Questões de Concurso sobre Anulabilidades Quanto ao Objeto

 
 
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Letícia efetuou a venda de seu imóvel, mediante coação que lhe viciou a declaração da vontade. Nesse caso, o negócio jurídico e


A

anulável e, portanto, insuscetível de confirmação pelo decurso do tempо.


B

nulo, devendo a ação ser ajuizada no prazo prescricional de 5 anos, contado do dia em que o negócio se realizou.


C

anulável no prazo decadencial de 4 anos, contado do dia em que cessar a coação.


D

nulo e, portanto, insuscetível de confirmação pelo decurso do tempo.


E

anulável no prazo prescricional de 3 anos, contado do dia em que este se realizou.

Marcos, proprietário de um terreno em uma região afastada da cidade, oferece o imóvel para venda a Paulo, destacando que o terreno está localizado em uma área que será alvo de um novo projeto de desenvolvimento urbano promovido pela prefeitura. Marcos afirma que a valorização do imóvel é certa e iminente, o que convence Paulo a fechar o negócio.

Após a compra, Paulo descobre que o suposto projeto de desenvolvimento urbano não existe e que Marcos inventou essa informação para induzi-lo a pagar um preço elevado pelo terreno. Sentindo-se enganado, Paulo procura um advogado para saber se pode desfazer o negócio, alegando que só comprou o imóvel por causa da promessa de valorização.


Considerando as disposições do Código Civil sobre vícios do consentimento, o contrato é


A

anulável, pois houve dolo por parte de Marcos, que induziu Paulo a erro com informações falsas sobre o terreno.


B

nulo, pois a mentira sobre a valorização do terreno é um vício insanável que impede sua validade.


C

válido, pois a valorização futura do imóvel é apenas uma expectativa, e Paulo deveria ter se informado melhor antes de fechar o negócio.


D

anulável apenas se Paulo provar que o valor pago foi abusivo em relação ao preço de mercado.


E

inexistente, pois faltou um elemento essencial para a formação da vontade de Paulo, que não teria realizado o negócio sem a promessa de valorização.

João, advogado, presta serviço de consultoria jurídica para Robson, seu cliente. Por serem amigos, não firmam contrato de honorários por escrito e acordam verbalmente as condições de remuneração do advogado. Depois de concluída com êxito a assessoria, Robson emite uma nota promissória em favor do advogado sem, contudo, anotar no texto do título a denominação Nota Promissória expressamente e, ainda, sem indicar a data do documento, tornando-o nulo, conforme o Art. 75 do Anexo I da Lei Uniforme de Genebra (Decreto nº 57.663/1966).


Considerando a situação hipotética narrada, analise as afirmativas a seguir.


I. A Nota Promissória em tela é nula por não conter os requisitos legais que a lei exige, especialmente, a indicação de Nota Promissória e a data em que o documento foi emitido, sendo inútil o documento para auxiliar o advogado na cobrança da dívida.

II. Ainda que a Nota Promissória esteja viciada, o instrumento afigura-se útil para a cobrança da dívida, dada a possibilidade de que ela seja convertida em uma confissão de dívida.

III. A conversão do negócio jurídico seria possível somente na hipótese de nulidades relativas, e não absolutas, de modo que in casu as nulidades obstam a conversão da Nota Promissória viciada em confissão de dívida, sem prejuízo do ajuizamento da ação ordinária de cobrança.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

III, apenas.


D

I e III, apenas.


E

II e III, apenas.

De acordo com o Código Civil brasileiro, o prazo de decadência para a anulação do negócio jurídico por erro ou fraude é interrompido pela citação válida do réu, podendo ser estendido até o dobro do tempo originalmente previsto em lei.


C

Certo


E

Errado

Pedro, 18 anos, está diante de situação em que hã disposição legal expressa no sentido de que determinado ato é anulável, sem que, no entanto, tal dispositivo estabeleça prazo específico para pleitear sua anulação. Nesse caso, de acordo com o Código Civil, para buscar a referida anulação, Pedro deverá observar o prazo de


A

4 anos, a contar da conclusão do ato.


B

4 anos, contados do início do ato.


C

2anos, a contar da conclusão do ato.


D

3anos, a partir da conclusão do alo.


E

5 anos, contados do início do ato.

Um dos elementos de validade do negócio jurídico é a possibilidade jurídica do objeto, motivo pelo qual a sua impossibilidade inicial, ainda que relativa, invalida o negócio jurídico.


C

Certo


E

Errado

O Código Civil brasileiro prevê quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, será este de:


A

um ano, a contar da data da conclusão do ato.


B

dois anos, a contar da data da conclusão do ato.


C

três anos, a contar da data da conclusão do ato.


D

cinco anos, a contar da data da conclusão do ato.

De acordo com o entendimento do STJ, o direito de postular a anulação de negócio jurídico simulado


A

submete-se ao prazo decadencial de dois anos, contado a partir da data da sua celebração.


B

é insuscetível de prescrição ou decadência por ser causa de nulidade relativa do negócio jurídico.


C

submete-se ao prazo decadencial de quatro anos, contado a partir da data da sua celebração.


D

é insuscetível de prescrição ou decadência por ser causa de nulidade absoluta do negócio jurídico.


E

submete-se ao prazo prescricional de dez anos, contado a partir da data da sua celebração.

De acordo com o Código Civil brasileiro vigente, o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro, decai em:


A

dois anos.


B

três anos.


C

cinco anos.


D

dez anos.

Nos termos do Código Civil, acerca do negócio jurídico, é CORRETO afirmar que:


A

a incapacidade absoluta de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.


B

nas declarações de vontade se atenderá mais ao sentido literal da linguagem do que na intenção nela consubstanciada.


C

o silêncio das partes importa em negativa do negócio jurídico.


D

a incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, mesmo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.


E

a impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico se for relativa, ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado.

Com base na Lei nº 10.406/2002 - Código Civil, sobre a invalidade do negócio jurídico, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) É inexistente o negócio jurídico quando praticado por pessoa absolutamente incapaz.

( ) Quando o objeto do negócio jurídico for ilícito ou indeterminado, será nulo o negócio.

( ) O negócio jurídico será anulável quando o vício for resultante de dolo ou erro.


A

E - C - C.


B

C - C - C.


C

C - E - E.


D

E - E - E.


E

E - E - C.

Quanto ao negócio jurídico, assinale a alternativa correta.


A

A manifestação de vontade não subsiste, mesmo que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou e se dela o destinatário tinha conhecimento.


B

No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, este não é da substância do ato.


C

São anuláveis os negócios jurídicos quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.


D

O erro é substancial quando concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de vontade, mesmo que não tenha influído na vontade de modo relevante.


E

O menor, de 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos, pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se, declarou-se maior.

Considerando o disposto no Código Civil sobre os negócios jurídicos, assinale a alternativa incorreta:

A
A validade do negócio jurídico requer agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei;

B
A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos cointeressados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum;

C
A impossibilidade inicial do objeto invalida o negócio jurídico se for relativa ou se não cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado;

D
A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei expressamente a exigir;

E
A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento.

Assinale a alternativa correta de acordo com o que estabelece o código civil brasileiro sobre os defeitos nos negócios jurídicos.


A

A transmissão errônea da vontade por meios interpostos não é anulável.


B

O erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o negócio.


C

O erro de cálculo apenas autoriza a anulação da declaração de vontade.


D

O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante.


E

O erro prejudica a validade do negócio jurídico ainda quando a pessoa, a quem a manifestação de vontade se dirige, se oferecer para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante.

É hipótese de anulabilidade de negócio jurídico:


A

contrato de mútuo, cujo devedor à época contava com 17 (dezessete) anos e intencionalmente omitiu idade.


B

casamento de menor em idade núbil, não autorizado por representantes legais, tendo resultado gravidez da cônjuge mulher.


C

contrato de locação que contém erro no cálculo do valor do aluguel, constatado pelo locatário após o pagamento dos três primeiros meses de locação.


D

legado deixado por testamento a pessoa que ameaçou testador de ajuizar ação de despejo por falta de pagamento.


E

escritura de hipoteca de devedor, em favor de credor, não possuindo outros bens e com notório estado de insolvência.

 
 
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