Questões de Concurso sobre Princípio da Interpretação Restritiva dos Negócios Benéficos

 
 
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A interpretação do negócio jurídico deve atribuir a este o sentido que corresponder à razoável negociação das partes em relação à questão discutida, inferida das demais disposições do negócio e da racionalidade econômica das partes, consideradas as informações obtidas durante a execução do contrato.


C

Certo


E

Errado

A respeito do Negócio Jurídico e suas disposições do Código Civil, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) A validade da declaração de vontade dependerá de forma especial, exceto quando a lei expressamente a dispensar.

( ) No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, este é da substância do ato.

( ) Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquelas novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis.

( ) Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia não interpretam-se estritamente.

( ) Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o motivo determinante da liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico.


A

V – F – F – V – F.


B

F – V – V – F – V.


C

F – F – V – F – F.


D

V – V – F – F – V.


E

F – F – V – V – V.

Segundo o Código Civil, os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. Com base nisso, em relação ao sentido que a interpretação do negócio jurídico deve lhe atribuir, marque a alternativa correta:


A

a interpretação do negócio jurídico deve lhe atribuir o sentido que for confirmado pelo comportamento das partes anterior à celebração do negócio;


B

a interpretação do negócio jurídico não deve lhe atribuir o sentido que corresponder aos usos, costumes e práticas do mercado relativas ao tipo de negócio;


C

a interpretação do negócio jurídico deve lhe atribuir o sentido que corresponder à boa-fé;


D

a interpretação do negócio jurídico deve lhe atribuir o sentido que for mais benéfico à parte que redigiu o dispositivo, se identificável;


E

a interpretação do negócio jurídico deve lhe atribuir o sentido que corresponder a qual seria a razoável negociação das partes sobre a questão discutida, inferida das demais disposições do negócio e da racionalidade econômica das partes, consideradas as informações disponíveis após a sua celebração.

Analise as seguintes assertivas:


I – Segundo o Código Civil, as partes poderão livremente pactuar regras de interpretação, de preenchimento de lacunas e de integração dos negócios jurídicos diversas daquelas previstas em lei.

II – Há expressa disposição legal no sentido de que os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração.

III – De acordo com o Código Civil, os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente. A interpretação do negócio jurídico deve lhe atribuir o sentido que, entre outros, corresponder à boa-fé e for mais benéfico à parte que não redigiu o dispositivo, se identificável.

IV – Do ponto de vista doutrinário, entende-se haver lacuna ontológica quando existe norma para o caso concreto, contudo ela não reflete a realidade social; por outro lado, quando existe norma para o caso concreto, mas esta é injusta ou insatisfatória, está-se diante de lacuna normativa. Os princípios gerais de direito e a equidade estão previstos, pela Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, como métodos de integração.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Todas as assertivas estão corretas.


B

Apenas as assertivas II e III são corretas.


C

Apenas as assertivas I, II e III são corretas.


D

Apenas as assertivas II, III e IV são corretas.


E

Não respondida.

De acordo com o Código Civil, é correto afirmar.


A

Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.


B

O silêncio da parte deve ser respeitado, não podendo ser considerado como anuência.


C

Os usos e costumes não poderão ser utilizados como elemento de interpretação do negócio jurídico.


D

As declarações de vontade não poderão estar dissociadas do sentido literal da linguagem.


E

É expressamente vedado pactuar regras de interpretação e de integração dos negócios jurídicos diversas daquelas previstas em lei.

De acordo com o Código Civil, sobre o negócio jurídico, é correto afirmar:


A

a incapacidade relativa de uma das partes pode ser invocada pela outra em benefício próprio.


B

a impossibilidade relativa inicial do objeto o invalida.


C

a validade da declaração de vontade depende de forma especial, mesmo na ausência de previsão legal.


D

nas declarações de vontade se atenderá mais ao sentido literal da linguagem do que à intenção nelas consubstanciada.


E

os benéficos e a renúncia serão interpretados estritamente.

No que diz respeito às disposições gerais do negócio jurídico, é correto afimar que

A
a renúncia ao negócio jurídico interpreta-se estritamente.

B
os negócios jurídicos benéficos interpretam-se amplamente.

C
quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem e não for necessária a declaração de vontade expressa, o silêncio importa em negativa.

D
em regra, a validade da declaração da vontade depende de forma especial.

E
em regra, a capacidade relativa de uma das partes deve ser invocada pela outra em benefício próprio, sob pena de prescrição.

Sobre os negócios jurídicos, assinale a alternativa correta:


A

Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.


B

A impossibilidade inicial do objeto invalida o negócio jurídico se for relativa.


C

A validade da declaração de vontade dependerá, como regra, de forma especial.


D

O silêncio sempre importa anuência, independentemente das circunstâncias.


E

A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou, independentemente se dela o destinatário tinha conhecimento.

Sobre o direito do autor, assinale a alternativa correta.


A

Os direitos autorais reputam-se, para os efeitos legais, bens imóveis.


B

Interpretam-se restritivamente os negócios jurídicos sobre os direitos autorais.


C

Somente os estrangeiros domiciliados no Brasil gozarão da proteção assegurada nos acordos, convenções e tratados em vigor no Brasil.


D

Não é titular de direitos de autor quem adapta, traduz, arranja ou orquestra obra caída no domínio público.


E

Compete ao particular a defesa da integridade e autoria da obra caída em domínio público.

O estatuto civil de 2002 recebeu o influxo do desenvolvimento da teoria hermenêutica no direito. No atinente aos critérios hermenêuticos adotados pelo texto do Código Civil vigente para prescrever como devem ser interpretados os negócios jurídicos, pode-se afirmar que

A
o sentido literal da linguagem, nas declarações de vontade, terá primazia em face da intenção nelas consubstanciada.

B
os negócios jurídicos devem ser interpretados em razão e nos limites de sua função social e da probidade.

C
os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam- se estritamente.

D
o silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizem, ainda que seja necessária a declaração de vontade expressa.
No que concerne ao negócio jurídico, assinale a opção correta.

A
Não é possível se utilizar dos costumes locais para interpretar as palavras e expressões ambíguas, pelo princípio da adstrição.

B
Ainda que preterida solenidade que a lei considere essencial para a sua validade, o negócio será válido se as partes, em comum acordo, a dispensarem.

C
A declaração de vontade das partes deve ser sempre bilateral ou plurilateral, coincidente com o mesmo objeto, porém com interesses antagônicos.

D
A validade da declaração de vontade dependerá de forma especial, ainda que a lei expressamente a dispense, para poder valer perante terceiros.

E
O negócio jurídico que estabelece benefícios, privilégios, renúncia e cláusulas sancionatórias deve ser interpretado restritivamente.

Em relação à hierarquia, integração e interpretação da lei, examine os enunciados seguintes:


I. A própria lei, prevendo a possibilidade de inexistir norma jurídica adequada ao caso concreto, indica os meios de suprir a omissão, prescrevendo caber ao julgador decidir de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.

II. Nos meios de integração da norma em face de omissão da lei ao caso concreto, há rígida hierarquia, não podendo o Juiz valer-se indistintamente da analogia, usos e costumes ou princípios gerais de direito conforme seu critério discricionário, de oportunidade e conveniência.

III. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia não admitem o emprego da analogia, nem a interpretação extensiva, pois dispõe a lei que são interpretados estritamente.

Está correto o que consta APENAS em


A

III.


B

I e II.


C

II e III.


D

II.


E

I e III.

Sobre negócios jurídicos, marque V para verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.


( ) Quanto à causa determinante, os negócios jurídicos abstratos ou formais são aqueles cuja razão não se encontra inserida no conteúdo, decorrendo dele naturalmente.

( ) Quanto ao momento de aperfeiçoamento, os negócios jurídicos consensuais geram efeitos a partir do momento em que há o acordo de vontades entre as partes, como, por exemplo, na compra e venda pura.

( ) Quanto à extensão dos efeitos, os negócios jurídicos constitutivos geram efeitos ex tunc.

( ) Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.

( ) Os negócios jurídicos são, em regra, formais, no que se refere à manifestação da vontade.


A

V/ F/ F/ V/ V


B

F/ V/ F/ F/V


C

F/ F/ V/ F/ V


D

V/ V/ V/ F/ F


E

V/ V/ F/ V/ F

A declaração de vontade


A

é válida mesmo que feita por absolutamente incapaz.


B

deve ser feita, em regra, na forma escrita.


C

deve observar mais o sentido literal da linguagem do que a intenção nela consubstanciada.


D

deve ser interpretada de maneira estrita, no caso de negócio jurídico benéfico.


E

não subsiste quando o declarante houver feito a reserva mental de não querer o que declarou.

Quanto à fiança, é INCORRETO afirmar que:


A

pode ser de valor inferior ao da obrigação principal e contraída em condições menos onerosas, e, quando exceder o valor da dívida, ou for mais onerosa que ela, não valerá senão até ao limite da obrigação afiançada.


B

dar-se-á por escrito e admite interpretação extensiva.


C

se o fiador se tornar insolvente ou incapaz, poderá o credor exigir que seja substituído.


D

pode-se estipular a fiança, ainda que sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade.

 
 
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