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A constituição é autêntica sobrenorma, por veicular preceitos de produção de outras normas, limitando a ação dos órgãos competentes para elaborá-las, o que é fundamental à consolidação do estado democrático de direito.
Com relação ao objeto, aos elementos e aos tipos de constituição, assinale a opção correta.
Quanto ao modo de elaboração, a vigente CF pode ser classificada como uma constituição histórica, em oposição à dita dogmática.
O objeto da CF é a estrutura fundamental do Estado e da sociedade, razão por que somente as normas relativas aos limites e às atribuições dos poderes estatais, aos direitos políticos e individuais dos cidadãos compõem a Constituição em sentido formal.
Por limitarem a atuação dos poderes estatais, as normas que regulam a ação direta de inconstitucionalidade e o processo de intervenção nos estados e municípios integram os elementos ditos limitativos.
Os elementos formais de aplicabilidade são exteriorizados nas normas constitucionais que prescrevem as técnicas de aplicação delas próprias, como, por exemplo, as normas inseridas no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Distintamente da constituição analítica, a constituição dirigente tem caráter sintético e negativo, pois impõe a omissão ou negativa de ação ao Estado e preserva, assim, as liberdades públicas.
É característica aplicável à Constituição da República Federativa do Brasil de 1988:
Ortodoxa.
Semi-rígida.
Outorgada.
Pactuada.
Eclética.
Quando se usa a expressão “a Constituição é norma pura”, “puro dever ser”, a concepção de Constituição foi adotada:
no sentido político, como decisão concreta de conjunto sobre o modo e a forma de existência da unidade política.
no sentido jurídico, sem qualquer referência à fundamentação sociológica, política ou filosófica.
no sentido estrutural, como norma em conexão com a realidade social.
no sentido total, com a integração dialética dos vários conteúdos da vida coletiva.
no sentido histórico, como uma concepção do evoluir social em direção à estabilidade.
“De nada servirá o que se escrever numa folha de papel, se não se justifica pelos fatos reais e efetivos do poder. Os problemas constitucionais não são problemas de direito, mas do poder, a verdadeira constituição de um país somente tem por base os fatores reais e efetivos do poder que naquele país reagem, e as constituições escritas não têm valor nem são duráveis a não ser que exprimam fielmente os fatores do poder que imperam na realidade social.”
O texto citado é de autoria de Ferdinand Lassale, doutrinador clássico do Direito Constitucional, que analisa o conceito de constituição sob o aspecto
jurídico.
sociológico.
histórico.
da inconstitucionalidade.
político.
Analise as enunciações e marque a alternativa correta:
I – As declarações de direito, no constitucionalismo brasileiro, mostraram-se em geral mais avançadas do que as práticas políticas de seu tempo.
II – O Brasil adotou o cesarismo ou bonapartismo como efetiva técnica de elaboração constitucional no curso de sua história.
III – As eleições a bico de pena foram resultados da efetividade das normas constitucionais atinentes à participação política do povo brasileiro.
IV - A fiscalização abstrata de constitucionalidade não foi discutida em processos constituintes anteriores à Constituição de 1946.
Apenas o item I é verdadeiro.
Estão corretos os itens I, II e IV.
Apenas o item IV é verdadeiro.
Apenas o item II é falso.
Apenas II e IV são verdadeiros.
A primeira Constituição Republicana do Brasil punia as ofensas contra a liberdade de culto e ao sentimento religioso das pessoas.
Na esfera estadual, há poder constituinte:
Originário, que se expressa na constituição estadual de forma condicionada.
Concorrente, que tem de observar o princípio da simetria, inclusive quanto ao processo legislativo.
Derivado, que pode definir livremente o sistema de governo e a estrutura da Assembleia Legislativa, em cada estado-membro.
Derivado, que não pode desrespeitar os princípios sensíveis da Constituição Federal nem outros parâmetros que definam a essência do modelo estatal desta resultante.
A concepção sociológica, elaborada por Ferdinand Lassale, considera a Constituição como sendo a somatória dos fatores reais de poder, isto é, o conjunto de forças de índole política, econômica e religiosa que condicionam o ordenamento jurídico de determinada sociedade.
A atual Constituição da República Federativa do Brasil é considerada rígida em razão:
das suas alterações exigirem procedimento para alteração mais qualificado que o das leis ordinárias;
da possibilidade de ser alterada após determinado prazo de sua promulgação;
de não permitir emenda constitucional quando houver violação às denominadas cláusulas pétreas;
da possibilidade de haver modificação da Constituição Federal mediante plebiscito;
Nenhuma das alternativas anteriores.
A respeito do conceito e da classificação da Constituição, é correto afirmar que:
A Constituição, na clássica definição de Lassalle, é a decisão política fundamental de um povo, insculpida em um texto normativo que goza de superioridade jurídica frente às demais normas constitucionais.
Para Carl Schimitt, a Constituição é a norma jurídica fundamental do ordenamento jurídico, servindo de fundamento de validade para as demais normas jurídicas.
No entendimento de Hans Kelsen, a Constituição é resultado das forças reais de poder, buscando o seu fundamento de validade em uma norma jurídica epistemológica.
Para Carl Schmitt, não há razão para se fazer distinção entre normas constitucionais em sentido formal e em sentido material, pois tudo o que está na Constituição tem o mesmo status constitucional.
No sentido ontológico (karl Loewenstein), a Constituição pode ser classificada em semântica, nominal e normativa. A Constituição Federal de 1988 é um exemplo de Constituição normativa.
Constituição rígida é a que não pode ser alterada.
A Constituição Federal de 1988 (CF) resultou dos trabalhos de assembleia nacional constituinte em sua forma tradicional.
Analise as assertivas.
I. A Constituição Federal do Brasil de 1988, quanto à origem, mutabilidade e forma, respectivamente, é classificada como promulgada, flexível e escrita.
II. Conforme estatui o art. 5.º, XLVII, da CF/88, é vedada a pena de suspensão ou interdição de direitos.
III. Conforme estatui o art. 5.º, XLVII, da CF/88, é vedada a pena de banimento.
Assinale:
se corretas II e III, apenas.
se corretas I e III, apenas.
se correta III, apenas.
se correta II, apenas.
se corretas I, II e III.
O artigo 134 da Constituição Federal de 1988 erigiu a Defensoria Pública à condição de instituição essencial à função jurisdicional do Estado, com a incumbência de desempenhar a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do artigo 5°, LXXIV.
Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988, quando de sua promulgação, significou
o estabelecimento de um inédito dever estatal, de prestação de assistência jurídica integral e gratuita.
relevante conquista da cidadania, universalizando o direito de acesso gratuito ao Poder Judiciário.
a conquista de autonomia funcional e administrativa às Defensorias Públicas Estaduais.
importante avanço em relação à ordem constitucional anterior, que vinculava as Defensorias Públicas às Procuradorias Estaduais.
retrocesso em relação ao texto constitucional anterior, que não vinculava a Defensoria Pública ao Poder Judiciário.