Questões de Concurso sobre Repetição do Indébito

 
 
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Considerando que Maria tenha sido cobrada indevidamente de tarifas de água e esgoto, assinale a opção correta, de acordo com o CDC e a jurisprudência do STJ.


A

Para que Maria possa pleitear a restituição em dobro, basta que demonstre a cobrança indevida e a ausência de engano justificável por parte do fornecedor.


B

O prazo para que Maria reclame da existência de vício no serviço é o prazo decadencial estabelecido no CDC.


C

O prazo para que Maria reclame da existência de vício no serviço é o prazo prescricional estabelecido no CDC.


D

Ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto proposta por Maria estará sujeita ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil.


E

O CDC não prevê a possibilidade de restituição em dobro em caso de cobrança indevida em desfavor de Maria.

Um consumidor de serviço público teve o serviço desligado em virtude de inadimplemento.


A taxa de religação de serviços não será devida se houve descumprimento da exigência de


A

identificação dos responsáveis pelo serviço.


B

prazo estabelecido para que o consumidor se retratasse.


C

notificação prévia ao consumidor, em relação ao desligamento e ao dia a partir do qual ele seria realizado.


D

visita de agente do governo, para verificar a situação do consumidor.


E

oferecimento de contraproposta adequada às condições do consumidor.

Sobre o denominado direito de arrependimento previsto na Lei n. 8.078/1990, assinale a alternativa incorreta.


A

Os consumidores que realizarem compras por telefone, televisão ou internet têm o direito de exercer o direito de arrependimento, possibilitando a devolução do produto ou serviço e o reembolso integral do valor pago, caso não fiquem satisfeitos.


B

O prazo máximo para que o consumidor possa exercer esse direito é de até 7 dias, contados a partir da assinatura do contrato ou do recebimento do produto ou serviço.


C

O direito de arrependimento pode ser exercido de forma absolutamente imotivada.


D

O ônus de arcar com as despesas postais decorrentes do exercício do direito de arrependimento é do fornecedor, mas pode ser repassado ao consumidor quando o contrato assim preveja.

É direito do consumidor a repetição do indébito decorrente da cobrança extrajudicial de dívida de consumo e de pagamento de quantia indevida, direito esse que não pode ser esvaziado ante a alegação de engano do credor.


C

Certo


E

Errado

Luzia, idosa, estava acostumada a pagar em média 100 reais por mês em sua conta de luz. Contudo, no mês de maio de 2022, surpreendeu-se com a cobrança de 500 reais em sua fatura. Em junho, novamente a cobrança foi de aproximadamente 500 reais. A usuária realizou o pagamento das faturas, mesmo com dificuldades financeiras e acreditando que o valor não estava correto. Ao procurar a Defensoria Pública, relatou o ocorrido e informou que não havia mudado seu padrão de consumo, pois continua morando sozinha e usando os mesmos eletrodomésticos. Por meio da prerrogativa de requisição, a empresa fornecedora de energia foi instada a revisar os valores e a prestar esclarecimentos, mas se manteve silente. Diante do caso, a ação judicial promovida pela Defensoria Pública poderá


A

requerer a repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.


B

somente se valer dos fundamentos do Código Civil, por não estar presente relação de consumo no caso.


C

requerer a repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, sem correção monetária e juros legais.


D

somente requerer a devolução simples do valor que pagou em excesso.


E

requerer a repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, sem o acréscimo de juros legais.

Cleópatra foi cobrada pela fornecedora por valores que já havia pagado. Apesar de reclamar diretamente com a sociedade que se disse credora, não obteve qualquer esclarecimento. Diante da impossibilidade de acordo, propôs ação pelo procedimento comum. Nos termos da Lei nº 8.078/90, o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito por valor igual ao:


A

triplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais


B

dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais


C

quádruplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais


D

quíntuplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais

A repetição em dobro de indébito alcança a cobrança indevida de tarifa de água, desde que não haja erro justificável decorrente de dolo, culpa ou má‐fé.


C

Certo


E

Errado

Renato, cliente de determinada operadora de telefonia, recebeu fatura cobrando valor muito superior ao contratado. Percebendo o equívoco, Renato deixou de pagar a fatura e contatou a operadora, requerendo o envio de outra, com o valor correto. No entanto, apesar de reconhecer a falha, a operadora enviou nova fatura cobrando o mesmo valor em excesso, razão pela qual Renato novamente se recusou a pagar. Nesse caso, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, Renato


A

tem direito de receber o dobro do valor cobrado em excesso na primeira fatura, apenas.


B

tem direito de receber o dobro do valor cobrado em excesso em cada uma das duas faturas.


C

tem direito de receber o dobro do valor total da primeira fatura, apenas.


D

tem direito de receber o dobro do valor total de cada uma das duas faturas.


E

não tem direito de receber o dobro do valor cobrado em excesso ou do total de nenhuma das faturas.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o consumidor que for cobrado por quantia indevida, não sendo caso de engano justificável, tem direito à repetição do indébito, em valor correspondente:


A

ao triplo do valor que pagou pelo produto ou serviço contratado, acrescido de juros e correções legais.


B

ao dobro do valor que pagou em excesso, acrescido de juros e correções legais.


C

ao mesmo valor do produto ou serviço contratado, acrescido de juros e correções legais.


D

ao valor pago em excesso, acrescido de juros e correções legais.

Determinado consumidor adquiriu um produto por R$ 1.000. O credor, entretanto, cobrou indevidamente o valor de R$ 1.500.

Nessa situação hipotética, o consumidor terá direito à repetição de indébito no valor de


A

R$ 2.000, acrescido de correção monetária e juros legais, se credor não provar engano justificável.


B

R$ 1.000, acrescido de correção monetária e juros legais, se credor não provar engano justificável.


C

R$ 3.000, acrescido de correção monetária e juros legais, se provar a má-fé do credor.


D

R$ 3.000, acrescido de correção monetária e juros legais, se o credor não provar erro justificável.


E

R$ 2.000, acrescido de correção monetária e juros legais, se provar a má-fé do credor.

Tratando-se de relação de consumo:


I. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

II. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.

III. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em sete dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.

IV. Consumidor é somente toda pessoa física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.


Com base nessas assertivas, assinale a alternativa que corresponda às assertivas FALSAS:


A

III e IV.


B

II e III.


C

II e IV.


D

I e IV.

Stanislau, após fazer pesquisa de preços, acabou comprando uma geladeira e dividiu o pagamento da mesma em 24 prestações iguais e mensais de R$200,00 reais. Pagou corretamente todas as prestações e após 20 dias do último pagamento recebeu um boleto da loja cobrando-lhe R$500,00 a título de encargos moratórios, sendo que o boleto deveria ser pago em 48 horas, sob pena de remessa do nome do Stanislau para os órgãos de proteção de crédito. Com receio de “sujar” o seu nome, Stanislau efetuou o pagamento. Nos exatos termos da Lei nº 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), Stanislau


A

não terá nenhum valor a ser ressarcido.


B

receberá o valor de R$500,00, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de erro justificável.


C

receberá o valor de R$1.000,00, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de erro justificável.


D

receberá o valor de R$1.500,00, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de erro justificável.

O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição


A

do valor indevidamente pago, independentemente da prova de erro, mas o valor será devolvido em dobro, se provar lesão.


B

do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros, salvo hipótese de engano justificado.


C

do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros, não se admitindo exceção de engano, ainda que justificável, do fornecedor.


D

somente do valor indevidamente pago, com correção monetária e juros.


E

do valor indevidamente pago, se provar erro, acrescido de juros e correção monetária.

Segundo a orientação jurisprudencial, firmada no Superior Tribunal de Justiça, para o cabimento da devolução, em dobro, de valores pagos indevidamente pelo consumidor na cobrança indevida de serviços público concedidos:


A

prescinde-se da configuração de culpa ou dolo, tratando-se de responsabilidade objetiva.


B

é imprescindível a prova, pelo consumidor, da má-fé do fornecedor.


C

basta a configuração de culpa do fornecedor.


D

é necessária a configuração de dolo do fornecedor.

O consumidor que for cobrado por serviços prestados após a rescisão do contrato terá direito à repetição do valor cobrado indevidamente, ainda que não tenha efetuado o pagamento.


C
Certo

E
Errado
Se a DESO culposamente cobrar quantias indevidas de consumidores dos serviços por ela prestados, eles terão direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagaram em excesso.

C
Certo

E
Errado
 
 
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