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A respeito da discricionariedade administrativa, assinale a alternativa correta.
De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, os valores jurídicos abstratos, ainda que positivados, não podem ser utilizados como base para o controle dos atos administrativos discricionários.
O controle jurisdicional sobre os atos discricionários, em regra, não se restringe aos aspectos da legalidade, por ser autorizado que Poder Judiciário substitua o administrador definir, motivadamente e dentro da moldura normativa, qual a decisão mais conveniente ou oportuna para o atendimento do interesse público.
A teoria dos motivos determinantes não deve ser utilizada para invalidar um ato discricionário na hipótese em que há uma pluralidade de motivos justificadores da edição do ato e eventualmente um deles seja ilícito, desde que não se contamine a substância do ato.
O princípio da juridicidade não gera necessariamente restrições mais sensíveis à atuação do administrador e não acarreta a ampliação do controle judicial dos atos administrativos, por representar, esse tipo de leitura, ofensa ao princípio da separação dos poderes.
Os atos administrativos discricionários emitidos pelo Poder Executivo que possuam vícios nos elementos de competência, finalidade e forma poderão ser revogados pelo Poder Judiciário.
O Poder Discricionário está sujeito a controle judicial somente quanto à legalidade de seus atos, não quanto à conveniência e oportunidade.
Certo
Errado
Qual das seguintes situações exemplifica um caso de discricionariedade na atuação dos agentes fiscais?
Fiscalização rotineira de uma empresa sem considerar a complexidade das operações ou histórico de conformidade.
Cobrança de multas automáticas para todas as infrações tributárias identificadas.
Decisão sobre conceder ou não um parcelamento de débitos fiscais com base na análise das condições financeiras do contribuinte.
Estabelecimento dos prazos para entrega de declarações fiscais conforme previsto na lei.
Fixação das alíquotas de impostos de acordo com a legislação tributária.
Acerca do Direito Administrativo, julgue as frases abaixo.
I. A discricionariedade administrativa confere à administração a possibilidade de escolher entre diversas opções legais, sendo vedado ao Judiciário revisar essas escolhas.
II. O poder hierárquico é inerente à administração pública, possibilitando a distribuição de competências e a supervisão dos atos praticados pelos subordinados.
III. O dever de eficiência é um dos princípios fundamentais da administração pública, exigindo a busca constante pela melhor utilização dos recursos públicos.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões):
apenas III;
apenas I e III;
apenas II e III;
apenas II;
apenas I.
O poder da Administração Pública reconhecido como discricionário é aquele que gera prerrogativa de
ver-se livre de reapreciação de sua decisão, pelo Poder Judiciário.
optar pela melhor solução que atenda ao interesse público no caso concreto.
escolher entre dois dispositivos legais, visando atender ao solicitado pelo administrado.
permitir à Administração exceder à lei em caso de interesse público.
dispensar o respeito a todos os princípios administrativos não relacionados ao caso concreto.
João e Maria pleitearam, junto ao órgão administrativo competente, autorização para a realização de determinada atividade, que é ato administrativo discricionário.
A autorização pleiteada por João foi indeferida de plano, mediante pormenorizada motivação, enquanto aquela pleiteada por Maria está pendente de apreciação há mais de seis meses.
Considerando que ambos visam a buscar o controle jurisdicional acerca das situações por eles enfrentadas, é correto afirmar que:
em ambos os casos, cabe ao Poder Judiciário deferir os mencionados atos administrativos discricionários, substituindo, assim, a vontade da Administração;
em nenhum dos casos caberia o controle pelo Poder Judiciário, considerando que os atos discricionários não são passíveis de tal controle;
apenas a situação de João seria passível de controle pelo Poder Judiciário, considerando que somente nessa hipótese houve o pronunciamento da Administração;
no caso de Maria, a omissão administrativa é passível de controle por caracterizar abuso de poder, mas o Judiciário não pode deferir o ato em si, em razão de ele ser discricionário;
no caso de João, a motivação não pode ser objeto de controle pelo Judiciário, ainda que os motivos nela apontados sejam falsos, inexistentes ou inidôneos para a realização do ato.
A discricionariedade administrativa é reconhecida como essencial para a eficácia da Administração Pública, especialmente em áreas onde a regulamentação legal não pode prever todas as circunstâncias possíveis. Esse poder discricionário, no entanto, não é absoluto e deve ser exercido dentro dos limites da legalidade, da moralidade e da finalidade pública, garantindo assim a proteção dos direitos dos cidadãos e a realização do interesse público de forma justa e equitativa.
Certo
Errado
A margem de liberdade dada ao administrador público na discricionariedade não é ilimitada, sendo restrita pela lei, que estabelece os parâmetros para a sua atuação no interesse da coletividade.
Certo
Errado
A Administração Pública, ao exercer seu poder discricionário, está isenta de qualquer forma de controle ou fiscalização, interna ou externa, sobre suas decisões e atos administrativos.
Certo
Errado
O mérito administrativo, incluindo a possibilidade de revogação do ato administrativo, é parte integrante do exercício do poder discricionário, permitindo ajustes conforme a conveniência e oportunidade.
Certo
Errado
A percepção de que o poder discricionário autoriza atuações baseadas em preferências pessoais, desconsiderando diretrizes legais e o bem público, é incorreta. Tal poder exige adesão à lei e foco no interesse público, proibindo decisões arbitrariamente pessoais.
Certo
Errado
Como exemplos do poder discricionário da Administração Pública, sem que se considere a arbitrariedade ou ilegalidades, temos:
I. Há orçamento para a construção de apenas um posto médico e há três localidades com a necessidade de um posto médico e a Administração decide por construir na localidade “X”.
II. A Administração Pública precisa de um caminhão/caçamba para coleta de lixo e, como está com urgência, adquire de imediato uma na revendedora que oferece o menor preço.
III. A Administração Pública decide demitir sumariamente um servidor denunciado por assédio moral, retendo-lhe os vencimentos a que tinha direito.
IV. No ano anterior, a Administração concedeu aumento de 6% para todos os servidores. Neste ano, apenas 2%.
Estão CORRETOS os itens:
I, II, III e IV.
I, II e IV.
I e IV.
II e III.
II, III e IV.
A Administração Pública, em suas atividades, atua de forma vinculada ou discricionária.
Assinale a alternativa correta a respeito destas formas de atuação.
A legalidade impõe que a atuação do administrador público se dê apenas de forma vinculada.
Regras discricionárias existem, porque a atividade administrativa deve prever todas as particularidades da vida, sem margem para escolha.
A discricionariedade consiste em técnica de concretização do princípio da legalidade.
A análise da conveniência e oportunidade são características da atuação vinculada da Administração Pública.
A discricionariedade e a arbitrariedade consistem em condutas fora das margens legais de validade do ato administrativo.
Nos poderes administrativos, condicionar e restringir o uso de bens e direitos individuais em atenção aos interesses da coletividade, por parte da Administração Pública, é a manifestação do:
poder discricionário.
poder de polícia.
poder hierárquico.
poder regulamentar.
Quanto ao poder discricionário, assinale a alternativa correta.
Como a discricionariedade constitui prerrogativa da Administração, seu objetivo maior é o atendimento aos interesses da própria Administração.
É a prerrogativa concedida aos agentes administrativos de elegerem, entre várias condutas possíveis, a que traduz maior conveniência e oportunidade para o interesse público.
Legalidade e legitimidade são os elementos nucleares do poder discricionário.
A discricionariedade é um poder absoluto e intocável.
A liberdade da escolha dos critérios de conveniência e de oportunidade coaduna‑se com a atuação fora dos limites da lei.
Qual é o poder que o direito concede à Administração Pública para a prática de atos administrativos com liberdade na escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo:
Poder Discricionário.
Poder Vinculado.
Poder Administrativo
Poder Hierárquico.
Poder Regulamentar.
Determinado Bar e Lanchonete localizado no centro da cidade X /
disciplinar
hierárquico
discricionário
regulamentar
Os Poderes da Administração são ordenamentos jurídicos fixados com a finalidade de se buscar a preservação do interesse público, garantindo sua supremacia. Sobre esses poderes, é correto afirmar que:
A prerrogativa de expedir atos normativos que visem a materialização do interesse público decorre do Poder Hierárquico da Administração.
O Poder Discricionário permite à Administração exercer, com margem de liberdade, juízo de valor, observadas sua conveniência e oportunidade.
O Poder Disciplinar permite à Administração aplicar sanções administrativas a seus agentes por descumprimento de obrigações, não sendo estendida a prerrogativa de aplicabilidade dessas sanções a particulares, ainda que contratados pela Administração;
O Poder de Polícia não abrange o estabelecimento de limites à atividade econômica dos particulares.
Os poderes administrativos desempenham um papel fundamental na gestão pública, permitindo que a Administração atue de forma eficiente, cumprindo suas responsabilidades e servindo ao interesse público. No entanto, é importante que esses poderes sejam exercidos de maneira equilibrada e de acordo com os princípios éticos e legais para garantir a justiça e a legalidade nas ações do governo. Assinale a alternativa que CORRETAMENTE descreve o Poder Discricionário no contexto do Direito Administrativo.
O Poder Discricionário é a prerrogativa da Administração Pública de tomar decisões sem a necessidade de justificar ou fundamentar suas ações, agindo de forma arbitrária.
O Poder Discricionário é a capacidade da Administração Pública de escolher entre diferentes opções permitidas pela lei ao tomar decisões, levando em consideração critérios de conveniência e oportunidade.
O Poder Discricionário é a limitação imposta à Administração Pública para que suas ações nunca estejam vinculadas a critérios objetivos e rígidos estabelecidos na legislação.
O Poder Discricionário é o direito conferido aos cidadãos de revisar e questionar as decisões administrativas, independentemente de sua natureza.
O Poder Discricionário é a restrição que impede a Administração Pública de tomar decisões que possam ser consideradas impopulares pela maioria da população.
“A lei regula dada situação em termos tais que não resta para o administrador margem alguma de liberdade, visto que a norma a ser implementada prefigura antecipadamente com rigor e objetividade absolutos os pressupostos requeridos para a prática do ato e o conteúdo que este obrigatoriamente deverá ter uma vez ocorrida a hipótese legalmente prevista ”.
“a disciplina legal faz remanecescer em proveito e a cargo do administrador uma certa esfera de liberdade, perante o quê caber-lhe-á preencher com seu juízo subjetivo, pessoal, o campo de indeterminação normatival a fim de satisfazer no caso concreto a finalidade da lei ”.
Sobre as assertivas acima, é CORRETO afirmar:
indicam a manifestação dos poderes de polícia e regulatório, respectivamente.
ambas indicam o exercício de competência administrativa insindicável pelo Poder Judiciário.
indicam o exercício de competência discricionária e competência vinculada, respectivamente.
indicam o exercício de competência invalidatória e competência revogatória, respectivamente.
indicam o exercício de competência vinculada e competência discricionária, respectivamente.