Questões de Concurso sobre Restrições à Doação (Art. 548 ao 554)

 
 
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Em 2022, Marildo fez uma doação de certo bem à Associação Beneficente Amarilda Amares, entidade não constituída no momento da doação. A referida associação só se constituiu regularmente em 2025. Considerando apenas as disposições do Código Civil a respeito, é correto afirmar que a doação de Marildo


A

não caduca, independentemente da demora para que a associação se constituísse.


B

caducou em 2024.


C

caducou em 2023.


D

caducará apenas em 2026.

Natalina, aos 83 anos, doou seu amplo patrimônio imobiliário e de ações preferenciais com circulação em Bolsa, tudo em favor de seu namorado João, com 27 anos, resguardando para si o usufruto das ações. Com sua morte, seu filho, Tiago, ajuizou ação anulatória dessa doação e obteve sentença de procedência integral para restituir todos os bens ao patrimônio do espólio. João, por sua vez, após o trânsito em julgado, ingressa com ação rescisória contra a sentença, alegando violação manifesta à norma jurídica, sobretudo por comprovar que cumprira com exatidão o encargo que lhe foi imposto, uma irrepetível obrigação de fazer, de modo que o título executivo produziria enriquecimento sem causa ao espólio.


Nesse caso, à luz do direito civil, o pedido deverá ser julgado:


A

improcedente, porque a doação universal, como configurada, realmente nulifica a liberalidade;


B

improcedente, porque o pacta corvina, como configurado, realmente nulifica a liberalidade;


C

procedente, porque ocorreu apenas doação inoficiosa, de modo que, em vez de nulo, o ato deveria ter sido reduzido à parte disponível da herança;


D

procedente, considerada a prova de se tratar de doação onerosa cujo desfazimento implicaria enriquecimento sem causa ao espólio, a desconfigurar liberalidade universal ou inoficiosa;


E

improcedente, porque apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento da pessoa idosa, dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade, é crime tipificado pelo Estatuto do Idoso.

José, casado com Maria, mantinha uma relação de concubinato com Sara. Esta pediu a José que lhe doasse um terreno, para que pudesse construir uma casa para morar. Sabendo da vedação legal de realizar doações para concubinas, José fez um acordo com seu irmão Pedro: este iria adquirir um terreno de José por compra e venda e depois o doaria a Sara. O valor pago por Pedro a José depois de alguns meses lhe seria devolvido.


Acerca desse caso hipotético, pode-se afirmar, corretamente, que


A

a doação realizada por Pedro a Sara é válida por ausência de vedação legal, e a venda realizada por José a Pedro deve ser considerada uma doação, em razão da devolução do preço pago.


B

ocorreu um negócio jurídico com vício social, anulável, podendo ser desconstituído no prazo de até 4 (quatro) anos.


C

ocorreu um negócio jurídico com vício social, nulo de pleno direito e que não se convalesce pelo decurso do tempo.


D

houve um negócio jurídico com vício de consentimento, anulável, podendo ser desconstituído no prazo de até 4 (quatro) anos.


E

ocorreu um negócio jurídico com vício de consentimento, nulo de pleno direito e que não se convalesce pelo decurso do tempo.

Ano: 2022
Prova: FGV - SF - Consultor Legislativo - Área: Direito Civil, Processual Civil e Agrário - 2022

Contando com algumas dívidas, Renato, maior e casado, pede ajuda à sua mãe, Carmen, para pagá-las. Sensibilizada, Carmen resolve doar o imóvel de menor valor entre os seus imóveis e celebra com o filho contrato de doação por instrumento público, do qual não participam, Márcia, sua nora, tampouco seus filhos. Na avença, Carmen se obriga a entregar a posse do bem a Renato em 15 dias, quando então os aluguéis do imóvel, que se encontrava locado, passariam a pertencer a Renato. Contudo, com receio da reação dos outros filhos, Carmen decide não entregar a posse do bem, entendendo que os danos que Renato vier a experimentar por não receber o aluguel servirão para lhe dar uma lição.


Diante deste quadro, assinale a afirmativa correta.


A

A doação é nula, visto que Márcia não aquiesceu com a aquisição gratuita de direito real.


B

A doação é válida e Carmen deverá responder pelas perdas e danos ocasionados na hipótese fática.


C

A doação é nula, haja vista que os filhos de Carmen deveriam consentir com o ato.


D

A doação é anulável, pois não contou com a aquiescência dos outros filhos de Carmen.


E

A doação é válida, mas Carmen não deve indenizar Carlos, ante a liberalidade e gratuidade do ato.

Com relação aos contratos de doação, julgue os itens a seguir.


I. O contrato de doação pura e simples em benefício do absolutamente incapaz, em regra, dispensa a aceitação expressa.

II. Nos contratos de doação com encargo, o silêncio do donatário pode resultar na aceitação tácita.

III. O contrato de doação é simplesmente consensual, visto que não exige, para seu aperfeiçoamento, a entrega da coisa doada ao donatário, gerando apenas direitos pessoais entre do doador e o donatário.

IV. A doação feita em contemplação de casamento futuro com pessoa certa e determinada pode ser impugnada pelos nubentes por falta de aceitação.

V. A doação de um cônjuge a outro não importa em adiantamento de herança.


Quanto aos itens anteriores, é correto afirmar que:


A

Apenas os itens III e V são falsos.


B

Existem apenas dois itens verdadeiros.


C

Todos os itens são verdadeiros.


D

Apenas os itens I e IV são falsos.


E

Só existe um item falso.

Acerca dos contratos em espécie, marque a alternativa correta:


A

O comodato é o empréstimo gratuito de coisas fungíveis. Perfaz-se com a tradição do objeto.


B

Quando se outorgue mandato por instrumento público, é vedado o substabelecimento mediante instrumento particular.


C

É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência do doador.


D

No seguro de pessoas, a apólice ou o bilhete podem ser ao portador.


E

Pelo contrato de depósito recebe o depositário um objeto imóvel, para guardar, até que o depositante o reclame.

No contrato de doação, qualquer alienação gratuita que afete a metade indisponível dos herdeiros necessários poderá ser declarada nula.

C
Certo

E
Errado
De acordo com o Código Civil, a doação

A
é nula quando realizada de ascendente para descendente.

B
dispensa aceitação, ainda que sujeita a encargo.

C
é anulável quando realizada de ascendente para descendente.

D
não poderá ultrapassar a vida do donatário, quando feita em forma de subvenção periódica.

E
não se reveste, em regra, da forma escrita.

Juliana Moraes, dezesseis anos, casou-se com Pedro Ramos, plenamente capaz, estando grávida de sua primeira filha, a quem decidiu chamar de Mila. No quinto mês de gestação, Juliana se divorciou de Pedro e, em seguida, decidiu doar para Mila, por meio de escritura pública devidamente registrada, um dos imóveis de sua propriedade.


A esse respeito, assinale a afirmativa correta.


A

Cessada a emancipação de Juliana, será anulável a doação do imóvel feita após o divórcio se Juliana não tiver sido assistida na celebração do negócio jurídico.


B

A doação será válida, mas, de acordo com a teoria natalista da personalidade civil, Mila não será titular dos direitos referentes ao imóvel até o seu nascimento com vida.


C

A doação feita por Juliana é válida se assistida por seu representante legal, e, de acordo com a teoria da personalidade condicional, o bem imóvel já é protegido como parte incorporada ao patrimônio de Mila.


D

Segundo a teoria natalista, Mila é titular do direito de propriedade do imóvel, cujo uso, gozo e fruição ficam suspensos até o seu nascimento com vida.


E

Para a teoria concepcionista, a doação é válida e eficaz, desde que Juliana tenha sido assistida no momento da celebração do negócio jurídico.

João Fonseca, casado com Lúcia Fonseca, tem conhecimento do conteúdo do dispositivo do Art. 550 do Código Civil, que determina que eventual doação feita para Catarina Lima, amante de João, pode ser objeto de ação anulatória promovida por sua cônjuge, em até 2 anos depois de dissolvida a sociedade conjugal. João doou para Gustavo Lima, irmão de Catarina, uma rara obra de arte, havendo combinado previamente com Gustavo que este, em um momento posterior, transferiria o bem gratuitamente a Catarina.


Sobre o caso exposto, assinale a afirmativa correta.


A

A doação da obra de arte para Gustavo é válida, pois o Art. 550 não proíbe doações para colaterais do cúmplice do cônjuge adúltero.


B

A doação da obra de arte para Gustavo é anulável, sendo Lúcia a parte legítima para pleitear a anulação.


C

A doação da obra de arte para Gustavo é nula, e a sua declaração pelo juiz importará no retorno do imóvel para o patrimônio de João.


D

A doação da obra de arte para Gustavo é nula, já que realizada por meio de simulação absoluta.


E

A doação da obra de arte para Gustavo é nula, enquanto é anulável o negócio dissimulado.

Quanto ao contrato de doação, é correto afirmar que


A

é anulável a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência do doador.


B

é anulável a doação quanto à parte que exceder a de que o doador, no momento da liberalidade, poderia dispor em testamento.


C

a doação será realizada sempre por escritura pública ou particular, mas nunca verbalmente.


D

é possível a renúncia antecipada do direito de revogar a liberalidade por ingratidão do donatário.


E

não prevalece cláusula de reversão em favor de terceiro.

A doação feita de ascendente a descendente constitui


A

doação com cláusula de reversão.


B

simulação anulável.


C

negócio jurídico nulo.


D

adiantamento de legítima.


E

negócio jurídico inexistente.

 
 
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