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I - A explicação consiste no conhecimento das leis de coexistência ou de sucessão dos fenômenos, de seu "como": se uma descrição diz o que é um objeto, uma explicação mostra como ele é assim. Um fato particular é explicado quando fornecemos a lei da qual sua produção constitui um caso.
II - A explicação consiste na determinação das causas dos fenômenos, de seu "por quê", ou seja, em descobrir o consequente pré-formado em seus antecedentes, em deduzir os fatos à sua causa, a única causalidade inteligível sendo a adequação da causa ao efeito.
As duas definições de “explicação” correspondem, respectivamente, à tradição:
empirista e racionalista.
probabilista e empirista.
funcionalista e probabilista.
racionalista e funcionalista.
funcionalista e racionalista.
Entre os filósofos da Época Moderna, Hume e Kant ofereceram explicações diversas sobre como funciona o intelecto humano, posteriormente reunidas nas correntes de pensamento denominadas empirismo e criticismo.
Nesse sentido, essas correntes consideram que
o saber sobre o mundo deriva da experiência.
as ideias manifestadas pelos homens são inatas.
o conhecimento independe da impressão sensível.
a realidade é uma manifestação da essência divina.
o intelecto é capaz de investigar como é possível conhecer.
Francis Bacon é considerado um dos fundadores do método indutivo de investigação científica
Certo
Errado
O Empirismo é uma corrente filosófica para a qual a experiência é critério ou norma da verdade, considerando-se a palavra “experiência” no significado. Em geral, essa corrente caracteriza-se por:
I. Negação do caráter absoluto da verdade ou, ao menos, da verdade acessível ao homem.
II. Reconhecimento de que toda verdade pode e deve ser posta à prova; logo, eventualmente modificada, corrigida ou abandonada.
Os itens I e II estão corretos.
Somente o item I está correto.
Somente o item II está correto.
Os itens I e II estão incorretos.
Explorando ainda um pouco mais a metáfora do espelho, podemos especular sobre a razão para que o reflexo ou a cópia ser, no pensamento, “embaçada”, com “cores mais fracas” do que os materiais originais. Além disso, já na seção III do Ensaio sobre o entendimento humano, Hume passa a tratar das associações entre as ideias e falará de princípios de associação como princípios de funcionamento do próprio entendimento. Sobre as implicações destes desenvolvimentos para a Epistemologia e para a própria ideia de Ciência, assinale a alternativa evidentemente incorreta.
O ideal clássico de Ciência como conhecimento universal e necessário se fundava sobre a Metafísica e se estendia sobre toda a realidade. A ideia de necessidade precisa ser revista na medida em que o foco da atividade científica se desloca dos objetos externos para o interior do próprio pensamento e para os padrões de funcionamento do entendimento
A investigação científica que segue o caminho do empírico implica também no modo de conceber a própria atividade da mente nos produtos por ela produzidos como conhecimentos. Se a mente é passiva na captação do “não sei o que” que nos afeta nas experiências, já não podemos ser ingênuos quanto à sua interferência nos seus produtos
O ceticismo da Ciência que vemos em Hume, que desloca o problema da causalidade e da necessidade (e da liberdade) do campo da metafísica para o interior do próprio campo da atividade racional, estabelece um novo fundamento para a ciência moderna, a saber, as ciências morais, pois na medida em que os sentimentos são postos como o maior grau de certeza que as ciências podem alcançar, os princípios de funcionamento da mente assumem o carácter de universalidade que faltava ao sujeito racional
Os três princípios de funcionamento do entendimento para Hume são os princípios da lógica, a saber: o princípio de contradição (ou não-contradição), o da identidade e o do terceiro excluído. Sendo assim, não há mudança no caráter de universalidade ou de necessidade da Ciência, ainda que o ponto de partida seja a experiência
O termo "percepções" é utilizado por Hume para designar a totalidade dos fatos mentais e das operações volitivas. Sobre este aspecto, assinale a alternativa correta.
As ideias não são percepções, mas conteúdos impressos na mente anteriores a toda experiência
As ideias diferem das impressões sensíveis, sejam externas ou internas, em sua natureza e em sua origem
As ideias e percepções sensíveis, por terem a mesma origem na impressão, não diferem em função de sua natureza, mas em função do grau de proximidade que têm de sua origem
Os critérios de força e vivacidade em Hume são equivalentes aos critérios de clareza e distinção em Descartes
Em Hume, o empirismo está fortemente ligado ao ceticismo.
Certo
Errado
Entre as diversas correntes filosóficas da Idade Moderna, destaca-se o empirismo. Esta faz o contraponto ao racionalismo, por acreditar que o conhecimento do mundo é obtido através da experiência sensível.
Entre os renomados filósofos empiristas, destaca-se:
Avicena.
John Locke.
Auguste Comte.
Baruch Spinoza.
Wilhelm Leibniz.
Quando se lê no trecho citado que “nosso pensamento é um reflexo fiel” e que “copia seus objetos com veracidade”, é evidente que Hume faz uso de uma analogia especular. Sendo assim, deve-se ter em mente que se o pensamento é o “reflexo”, logo há um objeto “refletido”, e mantendo a analogia, se o pensamento copia, então há um algo que é copiado. Quanto a este refletido ou copiado, assinale a alternativa que apresenta a correspondência correta.
Trata-se de um objeto real fora da mente
Trata-se das impressões na mente advindas pelas sensações exteriores ou interiores
São as qualidades primárias captadas das coisas através das experiências
São as próprias ideias
Para Francis Bacon, os filósofos antigos falharam por não ter aplicado um método adequado que possibilitasse a construção de um conhecimento mais sólido que a mente humana era capaz de construir por si mesma.
Certo
Errado
Observe as informações acerca do método baconiano.
I - observar o máximo de dados possíveis sobre o objeto estudado, organizá-los e coletá-los;
II - dividir um problema complexo em parcelas menores examinando cada parte de acordo com a regra de evidencia;
III - organizar e classificar os dados coletdos;
IV - interpretar os resultados adquiridos e postular uma lei geral;
V - revisar e enumerar todos os passos anteriores, a fim de se ter certea de que nada escapou do estudo.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
I, II, III, IV e V.
Francis afirma que para utilizar o método baconiano é necessário identificar e superar os ídolos, ideias que estão arraigadas no intelecto humano.
Quanto ao ídolo de teatro, é correto afirmar:
que são ideias surgidas no mercado, onde a multidão troca ideias e palavras entre si.
que são ideias específicas de cada indivíduo.
que são doutrinas filosóficas que não passam de opiniões e invenções humanas.
que é uma inclinação humana de tentar simplificar a realidade.
que é uma ideia que onde não existe nada definitivo.
Existem várias correntes filosóficas que analisam e discutem as teorias a respeito do conhecimento. Entre elas, está a que admite que o conhecimento tem origem e evolui, a partir de experiências que o sujeito vai acumulando. Advoga, portanto, que todo conhecimento tem como fundamento a experiência, que vem, primeiro, de uma informação sensorial, transmitida do exterior para o interior do indivíduo. Tal pensamento é defendido pelos
racionalistas.
construtivistas.
internacionalistas.
ambientalistas.
empiristas.
A ideia de causa e efeito foi, e ainda é, muito usada pelas ciências em geral. Quando se observa uma regularidade entre os fenômenos, precisamente a regularidade de sua contiguidade e sucessão, logo inferimos a necessidade da conexão entre os dois fenômenos, considerando-os um como causa e o outro como efeito.
Que filósofo faz a crítica da ideia de causa e efeito no século XVIII, defendendo que causa e efeito são duas ideias bem distintas entre si, pois nenhuma análise, por mais precisa que seja, pode fazer saber, antecipadamente, o efeito que deriva de determinada causa?
Montesquieu.
David Hume.
George Berkeley.
Adam Smith.
A Teoria do Conhecimento foi desenvolvida através de um método experimental de raciocínio e concluindo que o conhecimento é desenvolvido através da experiência sensível do ser humano, a qual está dividida em duas partes: impressões e ideias. O filósofo que desenvolveu a teoria do conhecimento foi:
David Hume
René Descartes
Immanuel Kant
Friedrich Nietzsche
Podemos situar historicamente alguns pensadores na chamada Renascença e Idade da Razão (1500-1750). Quase todos demonstravam renovado interesse no conjunto da cultura clássica greco-romana e contestavam a autoridade da igreja (O livro da filosofia, São Paulo: Globo, 2011). Sabendo disso, faça a associação dos filósofos mais destacados do período, listados na primeira coluna, com as frases que melhor representam a síntese do pensamento deles, elencadas na segunda coluna.
COLUNA 01
1.Nicolau Maquiavel
2. Francis Bacon
3. John Locke
4. René Descartes
5. Thomas Hobbes
COLUNA 02
( ) Penso, logo existo.
( ) O homem é o lobo do homem.
) Conhecimento é poder.
( ) Os fins justificam os meios.
( )Todo o nosso conhecimento provém de nossa experiência.
A sequência CORRETA dos itens é:
4-5-2-1-3.
3-1-2-5-4.
2-1-4-3-5.
1-2-3-4-5.
Francis Bacon cria a teoria dos ídolos, a fim de tornar as pessoas conscientes das falsas noções que obscurecem a mente e impedem o caminho para a verdade. Assim, a identificação dos ídolos é o primeiro passo que se deve realizar para tornar possível libertar-se deles.
Que tipo de ídolos ocorre na lista elaborada por Bacon?
Ídolos do intelecto.
Ídolos do templo.
Ídolos da modernidade.
Ídolos do teatro.
Parte das reflexões filosóficas contemporâneas sobre o impacto da Técnica/Tecnologia na vida humana tem focado sobre o tema de a tecnologia ter ajudado ou determinado a produção de formas de um niilismo disseminado nas sociedades intensa e tecnologicamente mediadas de hoje. Marque a alternativa ERRADA no tocante a obras e autores que realizaram esse tipo de reflexão:
A questão da Técnica, M. Heidegger
Novum Organum, F. Bacon
O princípio responsabilidade, H. Jonas.
A rebelião das massas, Ortega y Gasset.
O homem unidimensional, H. Marcuse.
No pensamento de Francis Bacon, a teoria dos ídolos desempenha um importante papel no livro I do Novum Organum, a saber: tornar o homem consciente das falsas noções que obscurecem seu intelecto, a fim de que delas se afaste.
Com base na mencionada teoria dos ídolos, relacione as colunas:
(1) ídolos da tribo
(2) ídolos da caverna
(3) ídolos do foro
(4) ídolos do teatro
( ) Derivam da comunhão e das relações que os homens têm entre si.
( ) Derivam do indivíduo singular, da natureza específica da alma e do corpo do indivíduo, bem como de sua educação e hábitos.
( ) Fundam-se na própria natureza humana e sobre a própria família ou espécie humana.
( ) Penetram na alma humana por obra das diversas doutrinas filosóficas e das péssimas regras de demonstração.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de cima para baixo, é
3 – 2 – 1 – 4.
1 – 3 – 4 – 2.
2 – 4 – 3 – 1.
4 – 1 – 2 – 3.
Embora não seja algo preciso e rigoroso, há uma tradição que concebe duas correntes filosóficas opostas a percorrerem os séculos, consagradas simbolicamente pelas duas figuras centrais, Platão e Aristóteles, presentes no célebre quadro de Rafael, A escola de Atenas. São elas:
o tomismo, desenvolvido na Idade Média, pela Igreja católica, e o criticismo, surgido na Antiguidade, e que teve apogeu no século XIX.
o ceticismo, que diz que não há conhecimento seguro sobre o empírico, e o empirismo, que se fundamenta na experiência para a produção de conhecimentos científicos.
o empirismo, caracterizado pela ideia de que a razão é a fonte do conhecimento verdadeiro, e o racionalismo, que defende o uso de métodos racionais para se atingir um conhecimento seguro.
o racionalismo, que concebe o sujeito como fonte do conhecimento, e o empirismo, que entende que a origem do conhecimento está nos sentidos.
o platonismo, que concebe a existência de um mundo ideal, e o aristotelismo, que entende que a natureza é a origem da verdade.