Questões de Concurso sobre Coisa Julgada

 
 
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Maria Silva após ser citada para apresentar contestação em ação ordinária que lhe foi movida por José dos Santos, contratou o advogado Manoel para representá-la nos autos. Dias depois de escoado o prazo para contestação Maria descobriu que o advogado sequer ingressara no processo, de tal forma que Maria restou revel. Indignada, além de procurar a Ordem dos Advogados do Brasil, Maria contratou a advogada Ângela para que se manifestasse nos autos. Assim, indique a alternativa que contém somente matérias que a advogada Ângela poderá alegar em defesa dos interesses de Maria, mesmo diante da revelia:


A

Coisa julgada e incompetência relativa.


B

Convenção de arbitragem e litispendência.


C

Incompetência absoluta e coisa julgada.


D

Nulidade de citação e incompetência relativa.

Na hipótese em que há no processo decisão imutável e indiscutível, é correto afirmar que nenhum juiz poderá decidir acerca de matérias já decididas que dizem respeito a


A

relações de trato contínuo caso sobrevenha modificação no estado de fato.


B

relações de trato contínuo caso sobrevenha modificação no estado de direito.


C

questões sobre as quais incidem a preclusão.


D

decisão de mérito que não pode ser objeto de agravo de instrumento.

Trata-se de decisão que, em cumprimento de sentença proferida em Ação de Desapropriação para fins de Reforma Agrária, rejeitou impugnação aos cálculos do valor remanescente, na qual o ora recorrente se insurge contra o percentual e a base de cálculo dos juros compensatórios fixados no título executivo, havendo trânsito em julgado da sentença impugnada desde 1998. Ocorre que em 17/05/2018 o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento da ADI 2.332/DF, estabelecendo parâmetros diversos daqueles constantes do título executivo para a fixação dos juros compensatórios, pelo que o impugnante afirma que cabe a alteração da base de cálculo e do percentual dos juros compensatórios. Considerando os fatos narrados, é correto afirmar que:


A

É viável a alteração dos juros compensatórios, desde que proposta a respectiva ação rescisória.


B

Havendo vício de inconstitucionalidade na hipótese dos autos, é viável a correção dos juros compensatórios.


C

É possível a alteração dos juros compensatórios em decorrência da aplicação do princípio que veda o enriquecimento sem causa.


D

É inviável a alteração dos juros compensatórios, uma vez que houve o trânsito em julgado da sentença antes da mudança da decisão do STF e alteração do Código de Processo Civil (CPC).

Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.


C

Certo


E

Errado

Pela eficácia preclusiva da coisa julgada, transitada em julgado a decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e as defesas que poderiam ter sido opostas para acolhimento ou rejeição do pedido. Desse modo, pode-se dizer que, a menos que se valha antes de eventual ação rescisória, o segundo condômino, admitido no feito, não poderá, em processo posterior, discutir defensivamente a justiça da decisão invocando a exceptio male gestis processus, mesmo que prove que desconhecia a existência de provas das quais, por culpa, o primeiro condômino não se tenha valido.


C

Certo


E

Errado

No curso do procedimento, o réu reconheceu a procedência do pedido de ressarcimento do dano material, que foi julgado procedente por meio de uma decisão interlocutória, que não foi objeto de recurso. Todavia, contestou o pedido de reparação de dano moral, uma vez que entendeu ser este inexistente. Após o regular prosseguimento do feito, sobreveio sentença, em que foi julgado procedente in totum o pedido de reparação do dano moral.


Nesse cenário, pretendendo o réu recorrer dessa sentença, é correto afirmar que:


A

cabe apelação para rediscutir integralmente a lide, uma vez que a decisão interlocutória proferida no curso do processo não é coberta pela preclusão;


B

cabe agravo de instrumento quanto à condenação em dano material e apelação quanto ao pedido de dano moral, que devem ser interpostos simultaneamente;


C

há coisa julgada em relação ao pedido de ressarcimento de dano material, cabendo apenas apelação quanto à condenação em dano moral;


D

o julgador incidiu em error in procedendo, uma vez que as questões de mérito devem ser decididas simultaneamente na sentença, que deve ser única;


E

cabe agravo de instrumento quanto às duas manifestações judiciais, uma vez que este é a espécie recursal das decisões que versarem sobre o mérito do processo.

É correto afirmar acerca da coisa julgada que a decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão expressamente decidida,


A

não se aplicando à resolução de questão prejudicial, exceto na revelia.


B

aplicando-se também à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e incidentalmente no processo, se dessa resolução depender o julgamento do mérito, a seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso de revelia; o juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvê-la como questão principal.


C

fazendo coisa julgada a verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença.


D

não se aplicando à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e incidentalmente no processo, exceto se a seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, inclusive no caso da revelia.


E

fazendo coisa julgada os motivos importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença.

Sobre a sentença e a coisa julgada, assinale a alternativa correta.


A

Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível apenas a sentença de mérito não mais sujeita a recurso.


B

A liquidação de sentença somente poderá ser realizada após o trânsito em julgado, processando-se nos mesmos autos no juízo de origem.


C

Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito influir no julgamento do mérito, caberá ao juiz tomá-lo em consideração no momento de proferir a decisão, somente quando houver requerimento da parte.


D

Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma lide, salvo se, tratando de relação jurídica de trato continuado, sobreveio modificação no Estado de fato ou de direito, caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença.

Ano: 2022
Prova: FGV - SF - Consultor Legislativo - Área: Direito Civil, Processual Civil e Agrário - 2022

A União Federal foi condenada a pagar pensão por morte em favor da companheira de servidor público integrante da carreira de Consultor Legislativo do Senado. O vínculo de companheirismo foi reconhecido como questão prejudicial na demanda movida pela companheira em face da União, sendo expressamente decidido na fundamentação da sentença.


A respeito da situação acima narrada, assinale a afirmativa correta.


A

A eficácia objetiva da coisa julgada engloba o dispositivo e a fundamentação da decisão que julgar total ou parcialmente o mérito, englobando também as questões prejudiciais e as questões preliminares ao mérito.


B

O reconhecimento do vínculo de companheirismo enquanto questão prejudicial não está coberto pela coisa julgada no caso narrado, tendo em vista a incompetência da Justiça Federal para decidir a seu respeito como questão principal.


C

A mera existência de decisão sobre a questão prejudicial é suficiente para lhe estender a eficácia de coisa julgada, podendo-se afirmar que a questão do vínculo de companheirismo formou coisa julgada.


D

A extensão da eficácia objetiva da coisa julgada às questões prejudiciais se aplica mesmo se no processo tiver havido restrições probatórias ou limitações à cognição que impeçam o aprofundamento da análise da questão prejudicial.


E

A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada e a terceiros interessados, como é o caso de herdeiros do servidor morto.

Haverá resolução de mérito quando


A

o juiz acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção.


B

em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal.


C

o juiz reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada.


D

o juiz verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo.

A coisa julgada material


A

abrange a questão principal expressamente decidida, como também a questão prejudicial, bastando que o juízo, atento ao princípio da cooperação, advirta as partes de tal fato na fundamentação da própria sentença.


B

abrange apenas a questão principal expressamente decidida, já que os motivos da decisão não fazem coisa julgada.


C

é limitada, pelo princípio da congruência, ao julgamento do pedido propriamente dito.


D

abrange a questão principal expressamente decidida, como também a questão prejudicial de cuja resolução dependa o julgamento do mérito, desde que competente o juízo e que tenha havido contraditório efetivo sobre o tema, bem como não haja limitações probatórias ou à cognição.


E

abrange a questão principal expressamente decidida, como também a questão prejudicial, desde que haja a apresentação de ação declaratória incidental.

Observe a afirmativa a seguir:


Trata-se de instituto que se destina a tomar definitiva a solução dada pelo Poder Judiciário a determinada controvérsia, gerando segurança às relações jurídicas, impedindo que seja proferia outra decisão acerca da mesma lide.


Trata-se de


A

preclusão.


B

perempção.


C

prejudicialidade.


D

prescrição.


E

coisa julgada.

Analise as proposições abaixo.


I. Com o trânsito em julgado da decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e as defesas que as partes poderiam opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição do pedido.

II. Os motivos não fazem coisa julgada.

III. A coisa julgada atinge os terceiros que, podendo, não hajam intervindo no processo na qualidade de assistentes.

IV. Faz coisa julgada a verdade dos fatos, quando estabelecida como fundamento da sentença.


Acerca da coisa julgada, está correto o que se afirma APENAS em


A

III e IV.


B

I, II e IV.


C

I e II.


D

II e III.


E

I e IV.

Acerca dos limites da coisa julgada, assinale a alternativa correta.


A

A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão principal expressamente decidida.


B

Os limites endoprocessuais existem apenas nos casos de coisa julgada material e se prestam a estabilizar as relações de direito material tais quais resolvidas perante o mesmo juízo ou qualquer outro.


C

Os limites subjetivos da coisa julgada podem ser traduzidos com a alegação de que a sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não prejudicando e nem beneficiando terceiros.


D

Os limites temporais da coisa julgada dizem respeito à impossibilidade de o magistrado decidir novamente questões já decididas, relativas à mesma lide, ainda que diga respeito às relações jurídicas de trato continuado.


E

A preclusão é um limite à coisa julgada, sendo que a preclusão consumativa é caracterizada pela prática de algum ato incompatível com o que deveria ter sido praticado.

Sobre a coisa julgada, é correto afirmar que:


A

a correção de erro material não se sujeita aos institutos da preclusão e da coisa julgada por constituir matéria de ordem pública cognoscível de ofício pelo julgador;


B

a extinção do processo por falta de legitimidade ad causam produz coisa julgada material, impedindo a discussão da matéria em processo diverso;


C

o pronunciamento judicial sem assinatura transitado em julgado produz coisa julgada material, impedindo a discussão da matéria em processo diverso;


D

a sentença transitada em julgado não pode ser modificada pelo julgador, ainda que para a correção de erro material, pois forma coisa julgada material;


E

o pronunciamento judicial sem assinatura transitado em julgado produz coisa julgada formal, extinguindo o processo sem impedir a discussão da matéria em processo diverso.

O juiz proferiu sentença acolhendo a preliminar de prescrição arguida pelo réu em contestação, tendo decorrido o prazo legal sem a interposição de nenhum recurso contra ela, o que foi devidamente certificado nos autos. Nesse caso, de acordo com o Código de Processo Civil, essa sentença


A

não importa resolução do mérito, nem faz coisa julgada, formal ou material.


B

não importa resolução do mérito, fazendo coisa julgada meramente formal.


C

importa resolução do mérito, fazendo coisa julgada material.


D

importa resolução do mérito, mas não faz coisa julgada material.


E

não importa resolução do mérito, mas faz coisa julgada material.

Acerca da coisa julgada, julgue os itens a seguir.


I Fazem coisa julgada os motivos para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença.

II Faz coisa julgada a verdade dos fatos estabelecida como fundamento da sentença.

III A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não prejudicando terceiros.

IV A coisa julgada material torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.


Estão certos apenas os itens


A

I e II.


B

I e IV.


C

II e III.


D

III e IV.


E

I, II e III.

Proposta demanda de alimentos, no juízo com competência para a matéria de família, sob a alegação de ser o réu o suposto pai do autor. A contestação sustenta a inexistência dessa relação jurídica de paternidade, bem como a impossibilidade financeira do réu de prestar tal obrigação. Após a produção de prova pericial, atestando a veracidade da questão prejudicial afirmada, o juiz decide, de forma expressa e incidentalmente no processo, que a paternidade é positiva e condena o réu ao pagamento dos alimentos pretendidos.


Nesse cenário é correto afirmar que:


A

não fará coisa julgada a questão da paternidade, uma vez que a demanda tem por pedido a prestação alimentícia;


B

fará coisa julgada a questão da paternidade, impedindo que essa relação venha a ser discutida em processo posterior;


C

a sentença é extra petita, pois julgou uma relação jurídica que não foi objeto do pedido;


D

a sentença é ultra petita, uma vez que reconheceu a paternidade em uma ação de alimentos;


E

não fará coisa julgada a questão da paternidade, uma vez que é estabelecida como fundamento da sentença.

Nas ações coletivas, a coisa julgada


A

opera secundum eventum probationis nos interesses difusos e coletivos, independentemente do resultado da demanda.


B

opera secundum eventum probationis nos interesses individuais homogêneos.


C

impede a repropositura de nova demanda, nos termos dos arts. 502 e seguintes do Código de Processo Civil que a disciplina.


D

não impede a repropositura de nova demanda, desde que por outro legitimado ativo ad causam.


E

opera secundum eventum probationis nos interesses difusos e coletivos e não impede a repropositura de outra demanda com base em novas provas, face à improcedência da anterior por insuficiência de provas.

Considere as asserções I e II abaixo.


I. O/A defensor/a público/a que cria embaraços ao cumprimento de decisões jurisdicionais pratica ato atentatório à dignidade da justiça, passível de multa de até dois por cento do valor da causa, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis.


PORQUE


II. É dever das partes, de seus procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma participem do processo cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não criar embaraços à sua efetivação.


É correto afirmar que


A

as asserções I e II são proposições falsas.


B

as asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa da I.


C

a asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.


D

as asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.


E

a asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.

   
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