Questões de Concurso sobre Erro ou Ignorância (Art. 138 ao 144)

 
 
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O erro é um estado de espírito positivo, qual seja, a falsa percepção da realidade, ao passo que a ignorância é um estado de espírito negativo, isto é, o total desconhecimento do declarante a respeito das circunstâncias do negócio.


C

Certo


E

Errado

O erro sobre os motivos da declaração de vontade é, em regra, inábil a afetar a sua validade e somente passa a influir na sua eficácia quando assume a categoria de motivo erigido em razão determinante.


C

Certo


E

Errado

Leia o texto.


"É o prejuízo resultante da desproporção existente entre as prestações de um determinado negócio jurídico, em face do abuso da inexperiência, necessidade econômica ou leviandade de um dos declarantes."


Tendo por base os regramentos instituídos pelo Código Civil quanto aos defeitos do negócio jurídico, é correto afirmar que o texto discorre acerca do vício do negócio jurídico denominado de:


A

Coação.


B

Erro.


C

Lesão.


D

Simulação.

De acordo com as disposições da legislação civil em vigência acerca de negócios jurídicos, assinale a opção correta.


A

A manifestação de vontade não subsiste se o autor houver feito reserva mental.


B

São dois os requisitos para a validade do negócio jurídico: agente capaz e objeto lícito, possível e determinado.


C

O ato de confirmação dispensa a substância do negócio jurídico celebrado, bastando a vontade expressa de mantê-lo.


D

A invalidade do instrumento induz a do negócio jurídico.


E

São anuláveis os negócios jurídicos cujas declarações de vontade tenham emanado de erro substancial passível de ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.

Assinale a alternativa INCORRETA.


A

O falso motivo que não tenha sido expresso como razão determinante não viciará a declaração de vontade.


B

Não há previsão legal no direito brasileiro para o erro de direito.


C

A consequência jurídica do reconhecimento judicial da coação é o da anulabilidade do negócio jurídico.


D

O dolo de aproveitamento não consiste em requisito expresso da disciplina jurídica da lesão no Código Civil.


E

A manifestação de vontade não subsistirá se o autor da declaração e o seu destinatário tinham conhecimento da reserva mental.

Quando o agente, por desconhecimento ou falso conhecimento das circunstâncias fáticas, age de um modo que não seria a sua vontade se conhecesse a verdadeira situação, diz-se que procede com erro.


C

Certo


E

Errado

Considerando a temática Fato e Ato Jurídico, analise os excertos:


I – Fato Jurídico é todo acontecimento, natural ou humano e suscetível de produzir efeitos jurídicos. Os fatos Jurídicos constituem gênero que inclui eventos puramente naturais (fatos jurídicos em sentido restrito), e atos humanos de que derivam efeitos jurídicos, quais sejam, atos jurídicos e atos ilícitos.

II - “Factum principis” é aquele fato também capaz de alterar relações jurídicas já constituídas, porém, através da presença da intervenção do Estado e não da ação da natureza ou de qualquer eventualidade. Tal situação se configura quando o Estado, por motivos diversos e de interesse público, interfere numa relação jurídica privada, alterando seus efeitos e, por vezes, até assumindo obrigações que antes competiam a um ou mais particulares.

III - Erro de Fato, aquele que recai sobre uma situação fática referente ao negócio realizado, subdivide-se em erro essencial e erro acidental.


É correto o que se afirma em:


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

II e III, apenas.


D

III, apenas.


E

I, II e III.

Analise as assertivas e assinale a alternativa correta.

-

I. O erro quanto ao motivo do negócio não o vicia, exceto se a falsa razão for expressa como determinante de sua realização.

II. O dolo gera a nulidade absoluta do negócio jurídico.

III. A condição suspensiva, enquanto não verificada, impede a aquisição do direito e, via de consequência, o seu exercício, razão pela qual o titular do direito eventual não poderá praticar os atos destinados a conservá-lo enquanto pendente a condição.

IV. O negócio jurídico realizado sob coação praticada por terceiro é anulável, sendo irrelevante que a parte que se beneficia tenha conhecimento dela.

V. A nulidade do testamento convalida-se caso não arguida em 5 (cinco) anos, contados da data do seu registro.


A

Apenas II, III e IV estão corretas.


B

Apenas I, III e V estão corretas.


C

Apenas II, IV e V estão corretas.


D

Apenas I e III estão corretas.


E

Apenas I e V estão corretas.

Assinale a alternativa correta de acordo com o Código Civil Brasileiro.


A

O erro de cálculo apenas autoriza a retificação da declaração de vontade.


B

Configura-se a coação quando alguém, premido da necessidade, assume obrigação excessivamente onerosa a fim de afastar-se de grave dano conhecido pela outra parte.


C

A identificação da pessoa a que se referir a declaração de vontade não afasta a nulidade do negócio jurídico realizado com erro.


D

O temor reverencial se equipara a negócio jurídico praticado com coação.


E

O falso motivo, ainda que não determinante para a conclusão do negócio jurídico, será causa de nulidade da avença.

Em julgado no Superior Tribunal de Justiça (AgInt no REsp 1636070/CE, Rel. Min. Raul Araújo, Rel. p/ Ac Min Luís Felipe Salomão, 4ª T., j. 26/9/17), o Ministro Luís Felipe Salomão identificou que determinado vício de consentimento se manifesta na forma de “manobras ou maquinações feitas com o propósito de obter uma declaração de vontade que não seria emitida se o declarante não fosse enganado. É o erro intencionalmente provocado, instigado pela intenção de enganar; pois o autor mune-se da vontade de induzir o outro ao erro, usando de artifícios não grosseiros ou perceptíveis prima facie”.


No caso, o defeito do negócio jurídico corresponde a


A

erro.


B

dolo.


C

coação.


D

lesão.


E

estado de perigo.

Erro essencial ou substancial é aquele que, de acordo com o direito positivo (CC, art. 86), é capaz de viciar o consentimento do agente, tornando o negócio por ele praticado anulável. O que incide sobre as características essenciais do objeto da declaração da vontade denomina-se:


A

Error in corpore.


B

Error in persona.


C

Error in substantia.


D

Erro acidental.


E

Erro fático.

Analise as afirmativas; marque V para as verdadeiras e F para as falsas.


( ) As partes poderão livremente pactuar regras de interpretação, de preenchimento de lacunas e de integração dos negócios jurídicos diversas daquelas previstas em lei.

( ) São nulos de pleno direito os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.

( ) Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato.


A sequência está correta em


A

F, V, V.


B

V, V, F.


C

V, F, V.


D

F, V, F.


E

F, F, V.

Leonardo presta serviços de manutenção e conservação de aparelhos de videogames. Ao tomar conhecimento do valor do salário de Peter, Leonardo o procurou oferecendo os seus serviços pelo quíntuplo do valor de mercado. inexperiente, Peter aceita a proposta e se obriga a realizar pagamentos mensais pelos serviços oferecidos por Leonardo. Considerando as disposições da Lei n º 10.406, de 1 O de janeiro de 2002 (Código Civil), é correto afirmar que no caso operou o seguinte defeito no negócio jurídico, ao qual acompanha o seguinte prazo de decadência para pleitear a sua anulação:


A

Erro ou ignorância, com prazo de decadência de 5 (cinco) anos, contado do dia em que cessar o vício.


B

Lesão, com prazo de decadência de 4 (quatro) anos, contado do dia em que se realizar o negócio jurídico.


C

Estado de Perigo, com prazo de decadência de 4 (quatro) anos, contado do dia em que se realizar o negócio jurídico.


D

Lesão, com prazo de decadência de 5 (cinco) anos, contado do dia em que cessar a incapacidade de Peter.


E

Erro ou ignorância, com prazo de decadência de 4 (quatro) anos, contado do dia em que cessar a incapacidade de Peter.

No caso de erro, existe uma deformação das condições para a verificação da capacidade civil do agente.


C

Certo


E

Errado

No que se refere aos defeitos do negócio jurídico, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – O erro de cálculo apenas autoriza a retificação da declaração de vontade.

II – O erro prejudica a validade do negócio jurídico mesmo quando a pessoa, a quem a manifestação de vontade se dirige, se oferece para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante.

III – O erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o negócio quando, por seu contexto e pelas circunstâncias, se puder identificar a coisa ou pessoa cogitada.


A

Apenas o item I é verdadeiro.


B

Apenas o item II é verdadeiro.


C

Apenas o item III é verdadeiro.


D

Apenas os itens I e III são verdadeiros.


E

Todos os itens são verdadeiros.

“Mariana é médica na ‘Clínica Família & Saúde’. Certo dia, Pedro, durante um jantar com sua namorada, observou repentinamente incidir sobre ela um grave quadro de alergia, gerando extremas dificuldades respiratórias, colocando-a em grave risco de vida. Ao tentar salvá-la, viu o consultório onde Mariana trabalhava aberto, logo em frente ao restaurante onde se encontravam. Às pressas, Pedro solicitou atendimento médico a Mariana, que, aproveitando-se da situação de urgência, se prontificou a atendê-los apenas mediante o pagamento de valor excessivamente exorbitante –muito acima do cobrado pela médica, ou pelo mercado em tais quadros. Pedro, em razão da situação desesperadora, anuiu com o pagamento desproporcional. No entanto, dias após a melhora de sua namorada, consultou um advogado e foi informado de que o negócio jurídico celebrado entre ele e a médica padecia de um defeito.”Assinale-o.


A

Erro.


B

Dolo.


C

Coação.


D

Estado de perigo.

No que se refere ao Direito Contratual, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – A nulidade de uma cláusula constante de transação realizada para dirimir dúvida não contamina todo o ato.

II – Para dar ensejo à repetição do indébito, o erro pode ser de fato ou de direito, mas não pode ser grosseiro.

III – É considerada não escrita a cláusula pela qual o mandatário assume a obrigação de não renunciar ao mandato.


A

Apenas o item I é verdadeiro.


B

Apenas o item II é verdadeiro.


C

Apenas o item III é verdadeiro.


D

Todos os itens são verdadeiros.


E

Nenhum dos itens é verdadeiro.

Considerando os “defeitos dos negócios jurídicos”, analise as assertivas abaixo:


I. Nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado constitui omissão dolosa, provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado.

II. A coação exercida por terceiro vicia o negócio jurídico, se da coação tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e esta responderá solidariamente com o terceiro por perdas e danos. Caso a parte que aproveite da coação, não tivesse ou devesse ter conhecimento, o negócio jurídico subsistirá, mas o autor da coação responderá por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto.

III. Configura-se o estado de perigo quando alguém, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.

IV. O erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o negócio quando, por seu contexto e pelas circunstâncias, se puder identificar a coisa ou pessoa cogitada.


Somente está CORRETO o que se afirma em:


A

I, II e III


B

I, II e IV


C

I, III e IV


D

II e IV

Acerca dos vícios do negócio jurídico, é correto afirmar que


A

o negócio realizado sob a vis absoluta é anulável por vício de consentimento em razão de coação.


B

o estado de perigo não pressupõe o dolo de aproveitamento da outra parte contratante.


C

o erro somente é causa de anulação se a parte que recebeu a declaração viciada o percebeu ou poderia tê-lo percebido.


D

a lesão é subjetiva, configurando-se, apenas, se presente o dolo de aproveitamento da outra parte.


E

o dolus bônus ocasiona, em qualquer hipótese, a anulabilidade do negócio jurídico.

   
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