Questões de Concurso sobre Vício de motivo

 
 
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Ano: 2025
Prova: CESPE/CEBRASPE - SUSEP - Analista Técnico - Área: Tecnologia da Informação e Ciencia de Dados - 2025

A administração é obrigada a anular o ato com vício formal, sendo vedada sua convalidação, segundo previsão da Lei n.º 9.784/1999.


C

Certo


E

Errado

De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, o vício identificado no ato poderá ser sanado pela própria administração, visto que não houve prejuízo a terceiros nem ao interesse público.


C

Certo


E

Errado

Considere que um servidor público tenha requerido afastamento para participar de um curso fora de seu local de exercício e seu pedido tenha sido deferido. Pouco antes da data Informada para a realização do curso, o superior hierárquico do servidor recebeu uma denúncia anônima, imputando como inautêntica a notícia do evento. Efetuadas diligências, constatou-se que o curso, de fato, não existia. O ato de deferimento do pedido de afastamento para participação do curso


A

deve ser revogado pela autoridade que emitiu o ato, ante o comprovado vício de legalidade.


B

deve ser anulado, em razão do vício de motivo, este que não admite convalidação.


C

depende de decisão Judicial para sua anulação, tendo em vista que foi regular e legitimamente editado, não podendo ser desconstituído unilateralmente.


D

deve ser mantido, na qualidade de ato jurídico perfeito, sem prejuízo da responsabilização disciplinar do servidor.


E

apresenta vicio de motivação, devendo, portanto, ser declarado nulo, caso a autoridade competente não providencie sua convalidação tempestivamente.

Quando a matéria de fato ou de direito é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada, pode‑se configurar vício de motivo.


C

Certo


E

Errado

O ato administrativo, para ser considerado válido e produzir efeitos, deve obedecer a cinco requisitos fundamentais: competência, finalidade, forma, motivo e objeto. A ausência ou o vício em qualquer um desses elementos pode levar à invalidação do ato, seja pela própria Administração (autotutela) ou pelo Poder Judiciário. O vício de finalidade, por exemplo, é um dos mais graves, pois ataca o próprio propósito do ato. Um Assistente de Comissões, ao analisar um processo, pode se deparar com atos que apresentam tais vícios. Acerca dos vícios dos atos administrativos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:


(__)O vício de forma ocorre quando o ato não segue o rito ou a exteriorização exigida em lei, mas é sempre sanável (convalidável), desde que não cause prejuízo a terceiros.

(__)O vício de competência ocorre quando o agente que pratica o ato excede seus limites legais; esse vício é insanável (não pode ser convalidado) em qualquer hipótese.

(__)O vício de objeto ocorre quando o conteúdo do ato é ilícito, impossível ou imoral; este vício, por ser de natureza material, não pode ser objeto de invalidação.

(__)O vício de finalidade, também conhecido como 'desvio de poder' ou 'desvio de finalidade', ocorre quando o agente pratica o ato visando fim diverso daquele previsto em lei ou contrário ao interesse público.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

F, F, F, V.


B

V, F, F, F.


C

V, F, V, F.


D

F, V, F, V.

Se a Administração Pública praticar a exoneração de um funcionário em cargo comissionado alegando falta de verba e, em seguida, contratar um novo funcionário para a mesma vaga, esse ato:


A

Será válido, pois o fundamento alegado é independente da veracidade dos motivos alegados.


B

Será nulo por vício de motivo, pois o fundamento alegado não se mostrou verdadeiro.


C

Será nulo por vício de transparência no ato administrativo.


D

Será válido, pois mesmo que haja modificação do fim indicado no decreto expropriatório, ainda assim houve o uso para outro fim lícito.


E

Será anulável, caso o novo funcionário contratado para a vaga não esteja apto para a posse do cargo.

A administração pública decidiu pela revogação de um ato de permissão de uso de um bem público por uma pessoa, sob alegação de que essa permissão se tornou incompatível com a destinação do bem público objeto da permissão. No entanto, em seguida, permitiu para o mesmo tipo de uso, do mesmo bem, a uma segunda pessoa.


É correto afirmar que o ato de revogação será:


A

válido, pois o fundamento alegado é independente da veracidade dos motivos alegados.


B

nulo por vício de transparência no ato administrativo.


C

válido, pois mesmo que haja modificação do fim indicado no decreto expropriatório, ainda assim houve o uso para outro fim lícito.


D

nulo, caso a nova permissão de uso for concedida para fins ilícitos.


E

nulo por vício de motivo.

Leia o texto a seguir.


Um servidor requer suas férias para determinado mês, pode o chefe da repartição indeferi-las sem deixar expresso no ato o motivo; se, todavia, indefere o pedido sob a alegação de que há falta de pessoal na repartição, e o interessado prova que, ao contrário, há excesso, o ato estará viciado no motivo.


CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 28ª Edição. São Paulo: Atlas, 2015.p. 119.


O doutrinador supracitado está se referindo à teoria


A

da primazia do interesse público.


B

das nulidades administrativas.


C

dos motivos determinantes.


D

da norma fundamental.

Em decorrência de razões de interesse público, certa autoridade administrativa, no regular exercício de suas atribuições, promoveu a remoção do servidor Aurélio, calcada em critérios objetivos, válidos e idôneos à realização do ato, considerando, ainda, a premente necessidade de servidores na lotação de destino, mas não formalizou, prontamente, a devida motivação de tal ato.

Aurélio tem conhecimento de que não houve favoritismos ou perseguições, pois, de acordo com as regras estabelecidas, ele era, realmente, o servidor que poderia ser removido na aludida situação, mas está inconformado com o mencionado ato, pois estava satisfeito no local em que trabalhava, de modo que pretende suscitar que a ausência de justificativa caracteriza defeito insanável do ato administrativo.

Nesse contexto, a ausência de motivação na aludida remoção corresponde a vício no elemento:


A

forma;


B

motivo;


C

objeto;


D

competência;


E

finalidade.

O vício ocorrido no ato administrativo, manifestado pela prática do agente público com objetivos diferentes daqueles previstos, de maneira implícita ou explícita, na legislação, é denominado


A

função de fato.


B

sujeito incapaz.


C

desvio de poder.


D

inexistência dos motivos.

O ato administrativo gerado com defeito insanável, geralmente decorrente da ausência ou vício substancial em algum de seus elementos constitutivos (por exemplo, um ato praticado com desvio de finalidade) e que não gera, portanto, efeitos válidos, é classificado pela doutrina como:


A

inapto.


B

pendente.


C

nulo.


D

revogado.


E

inconsistente.

Um ato administrativo que, já em sua gênese, possui vício irremediável em um de seus elementos constitutivos é considerado:


A

convalido, e dele não surgem quaisquer direitos.


B

prescrito, e dele podem surgir direitos em relação a terceiros de boa-fé.


C

anulável, e dele podem surgir direitos.


D

nulo, e dele não podem surgir direitos, salvo em relação a terceiros de boa-fé.


E

pendente, e dele não podem surgir quaisquer tipos de direito.

Quando constatado que as razões de fato ou de direito consignadas para a prática de determinado ato administrativo são falsas, tem-se


A

a obrigação de convalidação do ato pela autoridade superior, no exercício da autotutela administrativa, com a correção da falha identificada.


B

vício de motivo, sendo cabível a invalidação administrativa ou judicial do ato, ainda que se trate de ato discricionário.


C

vício de finalidade, não passível de invalidação em sede judicial, salvo em se tratando de ato vinculado.


D

ato jurídico inexistente, dada a ausência de um de seus elementos constitutivos essenciais.


E

vício meramente formal, descabendo invalidação na medida em que o motivo é elemento extrínseco ao ato.

Sobre os atos administrativos, assinalar a alternativa CORRETA:


A

De acordo com a teoria dos motivos determinantes, o ato será ilegal quando os motivos apresentados forem viciados.


B

Competência, finalidade e forma são elementos vinculados.


C

Não haverá margem de escolha quando o ato for discricionário.


D

A coercibilidade é um elemento do ato administrativo.


E

A executoriedade está presente em todos os atos administrativos.

A doutrina do Direito Administrativo indica hipóteses em que é racionalmente impossível a convalidação de vícios do ato administrativo, pois, se o mesmo conteúdo fosse novamente produzido, seria reproduzida a invalidade anterior.


Segundo esse posicionamento, a convalidação é racionalmente impossível se o ato administrativo apresentar vícios relativos


A

à competência, à finalidade e ao motivo.


B

à competência e ao objeto, apenas.


C

ao objeto, à finalidade, ao motivo e à causa.


D

ao objeto e à finalidade, apenas.


E

ao objeto e ao motivo, apenas.

Em processo administrativo disciplinar, a Comissão Processante responsável, em seu relatório final, propôs que fosse aplicada pena de suspensão ao acusado. O processo seguiu para decisão da autoridade superior, que exarou o seguinte despacho:


Adotando a fundamentação do relatório da Comissão Processante, aplico ao acusado a pena de demissão a bem do serviço público, nos termos do Estatuto funcional.


Nesse caso, a decisão demissória é


A

nula, pois o parecer da Comissão Processante é ato administrativo de natureza vinculante.


B

válida, pois se trata de ato administrativo discricionário, em que a motivação é dispensável.


C

nula, pois o ato administrativo se vincula aos motivos alegados, não cabendo o uso de motivação aliunde no caso.


D

anulável, podendo ser convalidada, por não ter causado prejuízo ao interesse público ou a terceiros.


E

nula, pois o ato administrativo punitivo deveria ter sido aplicado pela Comissão Processante, pois a quem apurou cabe aplicar a pena.

José, técnico policial de necropsia da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, praticou o chamado abandono de cargo, na medida em que se ausentou do serviço, sem justa causa, por trinta dias consecutivos. Após regular processo administrativo disciplinar, lhe foi aplicada a sanção da demissão.

No caso em tela, as razões de fato e de direito (e não a exposição dessas razões) que deram ensejo à prática do ato de demissão representam o elemento ou requisito do ato administrativo denominado:


A

motivação;


B

fundamentação;


C

forma;


D

objeto;


E

motivo.

Acerca dos elementos dos atos administrativos, quando se verifica que a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido, verifica-se a hipótese de nulidade por vício:


A

de finalidade


B

de motivo


C

do objeto


D

de forma

É correto afirmar sobre o ato administrativo.


A

É nulo o ato administrativo praticado sob o fundamento de um motivo inexistente.


B

O parecer é um ato administrativo vinculado, não podendo a autoridade administrativa deixar de acatá-lo.


C

O ato administrativo praticado com desvio de finalidade será considerado válido se, ainda que por outro motivo, atingir um interesse público.


D

Os atributos da presunção de veracidade e de legalidade impedem que o ato administrativo seja anulado pelo Poder Judiciário.


E

Presentes a oportunidade e conveniência, a Administração Pública poderá revogar todos os atos administrativos que não lhe interessem mais.

No âmbito do direito administrativo, é possível prescindir dos “vícios de vontade”, aplicáveis ao direito privado, para fins de invalidação do ato administrativo.


C

Certo


E

Errado

 
 
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