Questões de Concurso sobre Violência arbitrária

 
 
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Nos termos do art. 322 do Código Penal, assinale a alternativa que define corretamente o crime de violência arbitrária:


A

Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente.


B

Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário.


C

Praticar violência no exercício de função ou a pretexto de exercê-la.


D

Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação.


E

Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo.

Carlos, juiz de direito, recebe propina de advogado para proferir decisão favorável em ação judicial. Após o recebimento, ele profere sentença baseada em argumentos frágeis, beneficiando indevidamente o réu. Qual crime Carlos cometeu ao aceitar vantagem econômica para alterar o exercício de sua função jurisdicional?


A

Corrupção passiva.


B

Violência arbitrária.


C

Peculato mediante erro de outrem.


D

Prevaricação.

Na ocasião de particular que oferece vantagem indevida a funcionário público, conforme o Decreto-Lei nº 2.848/1940 – Código Penal, com o intuito de omitir ato de ofício, é caracterizado como crime de:


A

Advocacia administrativa.


B

Corrupção ativa.


C

Violência arbitrária.


D

Condescendência criminosa.

Quando determinado ato legal não se executa em virtude de oposição mediante violência ou grave ameaça ao funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio, caracterizado está o crime de:


A

desobediência simples.


B

resistência qualificada.


C

desacato passivo.


D

peculato culposo.

Na qualidade de policial civil e em razão do exercício da função, João, de forma abusiva, exigiu para si vantagem indevida de determinado cidadão. Diante desse fato, assinale a alternativa correta.


A

O crime praticado por João admite a celebração da transação penal e a suspensão do processo.


B

Em razão da natureza do crime cometido, não há possibilidade de celebração do acordo de não persecução penal.


C

O fato não configura ilícito penal, considerando que João não se utilizou de grave ameaça na solicitação da vantagem indevida.


D

Considerando que o crime praticado por João admite o fracionamento do iter criminis, é possível a tentativa, bem como admitida a modalidade culposa.


E

Para o Supremo Tribunal Federal (STF), embora a condição de funcionário público integre o tipo penal praticado por João, não configura bis in idem a elevação da pena na primeira fase da dosimetria, tendo por base essa mesma função exercida por João.

Com relação à violência institucional, analise as afirmativas a seguir:


I. Constitui crime submeter a vítima de infração penal ou a testemunha de crimes violentos a procedimentos desnecessários, repetitivos ou invasivos, que a leve a reviver, sem estrita necessidade a situação de violência; ou outras situações potencialmente geradoras de sofrimento ou estigmatização.

II. Se o agente público permitir que terceiro intimide a vítima de crimes violentos, gerando indevida revitimização, aplica-se a pena em dobro.

III. Se o agente público intimidar a vítima de crimes violentos, gerando indevida revitimização, aplica-se a pena aumentada de 2/3 (dois terços).


Assinale:


A

Se apenas a afirmativa I estiver correta.


B

Se apenas a afirmativa II estiver correta.


C

Se apenas a afirmativa III estiver correta.


D

Se nenhuma afirmativa estiver correta.


E

Se todas as afirmativas estiverem corretas.

Guilherme, juiz federal, expediu mandado de condução coercitiva para que Daniel, testemunha arrolada pelo Ministério Público Federal, fosse ouvido em juízo. Durante o cumprimento da determinação judicial pelo oficial de justiça de plantão, Daniel o ofendeu severamente, humilhando-o mediante o emprego de diversas palavras depreciativas, relacionadas ao cargo ocupado, embora não tenha se oposto à execução da ordem legal.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, Daniel responderá pelo crime de:


A

violência arbitrária;


B

excesso de exação;


C

desobediência;


D

resistência;


E

desacato.

João, investigador de polícia, demonstrou interesse em adquirir um aparelho celular em uma página na internet, anunciado por Paulo, proprietário do telefone. No local combinado para a transação, João pediu para que Paulo exibisse a nota fiscal do produto. Paulo, então, informou que-não mais possuia o documento, ocasião em que João lhe deu voz de prisão acusando-o da prática de crime, sem qualquer prova de sua prática, exigindo, na sequência, a quantia de R$ 1.000,00 (mil reais) para não 6 levar preso. Por Paulo não possuir, naquele momento, a quantia exigida, João passou a pressioná-lo E marcou um novo encontro no dia seguinte, ocasião em que João foi abordado por outros policiais acionados por Paulo, levando João preso à delegacia de polícia. Considerando tão somente as informações apresentadas na questão, João teria praticado, em tese, o crime de


A

excesso de exação.


B

corrupção passiva.


C

corrupção ativa.


D

violência arbitrária.


E

concussão.

O crime de violência institucional, previsto no âmbito da disciplina do abuso de autoridade, estará caracterizado quando alguém:


A

decretar medida de privação da liberdade em manifesta desconformidade com as hipóteses legais, deixar de substituir a prisão preventiva por outra alternativa ou deixar de relaxar a prisão manifestamente ilegal.


B

deixar de comunicar, imediatamente, a execução de prisão temporária ou preventiva à autoridade judiciária que a decretou, ou comunicar a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à família.


C

constranger a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, deva guardar segredo ou resguardar sigilo, ou prossegue com interrogatório de pessoa.


D

submeter a vítima de infração penal ou a testemunha de crimes violentos a procedimentos desnecessários, repetitivos ou invasivos, que a leve a reviver, sem estrita necessidade a situação de violência.

A conduta de se opor à execução de ato legal, mediante violência a funcionário competente para executá-lo, configura o crime de


A

desacato.


B

resistência.


C

desobediência.


D

violência arbitrária.


E

exercício arbitrário das próprias razões.

Considere, hipoteticamente, que Haroldo, ocupante de cargo de Chefia de um Tribunal Regional do Trabalho, autoridade competente para responsabilização de subordinado, por indulgência, deixou de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo. Nesse caso, a hipótese se amolda ao tipo penal de


A

condescendência criminosa.


B

violência arbitrária.


C

excesso de exação.


D

prevaricação.


E

advocacia administrativa.

Considera-se funcionário público para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. Assinale à alternativa que apresenta, com base no Código Penal, somente crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral.


A

Facilitação de descaminho; Corrupção ativa; Advocacia Administrativa e Resistência.


B

Emprego irregular de verbas ou rendas públicas; Peculato mediante erro de outrem, Desobediência e Contrabando.


C

Inserção de dados falsos em sistema de informações; Descaminho; Concussão e Tráfico de Influência.


D

Condescendência criminosa; Violência arbitrária; Violação de sigilo funcional e Corrupção passiva.

De acordo com o Código Penal, aquele que pratica a conduta de “Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente”, incorre no crime de:


A

Advocacia administrativa.


B

Violência arbitrária.


C

Condescendência criminosa. .


D

Prevaricação.


E

Peculato.

Suponha que o funcionário público Evaresnildo tenha solicitado diretamente para si, no exercício de sua função e em razão dela, vantagem indevida consistente em R$10.000,00 (dez mil reais) para elaborar um laudo de saúde que favorecia um adolescente infrator em cumprimento de medida socioeducativa de internação, sendo que o laudo possibilitaria a colocação imediata do adolescente em liberdade. Nesse caso, Evaresnildo cometeu o crime de:


A

Corrupção passiva.


B

Violência arbitrária.


C

Roubo.


D

Violação de sigilo funcional


E

Condescendência criminosa.

O funcionário público que praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la:


A

não comete crime.


B

comete o crime de violência arbitrária.


C

comete o crime de condescendência criminosa.


D

comete o crime de concussão.


E

age corretamente, uma vez que a função pública exige comportamento agressivo quando necessário à defesa do interesse público.

O crime de Violência arbitrária tipificado no art. 322 consiste em praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la. Qual a pena aplicada a esse crime?


A

reclusão, de um a três anos e multa.


B

detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.


C

detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.


D

detenção, de seis meses a três anos, além da pena correspondente à violência.

Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente, caracteriza, segundo dispõe o art. 320 do Código Penal, o crime de:


A

Prevaricação.


B

Condescendência criminosa.


C

Violência arbitrária.


D

Advocacia administrativa.

Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la, é o crime de:


A

Advocacia administrativa.


B

Violência arbitrária.


C

Abandono de função.


D

Exercício funcional ilegalmente antecipado.


E

Condescendência criminosa.

Caio, funcionário público encarregado da cobrança de tributos, em razão do inadimplemento contumaz da empresa “Pão de Mel”, ficou um dia inteiro com um megafone dizendo que a empresa e seus sócios eram caloteiros e não pagavam seus débitos. A conduta de Caio é:


A

prática do crime de excesso de exação.


B

lícita, tendo em vista que, como funcionário público, deve empregar todos os meios para incentivar o pagamento de tributos pelos devedores do fisco.


C

prática do crime de advocacia administrativa.


D

prática do crime de violência arbitrária.


E

prática do crime de violação de sigilo profissional.

Marianna, estudante do curso técnico em serviços jurídicos, ficou curiosa após a aula de introdução ao direito penal e resolveu estudar os tipos penais previstos na legislação brasileira. Durante os estudos, se deparou com um crime cuja conduta consiste em “Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la”. De acordo com o Código Penal Brasileiro, trata-se do crime de:


A

Violação do sigilo de proposta de concorrência.


B

Condescendência criminosa.


C

Advocacia administrativa.


D

Violação de sigilo funcional.


E

Violência arbitrária.

 
 
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