma língua.


E

a produção do discurso ouvintista em todos os níveis de ensino.

As diferenças existentes entre grupos e no interior dos grupos culturais estão presentes na escola moderna. Na escola para surdos, normalmente ocorre a desconsideração deste sujeito. Skliar (1998) afirma que a escola está pautada


A

nos estudos surdos.


B

na visão socioantropológica.


C

na pedagogia surda.


D

no bilinguismo.


E

na visão clínica patológica.

Considere as estrat?gias de dois professores de L?ngua Portuguesa ao proporem a entrevista para uma atividade em sala de aula que envolva o ensino de leitura:

I. O professor dividiu a classe em grupos e entregou alguns exemplares da revista a cada um deles, buscando incentivar os alunos n?o s? a lerem a entrevista feita com Vov? Iai? como tamb?m a folhear e a percorrer reportagens, propagandas e outras eventuais entrevistas.

II. O professor dividiu a classe em grupos e entregou a cada um dos alunos uma c?pia digitada do texto da entrevista, procurando incentiv?-los a discutir as caracter?sticas principais do depoimento de Vov? Iai?, tanto no n?vel discursivo como no lingu?stico.

A respeito dessas estrat?gias, ? correto afirmar que


A

I é mais adequada que II, porque esta privilegia a discussão dos aspectos linguísticos do texto, hoje considerados de somenos importância.


B

I e II são inadequadas, ao deixar a discussão do texto a cargo dos alunos, tarefa que deveria caber ao professor.


C

I é mais adequada que II, pois possibilita o contato com o suporte em que se deu a produção e a circulação do texto, e que é também mediador do sentido no ato da recepção.


D

I e II são igualmente adequadas, já que em ambas os alunos têm acesso ao principal, o texto da entrevista, sendo secundário o acesso ao veículo que o publicou.


E

II é mais adequada que I, pois evita a dispersão dos alunos, que fixarão a atenção exclusivamente no objeto a ser investigado.

Edgar Morin apresenta a racionalidade cartesiana como necessidade de abandonar a unilateralidade do pensamento e encarar a realidade como algo muito mais complexo, concebendo outra forma de conhecer que, mesmo não sendo mensurável e demonstrável, é compreensível ou aceitável.

C
Certo

E
Errado

Desde o seu nascimento, o ser humano entra em contato com o universo sonoro desordenado. No dia-a-dia, é difícil perceber as singularidades dos sons que nos rodeiam. O professor de artes, em uma atividade de expressão musical, pode desenvolver diversas atividades, como, por exemplo, canto de roda e folclore. Um dos objetivos desse tipo de atividade de expressão musical é


A

ensinar técnicas específicas de execução de instrumentos musicais.


B

introduzir habilidades para que o aluno perceba a diferença entre os elementos em que se fundamenta a música e os sons do ambiente natural.


C

enfatizar tanto a prática quanto a teoria musical.


D

despertar no aluno a percepção auditiva e o gosto pela música.

Para os adeptos da teoria gestalt, o comportamento não é um somatório ou associação de experiências, mas resultado da atuação da mente estruturada que percebe o mundo de forma igualmente estruturada. Esses teóricos demonstram suas teses por meio de testes, com figuras estilizadas, nos quais a mente atribui um significado que não está na figura exibida.

C
Certo

E
Errado
   
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