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Determinado servidor comete falta funcional leve prevista em regulamento. O superior imediato aplica rapidamente uma sanção de suspensão de trinta dias, sem processo administrativo e sem análise da proporcionalidade. Nesse contexto, a conduta da Administração é:
Regular, pois a suspensão é compatível com faltas leves.
Irregular, pois houve violação ao devido processo e à proporcionalidade.
Regular, pois a Administração pode aplicar sanções disciplinarmente sem processo prévio.
Irregular, apenas porque a punição deveria ter sido mais severa, considerando a necessidade de disciplina interna.
O princípio da proporcionalidade, amplamente utilizado pela jurisprudência constitucional brasileira após a Constituição de 1988, estrutura-se em três subprincípios, que são:
adequação, razoabilidade e supremacia constitucional, podendo ser aplicados de forma alternativa
legitimidade, necessidade e razoabilidade, devendo ser aplicados em sequência lógica e cumulativa
supremacia constitucional, razoabilidade e ponderação, devendo ser aplicados de forma alternativa e independente
adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito, devendo ser aplicados em sequência lógica e cumulativa
Com base em Binenbojm (2008), responda as questões 12 e 13.
Os princípios da supremacia do interesse público e da proporcionalidade no direito administrativo são aplicados por meio de uma:
ponderação que considere a pluralidade de interesses jurídicos em jogo e proporcione solução capaz de realizá-los ao máximo
regra de prevalência da proporcionalidade no direito administrativo com relação aos interesses sociais
regra de prevalência do interesse privado com relação ao interesse público secundário
regra de prevalência do interesse público primário com relação ao interesse privado
A razoabilidade e a proporcionalidade, embora não expressamente previstas no caput do art. 37 da Constituição Federal de 1988, são reconhecidas pela doutrina e pela jurisprudência como princípios implícitos decorrentes do estado de direito, vinculando a Administração Pública e permitindo o controle judicial de atos administrativos que, embora legais, sejam manifestamente desproporcionais ou desarrazoados.
Certo
Errado
Suponha‑se que, em uma determinada situação, um conselho profissional necessite divulgar decisões disciplinares para fins de transparência e controle social, mas essas decisões continham dados pessoais sensíveis dos profissionais sancionados. Nesse caso, é correto afirmar que a Administração deve, aplicando o princípio da proporcionalidade, harmonizar a publicidade e a proteção de dados mediante técnicas como anonimização parcial, divulgação apenas após trânsito em julgado ou restrição de dados não essenciais à finalidade informativa.
Certo
Errado


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A Administração Pública Federal obedecerá, entre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.
Certo
Errado
Os princípios administrativos são o início de tudo, proposições anteriores e superiores às normas, que traçam vetores direcionais para os atos do legislador, do administrador e do aplicador da lei ao caso concreto. Nesse sentido, assinale a única alternativa INCORRETA sobre o princípio da razoabilidade.
A aplicação deste princípio vai de encontro à busca pela eficiência e moralidade administrativa, servindo como limitador da discricionariedade do administrador público.
O Princípio da Razoabilidade é um princípio constitucional implícito que determina que os atos administrativos devem ser praticados com bom senso, prudência e moderação, adequando os meios aos fins pretendidos pela Administração Pública.
Este princípio exige proporcionalidade entre os meios utilizados e os objetivos perseguidos, evitando excessos e arbitrariedades por parte do poder público.
Na prática administrativa, o princípio serve como importante ferramenta de controle dos atos discricionários, permitindo ao Poder Judiciário invalidar decisões administrativas que, embora aparentemente legais, mostrem-se irrazoáveis ou desproporcionais no caso concreto.
O princípio da razoabilidade:
Impõe que a Administração Pública tem o poder-dever de controlar seus próprios atos, inclusive de ofício, e abrange o poder de anular, convalidar e revogar seus atos administrativos, podendo envolver, portanto, aspectos tanto de legalidade quanto de mérito ato.
Impõe que haja compatibilidade entre os meios empregados e os fins visados na atuação da Administração, a fim de evitar excessos, abusos, arbitrariedades.
Impõe que os agentes públicos não ultrapassem os limites adequados ao fim pretendido, de maneira a evitar o excesso de poder.
Impõe que a prestação de serviços públicos (tanto a realizada diretamente pela Administração, quanto a delegada a particulares) não deve ser interrompida ou paralisada, já que consubstancia atividades essenciais à coletividade.
Impõe que a Administração deve buscar respeitar situações consolidadas no tempo, as relações jurídicas constituídas, amparadas pela boa-fé do cidadão.
O princípio da razoabilidade orienta agir de forma justa e equilibrada na tomada de decisões, considerando os meios empregados e os fins desejados. Desse modo, assinale a alternativa que apresenta uma aplicação CORRETA desse princípio.
Aplicar penalidade sem considerar as circunstâncias específicas do caso.
Negar posse a um candidato aprovado em concurso público por atraso de documento causado pela própria Administração.
Revisar uma decisão administrativa quando a situação de fato foi alterada por fatores fora do controle do administrado.
Exigir requisitos adicionais não previstos em lei para admissão em cargo público.
Interpretar a lei de forma estrita, sem margem de análise das particularidades do caso concreto.
O princípio da proporcionalidade constitui a proibição de exageros no exercício da função administrativa. Sobre isso, assinalar a alternativa que indica clara conduta que fere esse princípio.
Aplicação de multas proporcionais à gravidade das infrações de trânsito encontradas.
Fiscalização sanitária em estabelecimentos alimentícios com base em critérios objetivos de risco sanitário.
Demolição expedida pela Prefeitura por causa de pintura descascada na fachada do imóvel.
Criação de leis de tributos considerando a capacidade contributiva dos cidadãos e empresas, buscando equilíbrio.
Suspensão temporária de um restaurante após repetidas infrações sanitárias graves, garantindo o direito à defesa e correção.


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No Direito Administrativo, o princípio da razoabilidade impõe a obrigação de os agentes realizarem suas funções com equilíbrio, coerência e bom senso. Com base nisso, assinalar a alternativa que indica exemplo de ato atentatório à razoabilidade.
Cancelamento de multas por erros formais em documento administrativo, desde que não haja prejuízo ao erário público e que o erro seja corrigível.
Prorrogação de inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio para candidatos de áreas afetadas por calamidades públicas em virtude de desastres climáticos e ambientais.
Ordem emitida pelo Ministro da Previdência autorizando a prova de vida pelo aplicativo oficial do governo para aposentados e pensionistas acima de 80 anos.
Candidato eliminado de concurso para provimento do cargo de médico hospitalar estadual porque tem tatuagem nas costas.
A razoabilidade é um imperativo no exercício da função pública. Sob o Estado de Direito, o poder público deve ser exercido com moderação e racionalidade, respeitando os limites inerentes a cada competência. Sobre o princípio da razoabilidade, é INCORRETO afirmar que:
O controle sobre a razoabilidade das condutas administrativas merece diferenciada atenção no exercício do poder de polícia e nos atos sancionatórios.
Os comportamentos imoderados e abusivos não geram possibilidade de invalidação judicial ou administrativa.
Eliminar candidato de concurso para o provimento do cargo de médico hospitalar por ter tatuagem nas costas é ato contra a razoabilidade.
Ao atender à finalidade pública predefinida pela lei, importa também saber como o fim público deve ser atendido.
O princípio da razoabilidade é considerado um princípio implícito da administração pública e se baseia naquilo que se situa dentro de limites aceitáveis.
Certo
Errado
Os princípios da administração pública são diretrizes fundamentais que orientam a atuação do poder público na gestão de recursos e na prestação de serviços à sociedade. Nesse sentido, analise as partes que seguem acerca de alguns desses princípios: A administração pública deve agir de maneira neutra, imparcial e sem favorecimentos pessoais, manifestação do princípio da impessoalidade (1º parte), enquanto que versar sobre conduta dos agentes públicos ser ética, transparente e pautada pelos princípios morais, buscando sempre o bem comum, é manifestação do princípio da publicidade (2º parte); já ao versar sobre a busca pela melhor utilização dos recursos disponíveis para atingir seus objetivos traz o princípio da razoabilidade (3º parte).
Acerca das partes, pode-se afirmar que:
Enquanto a 1ª parte encontra-se correta, a 2ª e a 3ª partes não se encontram corretas.
Assim como a 2ª parte não está incorreta, as demais também não estão.
A 2ª parte não está incorreta, e a 1ª e a 3ª partes estão incorretas.
A 3º parte não está correta, bem como a 1º e a 2º partes.
Somente uma das partes não está correta.
Leia atentamente o trecho de texto a seguir, que se refere a um dos princípios do Direito Administrativo:
“a conduta da Administração Pública deve ser pautada no interesse da coletividade, isto é, não deve visar a quem beneficiar ou prejudicar, uma vez que todos devem ser olhados de forma igual, não sendo possível deste modo qualquer tipo de discriminação”
Este princípio é o de
publicidade.
moralidade.
impessoalidade.
motivação.
Razoabilidade.


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O processo administrativo federal é regido por diversos princípios que norteiam a atuação do Poder Público, sendo alguns deles explicitados no artigo 2º da Lei nº 9.784/1999. Essa lei, além de elencar princípios, também apresenta critérios orientadores para a administração pública. Apesar de não possuírem a mesma força normativa dos princípios, esses critérios estão diretamente relacionados a eles, guiando a aplicação prática dos princípios na atuação do Estado.
A esse respeito, relacione os critérios dispostos na segunda coluna aos princípios elencados na primeira.
1. Legalidade | ( ) objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades. |
2. Impessoalidade | ( ) indicação de pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. |
3. Moralidade | ( ) adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, de restrições e de sanções, em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. |
4. Motivação | ( ) atuação conforme a lei e o direito. |
5. Proporcionalidade | ( ) interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada a aplicação retroativa de nova interpretação. |
6.Segurança Jurídica | ( ) atuação segundo os padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé. |
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
2, 4, 5, 1, 6, 3
2, 6, 3, 4, 1, 5
4, 1, 5, 6, 3, 2
5, 1, 4, 6, 2, 3
5, 4, 2, 1, 3, 6
De acordo com a classificação doutrinária, assinale a alternativa que nomeia um princípio administrativo implícito.
Eficiência.
Moralidade.
Publicidade.
Motivação.
Impessoalidade.
Os princípios da razoabilidade e proporcionalidade são considerados princípios implícitos da Administração Pública.
Certo
Errado
Certa prefeitura, com o objetivo de realizar reparo em pequeno trecho de via pública, interditou parcela muito maior desta do que a necessária ao serviço, o que causou prejuízo à circulação das pessoas e perdas econômicas importantes ao comércio local.
Nessa situação hipotética, a inadequação da restrição excessiva a direitos promovida com o ato da prefeitura caracteriza, de maneira mais específica, lesão ao princípio da
eficiência.
economicidade.
legalidade.
proporcionalidade.
moralidade.
Para além dos princípios previstos expressamente no Art. 37, caput, da CRFB/1988, as normas que versam sobre direito administrativo costumam elencar outros princípios relacionados às respectivas matérias (setoriais), tal como se observa no Art. 2º da Lei nº 9.784/1999, que trata do processo administrativo, e no Art. 5º da Lei nº 14.133/2021, que trata de licitações e contratos.
Nesse contexto, os princípios que NÃO estão no aludido dispositivo constitucional, mas que constam textualmente das referidas normas, são, respectivamente:
impessoalidade e vinculação ao edital;
segregação de funções e moralidade;
motivação e publicidade;
proporcionalidade e planejamento;
probidade administrativa e eficiência.